sábado, 28 de fevereiro de 2026

De uma viagem ao exterior a uma referência em cafés especiais, o Doc Brown cresceu com propósito, estudo e apoio do Sebrae.

Tudo começou longe de São Luís, durante uma viagem ao Peru, em 2018. Foi ali, em um café servido em taça, que Thiago Gléria percebeu que havia algo diferente na experiência de consumir café fora do Brasil. Engenheiro mecânico, ele nunca imaginou que aquele momento simples ao lado da esposa, Jordana Cardoso, seria o ponto de virada para a criação do Doc Brown, hoje reconhecida como a primeira cafeteria e torrefação de cafés especiais da capital maranhense.

“A gente estava viajando e, quando fomos tomar café, percebemos uma experiência completamente diferente do que estávamos acostumados no Brasil. Aquilo despertou uma curiosidade enorme. Começamos a pesquisar e vimos que existia um mundo que a gente não conhecia”, relembra Thiago.

A curiosidade logo virou estudo. O casal passou a investir em conhecimento, com cursos de barista, gestão de cafeterias, torra e até neurociência aplicada ao café, realizados no Brasil. O objetivo não era apenas abrir um negócio, mas entender profundamente o produto, sua cadeia e a experiência sensorial envolvida em cada xícara.

Em 2019, já de volta a São Luís após uma das viagens de capacitação, Thiago recebeu uma ligação inesperada. Havia um espaço com uma cafeteria já montada e a proposta era que ele conhecesse o projeto e assumisse o negócio, aproveitando a expertise que vinha construindo. A oportunidade parecia promissora, mas o início foi marcado por um momento decisivo.

Ao contratar uma empresa para desenvolver a identidade visual, Thiago ouviu algo que, à primeira vista, poderia desanimar qualquer empreendedor. Durante uma reunião, os profissionais deixaram claro que não queriam ter vínculo com a marca e que fariam apenas um trabalho pontual. A sinceridade, no entanto, acabou sendo fundamental. “Aquilo foi importante para a gente repensar tudo. Foi quando essa própria empresa sugeriu que procurássemos o Sebrae, por meio do Sebraetec”, conta.

A partir desse encontro, a história do Doc Brown ganhou forma, sentido e identidade. Com o apoio do Sebrae, Thiago e Jordana passaram por um processo profundo de construção de marca. Não se tratava apenas de escolher um nome ou uma logo, mas de entender a essência do negócio, o posicionamento e a jornada que o cliente deveria viver desde o primeiro contato até o último gole de café.

O nome Doc Brown carrega esse conceito. “Doc vem de laboratório, de experiência. Brown é a cor do café. A arte da marca também faz referência à jornada do café, do grão até chegar à xícara”, explica Thiago. Segundo ele, foi nesse processo que tudo se encaixou. “A gente entendeu o que era a nossa marca, a essência, como deveria ser a experiência do cliente. Tudo isso foi construído junto com o Sebrae. Se não fosse isso, a gente não existia mais.”

Inaugurado ainda em 2019, o Doc Brown nasceu com um propósito muito claro, de valorizar o café acima de tudo. Essa decisão reflete diretamente no cardápio e na forma de operação do negócio. Diferente de cafeterias tradicionais, o espaço oferece poucas opções de comida, cuidadosamente pensadas para harmonizar com as bebidas, enquanto apresenta uma grande variedade de cafés especiais.

“A gente entende que somos, de fato, uma cafeteria, e não uma doceria. Nosso foco é o café e a experiência de consumir um produto de qualidade”, afirma. No Doc Brown, o café não é queimado para manter o amargor que muitos brasileiros aprenderam a considerar como padrão. A torra é pensada para preservar o que há de melhor em cada grão, respeitando aromas, sabores e características únicas. “Isso é algo que a gente não negocia”, reforça.

Outro diferencial está na origem dos grãos. O Doc Brown trabalha majoritariamente com cafés de pequenos produtores brasileiros, fortalecendo a cadeia produtiva e contribuindo para a criação de uma cultura de cafés especiais no Maranhão. 

“Temos muito orgulho de entregar um café de qualidade e de ajudar a desenvolver esse olhar mais atento para sabores e experiências no estado. O café entrou na minha vida a partir de uma descoberta, e hoje ele é o centro de tudo o que fazemos”, resume Thiago que, após a pandemia, passou a contar com o reforço do irmão, Mário Gléria, nas operações da cafeteria.

Apoio do Sebrae

A parceria com o Sebrae, no entanto, não ficou restrita ao início da jornada. Ao longo dos anos, o apoio continuou sendo estratégico para a consolidação e expansão do negócio. O projeto arquitetônico da cafeteria, pensado para dialogar com a identidade da marca, também foi desenvolvido com orientação do Sebrae. Quando surgiu a necessidade de crescer, a busca pela instituição foi novamente natural.

“No ano passado, quando precisamos expandir, procuramos o Sebrae de novo. Hoje seguimos com essa parceria para o desenvolvimento de embalagens e estamos na fila para a criação do nosso site”, conta o empreendedor. Atualmente, o Doc Brown já está no quarto ciclo de trabalhos realizados com o Sebrae, incluindo ações voltadas para design de interiores e fortalecimento da marca.

Para Thiago, o apoio foi decisivo não apenas do ponto de vista técnico, mas também estratégico. “O Sebrae foi fundamental para o nosso sucesso. Ele ajudou a gente a entender o negócio como um todo, a tomar decisões mais conscientes e a construir algo sólido.”

Ao longo dos últimos anos, o Doc Brown se consolidou como um espaço de experimentação, aprendizado e conexão entre pessoas e café. Uma história que começou com uma xícara diferente em outro país e que, com estudo, propósito e apoio certo, transformou-se em referência local e em exemplo de como o empreendedorismo pode nascer de uma descoberta e crescer com planejamento e parceria.

Procure o Sebrae

Se você quer saber mais sobre o Sebraetec ou conhecer as iniciativas do Sebrae na área de Inovação, procure a Unidade de Inovação e Tecnologia, na sede do Sebrae, no Jaracaty, em São Luís. Outras informações também estão disponíveis no Portal Sebrae (sebrae.com.br) ou pela Central de Atendimento, no 0800 570 0800 (telefone e WhatsApp). Acompanhe ainda os canais digitais do Sebrae no Maranhão, como por exemplo, o Instagram (@sebraemaranhao) e YouTube (https://www.youtube.com/sebraemaranhao).

Informação: Sebrae MA 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Evento reúne setores químico e de óleos


 

SÃO LUÍS — A aplicação prática das normas regulamentadoras no ambiente industrial esteve no centro do Encontro Técnico para Gestores – NR 09 e NR 15, realizado na quinta-feira (26), na sede da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão. A iniciativa reuniu representantes dos setores químico, de óleos vegetais e farmacêutico, além de profissionais de saúde e segurança ocupacional.

A programação integrou o Projeto Inova Indústria, desenvolvido pela FIEMA em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Maranhão (SEBRAE-MA), com correalização do Sindicato das Indústrias de Óleos Vegetais do Maranhão (SINDÓLEO). A proposta é ampliar a competitividade industrial por meio de qualificação e inovação na gestão.

Durante o encontro, o instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (SENAI-MA), Aldivan de Sousa, detalhou a integração entre a NR 15, que trata dos limites de tolerância a agentes nocivos, e a NR 09, voltada à prevenção e ao controle de riscos ambientais.

Segundo ele, a articulação dessas diretrizes ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) é essencial para assegurar conformidade às exigências do Ministério do Trabalho. “Foi um momento interativo, com esclarecimentos sobre como as duas normas dialogam dentro do gerenciamento de riscos e quais medidas devem ser adotadas pelas organizações”, afirmou.

Para o presidente do SINDÓLEO, Raimundo Nonato Pinheiro Gaspar, a discussão técnica fortalece o setor produtivo. “A indústria precisa estar atualizada e alinhada às normas, não apenas para cumprir a legislação, mas para garantir ambientes mais seguros e eficientes. Esse debate qualifica gestores e contribui diretamente para a sustentabilidade das empresas”, destacou.

A química Vanessa Dantas, da empresa Real Brasil, ressaltou a importância do aprofundamento técnico. “A compreensão das normas e da aplicação correta do PGR traz mais segurança para a tomada de decisões dentro das indústrias. Eventos como este ampliam nosso olhar e reforçam a responsabilidade com a saúde do trabalhador”, avaliou.

Também participante do encontro, o proprietário da MC Consultoria e técnico de segurança do trabalho Manoel Carvalho enfatizou a necessidade de mapear previamente os riscos ocupacionais. “Antes de qualquer medida de controle, é fundamental identificar a que tipo de exposição o colaborador está sujeito. O levantamento adequado orienta ações mais eficazes e alinhadas à legislação”, pontuou.

Além da palestra técnica, o evento apresentou soluções do Serviço Social da Indústria no Maranhão voltadas à promoção da saúde e à prevenção de acidentes. A expectativa dos organizadores é ampliar a agenda de capacitações, consolidando a segurança como eixo estratégico para o desenvolvimento industrial.

Informação: Fiema 

Parceria garante equipamentos e suporte técnico

SÃO LUÍS – A Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) participou da solenidade de assinatura do acordo de cooperação técnica que viabiliza a entrega de 80 tanques de resfriamento de leite a produtores rurais atendidos pelo Programa de Assentamentos Produtivos.

O vice-presidente executivo da entidade e presidente do Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIEMA), Cláudio Azevedo, representou o presidente da Federação, Edilson Baldez, no ato conduzido pelo governador Carlos Brandão. A cerimônia ocorreu no Palácio Henrique de La Rocque.

Coordenado pelo Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma), o programa tem como objetivo fortalecer cadeias produtivas em assentamentos rurais, promovendo melhores condições de armazenamento e qualidade do leite produzido no estado.

Os equipamentos serão destinados a associações de produtores em municípios com vocação leiteira. A distribuição seguirá critérios técnicos, como nível de organização coletiva, volume de produção, existência de infraestrutura adequada para instalação, inserção na cadeia formal e registro em serviço de inspeção sanitária.

Além da entrega dos tanques, os beneficiários contarão com suporte técnico para instalação e uso correto dos equipamentos. A ação envolve a parceria do Sindicato das Indústrias de Leite e Derivados do Estado do Maranhão  (Sindileite), do Fundo de Desenvolvimento da Pecuária do Estado do Maranhão (Fundepec-MA) e da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp), que atuarão no acompanhamento técnico e no fortalecimento da atividade leiteira.

Também participaram do ato o presidente do Sindileite e diretor da FIEMA, Ricardo Ataíde, o vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Maranhão, Celso Gonçalo, além de autoridades e representantes de instituições parceiras.

Informação: Fiema 

Destinadas às cidades de São Luís, São José de Ribamar, Imperatriz, Açailândia, Balsas e Itapecuru-Mirim

SÃO LUÍS – O Instituto Euvaldo Lodi do Maranhão (IEL-MA) está com 127 vagas de estágio disponíveis no estado, distribuídas nos municípios de São Luís, São José de Ribamar, Imperatriz, Açailândia, Balsas e Itapecuru-Mirim, com bolsas que variam de R$ 525,04 a R$ 1.151,40. As vagas são destinadas a estudantes dos níveis Médio, Técnico e Superior.

Há oportunidades nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Comércio Exterior, Gestão Comercial, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira, Logística, Marketing, Relações Públicas, Comunicação Social, Processos Gerenciais e áreas afins; Engenharia Civil; Educação Física, Pedagogia, Matemática, Letras, Ciências Biológicas e Química; além de Eletrotécnica ou Eletromecânica, Direito, Fonoaudiologia, Edificações e Biblioteconomia.

O IEL-MA desenvolve carreiras por meio do programa de estágio, que é uma das principais portas de entrada de estudantes no mercado de trabalho, atuando na seleção de novos talentos com foco nos perfis solicitados pelas empresas. Em 2025, 2.949 estudantes de diversas áreas atuaram no mercado por meio do programa da instituição.

Os interessados podem consultar informações sobre as vagas e realizar o cadastro no site oficial do Instituto Euvaldo Lodi www.ielcarreiras.com.br

Informação: Fiema 

Projeção indica criação de mais de 50 mil empregos

SÃO LUÍS – A Margem Equatorial Brasileira, faixa costeira que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e considerada a nova fronteira da exploração petrolífera no país, foi tema da primeira reunião do ano do Conselho Temático de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada nesta semana, em Brasília. A discussão foi acompanhada remotamente pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), em encontro presidido pelo diretor da entidade e presidente do Coinfra (MA), João Batista Rodrigues, com participação de empresários, lideranças sindicais e representantes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

A exploração da Margem Equatorial é apontada como vetor de desenvolvimento econômico e social, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Estimativas indicam potencial entre 20 e 30 bilhões de barris recuperáveis, volume equivalente a cerca de metade das reservas do pré-sal. No Maranhão, que abriga as bacias do Pará-Maranhão e Barreirinhas, a atividade é vista como oportunidade para impulsionar a economia e ampliar a geração de empregos.

A reunião foi conduzida pelo presidente da FIEPA, Alex Carvalho, que preside o Coinfra nacionalmente, e contou com a participação da diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, que destacou a importância da nova fronteira para garantir a autossuficiência energética do país.

“A exploração de novas fronteiras é essencial para garantir a autossuficiência energética do país e a soberania energética em um contexto de transição energética. Se as ações não forem tomadas passaremos a ser importadores de novo”, afirmou. Ainda segundo a diretora, a demanda global por petróleo e gás deve se manter mesmo em cenários de redução de emissões. “A atividade exploratória atual, baseada no pré-sal, é incompatível com a demanda do país e insuficiente para garantir o abastecimento de longo prazo”, disse.

Durante o debate, o diretor da FIEMA, João Batista Rodrigues, questionou a Petrobras sobre a previsão de exploração na bacia de Barreirinhas, no litoral maranhense. “Temos uma expectativa grande em relação ao potencial do Maranhão, especialmente em Barreirinhas”, afirmou. Em resposta, a companhia informou que ainda aguarda a concessão das licenças ambientais para avançar na região e em outras faixas da Margem Equatorial.

PROJEÇÕES – Estudo da CNI aponta que a exploração na Margem Equatorial pode gerar 326 mil empregos formais no país, além de acrescentar R$ 65 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 3,87 bilhões em tributos indiretos.

No Maranhão, projeções indicam impacto relevante. Com base em simulações do Observatório Nacional da Indústria, o estado pode ter incremento de até R$ 10,9 bilhões no PIB, o que representaria crescimento de quase 30% em relação a 2024. Nesse cenário, a geração de empregos nos setores de indústria, comércio e serviços pode ultrapassar 50 mil postos.

Ao longo da reunião, também foram discutidos entraves regulatórios e logísticos. Representantes da CNI apresentaram os desdobramentos da Lei Geral do Licenciamento Ambiental, com potencial de reduzir prazos e ampliar a segurança jurídica.

O licenciamento ambiental foi apontado como um dos principais entraves ao desenvolvimento. O encontro também abordou a necessidade de ampliar o uso do sistema hidroviário brasileiro, considerado estratégico para o escoamento de cargas, com defesa de projetos de concessão mais estruturados para o setor.

Participaram da reunião na FIEMA: Celso Gonçalo, vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE; Milton Campelo, presidente do Sindicanálcool; Adênio Queiroga, presidente do Sindigraf; Ana Cristina Fontoura, consultora do IEL; Geraldo Carvalho, coordenador de Ações Estratégicas da FIEMA; Álvaro Veloso, executivo do CIEMA; Moisés dos Santos Rocha, professor da UEMA; Rogerio Moreira Lima, diretor de inovação da ABTELECOM (Associação Brasileira de Telecomunicações), e Rannielle Aquino, da Zona de Processamento de Exportação (ZPE Bacabeira).

Informação: Fiema
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

As vagas são para qualificação em Operador de Máquinas de Costura Industrial do Vestuário

ROSÁRIO - O curso de Qualificação Profissional em Operador de Máquinas de Costura Industrial do Vestuário, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (SENAI-MA), está com 50 vagas gratuitas disponíveis, em Rosário. A oferta ocorre por meio do Programa SENAI de Gratuidade Regimental, pelo edital nº 04/2026, que disponibiliza vagas para pessoas de baixa renda que desejam se profissionalizar e ampliar suas oportunidades no mercado de trabalho.

As inscrições serão realizadas no período de 2 a 11 de março, no SENAI Rosário, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h. O candidato interessado deve ficar atento às datas, pois o critério de preenchimento será por ordem de inscrição, conforme a quantidade de vagas disponível. A inscrição deferida será automaticamente convertida em matrícula no curso.

A qualificação terá carga horária total de 160 horas, com início no dia 16 de março e término no dia 13 de maio, no formato presencial. São 25 vagas para o turno matutino e 25 para o turno vespertino. O curso qualifica o aluno para realizar operações em máquinas de costura industriais, identificar o funcionamento de seus mecanismos, elementos, aparelhos e acessórios, nos diferentes tipos de costura. O profissional qualificado nessa área pode atuar nos setores de confecção, moda e indústria têxtil, trabalhando na produção de roupas, uniformes e peças sob medida, além de operar diferentes tipos de máquinas

O edital completo, com outras informações, pode ser acessado no site www.fiema.org.br/senai, na aba Seletivos, em Processos Seletivos – Alunos.

Informação: Fiema 

O deputado Catulé Júnior (PP) voltou a fazer um duro pronunciamento sobre a situação da segurança pública no Maranhão, especialmente na região leste do estado, durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (26).

Em sua fala, o parlamentar destacou que a preocupação com o avanço da criminalidade não é recente e afirmou que o poder público tem enfrentado dificuldades para acompanhar o crescimento do poder bélico e da organização de grupos criminosos.

Segundo o deputado, o cenário em Caxias é alarmante. Ele relembrou que o município recebeu o “título nada honroso” de cidade mais violenta do Maranhão e figura entre as 50 mais violentas do país.

Durante o pronunciamento, Catulé Júnior citou uma série de ocorrências registradas nos últimos dias em Caxias: homicídio no povoado Lavras; homicídio no bairro Bela Vista, onde uma criança de quatro anos foi baleada e transferida para a capital para procedimento cirúrgico; tentativa de homicídio no bairro Refinaria, com o alvo buscando abrigo em uma academia; homicídio na Cohab; homicídio no povoado Carro Velho.

Diante da sequência de casos, o parlamentar classificou a cidade como um “faroeste urbano” e defendeu maior rigor no enfrentamento ao crime organizado. “Seria desleal não citar os investimentos feitos pelo governo do Estado. Ainda assim, esses investimentos têm sido ineficientes no combate ao crime organizado”, declarou.

O deputado informou que destinou R$ 1 milhão em emendas parlamentares para a aquisição de viaturas policiais e disse que tem cobrado constantemente a entrega dos veículos para reforçar o policiamento nas ruas.

Novo batalhão para Caxias

Como uma das medidas estruturantes, o parlamentar destacou a indicação apresentada para criação de um novo batalhão da Polícia Militar em Caxias, o 48º BPM, que já estaria em fase de implantação. Ainda é necessária a aprovação da Lei Orgânica da Polícia Militar pela Assembleia para que a unidade seja oficialmente instituída.

Informação: ASCOM/ Dep. Catulé Júnior