quinta-feira, 1 de outubro de 2026

No total, o estado manteve o 4º maior estoque de empregos formais do Nordeste e o 16º do país

SÃO LUÍS – Os setores Industrial e da Construção criaram, juntos, 532 empregos formais no Maranhão em julho de 2026, cerca de 81% do saldo de 654 vagas registrado no estado. A Construção respondeu por 379 postos, enquanto a indústria abriu 153 vagas. Os dados constam no Panorama Empresarial da Indústria de agosto, elaborado pelo Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), com base no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

O Maranhão registrou 23.791 admissões e 23.137 desligamentos no mês. Com o saldo, o estoque de empregos formais chegou a 647.248 vínculos, aumento de 0,10% em relação a junho. A Construção apresentou o maior saldo entre os setores econômicos do estado. Serviços criou 302 vagas, Comércio abriu 212 postos e Indústria registrou 153. A Agropecuária encerrou o mês com perda de 392 empregos, o que reduziu o saldo total maranhense.

A Indústria e a Construção somaram 118,9 mil vínculos, equivalentes a 18,37% dos empregos formais do Maranhão. Desse total, a Construção reuniu 59.579 trabalhadores e a Indústria, 59.333.

Na indústria, a Transformação concentrou 49.383 vínculos, ou 83,23% do estoque do setor. O segmento também registrou saldo de 153 vagas em julho. A Indústria Extrativa abriu nove postos, enquanto os serviços industriais de utilidade pública perderam nove.

Na Construção, a atividade de construção de edifícios criou 180 vagas, as obras de infraestrutura abriram 169 postos e os serviços especializados registraram saldo de 30 empregos. Construção de edifícios e obras de infraestrutura concentraram, juntas, 52.072 vínculos.

O Maranhão manteve o quarto maior estoque de empregos formais do Nordeste e o 16º do país. Apesar dessa posição, em julho apresentou o menor saldo de novas vagas entre os nove estados nordestinos.

Informação: Fiema 

Semana Brincar, de 9 a 12 de outubro, é o ponto alto da programação do Outubro Kids, que conta com brincadeiras, jogos e atividades em família na região dos Lençóis Maranhenses

O Vila Aty, hotel no vilarejo de Atins, em Barreirinhas (MA), realiza o Outubro Kids, programação voltada às crianças e suas famílias ao longo deste mês. O destaque é a Semana Brincar, que ocorre de 9 a 12 de outubro em celebração ao Dia das Crianças. A agenda reúne atividades que combinam movimento, criatividade e imersão no ambiente natural de Atins, com a participação especial do educador musical Tio George nos dias 9 e 10 de outubro.

“O Outubro Kids nasceu do desejo de criar um espaço onde as crianças possam brincar e onde as famílias possam estar juntas de verdade, longe das telas e em contato com a natureza. Atins já é um cenário extraordinário para isso, e o Vila Aty tem trabalhado para oferecer experiências diversificadas às famílias durante o ano todo, mas, neste mês, estamos potencializando essas ações”, afirma o gerente Victor Vivaldi.

A programação de outubro inclui atividades que equilibram lazer, descoberta e contemplação para diferentes faixas etárias. Algumas delas são caminhada ao pôr do sol, noite da fogueira com marshmallow e contação de histórias de Atins, esporte, oficina de pintura, piquenique e karaokê kids.

O feriado de 12 de outubro, que marca o encerramento da Semana Brincar, será em uma segunda-feira, o que favorece estadas prolongadas de fim de semana para famílias que queiram aproveitar a data em Atins. O hotel oferece ainda cortesia de hospedagem para até duas crianças de até 8 anos durante todo o mês de outubro, devidamente acompanhadas dos responsáveis.

Informações e reservas pelo site www.vilaaty.com.br ou pela central de reservas, que atende pelo WhatsApp (98) 99118-1709.

Sobre o Vila Aty

Situado no vilarejo de Atins, a 350 metros da praia e a 2,5 km do início das dunas e lagoas dos Lençóis Maranhenses, o Vila Aty é um hotel voltado à conexão com a natureza e à cultura local. Inaugurado em 2020 e expandido em 2023, possui 20 suítes de alto padrão com varanda e enxoval premium, além de estrutura de lazer completa. Em 2026, foi reconhecido pelo Tripadvisor com o prêmio Travelers' Choice pelo quinto ano consecutivo.

Informação: Vieira - Assessoria de Imprensa 

Com início em 8 de outubro, mostra faz retrospectiva das várias fases do artista, que inclui pinturas, desenhos e esculturas, com reutilização de peças que iriam para o lixo


Celebrando a cultura maranhense, o Palacete Gentil Braga, no Centro Histórico de São Luís, realizará, na próxima quinta-feira, dia 8 de outubro de 2026, a abertura da exposição “Entre Tempos e Fazeres”, do artista plástico Fábio Vidotti. A mostra tem o apoio da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Diretoria de Assuntos Culturais da UFMA (DAC) da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) e segue até 19 de novembro.

Mais do que apresentar ao público obras com forte impacto, a exposição visa celebrar os 32 anos de carreira do artista que percorreu diversos caminhos das artes plásticas, sempre com objetivo de propor reflexões por meio da pintura, do desenho e das esculturas. Fábio Vidotti lembra que o Palacete Gentil Braga foi o local onde sua arte nasceu, cresceu e floresceu.

“Minha primeira exposição de arte na cidade de São Luís aconteceu em 1994, no Palacete Gentil Braga. Eu era uma artista jovem, iniciando um caminho que ainda não sabia aonde iria me levar. Falar do Palacete Gentil Braga é falar de uma parte fundamental da minha trajetória. É falar de um lugar que foi escola, encontro, aprendizado e, sobretudo, impulso”, conta.

Um dos destaques de seu trabalho é a utilização de peças de computador que seriam descartadas no lixo. O reaproveitamento dos materiais dá vida a novas obras, trazendo ao público uma mensagem de sustentabilidade e responsabilidade ambiental.

Trajetória de memórias e conquistas

Fábio Vidotti também coleciona diversos prêmios, entre os quais, “Mulheres Guerreiras” (1998) e “Meninos Guerreiros” (1999), da Fundação Municipal de Cultura de São Luís. No ano 2000, recebeu a premiação da Rádio Universidade da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com a exposição de esculturas.

“Retornar agora, depois de tantos anos, é como voltar de uma longa batalha. É olhar para trás e reconhecer um caminho construído com persistência, amizade, aprendizado e muitas linguagens artísticas. Aquele artista que começou sua trajetória em 1994 hoje, aos 72 anos, retorna ao Palacete trazendo consigo uma história de quase meio século dedicada à arte, este retorno é, acima de tudo, um gesto de gratidão”, celebra.


Serviço: Exposição “Entre Tempos e Fazeres”, de Fábio Vidotti

Data: 8 de outubro (quinta-feira), às 19h

Local: Palace Gentil Braga, Centro Histórico de São Luís


Informação: UFMA 

Levantamento mostra que os empresários projetam expansão da atividade, das contratações e dos investimentos

SÃO LUÍS – O setor da Construção Civil no Maranhão ampliou a atividade e o emprego em julho de 2026. O indicador de nível de atividade subiu de 51 pontos em junho para 54,3 pontos e permaneceu na faixa de crescimento pelo terceiro mês consecutivo. O índice de número de empregados avançou de 54,6 para 56,8 pontos.

Os resultados integram a Sondagem da Construção Civil apresentada no Panorama Empresarial da Indústria de agosto, elaborado pelo Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA). A pesquisa acompanha a percepção dos empresários sobre a atividade, o emprego, a capacidade operacional e as perspectivas do setor. Os indicadores variam de zero a 100 pontos.

Na avaliação da evolução mensal, resultados acima de 50 indicam crescimento e valores abaixo desse limite apontam queda. Em julho, tanto a atividade quanto o emprego ficaram acima dessa linha. A utilização da capacidade operacional, porém, apresentou redução. O percentual caiu de 71% em junho para 63% em julho, uma diferença de oito pontos percentuais. O resultado mostra que o avanço dos indicadores de atividade e contratação ocorreu junto a uma menor utilização da capacidade disponível nas empresas pesquisadas.

Para os próximos seis meses, todos os indicadores de expectativas ficaram acima dos 50 pontos. A perspectiva de nível de atividade alcançou 58,7 pontos, enquanto a de novos empreendimentos e serviços registrou 56,2 pontos. Já a expectativa de número de empregados também marcou 56,2 pontos. A intenção de investimento ficou em 55,7 pontos e a perspectiva de compra de insumos e matérias-primas atingiu 52,5 pontos.

O levantamento mostra que os empresários projetam expansão da atividade, das contratações e dos investimentos. Ao mesmo tempo, a queda da utilização da capacidade operacional indica que o setor ainda dispõe de espaço para ampliar o uso de sua estrutura. A Sondagem da Construção Civil integra o conjunto de pesquisas da FIEMA.

Informação: Fiema 

Recipientes podem acumular microrganismos, principalmente quando passam dias apenas recebendo mais água; lavagem frequente e atenção às tampas e frestas ajudam a evitar o problema

Ela fica na mesa de trabalho, vai para a academia, entra no carro, passa horas dentro da bolsa e, quando a água acaba, recebe uma nova dose e segue o expediente. No dia seguinte, a rotina recomeça. Afinal, se ali dentro só entra água, para que lavar a garrafinha todos os dias?

A ciência responde: porque ela também entra em contato com você e com o ambiente ao redor. Cada vez que você bebe água direto da garrafa, ela entra em contato com a boca e recebe gotículas de saliva. As mãos manipulam a tampa, alça e corpo da garrafa ao longo do dia, enquanto o objeto é colocado sobre diferentes superfícies. Água, umidade e resíduos orgânicos criam condições que permitem a sobrevivência e, em determinadas situações, a multiplicação de microrganismos.

“As garrafinhas são uma estratégia sensacional para manter a hidratação ao longo do dia. O problema é esquecer que elas são objetos de uso constante e também precisam de higiene”, explica Roberval Moraes, biomédico habilitado em Patologia Clínica e professor do IDOMED São Luís.

E há evidência científica de que os habitantes invisíveis realmente podem contaminar a sua água. Um estudo publicado no Journal of Water and Health analisou 30 garrafas reutilizáveis de uso cotidiano, de plástico PET e aço inoxidável. Os pesquisadores encontraram bactérias nos recipientes e uma carga microbiana significativamente maior nas garrafas de PET. A boa notícia veio depois: procedimentos de higienização reduziram significativamente a quantidade de bactérias encontrada nas superfícies analisadas.

MORADORES INDESEJADOS

Antes de imaginar uma colônia de bactérias planejando conquistar a sua água, cabe a mesma regra que vale para outros objetos de uso cotidiano: encontrar microrganismos não significa automaticamente encontrar uma ameaça à saúde. Muitos deles convivem conosco e estão presentes no ambiente sem provocar doença. Outros, entretanto, podem ser potencialmente patogênicos, principalmente em determinadas condições ou para pessoas mais vulneráveis.

“A água também é necessária para os microrganismos. Quando temos um recipiente úmido que recebe contato das mãos e da boca, podemos levar para ali substâncias que favorecem sua permanência, e que vão usar a água que bebemos para se proliferar. E, se a garrafa não é transparente, muitas vezes nem conseguimos perceber visualmente o que está acontecendo no interior”, explica Roberval.

MATERIAL

Sua garrafinha é de plástico, inox ou vidro? O material pode influenciar a aderência e o crescimento de microrganismos. Garrafas de plástico, por exemplo, tendem a ser particularmente vulneráveis à formação de biofilmes, que são comunidades de bactérias envolvidas por uma matriz produzida pelos próprios microrganismos. Nas garrafinhas, microrganismos levados pela boca, pelas mãos e pelo próprio ambiente podem aderir às superfícies e, quando encontram umidade e condições favoráveis, permanecer e se multiplicar. Plásticos desgastados ou riscados podem apresentar irregularidades que facilitam essa aderência.

Mas esse não é o único fator de contaminação. Estado de conservação, formato, tempo de uso e, principalmente, frequência e qualidade da lavagem também fazem diferença. “Se você tem uma garrafa reutilizável de plástico, não precisa simplesmente jogá-la fora. O importante é ter mais atenção à higiene e ao estado de conservação. Água e sabão já resolvem grande parte do problema”, afirma Roberval.

Outro cuidado é não transformar a garrafa descartável de água mineral em companheira permanente. Essas embalagens são concebidas para uso único e, portanto, não são a melhor escolha para ciclos sucessivos de enchimento, lavagem e reutilização. Para uso contínuo, é preferível optar por recipientes próprios para essa finalidade.

FRESTAS

Às vezes, o problema não está no corpo da garrafa, mas naquele sofisticado sistema de tampa com canudo, borracha, válvula, bico e uma pequena fresta que aparentemente só um microbiologista e uma escovinha de três milímetros conseguiriam alcançar.

Esses detalhes merecem atenção justamente porque podem reter umidade e resíduos e são mais difíceis de alcançar durante uma lavagem rápida. “Garrafas com muitas dobrinhas e detalhes internos precisam de cuidado porque a esponja nem sempre chega a todos esses pontos. Existem escovas próprias para garrafas e peças menores que ajudam o sabão a alcançar essas regiões”, orienta Roberval.

Tampas, bicos, canudos, vedações e outras peças removíveis também devem entrar na lavagem. E, depois, precisam secar adequadamente antes de o recipiente ser fechado e guardado. Apenas completar a água que sobrou de ontem com água nova também não conta como limpeza. “É preciso utilizar sabão”, reforça o professor.

A frequência de lavagem depende do uso, mas a rotina deve considerar por onde aquele recipiente passou. Academia, hospital, transporte, rua e ambientes com muitas pessoas aumentam as oportunidades de contato com superfícies e mãos contaminadas. “Chegou da academia, lave a garrafa. Passou o dia na rua com ela, faça a higienização quando chegar em casa. Água e sabão, com uma boa ação mecânica da esponja ou da escova, são uma medida simples e muito eficiente”, recomenda Roberval.

Ou seja: continue mantendo o hábito saudável de levar uma garrafa com água para o trabalho, academia, viagens e passeios. Só não deixe que, enquanto você se preocupa em ficar hidratado, ela passe uma semana sem tomar banho.

Informação: Cores Comunicação 

Vendas externas caem 7,4% e importações recuam 1,28%; soja, alumina e celulose concentram

SÃO LUÍS – O Maranhão exportou US$ 2,849 bilhões e importou US$ 2,508 bilhões entre janeiro e julho de 2026. A diferença entre os valores resultou em superávit comercial de aproximadamente US$ 341 milhões. Em comparação com o mesmo período de 2025, as exportações caíram 7,4%, enquanto as importações recuaram 1,28%.

Os dados constam no Panorama Empresarial da Indústria de agosto, elaborado pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), com base no Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No período, o Maranhão exportou para 69 países, ante 80 no mesmo intervalo de 2025. Apesar da redução no número de destinos, a quantidade de categorias de produtos comercializados aumentou de 390 para 423, conforme a classificação do Sistema Harmonizado em quatro dígitos (SH4).

China, Canadá, Estados Unidos, Países Baixos e Espanha receberam 80,8% das exportações maranhenses. A China liderou com US$ 1,137 bilhão, equivalente a 39,92% do total. Canadá e Estados Unidos vieram em seguida, com US$ 548,4 milhões e US$ 362 milhões, respectivamente.

A soja ocupou a primeira posição entre os produtos, com US$ 1,313 bilhão e participação de 46,10% nas vendas externas. A China recebeu 85,61% do valor exportado de soja pelo estado. Alumina somou US$ 610,4 milhões, e celulose alcançou US$ 427,3 milhões. Juntos, soja, alumina e celulose responderam por 82,52% das exportações. Com ouro em formas brutas e alumínio, os cinco principais produtos concentraram 90,43% do valor vendido ao exterior.

Nas importações, o Maranhão comprou produtos de 62 países. Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita, Egito e Marrocos responderam por 77,50% do valor total. Os Estados Unidos lideraram com US$ 1,004 bilhão, seguidos pela Rússia, com US$ 528,7 milhões.

Óleos de petróleo e derivados predominaram nas compras provenientes dos Estados Unidos, da Rússia e da Arábia Saudita. No caso norte-americano, esse grupo representou 86,41% das importações originárias do país. Egito e Marrocos concentraram o fornecimento de fertilizantes. Os fosfatados responderam por 93,51% das compras provenientes do Egito. No Marrocos, duas categorias de fertilizantes reuniram 97,11% do valor importado.

O levantamento mostra que as vendas externas permanecem concentradas em poucos produtos e destinos. Nas compras, combustíveis e fertilizantes ocupam espaço entre os principais fornecedores, o que evidencia o peso da energia e dos insumos agrícolas no comércio exterior maranhense.

Informação: Fiema 

Livro do Centro Cultural Vale Maranhão, inspirado no podcast do Núcleo Educativo, concorre na categoria Projeto Gráfico da 68ª edição do prêmio

O livro Faz Colher e Borda o Cabo, publicado pelo Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), está entre os semifinalistas da 68ª edição do Prêmio Jabuti. Organizada por Gabriel Gutierrez, diretor do CCVM, e Ubiratã Trindade, coordenador do Núcleo Educativo da instituição, a obra concorre na categoria Projeto Gráfico, do eixo Produção Editorial, ao lado de outros nove títulos selecionados entre as 4.675 obras e projetos inscritos nesta edição. A lista foi divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) na última terça-feira (29).

Faz Colher e Borda o Cabo nasceu do podcast homônimo criado pelo Núcleo Educativo do CCVM para inventariar a diversidade dos saberes populares brasileiros. Os episódios, pensados inicialmente para serem ouvidos, foram adaptados em 34 capítulos que percorrem temas como farinha de mandioca, renda de bilro, benzedeiras, cerâmicas de Itamatatiua, fofão, Festa de São Marçal, tambor de crioula e radiolas de reggae. O título vem de um ditado popular recorrente em comunidades de terreiro de Salvador e, para os organizadores, expressa a inexistência de fronteiras entre vida cotidiana, arte e função nas práticas e saberes do povo.

Na apresentação do livro, Gabriel Gutierrez resume o espírito da publicação: “O que seria de nós sem as festas populares, sem as comidas, sem as canções de ninar e dançar, sem as palavras e nomes inventados, sem tudo aquilo que se conta de geração em geração, sem histórias e mitos… sem o estar junto?”

O projeto gráfico, a capa e a diagramação foram desenvolvidos pelo escritório ps.2 arquitetura + design, com Flávia Nalon, Fábio Prata e Yugo Borges. O elemento central é uma trama de linhas coloridas que se entrelaçam parcialmente, simbolizando um projeto em construção. “O foco está no processo: um movimento que conecta o artesão ao seu cotidiano, onde sua atividade adquire sentido estético e social”, descreve o texto sobre o projeto gráfico. As imagens, por sua vez, foram escolhidas não apenas para ilustrar, mas para informar e provocar os sentidos do leitor.

O lançamento aconteceu em novembro de 2025, com uma programação especial de três noites no CCVM, que incluiu a exibição de documentários. O encerramento contou com a presença de Mestra Roxa e Mestre Honório em uma roda de conversa com o Educativo, fortalecendo o diálogo sobre tradição, transmissão e continuidade. Para fechar a noite, o Boi Brilho de São João Liberdade II trouxe sua energia ao pátio, enaltecendo a força das manifestações que seguem vivas no Maranhão.

Criado pela CBL no fim dos anos 1950, o Jabuti é um dos mais tradicionais prêmios literários do país. Os vencedores serão conhecidos em 27 de outubro, em cerimônia na Sala São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal da CBL no YouTube.

Sobre o Centro Cultural Vale Maranhão

O Centro Cultural Vale Maranhão é um espaço cultural mantido pelo Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Rouanet, com o objetivo de contribuir na democratização do acesso à cultura e valorização das mais diversas manifestações e expressões artísticas da região.


SERVIÇO

O quê: livro Faz Colher e Borda o Cabo, semifinalista do Prêmio Jabuti 2026 na categoria Projeto Gráfico

Organização: Gabriel Gutierrez e Ubiratã Trindade

Publicação: Centro Cultural Vale Maranhão

Cerimônia de premiação: 27 de outubro, na Sala São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal da CBL no YouTube

Informação: Centro Cultural Vale Maranhão