Interessados têm até 9 de novembro de 2026 para submeter propostas na Chamada Pública de Projetos do Grupo Equatorial
O Grupo Equatorial lançou o Edital da Chamada Pública de Projetos (CPP) 2026 do Programa de Eficiência Energética (PEE), disponibilizando mais de R$ 61 milhões para o financiamento de iniciativas voltadas à redução do consumo de energia, modernização de equipamentos e promoção da sustentabilidade. A ação contempla as áreas de concessão da companhia nos estados do Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul.
A iniciativa busca selecionar projetos que promovam o uso eficiente da energia elétrica em diferentes segmentos, como indústrias, estabelecimentos comerciais, instituições públicas, municípios e organizações sem fins lucrativos. Os recursos serão destinados a propostas alinhadas às diretrizes do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
O edital contempla diferentes modalidades, entre elas Iluminação Pública, Poder Público, Comércio e Serviços. Interessados podem enviar propostas até 9 de novembro de 2026 no portal da Chamada Pública de Projetos do Grupo Equatorial em https://equatorial.gestaocpp.com.br. Podem participar clientes cativos e livres conectados à rede de distribuição nas áreas de concessão do Grupo Equatorial, bem como empresas legalmente habilitadas para a execução de serviços de conservação de energia, fabricantes e comerciantes de equipamentos.
“A Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética representa uma importante oportunidade para transformar ideias em soluções capazes de gerar economia de energia, sustentabilidade e benefícios diretos para a sociedade. Além de reduzir o consumo energético, os projetos contribuem para a modernização de instalações e para o desenvolvimento das regiões onde atuamos”, afirma Dayane de Matos Pereira, Líder de Operações do PEE do Grupo Equatorial.
Somente para o Maranhão, o Edital da Chamada Pública de Projetos (CPP) 2026 do Programa de Eficiência Energética (PEE) irá disponibilizar R$ 8 milhões, contemplando projetos nas modalidades de Iluminação Pública, Comércio e Serviços e Poder Público.
Confira abaixo em que consiste cada uma das modalidades contempladas:
•Iluminação Pública
A modalidade tem como objetivo apoiar as prefeituras municipais na melhoria da eficiência energética dos sistemas de iluminação pública. Os projetos podem contemplar a substituição de lâmpadas e luminárias por tecnologias mais eficientes, além da modernização de componentes como relés fotoelétricos, braços e demais equipamentos associados. Os investimentos considerados viáveis poderão receber apoio integral do Programa de Eficiência Energética, conforme os critérios estabelecidos no edital.
•Comércio e Serviços
Nesta categoria, os recursos do PEE a fundo perdido poderão ser destinados a consumidores enquadrados como entidades beneficentes de assistência social, com atuação nas áreas de assistência social, saúde ou educação e certificação CEBAS, conforme previsto na legislação vigente.
•Poder Público
A modalidade disponível é destinada a órgãos e entidades da administração pública federal, estadual e municipal interessados em implementar soluções que promovam a redução do consumo de energia e a melhoria da eficiência energética em suas instalações.
Saiba como participar e submeter o seu projeto
Como parte das ações de orientação aos participantes, o Grupo Equatorial realizará, no dia 9 de outubro de 2026, o Workshop Técnico da Chamada Pública do Programa de Eficiência Energética (PEE). O evento ocorrerá de forma presencial na sede da Equatorial CEEE, em Porto Alegre (RS), localizada na Av. Clóvis Paim Grivot, nº 11, bairro Humaitá, e contará também com transmissão on-line para os demais estados atendidos pelo Grupo. O link de acesso será disponibilizado na plataforma da Chamada Pública: https://equatorial.gestaocpp.com.br.
Durante o workshop, serão apresentados os principais pontos do edital, incluindo as atualizações desta edição, os recursos disponíveis por estado, os critérios de participação e o funcionamento do sistema para submissão das propostas, além de um espaço dedicado ao esclarecimento de dúvidas dos participantes.
A iniciativa reforça o compromisso do Grupo Equatorial com a eficiência energética, a inovação e a promoção de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável das comunidades atendidas pela companhia.
Cronograma da Chamada Pública de Projetos 2026
17/08/2026:
Abertura do edital, início do recebimento das propostas de projetos e início do período para recebimento de perguntas;
09/10/2026:
Workshop Técnico presencial (Porto Alegre/RS) e on-line;
16/10/2026:
Encerramento do período de recebimento de perguntas e esclarecimentos;
09/11/2026:
Encerramento do recebimento das propostas de projetos;
18/12/2026:
Divulgação preliminar dos resultados;
21 a 29/12/2026:
Período para interposição de recursos;
22/01/2027:
Divulgação do resultado final, projetos selecionados, cadastro de reserva e projetos desclassificados.
O edital completo, os critérios de participação e todas as informações sobre o processo de inscrição estão disponíveis no portal da Chamada Pública de Projetos do Grupo Equatorial: https://equatorial.gestaocpp.com.br.
Informação: Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão
Programação levou serviços e lazer para trabalhadores e famílias
SÃO LUÍS – Trabalhadores da construção civil e seus familiares participaram do Dia Nacional da Construção Social (DNCS) 2026, realizado no SESI Clube Araçagy. A programação reuniu serviços gratuitos de saúde, cidadania, educação e beleza, além de atividades de lazer e integração. Promovida pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a iniciativa teve realização do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Maranhão (SINDUSCON-MA), Sistema FIEMA (SESI, SENAI, IEL e FEDERAÇÃO), Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Maranhão (SINDCONSTRUCIVIL) e Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário do Estado do Maranhão (FETICEMA).
O SESI-MA esteve presente ofertando atendimentos de clínica geral, oftalmologia, odontologia, pediatria e circuito saúde. O público também teve acesso a serviços de cidadania, orientação jurídica, atividades educativas, limpeza de pele e opções de lazer, como piscina, futebol, recreação infantil, Bike Suco e música.
Para Fábio Nahuz, vice-presidente da FIEMA e presidente do SINDUSCON-MA, a ação representou uma forma de reconhecer o papel dos profissionais que movimentam o setor. “O Dia Nacional da Construção Social é um momento muito importante para nós. Reunimos SESI, SENAI e diversos parceiros para levar atendimentos aos nossos colaboradores e suas famílias. A construção não existe sem seus trabalhadores, por isso essa valorização é fundamental.”
A programação também foi aproveitada por famílias que buscaram atendimento para adultos e crianças. Mayra Veras, vidraceira, participou acompanhada da filha, Ana Beatriz Cardoso. O marido trabalha na empresa Torquato Fernandes. As duas passaram por consultas de oftalmologia e pediatria. “Foi a primeira vez que participamos e achei o atendimento excelente. Aproveitamos a oftalmologia e a pediatria. É uma iniciativa muito importante porque atende não só o trabalhador, mas também a família. Seria interessante ter outras ações como essa durante o ano.”
O hidrojatista Wemerson Manoel da Silva Rocha, da Montisol, levou a esposa e as duas filhas. A família utilizou serviços de odontologia, pediatria e clínica geral, além de participar das atividades recreativas. “Foi a primeira vez que participei e gostei muito da proposta. Poder cuidar da saúde e, ao mesmo tempo, aproveitar um momento de lazer com a família faz toda a diferença. Trouxe minha esposa e minhas duas filhas, e conseguimos utilizar os serviços oferecidos.”
INTEGRAÇÃO E VALORIZAÇÃO - O encontro também proporcionou aproximação entre empresários e instituições. SESI e SENAI apresentaram seus serviços aos representantes das empresas, ampliando o conhecimento sobre soluções voltadas aos trabalhadores e ao setor produtivo.
Para Celso Gonçalo, vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE-MA, a união entre as entidades amplia o alcance das ações sociais. “O Dia Nacional da Construção Social mostra a importância da união entre as instituições. Quando entidades, empresas e trabalhadores atuam de forma integrada, conseguimos ampliar o acesso a serviços, conhecimento e oportunidades. Essa parceria fortalece o setor e contribui para o desenvolvimento do Maranhão.”
A superintendente do SESI-MA, Regina Sodré, ressaltou o papel da instituição na promoção de saúde e qualidade de vida. “O SESI tem como missão estar próximo do trabalhador e de sua família, oferecendo serviços que promovam saúde, bem-estar, educação e qualidade de vida. O Dia Nacional da Construção Social traduz esse compromisso em uma grande ação de integração, reunindo diferentes atendimentos em um único espaço.”
Além de proporcionar serviços, o DNCS reforçou a valorização dos profissionais da construção civil e a importância da responsabilidade social. A programação criou um ambiente de convivência entre trabalhadores, familiares, empresas e entidades, com ações voltadas ao cuidado, à cidadania e ao lazer, além de sorteio de prêmios.
O Dia Nacional da Construção Social reúne, em um final de semana, ações de saúde, educação, lazer, cidadania e integração familiar. É uma oportunidade de aproximar entidades, empresas, trabalhadores, familiares e comunidades, fortalecendo o sentimento de pertencimento e valorização dentro da construção. Cada edição reafirma uma mensagem essencial: por trás de cada obra, existe uma história. E cada trabalhador da construção merece ser visto, cuidado e reconhecido.
O evento conta com a correalização da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Maranhão (ADEMI-MA), Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Maranhão (CREA-MA), Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI-MA), Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Maranhão (CAU-MA), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do MA (FECOMÉRCIO) e SEBRAE Maranhão, reunindo importantes instituições ligadas à indústria, à construção civil, ao comércio, aos serviços e ao desenvolvimento econômico e social do Maranhão.
Principal programa da televisão maranhense sobre literatura, o Entreletras da TV UFMA, apresentará, nesta quarta-feira, 26, às 19h, a produção literária da escritora Célia Alves. Conduzido pelo escritor, professor e psicanalista William Amorim, o programa presenteará o público com um bate-papo inteligente sobre a criação literária da autora, suas experiências de leitura e o prazer de traduzir ideias em palavras. Célia Alves também é artista visual e paisagista.
Autora de O que vou dizer em casa (2015), e de Mínimo Sol (2023), obra que reúne poemas e monotipias e aproxima a poesia das artes visuais, Célia Alves é formada em Letras e especialista em Paisagismo Ambiental. Também construiu uma trajetória ligada ao teatro, atuando como diretora, cenógrafa, figurinista e arte educadora. Transitando por diferentes linguagens artísticas, a convidada tem a palavra como o ponto de encontro entre literatura, imagem e sensibilidade.
Durante a conversa, a escritora fala ainda sobre a sua evolução e influências literárias, responde sobre obras que transformaram sua visão de leitora e ainda como transita por diferentes áreas da arte, a exemplo da literatura, o teatro, as artes plásticas e o paisagismo. Célia Alves destaca também sobre o que o teatro lhe ensina sobre a criação, a forma de contar uma história e as pequenas obsessões presentes em sua escrita. Assista a entrevista completa também no canal da TV UFMA no YouTube.
SERVIÇO
O quê? Escritora Célia Alves no Programa Entreletras da TV UFMA
Quando? Quarta-feira, 26 de agosto/26.
Horário? 19h
Onde assistir? Canal aberto 16,1; Portais da UFMA e da TV UFMA.
Informação: PW
FIEMA, SENAI, SINDVEST e empresas locais conheceram modelos de inovação e desenvolvimento tecnológico no setor
SÃO LUÍS – Com o objetivo de promover a atualização tecnológica, ampliar a competitividade e aproximar a indústria maranhense das principais tendências mundiais do setor têxtil e de confecção, o Sindicato das Indústrias de Malharia e de Confecções de Roupas em geral do Estado do Maranhão (SINDVEST-MA) realizou, com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-MA), a Missão Empresarial à FEBRATEX 2026, realizada entre os dias 18 e 21 de agosto, em Blumenau (SC).
Durante os quatro dias de programação, os empresários participaram da Feira Brasileira para a Indústria Têxtil e de Confecção (FEBRATEX 2026), considerada a principal feira da indústria têxtil das Américas, onde conheceram soluções em automação industrial, inteligência artificial, manufatura inteligente, impressão digital, sustentabilidade, eficiência energética, desenvolvimento de produtos, softwares de gestão e equipamentos de alta performance aplicados ao setor.
A delegação maranhense foi acompanhada pela coordenadora técnica-executiva da FIEMA, Roberta Lopes Tanús; pelo gerente da unidade do SENAI Monte Castelo, Marcos Coutinho; e pela presidente do SINDVEST-MA, Ana Rute Rocha Nunes, que conduziram a agenda técnica e institucional da missão. Integraram ainda a delegação 12 empresários de nove indústrias do setor: Criart, Unissex Confecção, Jomay Malharia, Marizé, Água Viva, Malharia Pena Forte, Malharia Gêneses, Malharia Milagres e Tânia Dress.
Além da visita à feira, a programação contemplou uma visita técnica ao SENAI Blumenau, referência no Brasil em educação profissional e inovação para a indústria. Na oportunidade, a delegação conheceu o modelo de atuação da unidade, a integração entre educação, consultorias, serviços tecnológicos e inovação, além do modelo de comodato, no qual empresas fabricantes disponibilizam máquinas, softwares e equipamentos para utilização em laboratórios e ambientes de aprendizagem, garantindo atualização tecnológica permanente e maior aproximação entre a indústria e a formação profissional.
Como complemento à programação, a comitiva visitou a SILMAQ, empresa parceira do SENAI Blumenau, onde conheceu, na prática, o funcionamento desse modelo de parceria e os resultados obtidos com a integração entre fabricantes, instituição de ensino e setor produtivo, experiência que poderá servir de referência para futuras iniciativas no Maranhão.
Para a coordenadora técnica-executiva da FIEMA, Roberta Lopes Tanús, a missão representa uma estratégia de fortalecimento da indústria maranhense. "Mais do que proporcionar a participação em uma das maiores feiras do mundo no segmento têxtil, a missão permitiu aproximar nossos empresários das principais tendências tecnológicas, ampliar o relacionamento com fornecedores estratégicos e conhecer modelos exitosos de inovação e qualificação profissional que poderão contribuir para o desenvolvimento da indústria do Maranhão. Iniciaremos a etapa de pós-missão, transformando o conhecimento adquirido em ações concretas por meio de consultorias, capacitações e projetos de inovação ofertados pelo Sistema FIEMA”, resumiu.
A participação na feira visa promover o desenvolvimento das indústrias maranhenses de confecção e vestuário, facilitando o acesso das empresas locais às melhores práticas de fabricação e tecnologias, além de oportunizar a realização de negócios, que na edição de 2024 da FEBRATEX resultou na prospecção de mais de R$ 2 milhões em negócios para empresas do Maranhão. Este ano, o valor chegou a R$ 2,1 milhões.

A Prefeitura de São Luís conquistou uma vitória histórica para o patrimônio cultural da capital. O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, aprovou, por unanimidade, a concessão da titulação de museu nacional ao futuro Museu Nacional do Azulejo, que está sendo implantado pela Prefeitura de São Luís no Palacete da Rua Formosa, no Centro Histórico.
A decisão foi baseada em documentação técnica elaborada pela equipe do Ibram, com visitas técnicas realizadas em São Luís. O colegiado considerou a relevância nacional do acervo, a importância histórica, artística e cultural do patrimônio azulejar maranhense, o potencial educativo e a contribuição para a descentralização dos museus nacionais no Brasil.
Esta semana, em agenda institucional em Brasília (DF), a prefeita Esmênia Miranda e a presidente da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph), Kátia Bogéa, aproveitaram a oportunidade para agradecer pessoalmente à presidente do Ibram, Fernanda Santana Rabello de Castro, pela aprovação unânime. O encontro reforçou a parceria entre o Município e o órgão federal para a consolidação do futuro Museu Nacional do Azulejo.
Para a prefeita Esmênia Miranda, o reconhecimento nacional reforça a vocação de São Luís como cidade de cultura e memória viva. "Essa titulação prova que museu não precisa ser apenas um prédio grande no Centro. Ele pode, e deve, estar à disposição da comunidade, para apreciação de visitantes e estudantes. Os museus são espaços fundamentais de educação e pesquisa. Por isso, reafirmamos nosso compromisso em promover a cultura, a educação patrimonial e o acesso da população à memória coletiva", afirmou.
O Museu Nacional do Azulejo segue em obras de restauro sob gestão e liderança do Instituto Pedra, que também responde pela autoria dos projetos arquitetônicos e executivos. Trata-se de um trabalho desafiador para a recriação detalhada da marcenaria original do imóvel. O futuro museu integra um amplo projeto de preservação e valorização da azulejaria e abordará a trajetória do azulejo desde suas origens e influências europeias até sua incorporação e transformação no Brasil, reforçando o protagonismo de São Luís na preservação, pesquisa e difusão desse patrimônio.
Segundo a presidente da Fumph, Kátia Bogéa, a conquista chancela o trabalho técnico desenvolvido para o projeto. “Recebemos com muita alegria a aprovação, por unanimidade, da titulação de museu nacional ao futuro Museu Nacional do Azulejo. Esse reconhecimento do Ibram representa um passo decisivo para a consolidação de um projeto que nasce em São Luís, uma cidade cuja história, paisagem urbana e identidade cultural estão profundamente ligadas à azulejaria. Mais do que criar um novo equipamento cultural, estamos estruturando um espaço de referência nacional dedicado à preservação, à pesquisa, à educação e à difusão desse patrimônio, reafirmando o protagonismo de São Luís como Cidade dos Azulejos e ampliando sua contribuição para a valorização da memória e da cultura brasileira”, ressaltou Kátia Bogéa.
Ainda em Brasília, a prefeita Esmênia Miranda e a presidente da Fumph, Kátia Bogéa, cumpriram agenda com a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Na ocasião, as gestoras apresentaram duas novas pautas. A primeira foi a solicitação ao Ministério da Cultura da cessão de um conjunto de azulejos originais concebidos por Cândido Portinari para o Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, que não chegaram a ser instalados na edificação. As peças são consideradas um dos conjuntos mais emblemáticos da arte associada à arquitetura moderna brasileira e ampliariam a dimensão histórica e artística do acervo. A segunda pauta foi o convite formal para que a ministra Margareth Menezes participe da inauguração do Museu Nacional do Azulejo, prevista para 2027.
A agenda integra a estratégia da gestão municipal de ampliar articulações institucionais e construir parcerias nacionais e internacionais em torno de projetos estruturantes para a preservação do patrimônio cultural da capital maranhense, associando educação, memória, cultura e desenvolvimento.
Informação: Prefeitura de São Luís
Grupo vai orientar empresas sobre crédito, incentivos e projetos tecnológicos
SÃO LUÍS – A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) reuniu instituições de ensino, pesquisa e apoio ao setor produtivo na segunda-feira, 24, para avançar na criação do Núcleo da Nova Indústria Brasil (NIB) no Maranhão. A proposta é aproximar empresas de linhas de crédito, incentivos fiscais e programas de apoio à inovação e à tecnologia. Participam das discussões representantes da FIEMA, SESI, SENAI, Sebrae, UFMA, IFMA, UEMA, entre outras instituições. O grupo deverá mapear as competências de cada entidade e organizar informações sobre fontes de recursos como FINEP, Lei do Bem, Sudam e Sudene.
Para o superintendente da FIEMA, César Miranda, o trabalho conjunto deve facilitar o acesso das empresas aos recursos disponíveis. “Tivemos hoje aqui na Federação uma reunião com vários parceiros para buscar um entendimento e uma conexão maior entre essas entidades, de forma a apoiar as empresas na busca por acesso ao crédito, à inovação e à tecnologia. Nosso objetivo é favorecer e apoiar as empresas para que tenham acesso a esses recursos, que podem contribuir para o seu desenvolvimento e crescimento”, afirmou.
A iniciativa integra uma proposta desenvolvida pela Sudene com dez instituições de ciência e tecnologia (ICTs), uma em cada estado do Nordeste e outra em Minas Gerais, para divulgar a NIB e ampliar o acesso das empresas aos instrumentos de apoio à inovação.
No Maranhão, a coordenação é da pesquisadora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Mikele Sant’Anna. Segundo ela, o trabalho é aproximar as empresas das oportunidades disponíveis. “Nosso trabalho é informar o empresário sobre como acessar as leis incentivadas da Sudam, Sudene, Lei do Bem, os financiamentos para inovação e as subvenções da FINEP, para que eles consigam apoio para desenvolver suas inovações, se tornar mais competitivos e gerar mais emprego e renda”, explicou.
ATENDIMENTO POR SEGMENTO – Uma das propostas discutidas foi criar fluxos para cada fonte de financiamento, com requisitos, etapas e indicação das empresas que podem se enquadrar em cada linha. A intenção é oferecer uma orientação mais direcionada e conectar as empresas aos especialistas e instituições capazes de apoiar a elaboração dos projetos.
O trabalho também deverá ser feito por segmentos empresariais, com reuniões e visitas direcionadas. O primeiro passo será formalizar o núcleo por meio de um termo de adesão, tendo como referência o modelo elaborado pela Sudene. A expectativa é estruturar uma rede permanente para conectar empresas maranhenses a recursos, conhecimento e tecnologia voltados à inovação e à competitividade.
Equipes Falcons e Unimate concorrem na categoria Robótica com projetos voltados à limpeza inteligente e ao controle do carregamento de granéis sólidos
SÃO LUÍS – Duas equipes da Escola SESI São Luís estão entre as finalistas ao Prêmio Porto do Itaqui, na categoria Robótica. A cerimônia de premiação acontece amanhã, terça-feira (25), durante o Inova Itaqui, no Multicenter Negócios e Eventos. A programação reúne projetos desenvolvidos a partir de desafios relacionados às operações portuárias.
Representando o SESI-MA, as equipes de robótica Falcons e Unimate apresentam soluções que utilizam robótica, automação e sensores para contribuir com processos ligados à limpeza, ao monitoramento e ao carregamento de granéis sólidos no ambiente portuário. A equipe Falcons concorre com o projeto PortoBot: Solução Robótica para Limpeza Inteligente de Áreas Portuárias. A proposta consiste no desenvolvimento de um robô autônomo capaz de percorrer áreas operacionais, identificar resíduos e realizar a limpeza do local.
O equipamento utiliza escovas circulares rotativas para direcionar poeira, pequenas partículas e outros materiais para um reservatório interno. A navegação é auxiliada por sensores, como o ‘LiDAR”, um tipo de sensor a laser giratório que consegue fazer medições em duas dimensões. Ou seja, é possível fazer com que o robô consiga criar um mapa em 2D e saber se tem algum obstáculo perto que permite o mapeamento do ambiente e a identificação de barreiras.
Segundo a aluna Antonella Balata, integrante da equipe Falcons, a participação no prêmio representa uma experiência inédita e cercada de expectativas. “É minha primeira vez participando do evento e tenho grandes expectativas, principalmente porque adquirimos a maior nota na primeira parte do edital, e foi algo que nos surpreendeu muito”, afirmou.
A ideia do PortoBot surgiu a partir da identificação de um desafio presente nas operações portuárias: o derramamento de granéis sólidos nas vias utilizadas para transporte e movimentação de cargas. Além da perda de material, o problema pode gerar impactos ambientais, aumentar os custos com limpeza e manutenção e representar riscos para as atividades operacionais.
Para o professor Diego de Oliveira Dantas, que acompanha a equipe Falcons, a proposta vai além da automatização da limpeza. O robô também poderá registrar os locais com maior concentração de resíduos, contribuindo para a geração de dados e para a identificação de possíveis padrões de derramamento. “Mais do que substituir uma pessoa por uma máquina, queremos mostrar como a robótica pode transformar uma atividade operacional em um processo mais automatizado, seguro, sustentável e baseado em dados”, destacou.
Já a equipe Unimate concorre com o projeto PDCN – Sistema Integrado de Pesagem, Dosagem e Controle de Nível, desenvolvido para acompanhar, em tempo real, o carregamento de granéis sólidos em caminhões dentro da operação portuária. A solução integra informações relacionadas ao peso do veículo e ao nível de material presente na carroceria. Por meio de sensores, o sistema acompanha a distribuição da carga, identifica a aproximação de limites críticos e pode emitir alertas ou atuar sobre o mecanismo responsável pelo fluxo do material.
De acordo com o professor e técnico de Robótica Antonino Medeiros, o projeto foi definido após pesquisas sobre desafios relacionados à movimentação de granéis sólidos, que representam 75% das cargas operadas no Porto do Itaqui. A equipe analisou questões como sobrecarga de veículos, perdas de material, retrabalho e controle do carregamento antes de desenvolver o protótipo.
O desenvolvimento da solução passou por diferentes etapas, incluindo concepção, testes estruturais com LEGO, simulação eletrônica e a construção de um protótipo utilizando tecnologias como ESP32/Arduino, sensores ultrassônicos e célula de carga. O objetivo é tornar o processo de carregamento mais inteligente, permitindo a identificação de situações críticas antes que elas resultem em problemas na operação.
A participação das equipes da Escola SESI São Luís no Prêmio Porto do Itaqui evidencia a aplicação prática dos conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes do SESI-MA. Ao transformar desafios reais do setor portuário em projetos de robótica e automação, integrantes das equipes Falcons e Unimate demonstram como a educação, a tecnologia e a inovação podem contribuir para processos mais eficientes, seguros e sustentáveis.
Criado para estimular e reconhecer trabalhos voltados à inovação nos setores portuário, marítimo e logístico, o Prêmio Porto do Itaqui é uma iniciativa da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA). A premiação busca valorizar soluções capazes de contribuir para o avanço da ciência, da tecnologia e da inovação nas atividades relacionadas ao setor portuário.
Informação: Fiema


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