Encontro abordou as transformações do mercado de TI e as competências exigidas dos profissionais pela indústria
SÃO LUÍS- O mercado de Tecnologia da Informação (T.I) acompanha o comportamento da economia e tende a se concentrar em regiões com maior atividade empresarial e investimento. No Maranhão, o cenário vem ganhando relevância com a ampliação da formação e o crescimento do interesse pela área, embora ainda haja espaço para aumentar a presença de profissionais de T.I diante da demanda crescente do setor. Nesse cenário, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (SENAI-MA) promoveu um encontro na última quinta-feira, dia 24 de setembro, na unidade Raimundo Franco Teixeira, no Monte Castelo, com os alunos da área para tratar sobre a empregabilidade e as novas tecnologias no setor.
O impacto das novas tecnologias sobre o mercado de trabalho, a evolução da computação em nuvem, a inteligência artificial, e a internet vem mudando não apenas a operação das empresas, mas também o perfil dos profissionais procurados. O domínio técnico, por si só, já não é suficiente: o mercado exige capacidade para compreender processos, automatizar tarefas, interpretar dados e transformar tecnologia em resultados. Nesse cenário, a inteligência artificial aparece como uma ferramenta de alto potencial, mas seu uso depende de conhecimento sólido para evitar aplicações inadequadas e riscos à operação. Esses foram pontos importantes da palestra ministrada pelo instrutor do SENAI-MA, Tomazio Machado.
O professor Tomazio Machado, instrutor de Ensino Superior do SENAI-MA e responsável pela atividade, destacou a importância de preparar os alunos para as demandas atuais do mercado de tecnologia. “A palestra abordou a empregabilidade em tecnologia, apresentando aos alunos as áreas que estão em destaque no mercado, as qualificações e competências mais buscadas e as profissões com maior demanda e remuneração. A ideia é mostrar que, além do certificado, é preciso desenvolver uma qualificação alinhada às necessidades do mercado de trabalho.”
A formação técnica também tem contribuído para ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho. É o caso de Jonas Felipe, de 31 anos, aluno do SENAI. “Eu faço o curso técnico em Redes de Computadores e, através dele, consegui um estágio na área e depois fui contratado. Foi uma experiência muito boa, porque pude colocar em prática o que estava aprendendo e me profissionalizar em uma área que eu gosto. Agora, quero continuar aprendendo e me aperfeiçoando cada vez mais.”
O gerente do Raimundo Franco Teixeira, Marcos Coutinho, destacou a importância da iniciativa para a formação dos alunos e para aproximá-los das transformações do setor. “Esse momento é muito importante para os estudantes, porque permite discutir temas que estão diretamente ligados ao mercado de trabalho. Estamos vivendo um processo de transformação digital, com o desenvolvimento de novos projetos e o fortalecimento do HUB de Inovação do SENAI.”
INOVAÇÃO - O Hub de Inovação do SENAI, recém-inaugurado na unidade localizada no Monte Castelo também teve papel de destaque no encontro. A instituição foi apresentada como espaço de conexão entre indústria, academia, startups, estudantes e pesquisadores, com atuação em projetos de inovação abertos e no desenvolvimento de soluções apresentadas a desafios concretos do mercado.
Segundo Erika Nascimento, analista responsável pelo HUB, ele funciona como ponte entre diferentes atores da economia, criando oportunidades de colaboração e aproximando os jovens das demandas reais da indústria. “O Hub de Inovação do SENAI tem o propósito de gerar a competitividade da indústria maranhense por meio da inovação e do desenvolvimento tecnológico. Receber os alunos em nosso espaço para uma palestra sobre empregabilidade em T.I é muito importante, porque também é uma oportunidade de ouvir suas necessidades e se aproximar dos desafios reais da indústria. Nosso papel é justamente facilitar essa conexão e contribuir para a formação de competências em inovação, tecnologia e transformação digital."
Com curadoria de Eucanaã Ferraz, a exposição revela uma Amazônia contemporânea, poética e fragmentada, em cartaz de 07 de outubro a 07 de novembro de 2026, no CHÃO SLZ, em São Luís (MA), com entrada gratuita.
O Chão SLZ, em São Luís (MA), recebe de 07 de outubro a 07 de novembro de 2026 a exposição “O mundo em trânsito de Marcone Moreira”, com curadoria de Eucanaã Ferraz.
A mostra propõe uma imersão no universo visual e simbólico do artista maranhense, radicado no Pará, cuja obra reflete o diálogo entre a paisagem amazônica, o cotidiano popular e as tensões de um mundo em constante transformação; além de ser um importante marco em sua trajetória, sendo a primeira exposição institucional no estado onde nasceu, o Maranhão.
A abertura acontece no dia 07 de outubro, às 18h30, no CHÃO SLZ, com a presença do artista. A noite reúne a visita à exposição e uma conversa entre Marcone Moreira e Dinho Araújo, que aproxima o público dos processos, materiais e percursos que atravessam a obra do artista.
A arte como arqueologia do presente
Marcone Moreira constrói sua trajetória a partir da paisagem de Marabá (PA) — cidade situada entre os rios Tocantins e Itacaiúnas, ponto de partida para uma poética visual que une o popular e o contemporâneo.
Segundo o curador Eucanaã Ferraz, a exposição percorre a noção de “mundo em trânsito”, em que materiais, linguagens e tempos se cruzam em constante mutação.
A mostra se estrutura sobre a ideia de que a paisagem e a ruína são faces de um mesmo movimento: o da transformação e da sobrevivência.
“Marcone traduz a Amazônia não como cenário exótico, mas como território simbólico e universal
— lugar de cruzamentos, ausências e reinvenções”, explica o curador.
Entre linguagens, suportes e sentidos
A exposição reúne trabalhos de diferentes momentos da carreira do artista, traçando um panorama de sua pesquisa em torno dos materiais, da paisagem e das transformações sociais e simbólicas da Amazônia.
Entre as séries apresentadas estão Cruzamentos, composições feitas a partir de madeiras e parafusos de carrocerias de caminhões, que evocam o deslocamento entre rios e estradas, vida e morte, ausência e presença. Nas séries Páginas e Rotas, o artista cria arranjos cromáticos com madeiras de embarcações desgastadas, estabelecendo um diálogo entre o construtivismo brasileiro e o imaginário popular amazônico.
As pinturas de Travessias trazem figuras solitárias em embarcações, como metáforas da travessia humana entre o trabalho e a magia, a história e o mito. Nas obras instalativas, está Vertebral, uma grande escultura formada por hélices fundidas em alumínio, dispostas em movimentos sinuosos que remetem à força e à vitalidade da sucuri, símbolo ancestral da floresta e do corpo vivo da natureza; e Exaustos, instalação composta por porretes e cepos de madeira usados na quebra do babaçu e da castanha-do-pará.
Uma Amazônia plural e contemporânea
A exposição é um desdobramento de “Entre Ruínas: o mundo em trânsito de Marcone Moreira”, apresentada em 2025 na CAIXA Cultural de São Paulo, e propõe uma leitura da Amazônia como metáfora do Brasil contemporâneo, que é múltiplo, fragmentado, por vezes devastado, mas ainda pleno de potência criativa e ancestralidade.
A mostra convida o público a refletir sobre as relações entre paisagem e identidade, matéria e memória, levando a arte de Marcone Moreira a ser compreendida como um testemunho sensível de nosso tempo.
Sobre o artista: Marcone Moreira
Iniciou suas experimentações artísticas no final dos anos 1990 e desde então participa de exposições no Brasil e no exterior. Sua produção abrange diversas linguagens: pintura, escultura, vídeo, fotografia e instalação, com foco na memória e no deslocamento simbólico de materiais do cotidiano, que ele apresenta em novos contextos poéticos.
Entre suas principais exposições individuais estão “Território líquido” (Instituto Tomie Ohtake, 2015), “Marcone Moreira” (Paço Imperial, 2016), “Linhas de Força” (Palácio das Artes, 2017), “Exaustos” (Casa das Onze Janelas, 2018), “Conjunção” (Gomide, 2020), “Fraturas”, com texto crítico de Eucanaã Ferraz (Portas Vilaseca Galeria, Rio de Janeiro, 2024), e “Entre Ruínas: omundo em trânsito” (CAIXA Cultural São Paulo, 2025). Participou de mostras coletivas como o Panorama da Arte Brasileira (MAM-SP, 2003), Os Trópicos (Martin-Gropius-Bau, Berlim, 2008), From the Margin to the Edge (Somerset House, Londres, 2012), VAIVÉM (CCBB, 2019) e da 6ª Bienal de Montevidéu (2025).
Foi contemplado com prêmios e bolsas, entre eles o Bolsa Pampulha, do Museu de Arte da Pampulha, em 2005, o Prêmio Marcantonio Vilaça (2010 e 2011), a Bolsa de Pesquisa Funarte (2013), a Bolsa Fundação Joaquim Nabuco (2014) e o Prêmio PREAMAR de Arte e Cultura (2020).
Em 2025, foi selecionado no edital da CAIXA Cultural São Paulo e no Programa Funarte de Difusão Nacional (Circuito Marcantonio Vilaça de Artes Visuais).
Sobre o curador: Eucanaã Ferraz
Rio de Janeiro, 1961. Poeta, professor de Literatura Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro e Consultor de Literatura do Instituto Moreira Salles desde 2010. Publicou diversos livros de poesia premiados no Brasil e em Portugal, e organizou obras de autores como Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto, Vinicius de Moraes, Sophia de Mello Breyner Andresen e Carlos Drummond de Andrade.
Como curador, assinou exposições de Fayga Ostrower, Raul Mourão, Vicente de Mello, José Bechara e Chichico Alkmim, entre outros. Em parceria com Veronica Stigger, realizou Constelação Clarice (IMS, 2018–2022), eleita pela revista Frieze uma das dez melhores mostras do mundo em 2022. Sua atuação como ensaísta e pesquisador articula literatura, artes visuais e música em uma perspectiva integrada da criação artística.
Informação: Assessoria de Comunicação
Programação inclui capacitações em inteligência artificial, atendimento, logística e sistemas de gestão
SÃO LUÍS – O Instituto Euvaldo Lodi do Maranhão (IEL-MA) divulgou a programação de cursos de educação empresarial para outubro, em São Luís. As capacitações são voltadas a profissionais de diferentes áreas e abordam temas relacionados à gestão, liderança, produtividade e melhoria de processos.
A programação começa com a Imersão em Mapeamento de Processos e Automação com Inteligência Artificial, nos dias 17 e 24 de outubro, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Com 16 horas de duração, o curso apresenta aplicações da inteligência artificial no ambiente corporativo, engenharia de prompts, identificação de oportunidades de automação, uso de ferramentas como ChatGPT, Claude, NotebookLM e Gemini, além de criação de documentos, análises e assistentes de IA.
Entre os dias 19 e 22 de outubro, será realizado o curso Atendimento de Excelência e Experiência do Cliente, no período noturno, das 18h às 22h. A capacitação tem 16 horas e aborda atendimento, comunicação assertiva, escuta ativa, gestão de conflitos, relacionamento e fidelização de clientes. O público inclui profissionais de atendimento, vendas, recepção, SAC, áreas comercial e administrativa.
Também de 19 a 23 de outubro, das 18h às 22h, o IEL-MA oferece o curso Gestão de Estoques, Armazenagem e Logística, com carga horária de 20 horas. A programação contempla fundamentos da logística, cadeia de suprimentos, planejamento e controle de estoques, transporte, armazenagem, logística reversa e análise de situações práticas. A capacitação é destinada a profissionais de logística, estoques, almoxarifado, compras, suprimentos, produção e administração.
Fechando a programação, de 26 a 30 de outubro, será realizada a Formação de Auditor Interno SGI, das 18h às 22h, com 20 horas de duração. O curso aborda fundamentos do Sistema de Gestão Integrado, auditoria interna, planejamento e execução de auditorias, identificação de não conformidades, elaboração de relatórios e práticas de auditoria. O público inclui gestores e responsáveis pelo SGI, analistas, técnicos, supervisores, coordenadores e integrantes de equipes de auditoria.
As capacitações integram a atuação do IEL-MA na educação empresarial, com cursos destinados ao desenvolvimento de profissionais e ao aprimoramento de competências necessárias à gestão e aos processos das empresas.
DESCONTOS – O IEL-MA oferece 20% de desconto para indústrias sindicalizadas, 18% para clientes com dois ou mais serviços contratados no IEL e 15% para indústrias não sindicalizadas. As informações sobre conteúdo, investimento, descontos e inscrições estão disponíveis no site IEL Cursos.
Oportunidades são para profissionais de níveis Médio e Superior, com salários de até R$ 4.380,11
SÃO LUÍS – O Serviço Social da Indústria do Maranhão (SESI-MA) está com inscrições abertas, até o dia 5 de outubro, para cinco vagas destinadas a profissionais de níveis Médio e Superior, com atuação nos municípios de São Luís, Imperatriz e Rosário. As oportunidades fazem parte do Processo Seletivo nº 22/2026, executado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MA).
Em São Luís, estão disponíveis duas vagas, com carga horária de 220 horas mensais. Para o nível Superior, a oportunidade é para Analista Superior – Psicólogo Escolar, com salário de R$ 4.380,11. Para o nível Médio, há uma vaga de Assistente Técnico – Monitor Escolar, com remuneração de R$ 2.811,43.
Em Imperatriz, a oportunidade é para Analista Superior – Educador Físico, com carga horária de 100 horas mensais e salário de R$ 1.990,96. Já em Rosário, são duas vagas de nível Médio para Assistente Técnico: uma para Motorista, com remuneração de R$ 2.811,43; e outra para Técnico de Segurança do Trabalho, com salário de R$ 3.561,43. As duas funções têm carga horária de 220 horas mensais.
As vagas são para contratos por prazo indeterminado e oferecem benefícios como auxílio-alimentação, plano de assistência médica, seguro de vida e vale-transporte. Todos os cargos exigem conhecimento básico em informática e experiência profissional mínima de seis meses na área de atuação, além dos requisitos específicos de cada função.
Para a vaga de Educador Físico, é necessário possuir bacharelado em Educação Física e registro ativo no Conselho Regional de Educação Física. Para Psicólogo Escolar, é exigida graduação em Psicologia, registro ativo no Conselho Regional de Psicologia do Maranhão (CRP-22), além de experiência profissional em Psicologia Escolar e/ou Educacional.
Para o cargo de Motorista, o candidato deve ter ensino Médio completo, curso de Direção Defensiva atualizado e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria D ou superior. Já para Monitor Escolar, é necessário ensino Médio completo. A vaga de Técnico de Segurança do Trabalho exige curso técnico na área e registro profissional.
INSCRIÇÕES – As inscrições podem ser realizadas até o dia 5 de outubro, exclusivamente pelo site do Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MA). Para participar, o candidato deve realizar o pagamento de taxa no valor de R$ 70,00 para os cargos de nível Médio e R$ 90,00 para os de nível Superior, com pagamento até 6 de outubro.
O processo seletivo contará com três etapas: análise documental, etapa prática (estudo de caso) e entrevista. O resultado está previsto para 12 de novembro. O edital na íntegra, contendo os requisitos de cada cargo, atribuições, critérios de avaliação e cronograma, está disponível no portal de processos seletivos IEL.
Informação: Fiema
Alterações naturais da puberdade fazem o sono chegar mais tarde e podem entrar em conflito com a rotina escolar
Se você tem um adolescente em casa, provavelmente já está familiarizado com o cenário: à noite, a energia está no máximo. Ele conversa com os amigos, joga videogame, mexe no celular e não demonstra a menor vontade de ir dormir. Na manhã seguinte, o cenário se inverte. O despertador toca, os pais chamam várias vezes e conseguir tirá-lo da cama para ir à escola vira uma batalha. Embora hábitos como o uso de telas até tarde possam piorar a situação, nem tudo é falta de disciplina: mudanças naturais do organismo durante a adolescência favorecem a tendência de dormir e acordar mais tarde.
A endocrinologista do Hospital São Domingos, Ananda Medeiros de Oliveira, explica que durante a puberdade ocorre uma mudança natural na regulação do sono que atrasa o ritmo circadiano, nome técnico para o “relógio interno” do organismo.
“Mudanças hormonais e no funcionamento do relógio biológico durante a adolescência fazem com que a sensação de sono costume chegar mais tarde. Por isso, é comum que ele esteja desperto e cheio de energia à noite, mesmo quando precisa acordar cedo no dia seguinte”, afirma a médica. O problema é que essa mudança acontece justamente em uma fase em que muitos jovens precisam acordar cedo para estudar, criando um descompasso entre a necessidade biológica e a rotina diária.
Por que o sono chega mais tarde?
Uma das explicações envolve a melatonina, hormônio relacionado à regulação do ciclo de sono e vigília. Na adolescência, o início de sua liberação noturna pode ocorrer cerca de uma a duas horas mais tarde do que na pré-adolescência, deslocando também o horário em que o sono aparece.
Outro fator é a chamada pressão homeostática do sono, ou seja, a necessidade de dormir que aumenta conforme permanecemos acordados. Durante a puberdade, esse acúmulo ocorre mais lentamente, permitindo que o jovem consiga ficar desperto por mais tempo.
Hábitos do cotidiano também podem intensificar o atraso. Uso de celular e outras telas à noite, exposição à luz artificial e consumo de café ou energéticos podem dificultar ainda mais o início do sono.
E quando o adolescente perde a hora no final de semana? “Na prática, o dormir até mais tarde nos fins de semana em adolescentes é, na maioria das vezes, um marcador de privação de sono acumulado durante a semana”, explica Ananda.
Quando a diferença entre os horários de dormir e acordar nos dias letivos e nos fins de semana é muito grande e se repete com frequência, pode ocorrer o chamado “jetlag social”. O termo descreve o descompasso entre o relógio biológico e os horários impostos pela rotina. É como viver em dois fusos horários sem sair de casa: durante a semana, o adolescente precisa acordar cedo para cumprir os compromissos escolares; nos dias livres, tende a dormir e acordar bem mais tarde. Quando chega a segunda-feira, o organismo precisa se adaptar novamente ao despertar precoce, o que pode aumentar a sonolência e a dificuldade para levantar pela manhã.
É preciso procurar ajuda?
Embora dormir e acordar mais tarde possa fazer parte da adolescência, alguns sinais merecem atenção. “A avaliação médica pode ser necessária quando o atraso do sono começa a causar prejuízo escolar, dificuldade intensa para acordar, sonolência excessiva durante o dia ou sofrimento na rotina”, orienta Ananda. Também é importante investigar sintomas como roncos frequentes, pausas na respiração durante o sono e alterações importantes de humor.
Segundo a especialista, gostar de dormir e acordar mais tarde não significa, por si só, que exista um problema. É preciso, porém, diferenciar a mudança natural do sono na adolescência do transtorno do atraso da fase do sono-vigília. Nesse transtorno, o relógio biológico fica atrasado de forma persistente: o jovem tem muita dificuldade para adormecer no horário necessário e, consequentemente, para acordar cedo, mesmo quando tenta manter uma rotina diferente. O quadro passa a ser preocupante quando provoca prejuízos frequentes, como atrasos ou faltas à escola, sonolência excessiva durante o dia, queda no rendimento e dificuldades na vida social e familiar.
“Mais do que rotular o adolescente como preguiçoso, observar a qualidade, a duração e a regularidade do sono pode ajudar a entender o que realmente está acontecendo. Em muitos casos, dormir mais tarde não é falta de vontade de levantar da cama, mas consequência de mudanças naturais que acompanham a puberdade”, conclui a médica.
Informação: Cores Comunicação
Apresentação será realizada pela Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial no dia 29 de setembro, às 9h, no imóvel que receberá o novo equipamento cultural
A Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico – FUMPH, realiza, no dia 29 de setembro de 2026, às 9h, a solenidade de apresentação dos projetos do futuro Centro de Interpretação do Patrimônio Mundial de São Luís. A Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM) apresentará os projetos durante o evento, que contará com a participação do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Maranhão – Sebrae-MA, responsável pela cessão do casarão destinado ao equipamento cultural. A solenidade ocorrerá no próprio imóvel, localizado na Avenida Dom Pedro II, nº 241, no Centro Histórico.
Estarão presentes o presidente da OCBPM, Mário Augusto Ribas do Nascimento, e o presidente nacional interino do Sebrae, Rodrigo de Sousa Soares. A participação dos representantes das duas instituições reúne, no momento da apresentação, a organização responsável pela contratação dos projetos e a entidade proprietária do imóvel onde o Centro será instalado.
De propriedade do Sebrae-MA, o casarão foi cedido para uso do Município de São Luís por meio de termo assinado em setembro de 2021. A cessão teve como finalidade a futura instalação do Centro de Interpretação. Agora, com a apresentação dos projetos, serão conhecidas as propostas de adaptação do imóvel ao novo uso cultural.
Dedicado ao Centro Histórico de São Luís, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial em 1997, o espaço foi concebido para ajudar moradores, estudantes e visitantes a compreender o Valor Universal Excepcional – VUE deste sítio patrimônio mundial. A proposta reúne atividades expositivas e educativas em um imóvel situado no próprio conjunto histórico que será apresentado ao público.
Os projetos partem de um estudo da edificação e de sua relação com a cidade, reunindo pesquisa histórica e registros iconográficos de diferentes períodos. O projeto ainda prevê área de acolhimento com exposição, além de café, loja, pátio externo e espaço para oficinas.
A apresentação dos projetos permite conhecer como o imóvel poderá receber essas atividades e marca uma etapa no desenvolvimento do futuro Centro de Interpretação.
O que é um centro de interpretação
Um centro de interpretação é um espaço que ajuda as pessoas a descobrir e compreender um patrimônio cultural. Sua função vai além de reunir informações sobre monumentos e acontecimentos: ele estabelece relações entre os bens preservados, o território onde estão inseridos e as experiências de quem vive ou visita esse lugar.
De acordo com os princípios conceituais elaborados pela OCBPM para os centros de interpretação dos sítios brasileiros reconhecidos como Patrimônio Mundial, a apresentação do patrimônio deve despertar o interesse por sua descoberta. Exposições, atividades educativas e recursos de comunicação podem oferecer ao visitante caminhos para observar a cidade, entender suas referências culturais e continuar a experiência fora do equipamento.
Em São Luís, essa proposta parte do Centro Histórico. O futuro espaço deverá contribuir para que o público conheça o conjunto histórico, arquitetônico e paisagístico, reconhecido pela Unesco e perceba sua relação com a memória e a vida cultural da cidade. Para os moradores, a interpretação do patrimônio também pode fortalecer o reconhecimento de um território que faz parte de seu cotidiano. Para os visitantes, oferece contexto para uma experiência mais qualificada.
Na dimensão turística, o Centro de Interpretação funcionará como um ponto de partida para conhecer o Centro Histórico de São Luís. O Centro apresentará ao visitante as características do conjunto reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial, ajudando-o a compreender seus espaços, sua história e suas referências culturais. A partir dessa experiência, o turista poderá percorrer o Centro Histórico com mais informações para observar os lugares e descobrir as histórias relacionadas a eles.
Valor histórico do imóvel: a casa de Graça Aranha
O casarão da Avenida Dom Pedro II, nº 241, foi residência do escritor maranhense Graça Aranha entre 1870 e 1884, durante parte de sua infância e adolescência. A ligação com o autor acrescenta à importância arquitetônica do sobrado uma dimensão da memória literária de São Luís.
Nascido na capital maranhense, Graça Aranha foi escritor, diplomata e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Autor do romance Canaã, também participou da organização da Semana de Arte Moderna de 1922. Ao longo de sua história mais recente, o imóvel serviu como sede do Sebrae e, em 2023, passou a abrigar a Galeria Trapiche, que instalou no casarão uma sala dedicada à vida e à obra do escritor.
A futura instalação do Centro de Interpretação dará ao sobrado uma função relacionada à sua própria trajetória: receber o público em um lugar que também faz parte da história que o novo equipamento pretende apresentar.
Serviço
O quê: Solenidade de apresentação dos projetos do Centro de Interpretação do Patrimônio Mundial de São Luís
Quando: 29 de setembro de 2026, às 9h
Onde: Avenida Dom Pedro II, nº 241, Centro Histórico de São Luís
Com recorde de 197 trabalhos inscritos no Maranhão, a participação de profissionais de diferentes regiões reforça a diversidade de olhares sobre o empreendedorismo e os pequenos negócios no estado.
A presença de jornalistas do interior do Maranhão marcou a 13ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo e evidenciou a diversidade de vozes que ajudam a contar as histórias do empreendedorismo no estado. A premiação aconteceu nesta quinta-feira, 24 de setembro, no Teatro Arthur Azevedo.
Profissionais que atuam fora da capital participaram da premiação, alguns deles chegando às etapas finais da disputa, levando para o reconhecimento estadual pautas produzidas a partir da realidade de diferentes territórios maranhenses.
Entre os destaques esteve o Sistema Pericumã de Comunicação, de Pinheiro, que teve o repórter Rickson Amaral como finalista. Embora não tenha conquistado o prêmio, a chegada à etapa final foi considerada pela equipe uma conquista importante, especialmente por representar uma das primeiras participações da emissora em uma premiação dessa dimensão.
Para Fabrício Matias, representante do Sistema Pericumã de Comunicação, a presença do veículo na premiação ajuda a dar visibilidade aos profissionais que produzem jornalismo longe da capital.
“Estamos muito orgulhosos de chegarmos até aqui porque essa representatividade é importante, porque demonstra a força dos nossos repórteres, a força do jornalismo do interior do estado, que é bem desafiador”, contou.
Segundo ele, questões como deslocamento e disponibilidade de recursos tornam a produção jornalística no interior um desafio adicional, o que aumenta a importância de iniciativas que estimulem e reconheçam esses profissionais.
A trajetória de jornalistas que saíram do interior e passaram a atuar em grandes veículos da capital também esteve representada na premiação. Repórter da TV Mirante, Nice Ribeiro nasceu em Pinheiro, na Baixada Maranhense, e destacou a importância do reconhecimento para profissionais que diariamente levam ao público histórias de diferentes realidades.
“Eu vim da região da Baixada Maranhense, da cidade de Pinheiro, consegui abrir espaço e trabalhar aqui em São Luís na TV Mirante. Então, essa é uma trajetória e, quando a gente tem nosso trabalho reconhecido a partir de uma história que é contada com o apoio do Sebrae, é muito gratificante.”
Para Nice, o prêmio também representa uma oportunidade de valorizar o próprio jornalista, que muitas vezes está concentrado em mostrar os desafios enfrentados por outras pessoas.
“A gente, enquanto jornalista, entra na casa das pessoas mostrando o trabalho, mostrando as dificuldades, os desafios, e o Prêmio nos dá a oportunidade de mostrar o outro lado, porque homenageia o profissional da comunicação enquanto pessoas que também passam por dificuldade”, finalizou.
Um retrato de diferentes “Maranhões”

Jornalistas de diferentes regiões do Maranhão participaram da 13ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo, levando ao evento a diversidade de olhares e histórias produzidas a partir dos territórios.
A produção jornalística feita a partir dos territórios permite, assim, que histórias de pequenos negócios, produtores, trabalhadores e empreendedores, que nem sempre estão no centro da cobertura dos grandes veículos, também alcancem novos públicos.
Para Marcelo Moreira, repórter da TV Mirante e primeiro colocado na categoria Melhor Vídeo, em seu trabalho premiado, o jornalista abordou a cadeia produtiva do babaçu a partir de uma reportagem produzida em Coroatá. A pauta levou a equipe até o interior para ouvir pessoas que vivem da atividade e mostrar sua relação com a economia, a agricultura e a subsistência.
“O Prêmio Sebrae de Jornalismo dá espaço para pessoas de várias regiões do estado e isso é importante para as pessoas que estão lá dando voz aos empreendedores. No nosso caso, viajamos para Coroatá para dar voz às pessoas que trabalham com o coco babaçu e o que isso representa na economia, na agricultura, na subsistência. Assim como nós tem outros muitos jornalistas que estão dando voz aos empreendedores no interior do estado”, disse.
Recorde de inscrições
A 13ª edição do Prêmio Sebrae de Jornalismo foi marcada ainda pelo recorde de participação no Maranhão. Ao todo, 197 trabalhos foram inscritos, o maior número já registrado no estado. Com o resultado, o Maranhão ficou na liderança em inscrições entre os estados das regiões Norte e Nordeste e entre os cinco maiores participantes do país.
O prêmio contempla as categorias Texto, Áudio, Vídeo e Fotojornalismo, além da modalidade especial de Jornalismo Universitário. Os trabalhos passam pelas etapas estadual, regional e nacional, ampliando a possibilidade de circulação e reconhecimento das produções.
Para João Torres, gerente da Comunicação do Sebrae Maranhão, a presença de profissionais de diferentes municípios reforça a parceria entre imprensa e empreendedorismo.
“É uma alegria muito grande receber jornalistas de todo Maranhão para celebrar não só o Prêmio Sebrae de Jornalismo, mas celebrar a força do empreendedorismo dos pequenos negócios que são repassados diariamente por todos os veículos de comunicação do estado”, destacou.
Na avaliação de Albertino Leal, superintendente do Sebrae Maranhão, o número recorde de inscrições demonstra a força da produção jornalística no estado e a importância da parceria construída com os profissionais de comunicação.
“Nós estamos muito felizes em desenvolver o nosso trabalho com o apoio do jornalismo de todo o nosso estado”, pontuou.
Mais do que reunir profissionais para uma noite de premiação, a participação de jornalistas do interior evidencia que o jornalismo maranhense é produzido a partir de diferentes territórios, sotaques, experiências e realidades. Ao abrir espaço para essas produções, o Prêmio Sebrae de Jornalismo contribui para ampliar a visibilidade de histórias que nascem nos municípios e ajudam a revelar a diversidade do empreendedorismo e dos pequenos negócios no Maranhão.
Informação: Assessoria de Comunicação



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