quinta-feira, 9 de julho de 2020
Entidade avalia que a queda do isolamento social ajudou

Rio tem primeiro dia útil de reabertura do comércio de rua

A Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) revisou de 10,1% para 9,2% a previsão de retração no volume das vendas no varejo ampliado para este ano. No varejo restrito, que exclui os ramos automotivo e de materiais de construção, a projeção de queda também diminuiu de 8,7% para 6,3%. 

As estimativas foram calculadas com base nos dados positivos da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicou crescimento de 13,9% no volume de vendas no comércio varejista nacional, em maio, na comparação com abril. A alta foi registrada após dois meses de queda em consequência dos efeitos da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

No dia 16 de junho, a CNC tinha anunciado retração de 10,1% no volume das vendas no varejo ampliado este ano. No varejo restrito, havia projeção de queda de 8,7%. As estimativas também levavam em consideração os dados da Pesquisa Mensal de Comércio, mas eram referentes a PMC de abril.

Ao comentar as previsões de abril, o presidente da CNC, José Roberto Trados, disse que em ambos os casos “a crise sem precedentes imposta à atividade econômica, na história recente”, deveria levar o setor a registrar a maior queda anual desde os anos 2000. Sem os efeitos da pandemia, a previsão da CNC divulgada em fevereiro com base em dados de dezembro de 2019 era de crescimento de 5,3% para o setor neste ano.

Avanço

Na revisão apresentada hoje (8), a entidade indicou que a queda do isolamento social e as estratégias de e-commerce ajudaram o varejo a repor parte das perdas impostas pela covid-19, até o momento. A expectativa é que o setor também avance em junho, com o início da flexibilização das medidas restritivas de distanciamento social. 

Para o presidente da CNC, o comércio mostra sinais de recuperação, “após chegar ao fundo do poço”. Ainda assim, estimou que a recuperação do setor ainda depende dos impactos da crise em alguns pontos como o mercado de trabalho.

“Mantida a tendência gradual de abertura dos estabelecimentos comerciais, o setor deverá apresentar perdas menos acentuadas nos próximos meses. Contudo, mesmo em um cenário mais próximo à normalidade operacional, a recuperação da atividade comercial ainda dependerá dos impactos da crise sobre variáveis condicionantes do consumo, como o mercado de trabalho, a oferta e a demanda de crédito e o nível de confiança dos consumidores”, observou.

Na visão da CNC, embora o varejo tenha registrado elevação de 13,9% em relação, a abril, a alta foi insuficiente para o setor recuperar as perdas de março de 2,8%, e de abril, de 16,3%, que refletiram diretamente nos efeitos da pandemia sobre o consumo.

Perdas

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março, até o fim de junho, os prejuízos do setor com a crise, segundo a CNC, atingiram R$ 240,8 bilhões. O economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, disse que as perdas do setor atingiram o pico em abril e a partir desse momento têm sido menores. 

“As perdas mensais de faturamento em relação ao período anterior ao surto da doença se aproximaram de R$ 40 bilhões em março, atingindo, rapidamente, um pico de R$ 77,4 bilhões em abril. Desde então, o setor segue apresentando perdas menos intensas”, disse.

A CNC destacou que um levantamento da Receita Federal indicou que o volume de vendas no comércio eletrônico tem evoluído de forma acelerada nos últimos meses, e esse é um dos fatores da evolução registrada no comércio depois de maio. Na comparação de maio de 2020 com igual mês do ano passado, houve alta de 39%, mas na relação de junho com igual mês em 2019, o aumento real ficou em 72%.

O economista ressaltou também que o número de notas fiscais eletrônicas que, em fevereiro deste ano, tinha média diária de aproximadamente 650 mil emissões, subiu para 1,26 milhão de operações no último mês. “Em junho de 2019, foram emitidas 520 mil notas diárias, registrando, portanto, um avanço de 142% no comparativo anual”, disse.

Pelos cálculos da CNC, o início das flexibilizações em diversas regiões do país reduziu em R$ 13,3 bilhões os prejuízos do comércio em junho. A entidade avaliou que se a queda no índice de isolamento social mantivesse o ritmo mais lento dos últimos meses, as perdas do varejo chegariam a R$ 67,9 bilhões, no mês passado. Com a redução das medidas restritivas, o volume caiu para R$ 54,6 bilhões.

Informação: Agência Brasil 
Catulé Júnior falará das ações para o setor no Maranhão

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Quais as perspectivas de reabertura? De onde virão os turistas? E a malha aérea, como está se recuperando? Os protocolos mudarão as experiências dos viajantes? Que trabalho está sendo feito com o trade local e com os principais emissores?

Estas são algumas das perguntas que serão respondidas na live sobre o Nordeste na quinta-feira, dia 9 de julho, às 11h30, no Portal e Facebook PANROTAS.

A retomada do turismo no Maranhão e outros 3 estados será debatida com os secretários de turismo do Maranhão, Catulé Junior, da Bahia, Fausto Franco, de Sergipe; José Sales e Rafael Brito, secretário do Desenvolvimento Econômico e do Turismo de Alagoas.

Acompanhe a Live Check Point pelo instagram @portalpanrotas

Informação: Turismo.MA 
quarta-feira, 8 de julho de 2020

Nesta semana, a Vale anunciou novo investimento na capacitação do corredor logístico norte, que deverá passar de 215 milhões de toneladas por ano, para 240 milhões de toneladas por ano de minério de ferro. O Maranhão concentra a maior parte do plano de investimentos da Estrada de Ferro Carajás, algo em torno de R$ 19 bilhões, sendo R$ 2,8 bilhões para os próximos cinco anos. 

“Esses investimentos possibilitam significativa movimentação da economia tanto no estado, como nos municípios. Diversos setores da indústria, comércio e serviços serão mobilizados com a compra de materiais, contratação de serviços, geração de empregos e renda”, disse o governador Flávio Dino. 

A partir de 2024, estão em curso, investimentos para a capacitação do corredor logístico, que no Maranhão, totalizam aproximadamente US$ 590 milhões, entre adequações na ferrovia e no porto. Na ferrovia, são previstos investimentos de US$ 132 milhões em adequações de oficinas de vagões e locomotivas, além da aquisição de material rodante. No porto, são previstos investimentos de US$ 454 milhões destinados à expansão dos pátios de estocagem e aquisição de silo de embarque e recuperadora adicional. 

Outro investimento da Vale será concretizado a partir da renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Carajás, com plano de investimentos voltado ao desempenho operacional da ferrovia, como locomotivas, vagões, trilhos, dormentes e ainda para sua transposição segura, como viadutos e passarelas que visam melhorar os níveis de segurança de cerca de 230 comunidades e 2,4 milhões de habitantes.

“Externamos a nossa determinação em garantir tanto a segurança dos empregados, suas famílias e comunidades, quanto a segurança das barragens e a continuidade operacional da companhia”, assegurou Luiz Osório, diretor-executivo da Vale.

Informação: MA.gov 
Texto segue para análise do Senado

Rio de Janeiro - Pouso e decolagem no aeroporto Santos Dumont.

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (8) a apreciação da Medida Provisória 925/20 que permite às empresas aéreas reembolsar em até 12 meses as passagens canceladas. O texto base da matéria foi aprovado nesta terça-feira (7), teve votação concluída hoje e agora segue para apreciação do Senado. 

O valor do reembolso será atualizado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). As definições relacionadas ao reembolso e alterações de voos domésticos ou internacionais aplicam-se a passagens aéreas compradas até 31 de dezembro deste ano. 

O direito ao reembolso, ao crédito, à reacomodação ou à remarcação do voo, vale para qualquer meio de pagamento utilizado para a compra da passagem: dinheiro, crédito, pontos ou milhas.

Editada pelo governo federal em março, a medida prevê socorro financeiro às companhias aéreas, que estão sendo fortemente afetadas pela crise do novo coronavírus. Segundo a Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), estima-se que haverá, em 2020, uma redução global de 32% a 59% dos assentos oferecidos pelos transportadores aéreos; redução de 35% a 65% do número total de passageiros e perda de receita de 238 bilhões de dólares a 418 bilhões de dólares, nos segmentos doméstico e internacional.

No Brasil, dados da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), indicam que as companhias filiadas registraram queda de 93,9% na demanda por voos domésticos, em abril, e de 91,35% na oferta de assentos, no mesmo período.

O texto do relator da matéria, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), prevê que o reembolso também pode ser solicitado em caso de atraso por mais de quatro horas ou interrupção do voo. O consumidor terá a opção de receber crédito de valor maior ou igual ao da passagem aérea, a ser usado por ele ou outra pessoa, em até 18 meses, para adquirir produtos ou serviços oferecidos pela empresa.

Cancelamento

Em caso de cancelamento de voo, a companhia aérea deve interromper o lançamento das demais parcelas da compra no cartão de crédito ou em outros instrumentos de pagamento utilizados para compra do bilhete, sem prejuízo da restituição de valores já pagos. Essa solicitação não acontecerá de forma automática, deve ser feita pelo consumidor.

Estarão mantidas as regras atuais para desistência do consumidor com reembolso integral quando passageiro solicita o cancelamento em até 24 horas a partir do recebimento do comprovante de compra da passagem – que deve ter sido adquirida com antecedência de até sete dias da viagem. 

Tarifa de conexão

A proposta que transferia a cobrança da tarifa de conexão, atualmente devida pelas companhias aéreas, para o passageiro foi retirada pelos parlamentares. Esse foi o único destaque aprovado na sessão desta quarta-feira. Atualmente, as empresas aéreas repassam esse custo ao valor do bilhete nos casos em que o passageiro tem que aguardar voos no aeroporto, nos casos de conexão para o destino final. 

Tarifa de embarque internacional 

A partir de 1º de janeiro de 2021 será extinto o adicional da tarifa de embarque internacional, criado em 1997 para financiar o pagamento da dívida pública. Atualmente, a taxa adicional é de 18 dólares, cerca de R$ 95.

Saque FGTS

Entre as medidas econômicas, o texto prevê o saque o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para aeronautas e aeroviários nos casos em  tiverem suspensão total ou redução de salário, o saque mensal de recursos, por trabalhador e até o limite do saldo existente na conta vinculada, de seis parcelas de R$ 3.135, no caso de suspensão total do salário e R$ 1.045, no caso de redução do salário.

Informação: Agência Brasil 

O ‘Para Não Surtar’ debateu, nesta quarta-feira (8), a temática da mobilidade urbana em um bate-papo bem afinado sobretudo em relação a acesso aos espaços, serviços e direitos. Levando em consideração as novas rotinas estabelecidas por conta do novo coronavírus. A série ‘Para Não Surtar’ é realizada pela Secretaria de Estado da Juventude (Seejuv).

Sem perder o objetivo de interagir com a juventude, a live desta semana retrata como tem sido os novos ajustes durante a pandemia, como realizar trajetos seguros para os jovens e adultos que não podem estar em isolamento social na fase desse chamado novo normal.

Mediada por Jaana Pinheiro, assessora de Programas e Projetos da Seejuv, a live recebeu como convidada Brenda Fernandes, arquiteta e urbanista, mestre em Engenharia Civil – Transporte pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e articuladora da Campanha Bicicletas Para o Futuro Possíveis em São Luís.

Considerando os impactos causados pela Covid-19, estar seguro mesmo em deslocamento de um lugar para o outro é uma forma de amenizar os tais impactos, já que seguir um padrão que possa garantir a subsistência é adaptar-se ao novo momento. 

A convidada Brenda Fernandes ressaltou que a pandemia causada pelo novo coronavírus nos levou a refletir como estão sendo utilizados os espaços urbanos e como as pessoas estão se locomovendo nas cidades. 

“As bicicletas e caminhadas estão se popularizando no Brasil com o intuito de manter o distanciamento social por serem um meio de transporte individual, e também são mais democráticas e acessíveis, ou seja, podem ser acessadas por uma parte da população que tem menos por aquisitivo”, afirmou.

A série de lives ‘Para Não Surtar’ acontece toda quarta-feira, às 17h, pelo instagram @seejuv_ma. O tema da próxima quarta-feira (15) será Juventude com Ciência e Tecnologia.

Informação: MA.gov 

Flyer
Com o objetivo de realizar a inter-relação dos Observatórios de Turismo a nível nacional para a elaboração de trabalhos em prol do fortalecimento da rede, teve início, nesta quarta-feira, 8, de forma online, o 4º Encontro da Rede Brasileira de Observatórios de Turismo.

No primeiro dia de evento contou com a participação de todos os representantes dos estados brasileiros para discutir a respeito das ações que serão desenvolvidas em conjunto. O evento encerra nesta terça-feira, 9.

No primeiro dia de debates, o Observatório do Turismo realizou apresentações de projetos e discorreu sobre seu histórico, a dinamização do portal, o acesso às pesquisas realizadas, o aperfeiçoamento dos conteúdos e a importância dos materiais para o direcionamento das políticas públicas do turismo no estado.

A supervisora de Pesquisa do Observatório do Turismo do Maranhão, Hanna Coelho, esteve representando o estado no evento. Ela destacou a importância do encontro para a disseminação e valorização dos trabalhos realizados pelo projeto.

“O intercâmbio de informações, metodologias, ferramentas e protocolos amplia os horizontes dos trabalhos que podem ser realizados por redes como estas. A cada encontro é possível agregar ainda mais conhecimento o que gera o fortalecimento da rede”, destacou a supervisora.

O secretário de Estado do Turismo, Catulé Júnior, destacou a participação do Observatório do Turismo do Maranhão e disse que a realização de eventos de grande magnitude fortalece e ajuda a desenvolver a cadeia do turismo no Brasil.

“Eventos desse porte só fortalece a importância de desenvolver debates e pesquisas com a Rede no sentido de otimizar essas pesquisas de demanda turística com o objetivo de traçar estratégias de gestão e para conhecer melhor as necessidades dos turistas” frisou o secretário.

Por conta da pandemia do novo coronavírus o evento está sendo realizado em ambiente virtual, por meio da plataforma Google Meet, com as palestras abertas ao público em geral, enquanto que, assuntos relacionados aos grupos de trabalhos estão restritos apenas para os participantes da rede.

Entre os temas que deverão ser debatidos no encontro estão: criação conjunta de um dispositivo legal e Regimento Interno; Novas Propostas de Pesquisas em Rede 2020/2021; Criação do Planejamento Estratégico; Relações; parceria com o Ministério do Turismo (Mtur) e Captação de Recursos.

OBSERVATÓRIO DO TURISMO

O Observatório do Turismo do Maranhão é uma rede de dados e informações acerca do Turismo coordenado pela Secretaria de Estado do Turismo em parceria com diversas entidades como instituições de ensino, institutos de pesquisa, secretarias municipais e estaduais.

Desde 2016 é um instrumento de planejamento e gestão disponibilizando informações e dados sistematizados, que possam contribuir com o desenvolvimento turístico do estado. O objetivo das pesquisas de demandas realizadas é levantar o perfil do turista que vêm conhecer o Estado.

Informação: Turismo.MA 
O aumento no volume de vendas no estado se dá após três meses de queda. Mas, em comparação com maio/2019, houve recuo de 13,6%.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, hoje (8), a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), referente ao mês de maio/2020. A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país.

Comércio Varejista

No mês de maio de 2020, em comparação com o mês de abril de 2020, com ajuste sazonal, o índice de volume de vendas do comércio varejista no Brasil teve alta de 13,9%, depois de um recuo na ordem de 16,8% no mês de abril. Esse número do mês de maio/2020 representou o maior percentual de aumento na série histórica iniciada em fevereiro de 2000. Ao contrário do que aconteceu no mês anterior, abril/2020, quando os oito grupos de atividade de comércio varejista tradicional investigados no país apresentaram queda no volume de vendas, no mês de maio/2020, todos os oito grupos apresentaram aumento no volume de vendas na comparação com mês imediatamente anterior, com destaque para a) tecidos, vestuário e calçados, b) móveis e eletrodomésticos e c) outros artigos de uso pessoal e doméstico - lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos etc.:

Atividades
abril 2020
maio 2020
Combustíveis e lubrificantes
-15,2
5,9
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo
-11,7
7,1
Tecidos, vestuário e calçados
-69,0
100,6
Móveis e eletrodomésticos
-21,0
47,5
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos
-16,8
10,3
Livros, jornais, revistas e papelaria
-51,7
18,5
Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação
-28,9
16,6
Outros artigos de uso pessoal e doméstico
-29,5
45,2

Quando se compara os dados do mês de maio de 2020 com maio de 2019, sem ajuste sazonal, constatou-se retração no volume de vendas na ordem de 7,2%, índice bem menor do que o ocorrido no mês de abril, levando-se em conta, a mesma base de comparação: -17,1%. No acumulado do ano (jan./20 a mai./20), comparação que é feita com igual período do ano anterior, o índice é negativo na ordem de 3,9%. Pelo segundo mês consecutivo, nessa base de comparação temporal, o número é negativo. No acumulado até abril/2020, o volume de vendas era de -3,1%. No acumulado de 12 meses, findo em maio de 2020 (junho de 2019 a maio de 2020 cotejado com junho de 2018 a maio de 2019), o índice de volume de vendas foi de 0,0%, refletindo as três quedas consecutivas na base de comparação mês/mês igual ano anterior: março (-1,1%), abril (-17,1%) e maio (-7,2%).   

Em relação ao Maranhão, destaca-se que, em maio de 2020, frente a abril/2020, com ajuste sazonal, o índice de volume de vendas ficou na casa de 6,5%. De dezembro/2007 a maio/2020, foi a segunda maior taxa de aumento nessa base de comparação temporal, sendo superada apenas em novembro/2011, quando essa taxa foi de 8,1%. Há três meses consecutivos que esse índice de base temporal, mês/mês imediatamente anterior, vinha apresentando recuos: fev./2020 (-0,6%), março (-5,7%) e abril (-12,9%). Diferentemente do ocorrido no mês anterior, abril/2020, quando todas as 27 Unidades da Federação (UFs) tiveram recuo no volume de vendas nessa base de comparação temporal, em maio/2020, todas as UFs apresentaram avanço no volume de vendas. Os maiores aumentos foram observados em RO (+36,8%) e PA (20,0%). SP e RJ, que têm um peso considerável no comportamento do volume de vendas, tiveram aumento de 9,2% e 8,5%, respectivamente. As menores elevações no volume de vendas foram detectadas no DF (3,9%) e PA (0,9%). 

Em relação ao mesmo mês do ano de 2019, no Maranhão, em maio/2020, sem ajuste sazonal, foi detectado novo recuo no volume de vendas, desta feita na casa de 13,6%. No mês anterior, abril/2020, nessa base de cotejamento temporal, a queda foi maior: -18,4%. Em março, o recuo tinha sido de -5,0%. Em toda a série histórica, a maior queda, nessa base de comparação, sem ajuste sazonal, foi observada em março de 2003, na ordem de 19,2%. Essas sucessivas quedas no volume de vendas nessa base de comparação, três meses seguidos, deram impulso na retração no volume de vendas acumulado no ano de 2020.  

Na base comparativa no ano, isto é, o volume de vendas de janeiro a maio de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, o Maranhão apresentou uma queda de 6,4%, sendo que, até abril/2020, o acumulado no ano estava em -4,5%.

Quanto ao acumulado nos últimos 12 meses (junho de 2019 a maio de 2020 cotejado com junho de 2018 a maio de 2019), o índice de volume de vendas no Maranhão retraiu 2,6%, o que praticamente selou uma tendência de queda nessa base de comparação que vem sendo observada desde o final de 2018 e início de 2019.

Comércio Varejista Ampliado

Quando se analisa, em nível de Brasil, o comércio varejista ampliado - em que se agregam aos oito tradicionais setores do comércio varejista os setores de material de construção e veículos/motos/partes/peças, no cotejamento maio/2020 com mês imediatamente anterior (abril/2020), com ajuste sazonal - teve seu volume de vendas aumentado na ordem de 19,6%, a maior taxa de aumento para a série iniciada em fevereiro de 2003, ao contrário do que aconteceu no mês anterior, quando se deu a maior retração no volume de vendas desde o início da série: -17,5%. No mês de março/2020, o volume de vendas já tinha sido deprimido na ordem de 14,0%, até então o maior tombo na série histórica.  

Quando se analisa especificamente os dois ramos de comércio que compõem o comércio varejista ampliado, o de veículos/motos/partes/peças e o de material de construção, na base comparativa mês atual/mês imediatamente anterior, o primeiro teve elevação no volume de vendas, em maio/2020, na ordem de 51,7%, depois de uma queda, em abril/2020, de 35,8%; e o segundo, um aumento de 22,2%, depois de uma queda, em abril/2020, de 1,9%. Em março/2020, no caso do volume de vendas de material de construção, o índice foi -17,4%.  

Na comparação com mesmo mês do ano anterior (maio/2019), detectou-se, no Brasil, decréscimo no volume de vendas na ordem de 14,9%, influenciando a perda acumulada no ano de 2020 na ordem 8,6%. A queda no setor de veículos/motos/partes/peças, na comparação maio/2020-maio/2019, foi de -39,1%, um ritmo de queda inferior ao detectado no mês anterior, abril2020/abril2019, -58,1%, esta que foi a maior queda na série histórica encetada em janeiro/2001. A taxa do mês de maio/2020 foi a segunda maior retração nessa base de comparação temporal. No caso de material de construção, comparando-se maio/2020 com maio/2019, o volume de vendas caiu na magnitude de 5,2%, ritmo também menor que o observado no mês anterior: -21,1%. Desde fevereiro de 2020, que, nessa base de comparação temporal, o setor de material de construção vem apresentando números negativos.   

No acumulado nos últimos 12 meses, fechado em maio de 2020, o indicador volume de vendas do comércio varejista ampliado passou a apresentar queda: -1,0%. Até abril de 2020, esse indicador temporal ainda era positivo: +0,8%.

No Maranhão, na comparação maio/2020 com mês imediatamente anterior (abril/2020), o volume de vendas do comércio varejista ampliado voltou a ser de aumento, 6,4%, depois de dois recuos consecutivos, março/2020 (-17,1%) e abril (-7,8%), que foram as duas maiores quedas na série histórica iniciada em fevereiro de 2004.

Nesse indicador de base temporal, todas as UFs apresentaram taxas positivas, ao contrário do ocorrido no mês anterior, quando todas as UFs apresentaram recuo.  As maiores taxas foram detectadas em RO (35,2%), RS (27,9%) e ES (27,1%), ao passo que menores aumentos foram observados no MA (6,4%), RR (5,9%) e PA (0,3%).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, maio.2020/maio.2019, no Maranhão, foi detectada retração, -21,1%, queda essa maior que a apresentada em nível de Brasil, -14,9%.  Maiores níveis de retração foram observados no AP, -38,7%, e CE, -31,3%, e os menores, no MS, -1,5%, e PR, -3,3%.

Na base de comparação dos cinco primeiros meses de 2020 com os cinco primeiros meses de 2019, o decréscimo no volume de vendas foi na casa de 11,4%. É o quarto mês consecutivo de queda nessa base de comparação temporal. Em fevereiro, esse indicador temporal foi de -0,6%, em março, -3,7%, e em abril, -8,8%. Essa queda de 11,4% no mês de maio/2020 somente foi menor do que os números de cada um dos meses do ano de 2016. No acumulado dos últimos 12 meses (junho de 2019 a maio de 2020 comparado com junho de 2018 a maio de 2019), o recuo, no Maranhão, foi de 5,1%. Quedas mais significativas foram observadas em SE (-6,9%) e PI (-9,3%).  

Informação: IBGE/MA