Competição do SESI aposta em inovação com propósito
SÃO LUÍS – Muito além de arenas, algoritmos e desempenho técnico, a robótica educacional tem assumido um papel estratégico na formação cidadã de jovens maranhenses. Essa proposta ganha evidência no Torneio SESI de Robótica- Regional Maranhão, que ocorre nos dias 7 e 8 de fevereiro, no SESI Clube Araçagi, reunindo equipes que aliam inovação tecnológica a iniciativas de impacto social.
Promovido pelo Serviço Social da Indústria do Estado do Maranhão (SESI-MA), o torneio contempla três categorias, das quais duas — STEM Racing e FIRST® Tech Challenge (FTC) — incorporam, de forma estruturada, projetos sociais como parte essencial da avaliação. A competição, nesse contexto, deixa de ser apenas um desafio técnico e passa a funcionar como ferramenta de transformação social.
Na categoria STEM Racing, os estudantes são incentivados a desenvolver soluções que dialoguem com a realidade das comunidades onde estão inseridos. O desafio envolve a criação de empresas fictícias, elaboração de planos de negócios, definição de identidade visual e desenvolvimento de minicarros de Fórmula 1 projetados em software 3D, posteriormente testados em pistas de 20 metros. Tudo isso articulado a ações sociais com propósito definido.
Nesta etapa regional, participam 13 equipes da STEM Racing, formadas por alunos com idades entre 9 e 19 anos. Dez delas representam o Maranhão — quatro de São Luís, quatro de Caxias e duas de Bacabal —, além de três equipes convidadas, oriundas do Paraná e do Pará.
Em Bacabal, duas escuderias disputam a categoria. A TitanRacing desenvolveu o projeto “Escola que Acolhe”, voltado à promoção de um ambiente escolar seguro e acolhedor, com foco em valores como empatia, respeito e compaixão. “Acreditamos que o projeto social, além de ser um dos principais requisitos da categoria, representa nosso compromisso com a comunidade, gerando impactos positivos e tornando a convivência mais leve e acessível”, afirma Lyvia Rodrigues, gestora da escuderia.
Já em São Luís, a escuderia Pugnator chega à temporada 2025/2026 com histórico de conquistas. Bicampeã regional da antiga F1 in Schools, hoje STEM Racing, a equipe busca o tricampeonato e novas premiações, inclusive na área social. O projeto “Raízes Vivas” tem como objetivo auxiliar crianças que convivem com dermatite atópica, por meio do desenvolvimento de um óleo natural à base de andiroba.
Após pesquisa sobre espécies vegetais com potencial terapêutico, o grupo encontrou resultados promissores na planta, comum na região. “Fomos até o município de Nina Rodrigues para acompanhar o cultivo e a produção do óleo. A doença não tem cura, mas o uso do produto ajuda a aliviar os sintomas e torna o tratamento mais confortável”, explica Pedro Sena, integrante do setor de marketing da equipe.
A sustentabilidade também ocupa espaço entre as iniciativas da STEM Racing. A escuderia Spartacus, igualmente da capital, criou o projeto “Ecorrenda”, que estimula o artesanato maranhense por meio de um protótipo capaz de transformar materiais recicláveis, como garrafas PET, em fios utilizados na produção da renda de bilro — técnica tradicional que emprega pequenos instrumentos de madeira para entrelaçar fios.
A formação oferecida pelas duas categorias é multidisciplinar e prepara os jovens para desafios além da competição. Os participantes desenvolvem competências técnicas, socioemocionais e interpessoais, além de noções de gestão, liderança e responsabilidade social. Para o técnico Diego Santos, do SESI Caxias, a proposta vai além da construção de protótipos. “Eles aprendem a administrar uma pequena empresa de engenharia, com metas, prazos e um propósito social bem definido”, afirma.
Essa vivência é percebida pelos próprios competidores. Évelly Hadassa Costa, integrante da escuderia Fast Backcountry, de Caxias, responsável pela área de empreendedorismo, destaca o impacto da experiência. “Aprendemos a assumir responsabilidades e a trabalhar em equipe, habilidades essenciais para o mercado de trabalho. Esse é um diferencial da instituição, que oferece uma formação completa por meio da robótica”, avalia.
Na categoria FIRST® Tech Challenge (FTC), os estudantes constroem e programam robôs de até 45 centímetros cúbicos, equipados com sensores e motores, para cumprir missões em arenas temáticas. Paralelamente, os projetos sociais ampliam o alcance educacional da robótica. Este ano temos 5 equipes competindo, duas do SESI São Luís, duas do SESI Araçagi e 1 do município de Morros.
A equipe Everest, de São Luís, desenvolveu a “Feira STEM”, iniciativa voltada a alunos de escolas públicas com pouco acesso a conteúdos tecnológicos. O projeto foi aplicado no Centro Educacional Almirante Tamandaré, no bairro da Cohab. “Trabalhamos ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática de forma integrada. As turmas foram divididas por áreas e desafiadas a resolver problemas práticos, inclusive utilizando ferramentas exigidas pelo mercado de trabalho, como planilhas digitais”, relata Giovana Sodré, gestora da equipe.
No interior do estado, a equipe NeuroSpark, do município de Morros, aposta na democratização do acesso à robótica. O projeto desenvolvido pelo grupo promove oficinas em escolas e instituições da zona rural, apresentando as atividades da FTC e convidando novos estudantes a integrar a equipe. “Durante uma visita a uma escola agrícola, realizamos um workshop e selecionamos alunos para os treinamentos. Três deles passaram a participar ativamente da equipe”, destaca Elano Pereira, capitão da NeuroSpark.
O Torneio SESI de Robótica é realizado pelo SESI e FIEMA, com a correalização do Sebrae, STEM Racing e FIRST® LEGO® League Challenge (FLL). O evento conta com o patrocínio da VALE e o apoio do Sindipan, Sesc, Só Saúde e Comarh e M. Dias Branco.
Informação: Fiema
Iniciativa aposta no esporte como ferramenta de saúde e bem-estar
SÃO LUÍS — Mais de 60% da população brasileira está acima do peso e cerca de 25% já enfrenta obesidade, segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2024, divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Saúde. O levantamento revela uma trajetória contínua de crescimento desses indicadores ao longo das últimas quase duas décadas.
De acordo com o ministério, a prevalência de excesso de peso entre adultos passou de 42,6% em 2006, quando a pesquisa teve início, para 62,6% em 2024. No mesmo intervalo, a obesidade mais do que dobrou, saltando de 11,8% para 25,7%, consolidando-se como um dos principais desafios de saúde pública no país.
Apesar do cenário desfavorável relacionado ao peso corporal, o estudo aponta uma evolução positiva nos hábitos de movimento da população. A prática de atividade física moderada no tempo livre — ao menos 150 minutos por semana — aumentou de forma significativa. Em 2024, 42,3% dos entrevistados se declararam fisicamente ativos, percentual que era de apenas 30% em 2006.
É nesse contexto que o Serviço Social da Indústria (SESI) promove, no dia 1º de maio, a 2ª Corrida Nacional do SESI. A iniciativa é uma correalização entre o Conselho Nacional do SESI e os Departamentos Regionais, com o objetivo de estimular a adoção de um estilo de vida mais saudável, reforçando que a prática esportiva é acessível a pessoas de diferentes idades, ritmos e biotipos.
Milhares de participantes em todo o país devem integrar a mobilização, que une saúde, bem-estar e impacto social. As inscrições começam nesta quarta-feira (28) e contemplam percursos de 5 km, 10 km e caminhada. Além do incentivo à atividade física, a ação também promove solidariedade, já que parte da inscrição é destinada a entidades sociais.
No Maranhão, o SESI realizará corridas nos municípios de Açailândia, Caxias, Imperatriz, Rosário e São José de Ribamar. Para a superintendente regional do SESI-MA, Regina Sodré, a corrida representa uma estratégia concreta de enfrentamento aos dados revelados pelo Vigitel. “Os números mostram a urgência de iniciativas que aproximem a população da atividade física de forma inclusiva e prazerosa. A Corrida Nacional do SESI é um convite à mudança de hábitos, ao cuidado com o corpo e à construção de uma cultura de saúde que começa pelo movimento”, afirma.
A Corrida Nacional do SESI ocorrerá em 23 estados, com circuitos de 5 km e 10 km. Para quem prefere uma alternativa menos intensa, haverá a opção de caminhada em percurso de 3 km. A participação é aberta a todas as faixas etárias, respeitando critérios específicos: a caminhada é livre para qualquer idade; o circuito de 5 km exige idade mínima de 14 anos; já o trajeto de 10 km é destinado a participantes a partir de 16 anos.
As inscrições estão organizadas por lotes. O primeiro ocorre de 28 de janeiro a 28 de fevereiro; o segundo, de 1º a 29 de março; e o terceiro segue de 30 de março até o encerramento das vagas. No Lote 1, os valores são de R$ 55,00 para a Meia Social Indústria e R$ 65,00 para a Meia Social Comunidade, ambas acrescidas da doação de 2 kg de alimento não perecível.
Mais informações sobre modalidades, valores e inscrições estão disponíveis no site https://corridanacionaldosesi.com.br/
Informação: Fiema
Debate destaca o empreendedorismo como ferramenta de geração de renda e autonomia econômica para mulheres em situação de vulnerabilidade social
O auditório da Equatorial Maranhão, em São Luís, foi palco, na tarde desta quarta-feira (28), do Painel de Empreendedorismo Feminino, uma iniciativa do Instituto Equatorial, que reuniu lideranças femininas, autoridades e mulheres empreendedoras para debater o empreendedorismo como ferramenta de geração de renda e autonomia econômica.
O encontro marcou também a consolidação e a chegada a São Luís do Energia Feminina, projeto de alcance nacional do Grupo Equatorial em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), que aposta na capacitação, no acesso a capital e na formação de redes colaborativas como caminhos para reduzir desigualdades estruturais. A iniciativa dialoga diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, em especial os que tratam de igualdade de gênero, trabalho decente e crescimento econômico.
O Presidente da Equatorial Maranhão, Sérvio Túlio, e o Superintendente de Sustentabilidade do Grupo Equatorial e Diretor do Instituto Equatorial, Carlos Afonso Melo, reforçaram a importância do empreendedorismo feminino como ferramenta de transformação social.
O evento contou ainda com a presença de diversas autoridades, entre elas, a vereadora Rosana da Saúde e a Secretária Adjunta de Estado das Mulheres, Brígida Santos, fortalecendo o diálogo entre iniciativa privada, poder público e sociedade civil em torno do protagonismo feminino e da inclusão produtiva.
A vereadora Thayanne Evangelista, que defende a causa do empreendedorismo feminino, também participou e elogiou a iniciativa. “A Equatorial Maranhão e o Instituto Equatorial estão de parabéns por trazerem para São Luís essa oportunidade inédita, que vai fortalecer as nossas mulheres que, mesmo em situação de vulnerabilidade social, poderão se desenvolver e se tornarem empreendedoras de sucesso” disse a vereadora.
Empreendedorismo Feminino e Impacto Social
Durante o debate, as participantes compartilharam trajetórias empreendedoras, desafios enfrentados no dia a dia dos pequenos negócios e os impactos positivos que o acesso à capacitação técnica e ao apoio institucional têm provocado em suas vidas. O painel contou com a participação da Coordenadora do Instituto Equatorial, Janaina Ali, da gestora de projetos de impacto, mentora de negócios e Coordenadora de Projetos do CIEDS, Sthefany Castro, e da Rayssa Reis, influenciadora e empreendedora com ênfase na economia criativa.
A ideia central ficou bem clara: A de que o empreendedorismo feminino, quando sustentado por políticas consistentes, deixa de ser discurso inspiracional e passa a ser estratégia efetiva de desenvolvimento local, empoderamento feminino e melhoria de qualidade de vida. Afinal, dados comprovam que, quando uma mulher empreende, o impacto positivo se multiplica na família e na comunidade.
“Já realizamos o Energia Feminina com muito sucesso nos Estados do Piauí e do Pará e agora estamos muito felizes em fazer o lançamento desse programa aqui, no Maranhão. Trata-se de um projeto de impacto social muito potente e que, com certeza, fará a diferença na vida de muitas mulheres maranhenses”, declarou a Coordenadora de Projetos do CIEDS, Sthefany Castro.
“Estamos falando de uma oportunidade única para mulheres em situação de vulnerabilidade que, muitas vezes, também são chefes de família e que poderão encontrar no empreendedorismo uma possibilidade real de transformação social e de melhoria de vida para suas famílias. Convidamos as maranhenses para se inscreverem e apostarem no Energia Feminina e em seus próprios talentos”, reforçou Cristiana Muraro, Superintendente de Relações Institucionais do Grupo Equatorial. Segundo ela, o projeto busca ir além da capacitação inicial, criando condições para que os negócios se tornem sustentáveis ao longo do tempo.
Na plateia, muitas empreendedoras já sonham em participar do Energia Feminina. Mulheres como a chef de cozinha Lindinalva Pereira Serra, que há oito anos gera sua própria renda fornecendo lanches e refeições para eventos. “Acho muito importante que mais mulheres acreditem que são capazes de trabalhar e ter sua própria renda. Esse programa vai nos ajudar muito e quem já tem um pequeno negócio como eu, a expectativa é de crescer ainda mais”, disse a empreendedora.
Para Francila Soares, Gerente de Experiência do Cliente da Equatorial Maranhão, o Energia Feminina é mais uma iniciativa que consolida a Equatorial como uma parceira de desenvolvimento social no estado: “Nós vamos além de uma empresa que oferece energia de qualidade à população, mas somos de fato uma parceira engajada na promoção do desenvolvimento do Maranhão, criando oportunidades relevantes como essa de impacto social que é o Energia Feminina” declarou Francila.
Como será o Projeto Energia Feminina em São Luís
Com abrangência nos sete estados onde o Grupo Equatorial atua, o Energia Feminina prevê a capacitação de 784 mulheres, das quais 364 receberão apoio direto para estruturar e desenvolver seus empreendimentos.
No Maranhão, especificamente em São Luís, estão disponíveis 112 vagas na primeira fase do projeto. Destas, 52 mulheres serão selecionadas para a etapa seguinte, que inclui o repasse de capital semente de R$ 2.500 para o fortalecimento de cada negócio.
Ao todo, o investimento direto soma R$ 910 mil, priorizando iniciativas lideradas por mulheres com foco em modelos sustentáveis e energeticamente eficientes, um recorte que reforça a integração entre impacto social e responsabilidade ambiental, eixos da estratégia ESG do Grupo Equatorial.
Inscrições Abertas até 05 de Março
O processo de seleção para o Energia Feminina é inclusivo, priorizando mulheres das comunidades atendidas pela Equatorial, inscritas no CadÚnico ou encaminhadas pela assistência social, que já têm um negócio ou que desejam começar a empreender.
As inscrições já podem ser realizadas até o dia 05 de março, por meio do link: https://taplink.cc/institutoequatorial ou pela bio do Instagram do Instituto Equatorial: @institutoequatorial. O Energia Feminina é desenvolvido pelo CIEDS, em parceria com o Instituto Equatorial, e está alinhado à estratégia de investimento social do Grupo Equatorial, reforçando o seu compromisso com o desenvolvimento dos territórios onde atua.
Informação: Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão
Procedimento histórico amplia acesso ao tratamento e marca novo avanço da alta complexidade no Maranhão
São Luís (MA)- Uma pergunta comum: qual sua expectativa após o transplante? Uma resposta cheia de significado: viver! E assim começa um novo capítulo na história de Antônio Severino da Silva, 54 anos, e do Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
Nesta quinta-feira, 29, foi realizado, pela primeira vez no Nordeste, o transplante de fígado intervivos entre pacientes adultos. Um marco para a saúde, para o hospital, para a família do transplantado e da doadora, e para todos que aguardam na lista de espera com a mesma esperança de seu Antônio.
Ele sofria com uma cirrose hepática idiopática. O fígado estava, aos poucos, perdendo a função, causando dores intensas e limitações. Para a sua alegria, a irmã, Rosângela da Silva, pôde e se disponibilizou para doar. “Surge uma nova esperança. Estou tranquilo e ansioso, mas creio em Deus que vai dar tudo certo. Eu só tenho a agradecer à minha irmã, ao hospital e à equipe médica, que se empenharam muito para que fosse possível esse transplante”, afirma, com o coração cheio de gratidão.
Avanços na saúde pública
O HU-UFMA já realiza o transplante hepático com doador falecido desde 2018 e está próximo de alcançar a marca de 60 transplantes desse tipo. Com a realização do primeiro transplante intervivos, inicia-se um novo momento para a saúde maranhense. Profissionais renomados e com expertise na área, vindos do Rio de Janeiro, juntamente com a equipe do Serviço de Transplante Hepático do HU-UFMA, participaram da cirurgia, que durou cerca de sete horas, envolvendo duas salas cirúrgicas, equipe multiprofissional, material cirúrgico adequado e retaguarda de UTI para o pós-operatório.
“Primeiro, gostaria de agradecer à instituição pelo apoio neste novo projeto. Nossa equipe já vem se capacitando há bastante tempo para dar esse novo passo, inclusive participando de cirurgias no Rio de Janeiro. O método do transplante hepático intervivo é quando um doador vivo doa parte do seu fígado para um receptor com doença hepática crônica e que precisa de um fígado novo”, ressalta o cirurgião responsável técnico pelo Programa de Transplante Hepático do HU-UFMA, Orlando Torres.
O especialista reforça que será possível aumentar o número de pacientes que poderão se beneficiar com o procedimento. “O transplante é a principal forma de tratamento do paciente com a hepatopatia crônica no chamado estágio terminal. Pacientes com diferentes causas, como metabólica, alcoólica ou viral, por exemplo, podem ser submetidos ao transplante, quando há indicação. Agora, vamos conseguir ampliar esse acesso. Aqueles para os quais antes dizíamos que não era possível, a tendência é que passem a ter mais oportunidades”.
Procedimento complexo
O cirurgião Eduardo Fernandes, coordenador dos programas de transplante hepático do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, também da Rede Ebserh, e do Hospital São Lucas de Copacabana, explica que, no transplante adulto, é removido entre 16% e 70% do fígado do doador. “É um procedimento complexo porque envolve uma pessoa viva, que não tem nenhuma doença. Por isso, é necessário um cuidado extremo para não causar nenhum problema em quem vai doar. Daí a sofisticação do pré-operatório e dos exames, que avaliam a possibilidade de preservar a anatomia do doador, sem trazer prejuízo para a sua vida”.
Eduardo afirma que esse é um transplante pouco realizado no Brasil. “Sem dúvida nenhuma, é um grande marco para a medicina do Maranhão. Isso chancela o programa de doador falecido, porque, habitualmente, os programas que realizam transplante de doador vivo já percorreram uma trajetória de experiência com o doador falecido e, então, passam para essa fase de maior complexidade”.
Ele alerta que muitos pacientes morrem na fila de transplante, por isso o transplante intervivos renova a esperança, especialmente por permitir que os pacientes não precisem se deslocar para outros estados. “Eu estou muito feliz de poder dividir essa expertise e passar o bastão para a equipe daqui, para um hospital público, um hospital universitário, que tem um papel muito importante na comunidade maranhense e na complexidade da medicina brasileira”.
HU-UFMA e seu pioneirismo nos transplantes
Para o gerente de Atenção à Saúde, Dyego de Araújo Brito, o procedimento marca um momento histórico do hospital. “O HU-UFMA ao longo dos anos vem investindo na realização do transplante de órgãos. Hoje nós temos seis serviços habilitados, todos ativos. Esse novo desafio marca o pioneirismo do Hospital na realização de transplantes de órgãos no estado do Maranhão”, enfatiza.
O cirurgião e responsável técnico pelo Serviço de Transplantes do HU-UFMA, Romerito Neiva, explica que, na modalidade de transplante intervivos, não é necessário aguardar por um órgão de um doador falecido. Nesse caso, o doador é uma pessoa próxima ao paciente, que se dispõe a doar parte do órgão, o que aumenta significativamente as chances de realização do transplante de forma mais rápida.
SUS transformando realidades
Seu Antônio e sua irmã Rosângela seguem estáveis e se recuperando bem. As primeiras horas exigem cuidados na UTI e, posteriormente, ambos deverão seguir para o leito de enfermaria. Mais do que um procedimento de alta complexidade, o transplante simboliza um recomeço. Para seu Antônio, é a chance de retomar a vida com mais saúde. Para o Maranhão, é a prova de que a união entre ciência, solidariedade e SUS transforma realidades e renova esperanças.
Saiba mais
-Qual o processo para que a pessoa possa doar o órgão nesses casos?
É necessário que o doador seja uma pessoa saudável, geralmente entre 18 e 50 anos, e que não possua doenças crônicas que possam comprometer sua saúde ou impactar negativamente sua qualidade de vida.
-Tem que ter algum parentesco?
Existem duas modalidades: o transplante intervivo aparentado, em que o doador possui parentesco de até quarto grau ou é cônjuge do receptor; e o transplante intervivo não aparentado. Nesse segundo caso, é necessária a autorização do Comitê de Ética do hospital, além da tramitação de um processo judicial, para garantir que a decisão do doador seja livre, esclarecida e sem qualquer tipo de coação.
Sobre a Ebserh
O HU-UFMA faz parte da Rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Rede Ebserh) desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Empresa detalha investimentos, produção e geração de empregos
SÃO LUÍS — O 4º encontro do projeto Conhecendo a Indústria foi realizado nesta quarta-feira (28) e teve como tema “A Representatividade da Suzano no Maranhão”. A iniciativa é promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e pelo Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIEMA), com o objetivo de ampliar o acesso a informações estratégicas sobre o setor produtivo local.
O evento reuniu representantes da indústria, empresários, lideranças institucionais e integrantes da diretoria da Suzano. Participaram do encontro o vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Maranhão, Celso Gonçalo, o vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do CIEMA, Cláudio Azevedo, além de executivos da companhia de base florestal.
A apresentação técnica foi conduzida por José Ventura, diretor de Operações Industriais da Suzano, que detalhou a trajetória centenária da empresa e sua atuação no Brasil e no exterior. Reconhecida como a maior produtora mundial de celulose, a companhia possui capacidade anual de produção de 13,4 milhões de toneladas de celulose, 1,7 milhão de toneladas de papel e 280 mil toneladas de itens de higiene.
Segundo Ventura, a participação no projeto contribui para ampliar o diálogo entre a indústria e os diversos públicos do estado. “Essa iniciativa do CIEMA é fundamental para levar conhecimento a uma ampla parcela de stakeholders e agentes econômicos do Maranhão, mostrando como as empresas operam, quais são suas demandas e de que forma podem contribuir não apenas com o sistema industrial, mas também com as comunidades e com o desenvolvimento do estado”, afirmou.
Resultado da fusão com a Fibria, em 2019, a Suzano consolidou-se como uma companhia de base florestal com mais de 2,6 milhões de hectares de terras, sendo 1,2 milhão destinados a florestas plantadas e cerca de 1,1 milhão voltados à conservação ambiental.
Com sede no estado de São Paulo, a multinacional conta com 12 fábricas no Brasil, incluindo unidades em Imperatriz, no Maranhão, além da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e outras regiões. No exterior, mantém três fábricas, sendo duas nos Estados Unidos e uma na Finlândia. A atuação no Maranhão gera mais de 5 mil empregos diretos e indiretos, fortalecendo a economia regional.
Para o presidente do CIEMA, Cláudio Azevedo, o projeto cumpre um papel estratégico ao aproximar a sociedade das indústrias instaladas no estado. “A proposta do Conhecendo a Indústria é apresentar às comunidades, ao meio estudantil, aos empresários e às autoridades as atividades desenvolvidas pelas indústrias maranhenses. Já trouxemos experiências como a da Vale e da Alumar, e agora a Suzano, instalada em Imperatriz, que é motivo de orgulho por sua contribuição econômica, geração de empregos e arrecadação de tributos”, destacou.
Celso Gonçalo ressaltou a relevância do encontro para ampliar o conhecimento sobre a cadeia produtiva da empresa no território maranhense. “Foi uma oportunidade para empresários, estudantes, professores e empreendedores conhecerem o trabalho realizado pela Suzano no estado. A operação começa em Imperatriz, passa pelo processo industrial e chega ao Porto do Itaqui. Trata-se de uma empresa brasileira, com forte presença internacional, que desenvolve projetos consistentes e mantém uma atuação relevante no Maranhão”, afirmou.
O projeto Conhecendo a Indústria promove encontros periódicos voltados à apresentação de dados, experiências e perspectivas do setor industrial, ampliando o acesso a informações sobre a economia produtiva do Maranhão.
Informação: Fiema
O governador Carlos Brandão se reuniu, nessa quarta-feira (28), com a cúpula da segurança pública para alinhar o esquema de segurança do Pré-Carnaval e do Carnaval do Maranhão 2026. O reforço à festa oficial, que tem como palco a capital São Luís, acontece a partir do próximo domingo, sem prejuízos ao policiamento nos municípios do interior do estado.
Além do governador, do secretário da Segurança Pública, Maurício Martins, do delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida, dos comandantes da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim, e do Corpo de Bombeiros, coronel Célio Roberto, do diretor do Centro Tático Aéreo, coronel Magno, e da perita-geral do Estado, Anne Kelly Bastos, também estiveram presentes representantes da Delegacia da Mulher, da Inteligência, da Força Estadual, do Centro Integrado de Operações de Segurança, superintendentes de polícia, entre outros. Participaram da reunião, ainda, os secretários de Cultura, Yuri Arruda; de Turismo, Socorro Araújo; e de Comunicação, Sérgio Macedo.
“Uma reunião importante, em que debatemos as estratégias para fazer do Carnaval deste ano um dos mais seguros já realizados. A expectativa de público, em razão das atrações que estamos trazendo, é muito grande; por isso, o policiamento tem de ser condizente. Vamos empenhar amplo efetivo, sem prejudicar o interior, uma vez que estamos convocando os policiais que estavam de férias e pagando extra”, destacou o governador Carlos Brandão.
Além do reforço ao efetivo ordinário, o esquema de segurança para os circuitos inclui revista pessoal, tanto nas entradas quanto nas ruas transversais, para evitar o porte de armas e de drogas ilícitas, uso de drones e câmeras de videomonitoramento com tecnologia de reconhecimento facial, para ajudar, inclusive, na captura de foragidos da Justiça.
“O Maranhão possui um dos melhores carnavais do Brasil, conhecido e reconhecido por todos. Então, um bom planejamento, como sempre fazemos, vem para tornar essa festa ainda melhor. Será um Carnaval com segurança, tranquilidade e paz”, pontuou o secretário da Segurança Pública, Maurício Martins.
Outras estratégias de segurança
Estão entre as estratégias de segurança, ainda, o patrulhamento realizado pelos helicópteros do Centro Tático Aéreo, ampliando a cobertura e a visão dos policiais que estarão em terra, em meio aos foliões. Haverá também bases de atendimento ao longo dos circuitos, tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civil. As atenções da Perícia Oficial estarão voltadas à festa, com equipes em regime de plantão.
“Além dos grandes circuitos, vamos empenhar esforços para garantir tranquilidade também às festas que acontecem nos bairros da Grande Ilha”, destacou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wallace Amorim. “Além da presença de efetivo nos locais de maior concentração, iremos reforçar os nossos plantões para atender às ocorrências que chegarem”, completou o delegado-geral da Polícia Civil, Manoel Almeida.
Vale destacar que as polícias irão desenvolver ações voltadas à segurança das mulheres, para evitar assédio e qualquer outro tipo de violência, além de atendimento ao turista.
O Corpo de Bombeiros irá se unir às polícias com bases nos circuitos. Além do trabalho prévio de supervisão na montagem da festa, agentes estarão focados nos primeiros socorros e em outras situações de emergência. “Estaremos com agentes, viaturas e drones, tudo para garantir a segurança dos foliões”, elencou o comandante-geral da corporação, coronel Célio Roberto.
Ocorrências deverão ser reportadas imediatamente às forças de segurança. Os telefones 190 e 193, do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), devem ser acionados em caso de emergência.
Informação: Governo do Maranhão
Capacitação reuniu 25 profissionais da região
BALSAS – O Instituto Euvaldo Lodi no Maranhão (IEL-MA) promoveu uma ação de Educação Executiva no município de Balsas, fortalecendo sua presença no sul do Maranhão e ampliando a oferta de capacitação estratégica para o setor produtivo local. A iniciativa reuniu gestores e profissionais de empresas da região no curso “Liderança de Equipes de Alta Performance”, ministrado pelo consultor do IEL-MA, Francisco Kenedy.
Com sala cheia e a participação de 25 profissionais, a formação proporcionou uma experiência prática voltada ao desenvolvimento de lideranças, à melhoria dos resultados organizacionais e ao fortalecimento da atuação dos líderes diante dos desafios do mercado. Ao longo de dois dias, os participantes tiveram acesso a ferramentas e metodologias aplicadas à gestão de pessoas, comunicação eficaz e engajamento de equipes.
A ação integra o portfólio de Educação Executiva do IEL, que tem como pilares o desenvolvimento de líderes, o aumento da performance das equipes, o fortalecimento da cultura organizacional e a conexão da instituição com o ecossistema empresarial local.
Para a gerente do IEL Balsas, Dayanny Nascimento, a realização do curso na cidade reafirma o compromisso da instituição com o interior do estado. “Essa ação representa um passo importante no fortalecimento da marca IEL no município e na construção de um relacionamento próximo com as empresas da região. Nosso objetivo é levar capacitação de qualidade, inovação e desenvolvimento humano para onde o setor produtivo está, contribuindo diretamente para a competitividade dos negócios locais”, destacou.
O Escritório do IEL em Balsas foi inaugurado em maio de 2025 e, desde então, vem ampliando sua atuação no município por meio de iniciativas voltadas à formação executiva, à qualificação profissional e ao apoio estratégico às empresas.
Informação: Fiema






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