Fator é apontado como parte essencial na construção de ambientes mais seguros
SÃO LUÍS – O Brasil vive uma crise de saúde mental com reflexos cada vez mais frequentes no ambiente de trabalho. Em 2025, mais de meio milhão de afastamentos foram motivados por transtornos mentais, o maior número registrado na última década. O cenário demonstra uma relação cada vez mais discutida por especialistas: a segurança do trabalho começa na mente. Esse foi o tema abordado pelo Serviço Social da Indústria do Maranhão (SESI-MA), em um painel na Feira do Empreendedor 2026, na última sexta-feira (14).
No último ano, dos 546 mil afastamentos por saúde mental registrados no país, o Maranhão contabilizou mais de 5 mil casos, de acordo com o Ministério da Previdência Social. Os dados chamam atenção para um aspecto muitas vezes invisível: o sofrimento emocional costuma se desenvolver de forma gradual, até impactar a rotina, a saúde e o desempenho profissional.
A enfermeira do SESI-MA, Clarissa Ramos, diz que a saúde mental está presente em todas as dimensões da vida e influencia diretamente a forma como as pessoas se comportam e tomam decisões. Segundo ela, emoções não reconhecidas ou mal administradas podem comprometer o bem-estar, gerar conflitos interpessoais e até aumentar o risco de acidentes no ambiente de trabalho.
“Por isso, é essencial desenvolver o autoconhecimento e a responsabilidade emocional, porque cada trabalhador precisa identificar o que está sentindo para não transformar frustração, irritação ou ansiedade em atitudes que prejudiquem a si mesmo e aos outros. A empresa também tem papel importante nesse processo, especialmente por meio das lideranças, que devem observar a carga de trabalho, oferecer feedbacks claros e criar um ambiente em que o trabalhador se sinta valorizado e seguro para falar sobre suas emoções”, defendeu Clarissa.
Investir em cuidar da saúde emocional do trabalhador favorece o bem-estar individual e coletivo, além da produtividade e sustentabilidade das organizações. Para o psicólogo do trabalho do SESI-MA, Rodrigo Rodrigues, antes de qualquer máquina, processo ou resultado, existe um trabalhador com emoções e limites individuais, e esse olhar atento é decisivo para prevenir adoecimentos e fortalecer o ambiente de trabalho.
“Todo acidente possui uma história. Quando ele acontece, normalmente as pessoas perguntam como foi e o que deixou de ser feito, mas quase ninguém pergunta como o trabalhador estava se sentindo antes do ocorrido. A saúde mental é uma ferramenta primordial, pois influencia diretamente a capacidade de uma pessoa desempenhar suas atividades de forma adequada”, afirmou o psicólogo.
Quando emoções como estresse, ansiedade, irritação ou sobrecarga não são reconhecidas e administradas adequadamente, elas podem comprometer a concentração, aumentar a impulsividade e dificultar a tomada de decisões. No ambiente de trabalho, esses fatores podem afetar a comunicação entre equipes, reduzir a capacidade de atenção às tarefas, além de elevar a exposição a erros e situações de risco.
PROMOÇÃO DA SAÚDE NA INDÚSTRIA – Como parte das ações voltadas para a construção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, o SESI-MA lançou, em julho deste ano, o projeto MENTIS SEMEAR. A iniciativa combina levantamento, acompanhamento e desenvolvimento de competências socioemocionais para apoiar empresas na prevenção de riscos psicossociais e na construção de ambientes laborais mais saudáveis.
O projeto reúne a plataforma nacional do SESI, a MENTIS 360, utilizada à aplicação de questionário e levantamento de indicativos relacionados à saúde mental dos trabalhadores, e a metodologia SEMEAR, desenvolvida pela instituição para trabalhar temas como autoconhecimento, regulação emocional, comunicação assertiva e bem-estar por meio de oficinas e vivências práticas. A proposta foi criada inicialmente para atender micro e pequenas indústrias de São Luís e já está em execução.
Além do MENTIS SEMEAR, o SESI-MA oferece programas, capacitações e ações educativas voltadas ao fortalecimento da saúde mental dos trabalhadores, que busca ampliar o olhar sobre a segurança e a saúde no ambiente de trabalho para além dos riscos físicos e operacionais.
Informação: Fiema
Encontro acontece dia 2/9, durante o Congresso Brasileiro de Genética Médica e Genômica, que terá no mesmo dia curso voltado para profissionais de saúde da atenção primária
Associações maranhenses de pacientes e seus familiares participam no dia 2 de setembro, a partir das 8h, de um encontro inédito no estado que vai discutir os avanços da genética médica e genômica, com os maiores especialistas da área. As atividades são gratuitas e acontecem no Auditório Terezinha Jansen, no Multicenter Sebrae. Elas fazem parte da programação do primeiro dia do 37º Congresso Brasileiro de Genética Médica e Genômica (CBGM), que ocorre de 2 a 5 de setembro, pela primeira vez em São Luís (MA), com palestrantes nacionais e internacionais. Para participar, as associações e pacientes devem realizar a inscrição através do link cbgm2026.com.br/encontro_assoc_pac.asp.
A programação reforça a importância da escuta e do acolhimento das experiências de pacientes e familiares, além da construção conjunta de estratégias capazes de contribuir para uma assistência mais humanizada e inclusiva. A iniciativa amplia o espaço de diálogo entre esses grupos e os profissionais envolvidos com as doenças genéticas e condições raras, fortalecendo a participação dessas pessoas nas discussões sobre cuidado, diagnóstico, tratamento e políticas de saúde.
Mãe atípica e membro fundador da Associação Maranhense de Doenças Genéticas e Raras (AMAGeR), Danieli Lima de Carvalho, destaca a importância dessa agenda no congresso. “Contar com um encontro desse aqui na capital, com as associações e todos esses pacientes e também com a família, será de grande importância, justamente por essa troca. A troca de experiência, não só de vivência de diagnóstico, mas de experiência de vivência com cada patologia”, ressaltou.
“Sabemos que existem inúmeras patologias e cada uma tem sua particularidade. Eu tiro por mim: na época que o meu filho teve o diagnóstico de atrofia muscular espinhal (AME), eu fiquei devastada. Eu olhava e não conseguia enxergar nada. Mas a partir do momento que eu conheci outras famílias, comecei a participar de associações e a ver outros pacientes, vi que tinha esperança e que tinha como eu também lutar”, finalizou Danieli.
Curso para profissionais da atenção primária
Dentro da programação do congresso, também no dia 2 de setembro, acontece o curso Reconhecimento de Doenças Genéticas na Atenção Primária de Saúde, voltado a profissionais da área com ou sem nível superior, entre eles, agentes comunitários de saúde, enfermeiros, médicos e profissionais da equipe multiprofissional. Os temas centrais que serão discutidos são anomalias congênitas, deficiência intelectual, oncogenética, erros inatos do metabolismo e triagem neonatal.
O curso acontece no Praia Mar Eventos, localizado na Estrada Velha do Calhau, número 6, bairro Alto do Calhau, em São Luís. As vagas são limitadas e os profissionais podem realizar a inscrição através do link cbgm2026.com.br/curso_reconhecimento.asp.
Programação 37º CBGM
O 37º CBGM contará com palestras, debates e outras atividades sobre os avanços da genética médica e da genômica. Dentre os palestrantes nacionais estão os médicos Diogo Cordeiro de Queiroz Soares (PE) e Marco Antônio Curiati (SP), e o professor e pesquisador Lucas Rosa Fraga (RS). Dos palestrantes internacionais, o evento contará com Ari Zimran (Israel), Bekim Sadikovic (Canadá), Ignacio Manuel Zarante Montoya (Colômbia), Ivona Aksentijevich (Estados Unidos), Matheus Wilke (Estados Unidos), Mev Domínguez Valentín (Noruega) e William John McKenna (Reino Unido). Um dos destaques é a especialista Gheona Altarescu (Israel), que ministrará a palestra “Precisão Genômica: Redefinindo o Presente e o Futuro dos Testes Genéticos Pré-implantacionais”.
Para participar, é necessário realizar inscrição por meio do site oficial do evento, o www.cbgm2026.com.br, onde acaba de ser liberado o segundo lote de ingressos e uma prévia da programação. Aos interessados, o portal também disponibiliza os contatos da agência de turismo oficial e toda programação do congresso.
Informação: Assessoria de Imprensa
Empresa apresenta investimentos, fornecedores e ações socioambientais
SÃO LUÍS – A expansão da oferta de energia, o aproveitamento do gás natural e a formação de mão de obra estiveram entre os principais temas apresentados pela Eneva no 5º Encontro do projeto Conhecendo a Indústria, realizado na quarta-feira (19). Promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e pelo Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIEMA), a iniciativa busca aproximar o setor produtivo de informações sobre investimentos, tecnologias e oportunidades econômicas.
Com o tema “Segurança Energética Gerando Oportunidades”, a apresentação abordou o papel do Maranhão na matriz energética brasileira e os impactos da atuação da companhia sobre a economia estadual. A Eneva mantém operações no Complexo Parnaíba, em Santo Antônio dos Lopes, na usina termelétrica do Porto do Itaqui, em São Luís, e nas unidades Geramar, em Miranda do Norte.
Segundo Elias Ramos, diretor regional da Eneva no Maranhão, a empresa está no Estado há 16 anos e tem entre seus desafios a formação de profissionais para uma atividade de alta complexidade tecnológica. Ele destacou que trabalhadores maranhenses já ocupam funções em operações da companhia fora do Estado.
ENERGIA E GÁS NATURAL- A companhia informou que suas operações no Maranhão somam 2,6 gigawatts de capacidade instalada, volume que, segundo os parâmetros apresentados, seria suficiente para atender cerca de 29 milhões de pessoas em residências. A geração termelétrica foi apresentada como importante mecanismo de suporte ao sistema nos períodos de menor participação das fontes renováveis.
Durante o encontro, a Eneva destacou o crescimento do consumo nacional de eletricidade. A projeção apresentada aponta aumento da demanda diária de 68 gigawatts para 115 gigawatts até 2035. Nesse cenário, a companhia defende a combinação de diferentes fontes para garantir confiabilidade e flexibilidade ao sistema. O gás natural também foi apontado como estratégico para ampliar a segurança energética e levar o combustível a regiões afastadas da rede convencional de gasodutos.
No Maranhão, a empresa está implantando uma terceira unidade de produção no Complexo Parnaíba. O projeto representa investimento estimado em cerca de R$ 1 bilhão e integra os empreendimentos previstos para este ano e o próximo. Com a expansão, a capacidade de produção de gás natural liquefeito deverá passar de 600 mil para 900 mil metros cúbicos.
FORNECEDORES E ARRECADAÇÃO- A relação com empresas maranhenses também foi destacada durante o encontro. Segundo os dados apresentados, a Eneva contava, em 2025, com aproximadamente 160 fornecedores cadastrados no Estado, sendo mais de cem ativos na prestação de serviços ou no fornecimento de materiais. Atualmente, a base estadual reúne 691 fornecedores. O volume acumulado de compras de materiais e serviços chegou a aproximadamente R$ 550 milhões, com projeção de alcançar R$ 630 milhões até dezembro. O recolhimento de impostos associado a esse montante é estimado em R$ 126 milhões.
A operação também gera recursos para o poder público. Conforme os números apresentados, as atividades da empresa no Maranhão resultaram em cerca de R$ 1,5 bilhão em participações governamentais, distribuídas entre estados, municípios produtores, cidades afetadas pela infraestrutura de gasodutos e União.
A companhia informou ainda que já perfurou mais de 200 poços no Complexo Parnaíba e mantém cerca de 85 produtores em operação. As atividades abrangem pesquisa, perfuração, construção e operação de estruturas distribuídas por municípios da região central do Estado.
IMPACTO SOCIAL- Além dos investimentos na cadeia energética, a Eneva apresentou projetos de responsabilidade social desenvolvidos nas áreas de influência de suas operações. Entre eles está o Vila Canaã, na Grande São Luís, que recebeu mais de R$ 17 milhões em investimentos. Segundo a empresa, os beneficiários já movimentaram mais de R$ 700 mil com a comercialização de produtos.
O programa Elas Empreendedoras também foi apresentado. Voltado ao empreendedorismo feminino em comunidades tradicionais e quilombolas, reúne ações de alfabetização, capacitação e letramento digital. Alguns produtos desenvolvidos pelas participantes já são comercializados em plataformas de comércio eletrônico. Para Elias Ramos, a aproximação com entidades empresariais contribui para discutir infraestrutura, fornecedores e caminhos para o desenvolvimento econômico.
Cláudio Azevedo, vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do CIEMA, destacou a segurança energética como um dos fatores capazes de impulsionar a atração de investimentos para o Maranhão. “Nós precisamos valorizar o que já temos aqui: segurança energética, seja por meio das hidrelétricas, seja pela geração termelétrica e pelo gás natural. A Eneva vem mostrar justamente essa estrutura e o potencial que o Estado possui para atrair novos investimentos. O Maranhão é abençoado não apenas pelo Porto do Itaqui, mas também pelas reservas de gás, especialmente na região central, onde a empresa está instalada. São recursos que estavam no subsolo maranhense e que hoje são transformados em desenvolvimento por meio de grandes investimentos”, afirmou.
Transformação digital, inteligência artificial e eficiência energética são apontados como caminhos
SÃO LUÍS – A modernização do setor produtivo passa por mudanças estruturais no modelo de gestão, no uso estratégico de dados e na aplicação responsável de práticas sustentáveis. Para orientar a indústria maranhense, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (SENAI-MA) destacou três frentes para a inovação na indústria, durante programação da Feira do Empreendedor 2026: transformação digital, inteligência artificial (IA) e eficiência energética.
Na prática, transformar digitalmente uma empresa significa rever todo o seu modelo de negócio. Um dos principais equívocos cometidos pelas organizações é associar a digitalização exclusivamente à aquisição de ferramentas tecnológicas. Para o instrutor do SENAI-MA, Marcelo Paiva, a transição digital exige atenção equilibrada a diferentes frentes do negócio. “A verdadeira transformação não desassocia tecnologia de pessoas e processos. Ela envolve esses três pilares de toda empresa: pessoas, processos e estrutura organizacional”, afirmou.
A trajetória de maturidade da Indústria 4.0 divide a evolução tecnológica em etapas claras, partindo da digitalização básica e conexão de sistemas até o uso de dados em tempo real para alcançar capacidade preditiva e sistemas autônomos.
IA NOS NEGÓCIOS – De acordo com pesquisa realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), o uso de inteligência artificial nas empresas brasileiras avançou, especialmente nas de grande porte, onde alcançou a marca de 50%. Para as pequenas empresas, o estudo revela que apenas 17% utilizam IA, reflexo da falta de conhecimento e receios quanto à tecnologia, além do mito de que essas soluções se destinam apenas a grandes organizações.
Bruno Adrian Costa, instrutor do SENAI-MA na área de Automação, defende que para que a IA dê retornos econômicos e operacionais concretos, como prever cenários e otimizar fluxos de trabalho, a empresa deve ter uma base sólida de dados organizados. "A adoção da IA deve ocorrer com segurança e consciência sobre os recursos utilizados. Se não tiver dados, não tem como a ferramenta trabalhar. Dado é o alimento da empresa", pontuou.
Bruno é interlocutor do Programa SENAI de Inteligência Artificial no Maranhão, programa criado com o objetivo de capacitar o setor produtivo e promover a adoção de tecnologias de IA nas indústrias. Lançado em 2025, a iniciativa tem se estruturado para atender tanto as necessidades das empresas quanto do público em geral, com foco em formação técnica e desenvolvimento de soluções práticas.
INDÚSTRIA VERDE – Paralelamente às transformações digitais, a sustentabilidade também se consolidou como elemento para a competitividade industrial. O conceito de Indústria Verde diz que a eficiência energética transforma o desperdício em oportunidade, permitindo produzir com o uso consciente dos recursos para reduzir desperdícios e impactos ambientais.
“Podemos perceber a Indústria Verde quando a empresa começa a identificar e reduzir desperdícios no processo. Na eficiência energética podemos encontrar equipamentos consumindo mais energia do que deveriam, iluminação inadequada ou equipamentos funcionando sem necessidade. Quando essas situações são corrigidas, a empresa pode reduzir custos, melhorar a produtividade e diminuir os impactos ambientais”, diz Matheus Ferreira, consultor tecnológico do SENAI-MA.
TECNOLOGIA E INOVAÇÃO - Para dar suporte prático às indústrias na implementação dessas metodologias, o SENAI-MA disponibiliza uma estrutura dedicada de Serviços em Tecnologia e Inovação (STI). O objetivo principal da instituição é elevar a produtividade, a competitividade e a sustentabilidade das empresas maranhenses por meio de soluções customizadas.
As soluções abrangem diversos segmentos da indústria, com destaque para os serviços de consultorias e capacitações tecnológicas, ensaios laboratoriais e pesquisas aplicadas focadas na criação de novas soluções para os desafios do setor produtivo. Com o objetivo de demonstrar o potencial de integração das tecnologias digitais, o atendimento contempla a capacitação da liderança até as equipes do chão de fábrica. O SENAI-MA está presente em sete municípios do estado com oito unidades físicas, sendo duas em São Luís, no Monte Castelo e no Distrito Industrial; além de unidades em Açailândia, Balsas, Bacabal, Caxias, Imperatriz e Rosário. A entidade conta ainda com oito unidades móveis em diversas áreas.
No mundo do mercado empresarial, além do talento e visão inovadora, é imprescindível estar bem posicionado e ter conexões estratégicas. Partindo dessa percepção, na noite de terça-feira (18), foi realizada no Restaurante Escola do Senac a culminância dos Projetos Integradores das turmas de Cozinheiro e Organizador de Eventos.
O evento teve como título “Conexões que Transformam: Um encontro entre mercado, educação, gastronomia e inovação” e representou uma oportunidade de os alunos colocarem em prática todo o aprendizado adquirido, como conta Alessandra Rocha, Coordenadora Pedagógica:
“O Projeto Integrador nada mais é do que uma integração das habilidades, conhecimentos, atitudes e valores que os alunos aprenderam e desenvolveram durante todo o curso”, declara a Coordenadora.
A abertura da cerimônia foi realizada pelos alunos do curso de Organizador de Eventos, e o buffet foi cuidadosamente preparado pelos alunos de Cozinheiro, que durante toda a noite se empenharam para executar um evento impecável, fazendo jus aos seus aprendizados. Como parte do projeto, alunos de ambas as turmas apresentaram estudos e resultados desenvolvidos ao longo da formação.
A celebração teve a presença de familiares, empresários locais, instrutores, Coordenação e Assessoria Pedagógica, que prestigiaram o evento e assistiram à palestra magna “Estratégia do Oceano Azul: Inovação no mercado de eventos e A&B”, ministrada por Anderson Miranda, Professor da UFMA e PhD em Gestão, que apresentou insights valiosos sobre o mundo dos negócios e inovação.
Durante a noite, Rosângela Martins, Coordenadora do Banco de Oportunidades Senac (Baopo), teve a oportunidade de apresentar ao público a importância e o trabalho do setor, e as conexões feitas pela instituição, que capacita, prepara e insere os alunos no mercado de trabalho.
Anna Karolina, aluna do curso de Cozinheiro, demonstrou alegria ao falar do projeto preparado por ela e pelos colegas:
“No evento de hoje, agregamos a teoria à prática e saímos mais preparados para o mercado de trabalho, fazendo com que essa experiência seja mais memorável para todos os convidados”, declara a jovem.
O Projeto Integrador do Senac é um momento importante na trajetória dos alunos, encerrando com chave de ouro um ciclo de aprendizado e estimulando o trabalho em equipe, a criatividade e a troca de conhecimentos. A iniciativa também proporciona aos estudantes a oportunidade de vivenciar situações próximas à realidade do mercado de trabalho, colocando em prática as habilidades e competências desenvolvidas ao longo da formação.
Informação: Assessoria de Comunicação - Senac/MA
Sebrae Startups Report Maranhão 2026 mostra que a capital reúne 62,4% das startups do estado; Imperatriz e Balsas aparecem como principais polos regionais.
Dados inéditos do Sebrae Startups Report Maranhão 2026 revelam que São Luís se consolida como principal polo de inovação do estado. Das 471 startups ativas identificadas pelo mapeamento, 294 estão na capital, o equivalente a 62,4% do total. O levantamento, lançado na Feira do Empreendedor 2026, aponta também o avanço desses negócios no interior, impulsionado por polos regionais como Imperatriz (39 startups) e Balsas (22).
Um dos nomes por trás desses números é a Autoclipper, fundada em 2023 por Gerson Soares. Participante do programa Startup Nordeste, a plataforma usa inteligência artificial para transformar vídeos longos em cortes curtos para redes sociais e foi eleita Startup Revelação do Nordeste no Startup Awards 2025. Hoje, o negócio conecta marcas, criadores e publishers a uma rede com mais de 4 mil clipadores.
Para Gerson, o número de startups mostra o amadurecimento do ecossistema maranhense. “Falamos de 471 startups e já não dá mais para tratar como casos isolados. Existe um movimento acontecendo de verdade. O próximo passo é transformar essa quantidade em cases cada vez mais relevantes, com empresas captando, gerando emprego e mostrando que dá pra construir tecnologia de alto nível a partir daqui”, afirma ele.
Ecossistema ganha força no interior
O mapeamento apresenta um panorama do ecossistema maranhense a partir de indicadores como localização, modelos de negócio, tecnologias, maturidade, faturamento e composição societária.
Embora São Luís concentre a maior parte das startups, os dados apontam para um processo de expansão no interior. Imperatriz reúne 8,3% dos negócios e Balsas, 4,7%. São José de Ribamar, Barra do Corda, Caxias e Bacabal também aparecem entre os municípios com maior presença de startups.
Em Imperatriz, um dos destaques é a Pediddo, criada em 2024 por quatro jovens estudantes. A plataforma utiliza inteligência artificial preditiva e automação para gestão de delivery e varejo.
“Imperatriz tem um potencial imenso de crescimento. O mercado local, tradicionalmente varejista, tornou-se mais aberto a adotar tecnologias desenvolvidas na própria cidade. Esse comportamento acelera a validação e o amadurecimento das soluções locais, preparando as startups da região para escalar com maior competitividade no mercado nacional e internacional”, reflete Wendell Teixeira, criador da startup.Tecnologia e inteligência artificial impulsionam negócios inovadores
O perfil das startups também revela a diversidade do ecossistema. Tecnologia da informação lidera entre os setores, com 14,4%, seguida por educação (11,7%) e saúde e bem-estar (9,1%). Impacto socioambiental e agronegócio também aparecem entre os segmentos relevantes.
O modelo B2B, voltado à oferta de soluções para outras empresas, é adotado por 41,8% das startups. Quando somado ao B2B2C, o mercado corporativo está presente na estratégia de mais de 70% dos negócios mapeados.
A inteligência artificial é a tecnologia mais utilizada, presente em 40,1% das startups. Em seguida aparecem tecnologias sustentáveis, com 29,4%, visualização de dados (21,4%), APIs (21%) e ferramentas de análise (19,5%).
O ambiente empresarial do Maranhão, com 334,2 mil empresas formais e ativas e aproximadamente 1,07 milhão de pessoas empregadas, amplia o mercado potencial para soluções em áreas como gestão, automação, logística, educação, saúde e eficiência operacional.
Perfil aponta estágios de maturidade e composição societária diversificados
O levantamento mostra ainda que o ecossistema reúne empresas em diferentes estágios. Mais de um quarto das startups (27,6%) foi fundado há mais de cinco anos, enquanto 21,9% têm entre dois e três anos e 20,2%, entre três e quatro anos. Apenas 4,2% foram criadas há menos de um ano.
As sociedades também são predominantemente enxutas: 41,2% das startups têm dois ou três sócios e 29,7% possuem apenas um fundador.
Na composição societária, mulheres estão presentes em 125 startups, o equivalente a 26,5% do total. Pessoas negras integram 124 negócios (26,3%), enquanto pessoas LGBTQIA+ estão presentes em 44 startups (9,3%) e pessoas com deficiência, em dez (2,1%).
Formalizada há um ano, a Capiboss é uma edutech, liderada por Deise Danielle Rodrigues. A empresa é uma plataforma educacional que utiliza a gamificação para criar experiências educativas que despertam o protagonismo financeiro desde a infância, alinhada às diretrizes Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Para Deise, o crescimento do ecossistema local traz oportunidades. “Esse crescimento revela a inovação que acontece aqui no Maranhão e que está conquistando espaços antes restritos aos grandes centros. Além disso, o crescimento dá visibilidade para investidores e para a validação das ideias que estão transformando o Maranhão. Enxergo esse crescimento como uma oportunidade de criar conexões e acessar programas de apoio, mentoria e investimentos, importantes para o desenvolvimento de empresas como a Capiboss”, celebra ela.
Dados ajudam a orientar futuro do ecossistema
O Sebrae Startups Report Maranhão 2026 foi produzido pelo Observatório Sebrae Startups, plataforma que reúne e democratiza dados sobre empresas inovadoras e os agentes envolvidos em seu desenvolvimento. O levantamento busca identificar desafios e oportunidades para orientar projetos, programas de capacitação e políticas de incentivo à inovação.
Com presença crescente na capital e avanço no interior em locais estratégicos, o mapeamento mostra um ecossistema que amplia sua diversidade, incorpora novas tecnologias e cria soluções conectadas às demandas da realidade e da economia maranhense.
“O report Sebrae Startups é um instrumento muito importante para o Maranhão”, destaca César Guimarães, gerente da Unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae. Segundo ele, os dados ajudam a direcionar novos projetos e ações de apoio aos negócios inovadores.
Para Mauro Borralho de Andrade, diretor técnico do Sebrae no Maranhão, o fortalecimento do ecossistema resulta da articulação entre empreendedores, governos, universidades, centros de pesquisa e instituições de apoio.“O Maranhão ocupa uma posição estratégica no Nordeste e vem formando um ecossistema de inovação que amplia as possibilidades de desenvolvimento da economia”, completa o diretor.
O Sebrae Startups Report Maranhão 2026 está disponível para consulta na pagina do Observatório Sebrae Startups, no link https://observatorio.sebraestartups.com.br/pt-br/estudo/sebrae-startups-report-maranhao-2026
Informação: Sebrae MA
Como parte da programação do 49º Festival Guarnicê de Cinema, acontece nesta sexta-feira, 21, às 10h, no São Luís Shopping, uma roda de conversa gratuita e aberta ao público com os atores e homenageados desta edição, Rômulo Estrela e Marcélia Cartaxo.
O bate-papo será conduzido pela jornalista Cecília Leite, diretora da TV UFMA, e pela cineasta Maria Thereza Soares, promovendo um intercâmbio de experiências sobre atuação, trajetórias no audiovisual e o cenário atual do cinema nacional.
A Roda de Conversa é uma oportunidade para estudantes, cinéfilos e fãs conversarem com dois grandes nomes da dramaturgia brasileira. A entrada é gratuita, sujeita à lotação do espaço.
Informação: PW
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