sábado, 12 de setembro de 2026

Empresas maranhenses discutem novas oportunidades

SÃO LUÍS – A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) reuniu empresários, presidentes de sindicatos e acadêmicos para discutir as mudanças no mercado de energia elétrica e as oportunidades que a ampliação do mercado livre pode trazer para empresas maranhenses. O encontro, realizado na quinta-feira (10), reuniu os Conselhos Temáticos de Infraestrutura (COINFRA) e de Micro e Pequenas Empresas (COMPEM) da entidade.

A abertura foi conduzida pelo vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do COMPEM, Celso Gonçalo, e pelo presidente do COINFRA, João Batista Rodrigues. Eles destacaram a importância da aproximação entre o setor produtivo e os agentes do mercado de energia para acompanhar as transformações e discutir seus efeitos sobre as empresas.

Para Celso Gonçalo, o diálogo com a Equatorial é uma forma de aproximar a indústria das discussões sobre o setor elétrico e buscar soluções para demandas do setor produtivo. “O Conselho tem sido um espaço importante de diálogo e construção conjunta, especialmente neste ano, em que avançamos na aproximação com a Equatorial por meio das reuniões realizadas aqui na Federação das Indústrias. Esta é uma casa de debates, de discussão qualificada e de articulação em favor do desenvolvimento”, afirmou.

A coordenadora Comercial da Echoenergia, do Grupo Equatorial, Renata Meireles, apresentou a palestra “Energia é Estratégia: Como o Mercado Livre de Energia está transformando a forma como as empresas compram, gerenciam e usam energia”.

A apresentação mostrou como o mercado livre de energia vem ampliando o espaço para que consumidores escolham as condições de contratação que melhor atendam às suas necessidades. Nesse modelo, a empresa pode negociar a compra da energia com fornecedores, enquanto a distribuidora continua responsável pela operação e pela entrega física pela rede local.

Segundo Renata, a abertura gradual do mercado alcança agora consumidores da baixa tensão, ampliando o universo de empresas que poderão avaliar essa alternativa. O cronograma apresentado prevê a abertura para a indústria e o comércio em 25 de novembro de 2027 e, no ano seguinte, para os demais consumidores de baixa tensão. “O mercado de energia tem 30 anos de funcionamento e muitas indústrias já participam do mercado livre. A partir do ano que vem, a indústria do Grupo B também poderá fazer essa contratação, o que traz mais alternativas de economia e previsibilidade nos custos de energia e permite transformar essa possibilidade em oportunidade de menor custo para as empresas”, explicou Renata.

A mudança não significa uma migração automática. A apresentação ressalta que a escolha pelo mercado livre é facultativa e exige que o consumidor conheça as condições oferecidas antes de tomar uma decisão. Entre os pontos que passam a ganhar importância estão a comparação de propostas, o entendimento dos contratos e o acompanhamento das condições de fornecimento.

ENTENDER ANTES DE ESCOLHER - Para consumidores que ingressam nesse ambiente, a principal diferença está na possibilidade de escolher o fornecedor de energia. A rede de distribuição, porém, continua sendo operada pela distribuidora local. A comercializadora oferece a contratação, enquanto o agente varejista pode representar o consumidor perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Renata Meireles também chamou atenção para a necessidade de planejamento. Com mais opções disponíveis, empresas precisam avaliar contratos, preços, condições e riscos antes de escolher. A ideia é que a energia deixe de ser vista apenas como uma despesa e passe a ser tratada também como parte da estratégia de gestão dos negócios.

O crescimento do mercado livre já alcança parcela relevante do consumo nacional. De acordo com os dados apresentados no encontro, o ambiente responde por cerca de 40% do consumo elétrico brasileiro, com 84 mil unidades consumidoras, além de representar aproximadamente 95% do consumo industrial e 47% do consumo comercial.

Estiveram presentes Marlon Aguiar, presidente do Conselho de Consumidores da Equatorial Maranhão e José Jorge Leite, diretor de Relações Institucionais e de Planejamento da Equatorial Maranhão, além de diretores da FIEMA. 

Informação: Fiema

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Nova rota internacional e investimento hoteleiro devem impulsionar a economia maranhense

 

SÃO LUÍS – O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Edilson Baldez, prestigiou, na quarta-feira (9), evento promovido pela Secretaria Municipal de Turismo (Setur-MA), em parceria com a TAP Air Portugal e o Grupo Vila Galé Hotéis.

Realizado no Restaurante Escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC-MA), no Centro Histórico de São Luís, o encontro reuniu autoridades, lideranças e representantes do trade turístico para apresentar dois investimentos que devem ampliar a conectividade e a oferta turística do Maranhão.

Entre as novidades estão a nova rota aérea direta São Luís–Lisboa, operada pela TAP Air Portugal, com previsão de início no fim de outubro, e a chegada do Grupo Vila Galé Hotéis à capital maranhense, com um novo empreendimento hoteleiro.

As iniciativas representam novas oportunidades para o desenvolvimento do turismo e para a economia maranhense.

Informação: Fiema 

Ferramenta permite que candidatos realizem cadastro no Banco de Talentos da empresa pelo WhatsApp

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, está ampliando o acesso às suas oportunidades por meio da Flora, assistente virtual de recrutamento disponível via WhatsApp. A ferramenta foi desenvolvida para tornar o cadastro de profissionais no Banco de Talentos da Suzano mais simples, rápido e acessível. Por meio do WhatsApp, pessoas interessadas em atuar nas operações da companhia no Maranhão e Mato Grosso do Sul podem registrar suas informações e se conectar a futuras oportunidades.

A Flora é a assistente virtual da Suzano, criada para facilitar o cadastro de candidatos(as) por meio do WhatsApp. Com uma experiência simples, rápida e acessível, a ferramenta amplia a conexão da Suzano com as comunidades onde atua, permitindo que mais pessoas se cadastrem e passem a fazer parte do Banco de Talentos da empresa. Dessa forma, os(as) profissionais podem ser considerados(as) para futuras oportunidades, fortalecendo a aproximação entre a Suzano e os talentos locais.

A iniciativa reforça o compromisso da Suzano com a valorização das pessoas da região e amplia o acesso ao mercado de trabalho, utilizando a tecnologia para conectar talentos às oportunidades disponíveis em suas operações.

Os(as) interessados(as) podem acessar a Flora pelo WhatsApp no número (11) 4040-2664.

Sobre a Suzano - A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br

Informação: Assessoria de Imprensa Suzano

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Fernando Bosner, da importadora de vinhos Hannover, que veio do RS para o evento, entre os anfitriões Beto Soares e Werter Bandêira.

Uma noite de celebração, memórias e agradecimentos marcou os 13 anos da Villa do Vinho Bistrô. O empresário Werter Bandêira, à frente da casa, reuniu parceiros, colaboradores e alguns de seus principais clientes para comemorar, em clima intimista, a trajetória do restaurante, loja de vinhos e espaço de eventos que se consolidou no mercado de São Luís.

Werter Bandêira e Beto Soares com o competente staff da Villa do Vinho Bistrô, celebrando os 13 anos do restaurante.

A programação começou com a exibição de um emocionante vídeo-documentário que revisitou momentos importantes da história da Villa do Vinho e marcada pela inovação, pela capacidade de adaptação e pela superação de desafios.

Beto Soares e Werter Bandêira recebendo o casal José Domingues e Danielle Vieira, Nedilson Machado e Adriana Vieira nos 13 anos do restaurante.

Entre os capítulos relembrados esteve o pioneirismo da Villa do Vinho na realização dos mini weddings, formato que ganhou espaço e virou tendência na cidade. O documentário também recordou um dos períodos mais desafiadores para o setor de gastronomia: a pandemia da Covid-19. Mesmo com o fechamento temporário do restaurante, Werter conseguiu, com trabalho e determinação, manter o negócio e atravessar aquele período sem demitir nenhum funcionário.

Jackson Moura e Werter Bandêira.

A celebração reservada aos convidados contou ainda com uma degustação exclusiva de vinhos da Hannover Importadora. A ocasião ganhou um significado especial com a presença de Fernando Bosner, da Hannover Importadora (RS), primeiro parceiro comercial da Villa do Vinho, que veio especialmente a São Luís para participar da comemoração e celebrar os 13 anos de sucesso da casa.

O empresário Werter Bandêira com a cliente especial Mayara Castro, agraciada com um espumante personalizado.

Outro momento da noite foi dedicado aos agradecimentos. Werter Bandêira e Beto Soares reconheceram a confiança dos principais clientes corporativos, a importância de parceiros comerciais, como o iFood, e a dedicação dos colaboradores que fazem parte dessa história.

Os anfitriões da Villa do Vinho Beto Soares e Werter Bandêira entre os pastores Cícero Veras e Janaína Cristine.

A música também esteve presente na celebração. O saxofonista Edu Sax abriu as apresentações musicais, seguido por um pocket show do cantor Mário Filho, completando a programação preparada para os convidados.

Marcos Menezes e Gabrielle Castro.
Ynnis Carvalho (IFood) e Elmo Gedeon.
A cerimonialista Simone Castilho com a irmã Gisela Brandão.

 

Informação: InterMídia Comunicação Integrada 

 Os realizadores do Expolog Day São Luís: Carlos Maia (Termaco Logística), Enid Câmara (Prática Eventos), Rakel Murad (Pres. ZPE-MA) e Cauã Aragão (Pres. Investe Maranhão).


A posição estratégica do Maranhão no Arco Norte, a infraestrutura diferenciada do Porto do Itaqui e a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE MA) colocaram o Estado no centro das discussões sobre novos corredores logísticos, atração de investimentos e ampliação da competitividade brasileira durante o Expolog Day São Luís, realizado na última terça-feira (1º), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA).
Ted Lago e José Domingues Neto, Secretário Adjunto da SEDEPE.

Realizado pela Prática Eventos de Enid Câmara, com patrocínio da Termaco Logística e Tecer Terminais e apoio local da ZPE Maranhão, Investe Maranhão, FIEMA e EMAP – Porto do Itaqui, o encontro reuniu executivos, empresários, especialistas e representantes de instituições públicas e privadas para uma tarde de debates sobre os caminhos para conectar de forma ainda mais competitiva Maranhão, Ceará, Brasil e mercado internacional.

 Jefferson Bandeira e André Carmelo (Operadora Maxx).

O Expolog Day São Luís antecede a grande feira Expolog 2026, que será realizada em novembro, no Ceará, numa promoção do Diário do Nordeste, Instituto Future e Setcarce, com realização da Prática Eventos e correalização da Câmara Brasil Portugal no Ceará.

Membros da recém-criada Câmara de Comércio Brasil – Portugal: Ted Lago (Conselheiro Fiscal), o Presidente Júlio Moreira Gomes Filho, Adriana Vieira (Dir. Comunicação e MKT), Paulo Salvador (Dir. Planejamento Estratégico) e Nuno Gustavo (Dir. Vice Presidente).

O encontro em São Luís marcou a primeira realização de uma edição do Expolog Day fora do Ceará e buscou aproximar dois Estados que ocupam posições relevantes na estrutura logística do Nordeste.

O Presidente do SEBRAE-MA Celso Gonçalo com a Ger. de Planejamento e Negócios do Porto do Itaqui Luciana Kuzolitz.

A Presidente da EMAP – Porto do Itaqui Oquerlina Costa com as irmãs Danielle e Adriana Vieira (InterMídia).

Benjamin Alves (Termaco) e Rogério Ferreira (Investe Maranhão).

Daniel Filho, Benjamin Alves e Fernando Duailibe.

Roberto Bastos (FIEMA) com Francisco Perez Soares.

 

Informação: InterMídia Comunicação Integrada 

FOTOS – DIVULGAÇÃO (INTERMÍDIA)

Realizado no município de Raposa, “Alinhavando Memórias” reúne rendeiras, bordadeiras, artesãos, estudantes e comunidade; primeira ação do projeto já foi realizada em agosto.

RAPOSA – O Tecendo Redes Culturais nasce do reconhecimento de uma rede cultural que já existe e se movimenta nos territórios maranhenses. Realizado pelo Pontão de Cultura Instituto Maranhão Sustentável (IMAS) + Casa d’Arte, o projeto atua em São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e Alcântara, aproximando iniciativas, grupos, coletivos e pessoas que produzem e mantêm a cultura viva em suas comunidades.

Selecionado pelo Edital nº 008/2025/SECMA/PNAB – Fomento a Projetos Continuados de Pontões de Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão, o projeto integra a política de fortalecimento da Rede Cultura Viva e propõe ações de formação, intercâmbio, comunicação e produção de memória a partir das experiências já existentes nos territórios.

A dimensão dessa rede ajuda a compreender a importância desse movimento. Dados atualizados pelo Ministério da Cultura em agosto de 2026 apontam que o Brasil possui 16.817 Pontos de Cultura e 892 Pontões de Cultura, totalizando 17.709 iniciativas certificadas. No Maranhão, o projeto registra atualmente 857 Pontos e Pontões de Cultura cadastrados, reunindo experiências ligadas às culturas populares, conhecimentos tradicionais, cultura e educação, juventude, mulheres, direitos humanos, meio ambiente, economia criativa e outras áreas.

É nesse cenário que acontece a próxima ação do Tecendo Redes Culturais. No dia 12 de setembro, o Casa d’Arte, no município de Raposa, recebe o Encontro de Saberes – Alinhavando Memórias, das 8h às 12h, que reunirá mulheres guardiãs de saberes tradicionais, artesãos, estudantes e comunidade para compartilhar técnicas, histórias e conhecimentos transmitidos entre gerações.

“O que nossas mãos aprenderam com quem veio antes?” é a pergunta que atravessa a atividade. Renda, bordado, tessituras e diferentes modos de fazer serão apresentados não apenas como técnicas, mas como conhecimentos que carregam histórias, identidades e memórias dos territórios.

Participam do encontro integrantes da Associação das Rendeiras Bilro de Ouro, bordadeiras do Boi da Floresta e do Bumba Meu Boi de Leonardo, além dos artesãos convidados Graça Maria, Telma Lopes e Marcos Ferreira, da Desalinho, e representantes da comunidade.

A proposta não é realizar uma oficina convencional. Participantes e estudantes poderão circular, observar, conversar e conhecer diferentes processos, materiais, técnicas e modos de fazer diretamente com quem mantém essas práticas vivas.

A programação também contará com uma roda de articulação cultural e uma conversa sobre produção, comercialização, geração de renda e sustentabilidade das práticas culturais. A ideia é colocar em diálogo diferentes experiências e identificar demandas comuns, possibilidades de parceria e caminhos para fortalecer a circulação desses saberes.

Um projeto que já começou

O encontro de setembro será a segunda ação do Tecendo Redes Culturais. A primeira já foi realizada em agosto, também no município de Raposa, com a oficina “Cinema e comunicação originária: formas de recriar a existência”, na Escola Municipal Maria Rosa Reis Trindade.

Conduzida por Layo Amõkanewy, indígena da etnia Kariú Kariri, cineasta, mestre em Cartografia Social e Política da Amazônia, Dubohery e professor de cultura e língua indígena, a atividade reuniu estudantes em uma experiência de formação sobre comunicação, audiovisual e produção de narrativas a partir do próprio território.

Durante a oficina, os participantes tiveram contato com noções básicas de comunicação e produção audiovisual e trabalharam a elaboração de roteiros conectados às histórias reais do cotidiano. Pessoas, lugares, acontecimentos e memórias próximas de suas experiências foram utilizadas como ponto de partida para pensar o território como matéria-prima para o cinema e para a comunicação.

A atividade também provocou uma reflexão sobre quem conta as histórias dos territórios e como essas histórias são representadas, valorizando as perspectivas de quem vive essas realidades.

Para Luzenice Macedo, coordenadora geral do projeto, o objetivo é fortalecer experiências culturais que já existem nas comunidades. “A Cultura Viva já acontece nos territórios. O que queremos é fortalecer essas experiências, criar oportunidades para que elas dialoguem e fazer com que os saberes produzidos por esses grupos possam ser reconhecidos, registrados e compartilhados”, explica.

Essa perspectiva também orienta a metodologia do projeto. Para Claudia Marreiros, coordenadora metodológica, cada atividade deve produzir algo que permaneça depois do encontro. “Não queríamos trabalhar com oficinas que terminassem quando a atividade acabasse. A ideia é que cada encontro seja também um espaço de produção de conhecimento, de fortalecimento dos vínculos e de construção de registros que possam continuar circulando e inspirando outras comunidades”, afirma.

Entre memória, território e futuro

A sequência das primeiras ações revela o percurso proposto pelo Tecendo Redes Culturais. Em agosto, estudantes foram convidados a olhar para o próprio território e transformá-lo em narrativa por meio do audiovisual. Em setembro, a proposta é aproximar diferentes gerações para conhecer os saberes que atravessam o tempo e permanecem vivos nas mãos de quem os pratica.

Formação, comunicação, memória e intercâmbio fazem parte de um mesmo movimento: reconhecer o que já existe, aproximar quem faz cultura e criar espaços para que os conhecimentos produzidos nos territórios continuem circulando.

Ao conectar São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e Alcântara, o projeto busca fortalecer vínculos entre diferentes experiências culturais e ampliar as possibilidades de colaboração entre grupos, coletivos, mestres, mestras, estudantes e comunidades.

No município de Raposa, essa articulação ganha uma nova forma em setembro. Muitos dos conhecimentos que ajudam a contar a história cultural do Maranhão não estão apenas nos livros ou nos arquivos. Estão nas práticas cotidianas, nas histórias compartilhadas e nos saberes transmitidos entre gerações.

É a partir dessa perspectiva que o Tecendo Redes Culturais realiza sua próxima atividade, reunindo diferentes gerações em torno da valorização e da transmissão desses conhecimentos. A ação integra a programação do projeto e amplia o espaço para a escuta, a troca de experiências e o reconhecimento das práticas culturais presentes no território. A proposta é entender como esses saberes continuam sendo produzidos, compartilhados e transformados no presente.


SERVIÇO

Projeto: Tecendo Redes Culturais;

Ação: Encontro de Saberes – Alinhavando Memórias;

Data: sábado, dia 12 de setembro de 2026, das 8h às 12h;

Local: Casa d’Arte – município de Raposa (MA);

Participantes: Associação das Rendeiras Bilro de Ouro; bordadeiras do Boi da Floresta e do Bumba Meu Boi de Leonardo; artesãos Graça Maria, Telma Lopes e Marcos Ferreira, da Desalinho; estudantes e comunidade;

Área de abrangência do projeto: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e Alcântara;

Realização: Instituto Maranhão Sustentável (IMAS) e Casa d’Arte;

Comitê Gestor: Instituto Maranhão Sustentável (IMAS), Casa d’Arte, Grêmio Recreativo Libertos na Noite, Tapete Criações Cênicas, Grupo Passo Livre e Sociedade Junina Turma de São João Batista – Boi da Floresta;

Objetivo: Fortalecer a Rede Cultura Viva por meio de ações de formação, encontros territoriais, laboratórios colaborativos, comunicação e produção de memória;

Primeira ação realizada: Oficina “Cinema e comunicação originária: formas de recriar a existência”, realizada em agosto na Escola Municipal Maria Rosa Reis Trindade, no município de Raposa;

Fomento: Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Edital nº 008/2025/SECMA/PNAB – Fomento a Projetos Continuados de Pontões de Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão;

Coordenação de Comunicação: Lanna Luz;

Informação: Assessoria de Imprensa 

Interpretar sintomas sem avaliação profissional aumenta o risco de automedicação, ansiedade e atraso no tratamento 

Você digita uma lista de sintomas em uma ferramenta de  inteligência artificial e, em segundos, recebe uma lista de possíveis doenças. A rapidez e a praticidade fizeram da IA uma espécie de "médico de bolso" para muitas pessoas. Pode parecer uma forma prática de entender o que está acontecendo com o corpo, mas o problema começa quando essas respostas passam a ser tratadas como um diagnóstico e substituem a avaliação de um profissional de saúde. 

A enfermeira e professora do IDOMED São Luís, Erika Chirley Chaib Araújo, explica que a inteligência artificial pode até fornecer informações úteis, mas não consegue considerar todos os aspectos necessários para identificar uma doença com segurança. “A inteligência artificial não substitui a avaliação clínica. Entre os principais riscos estão as interpretações incorretas dos sintomas, a falta de consideração do histórico de saúde e dos fatores individuais, além da possibilidade de gerar ansiedade desnecessária por um diagnóstico incorreto ou transmitir uma falsa segurança por minimizar uma situação que é de risco”, explica.

Ou seja: a falsa sensação de segurança oferecida pelo “diagnóstico” da IA pode fazer com que a pessoa adie a procura por atendimento, permitindo que uma doença avance sem o tratamento adequado. Por outro lado, a apresentação de várias hipóteses graves também pode aumentar a preocupação diante de sintomas que podem muito bem estar relacionados a condições mais simples.

Outro risco do autodiagnóstico é que muitos sintomas são considerados inespecíficos. Febre, cansaço, dor de cabeça e dor no peito, por exemplo, podem aparecer tanto em situações leves quanto em problemas que exigem atendimento imediato.

Para chegar a um diagnóstico, o profissional avalia não apenas o sintoma relatado, mas também o histórico clínico, a idade, os fatores de risco, o uso de medicamentos e os resultados do exame físico. Dependendo do caso, também podem ser solicitados exames complementares. “Essas informações permitem uma avaliação individualizada, algo que uma ferramenta de inteligência artificial, isoladamente, não consegue realizar”, destaca Erika.

AUTOMEDICAÇÃO

Outro risco é que, ao acreditar que já identificou o problema, a pessoa também pode recorrer a medicamentos por conta própria. Segundo a professora, essa prática pode mascarar sintomas, causar reações adversas, provocar interações medicamentosas e até agravar a doença. Além disso, o atraso na procura por atendimento pode favorecer a progressão do quadro, aumentar o risco de complicações e reduzir as chances de um tratamento eficaz.

Isso não significa que a inteligência artificial não possa ser utilizada para buscar informações sobre saúde. A tecnologia pode ajudar na educação em saúde, no esclarecimento de dúvidas e na identificação da necessidade de procurar atendimento. No entanto, as informações recebidas devem ser vistas como orientações gerais, e não como uma conclusão médica.

Alguns sintomas não devem ser avaliados apenas por ferramentas digitais. É necessário buscar atendimento de urgência diante de sinais como dor intensa no peito, falta de ar, perda de consciência, convulsões, sangramento intenso, fraqueza súbita ou dificuldade para falar. Febre persistente acompanhada de piora do estado geral, assim como qualquer sintoma grave ou que evolua rapidamente, também exige avaliação profissional.

“A inteligência artificial nunca deve substituir a consulta. Em situações de urgência, o atendimento não pode ser adiado”, conclui a professora.

Informação: Cores Comunicação