sexta-feira, 8 de maio de 2026

As oportunidades são para Analista Superior – Educador Físico e Assistente Técnico – Técnico de Enfermagem

SÃO LUÍS – O Serviço Social da Indústria do Maranhão (SESI-MA) está com o Processo Seletivo 15/2026 aberto para preenchimento de duas vagas para cargos de nível médio e superior, nas cidades de Açailândia e São Luís, respectivamente. As inscrições encerram dia 11 de maio e devem ser realizadas exclusivamente pelo site do Instituto Euvaldo Lodi (IEL).

As vagas ofertadas possuem carga horária de 220 horas mensais e regime de contrato por prazo indeterminado. Em São Luís, o cargo de Analista Superior – Educador Físico oferece remuneração de R$ 4.380,11, enquanto em Açailândia, a oportunidade é para Assistente Técnico – Técnico de Enfermagem com salário de R$ 3.778,32. Entre os benefícios oferecidos estão vale transporte, auxílio-alimentação, plano de assistência médica e seguro de vida.

Quanto aos requisitos, o cargo de Educador Físico exige graduação em Educação Física (Bacharelado) e registro ativo no conselho da categoria (CREF). Já para a vaga de Assistente Técnico de Enfermagem é necessário ter o curso técnico na área e registro regular no COREN. Em ambos os cargos, o candidato deve ter experiência mínima de seis meses de atuação nas respectivas funções.

Os interessados podem se candidatar até o dia 11 de maio, próxima segunda-feira, no site do IEL-MA. A participação será confirmada mediante o pagamento de uma taxa no valor de R$ 70,00 para o cargo de nível médio e de R$ 90,00 para o de nível superior. O edital completo e demais detalhes sobre o seletivo estão disponíveis no link: Seletivo SESI 15/2026 - Seletivos - IEL.

Informação: Fiema 



Com olhar focado na observação técnica de aves da fauna maranhense, a V edição do evento De Grão em Grão: a construção do turismo de base comunitária no Maranhão capacitou moradores e acadêmicos do curso de Turismo da UFMA para a prática da observação de aves. A estratégia visa valorizar a biodiversidade local e garantir a conservação ambiental, geração de renda, valorização do território e fortalecer o Turismo de Base Comunitária (TBC) local.

Realizado de 1º a 3 de maio, na Escola Municipal Joaquim Alves Mendonça, na Comunidade Santa Clara, situada na RESEX Baía do Tubarão, no município de Humberto de Campos (MA), a iniciativa foi promovida pelo Núcleo de Pesquisa e Documentação em Turismo (NPDTUR/UFMA) e pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Turismo e Desenvolvimento Comunitário. Teve apoio da comunidade Santa Clara, do ICMBio NGI SLZ, da Secretaria Municipal de Turismo de Humberto de Campos (SEMTUR), da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), por meio do projeto Bora Passarinhar, da Casa Ingapura (Barreirinhas), do Clube de Observadores de Aves de Itaituba e do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP) – Regional Maranhão.

50 espécies de aves avistadas – Esta edição contou com a participação de 43 pessoas, entre comunitários, a exemplo de marisqueiras, artesãs, empreendedores, pesquisadores, estudantes, professores e técnicos, e possibilitou a troca de conhecimento técnico e tradicional. Nos três dias de prática foram registradas em torno de 50 espécies de aves em apenas uma passarinhada e durante as observações ocasionais, desenvolvidas durante a oficina.

Para a coordenadora do evento, professora Mônica de Nazaré Araújo, “além de capacitar os participantes para a importância da conservação da avifauna, com esta ação a UFMA estimula ainda a estruturação da observação de aves como produto de ecoturismo, desenvolve competências para a condução de atividades de birdwatching com foco na interpretação ambiental e hospitalidade comunitária, tema este que foi desenvolvimento pelo professor e coordenador do curso de Turismo, Davi Andrade”, afirmou a pesquisadora.

Segundo Fátima Costa, coordenadora do Clube de Observadores de Aves do Pará, “a Avifauna é um segmento do ecoturismo que mais cresce no país e possibilita a inserção de profissionais nesse mercado, desde que estejam preparados para desenvolver esta atividade que requer muita especialidade e compromisso com o ambiente”, finalizou a coordenadora.

Para o discente do 2º período do curso de Turismo, Jonas Silva de Pinho Campos, participar do De Grão em Grão foi uma experiência ímpar que contribuiu de maneira significativa para a sua formação profissional em turismo. “Foi um espaço de diálogo para o fomento do turismo de base comunitária e mais a oficina de observação de aves. Uma oportunidade única de vivenciar atividade teórica, observação de aves presentes na região, realização de trilha, como também o avistamento da revoada dos Guarás. São atividades que muitos contribuíram para a identificação dos potenciais que podem ser utilizados na atividade eco turística conduzida pelos próprios comunitários”, concluiu o aluno.

Integrante do Conselho Pastoral dos Pescadores – Regional Maranhão, Denyse Nunes, destaque que a formação marcou um importante ponto de partida para despertar, na comunidade, o fortalecimento da economia local via turismo de base comunitária (TBC), priorizando a garantia dos modos de vidas tradicionais e a observação de aves. “Contribui ainda para a conservação do território, fortalecendo o protagonismo dos territórios pesqueiros”, observou a participante.

A marisqueira Neurilene Ramos gostou muito do evento. “A oficina Capacitação em técnicas, potenciais e oportunidades da observação de aves na natureza, ministrada pelo pesquisador Edson Varga Lopes, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e coordenador do projeto Bora Passarinhar, foi excelente para a nossa compreensão sobre as aves aqui em Santa Clara”.

Neurilene Ramos elogiou ainda o curso de avistamento de pássaros e conservação ambiental no povoado. “Aprendi muito com os professores. Aqui, a gente vive da maré, e sabe que se o mangue tem passarinho, tem vida. O guará, a garça o socó… Tudo está ligado como o caranguejo, o sururu que a gente tira pra viver. Cuidar das aves e cuidar da gente também. Queremos mais cursos para a nossa comunidade aprender e ensinar também”, concluiu. Durante o evento aconteceu ainda o mapeamento ambiental turístico participativo, sob a perspectiva comunitária e comandado pela equipe do NPDTUR.

Informação: PW 

Hub de Inovação aproxima indústria, tecnologia e qualificação profissional

SÃO LUÍS- O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (SENAI-MA) recebeu, na quinta-feira (07), representantes da Vale, no Centro de Educação Profissional e Tecnológica Raimundo Franco Teixeira, o SENAI Monte Castelo, em São Luís, para uma agenda institucional voltada à discussão da importância da formação de mão de obra técnica especializada e das transformações provocadas pela nova indústria e tecnologia no mercado de trabalho.

A visita também marcou a apresentação, em primeira mão, do novo Hub de Inovação do SENAI-MA, ambiente estratégico concebido para impulsionar soluções tecnológicas, estimular a cultura inovadora e fortalecer a conexão entre educação, indústria e pesquisa aplicada.

A comitiva foi recebida pelo superintendente da FIEMA e diretor regional em exercício do SENAI-MA, César Miranda, que destacou o papel da instituição na preparação de profissionais alinhados às exigências do mercado atual e às mudanças provocadas pelo avanço tecnológico.

“Estamos consolidando um ambiente voltado à inovação, à pesquisa e ao desenvolvimento de competências técnicas capazes de atender às novas demandas industriais. O Hub representa um importante passo para o fortalecimento da educação profissional no Maranhão, aproximando estudantes, empresas e tecnologia em um mesmo ecossistema de desenvolvimento”, afirmou César Miranda.

Durante a visita, os representantes da Vale conheceram a estrutura do novo Hub de Inovação, espaço que reunirá iniciativas de incubação de startups, aceleração de projetos, desenvolvimento de pesquisas aplicadas, fabricação digital, prototipagem rápida e validação tecnológica. O ambiente foi planejado para promover a integração entre empresas, instituições acadêmicas, alunos e especialistas, estimulando a criação de soluções voltadas aos desafios do setor produtivo.

O gestor do HUB de Inovação do SENAI-MA, Henry Meister, ressaltou que o ambiente nasce com a proposta de ampliar a capacidade de inovação industrial no estado e fomentar o desenvolvimento de novos talentos.

“O espaço foi estruturado para funcionar como um ecossistema colaborativo. Teremos salas destinadas à incubação de startups, coworking, auditório, laboratórios de fabricação digital e prototipagem, além de áreas voltadas à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. A proposta é criar um ambiente que incentive a criatividade, o empreendedorismo e a geração de soluções para a indústria”, explicou.

Segundo Meister, o Hub também terá papel fundamental na formação dos estudantes do SENAI, integrando programas como Grand Prix, Inova SENAI e Saga SENAI, iniciativas voltadas ao estímulo da inovação e ao desenvolvimento de competências práticas.

A diretora de Recursos Humanos da Vale, Bruna Maffra, destacou a relevância da iniciativa para o fortalecimento da indústria e da qualificação profissional no Maranhão. Para ela, o novo espaço representa um avanço importante na construção de um ambiente de desenvolvimento tecnológico e humano.

“A estrutura impressiona não apenas pela modernidade, mas pela proposta de integração e construção coletiva. O SENAI é um parceiro essencial para o futuro da indústria, especialmente na formação de profissionais preparados para acompanhar as transformações tecnológicas e os novos desafios do setor produtivo”, afirmou.

Ela também ressaltou a importância da aproximação entre instituições de ensino e empresas para o fortalecimento da competitividade industrial. “A indústria depende diretamente das pessoas e da capacidade de inovação. Ambientes como esse fortalecem a troca de conhecimento, estimulam o desenvolvimento de talentos e contribuem para o crescimento sustentável das regiões onde estamos inseridos”, concluiu.

 Informação: Fiema 

Programação oficial foi divulgada com festança no Convento das Mercês.

O Governo do Estado deu a largada para o São João do Maranhão 2026 em São Luís e apresentou a programação oficial dos 70 dias de festa durante evento realizado nesta quinta-feira (7), no Convento das Mercês, no bairro Desterro, Centro Histórico de São Luís (MA). O lançamento da programação junina reuniu diversas autoridades, além da imprensa, grupos folclóricos e produtores culturais.

A temporada junina deste ano contará com mais de 700 atrações nos circuitos oficiais, incluindo 18 atrações nacionais, além de apoio para a manifestação popular em todo o estado. A expectativa é que o impacto econômico supere o do ano passado, quando mais de R$ 400 milhões circularam pela economia do Maranhão.

O início das apresentações será neste domingo (7) com as atrações do Maranhão de Reencontros, que antecipa o São João reunindo grupos folclóricos a cada domingo na Concha Acústica Reynaldo Faray, na Lagoa da Jansen. O espaço atrai turistas e famílias e já se tornou uma tradição no calendário festivo do estado.

Durante o lançamento da programação, o governador Carlos Brandão reafirmou a grandiosidade do São João maranhense e a importância da festa popular para movimentar a economia do estado, que impacta toda a cadeia turística e gera emprego, renda e mais oportunidades.

“Chegou o momento mais esperado e de mais alegria do nosso estado, que é o nosso São João. Estamos lançando o maior e melhor São João do mundo e o nosso festejo aqui em São Luís terá 25 arraiais, sendo o Ipem o nosso maior arraial. Entretanto, não terá guarnicê somente na capital, pois haverá no interior também, alcançando todas as regiões”, declarou o governador.

Na capital maranhense, as apresentações serão realizadas em 25 grandes polos, os tradicionais arraiais, incluindo o Arraial do Ipem, que terá início no dia 6 de junho. A organização do espaço sofreu alterações para receber uma quantidade maior de público e de apresentações. Além disso, a estrutura contará com o Espaço Copa, para que os visitantes também possam viver o São João e acompanhar os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

O secretário de Estado da Cultura, Abimael Berredo, lembrou que o São João é extremante relevante para a economia e, também, para a identidade cultural do estado. A riqueza e diversidade da manifestação popular é tão impressionante que os grupos de bumba-meu-boi foram considerados Patrimônio Cultural e Imaterial pela Unesco. É essa singularidade que torna a festa maranhense tão especial para turistas e moradores.

“O Maior São João do Mundo começa agora no dia 10 de maio na Concha Acústica com um ambiente familiar e seguro para matar a saudade de uma das manifestações mais importantes da nossa cultura que é o São João. Só na capital são 25 grandes arraiais e o Governo do Maranhão vai apoiar os municípios com atrações culturais e estrutura”, comentou Abimael Berredo.

A riqueza do São João maranhense foi demonstrada durante o lançamento da programação que contou com apresentações de grupo de tambor de crioula, dança portuguesa, forró pé de serra, além de grupos de bumba boi, que possuem uma diversidade de sotaques.

Para a secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, o lançamento da programação na capital maranhense coroa o amplo trabalho de divulgação realizado pelo Governo do Estado que levou o São João para os estados de Minas Gerais e São Paulo como forma de fortalecer ainda mais a venda do destino maranhense junto a operadores de turismo.

“Ano passado tivemos um aumento de fluxo de 19% de acordo com estudos do Observatório de Turismo da Setur. Esse ano queremos chegar a um aumento de 50% com o trabalho de promoção que fizemos em Minas Gerais e em São Paulo, que é um dos maiores centros econômicos do Brasil e do mundo. Quando lançamos o São João mostramos a força da cultura popular maranhense e o governo quer fortalecer cada vez mais essa cultura e ao mesmo tempo gerar oportunidades”, comentou Socorro Araújo.

O presidente da Fundação da Memória Republicana (FMRB), Kécio Rabelo, definiu como motivo de orgulho o Convento das Mercês ser escolhido para sediar o lançamento do São João recebendo os grupos folclóricos e fazedores da cultura maranhense.

“Essa é a manifestação da força da nossa tradição e cultura popular do estado A nossa festa dura o ano inteiro e estamos lançando o período mais forte do São João do Maranhão, que tem se consolidado como um dos maiores do mundo. Sediar o lançamento do São João no Convento das Mercês é uma alegria muito grande porque aqui é um lugar de memória e um palco aberto da cultura popular”, observou.

Quem se dedica todos os anos para fazer a maior festa popular acontecer elogiou o empenho da gestão estadual para promover o São João. “Já vimos o São João que tivemos o ano passado e foi maravilhoso. Eu nem sei se tem como melhorar e o governo nos enxerga como pessoas que empreendem. A gente trabalha em algo que leva alegria para as pessoas e a cultura faz bem para a população, o governo entende isso. Então eu tenho certeza que nos espera o melhor São João do mundo”, afirmou Leila Naiva, que durante o período junino se apresenta no Boi de Axixá.

A programação do São João do Maranhão 2026 também inclui o Bumba Meu São João, que começa no dia 6 de junho e será realizado na Arena Castelão. Este ano serão sete dias de festa com 18 atrações nacionais. O evento é realizado a partir de parceria público-privada e possibilita acesso gratuito, assim com os 25 arraiais do circuito oficial.

Informação: Govenro do Maranhão 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Projeto discutido na FIEMA reúne SESI Nacional, Vale e Ambev e prevê modelo voltado à saúde integral do trabalhador da indústria

SÃO LUÍS – O Maranhão foi escolhido para sediar o projeto-piloto de um novo modelo do SESI Clínica voltado à saúde integral do trabalhador da indústria. A proposta foi discutida nesta quinta-feira (7), durante reunião realizada na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), com participação de representantes do Departamento Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI), da Vale e da Ambev.

A iniciativa prevê a construção de uma clínica baseada em atenção primária, prevenção e acompanhamento contínuo da saúde dos trabalhadores, indo além dos serviços tradicionais de saúde ocupacional oferecidos historicamente pela entidade do Sistema Indústria.

“Estamos aqui em São Luís, no Maranhão, para que o SESI possa pensar na construção de uma clínica de vanguarda, a primeira clínica voltada à saúde integral do trabalhador”, afirmou o diretor-superintendente do SESI Departamento Nacional, Paulo Mol. “A ideia é a construção de uma clínica diferente de todas as outras, em que, mais do que o atendimento na parte dos programas de saúde ocupacional, ela trate de fato da saúde e do acompanhamento do profissional nas suas principais linhas de cuidado”, disse.

Segundo Mol, o projeto começa a ser estruturado em parceria entre o SESI Nacional, o SESI Maranhão e empresas que atuam no estado, com expectativa de que o modelo seja posteriormente replicado em outras unidades da federação.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e diretor regional do SESI, Edilson Baldez, afirmou que o objetivo é ampliar o acesso à assistência em saúde para empresas industriais, especialmente diante das características do setor produtivo maranhense, formado majoritariamente por micro e pequenas empresas.

“A nossa intenção é ampliar esse atendimento a todas as empresas. Para isso, estamos recorrendo a modelos que já existem hoje na Vale e na Ambev”, afirmou. “Vamos construir aqui o nosso novo SESI Clínica, que será um modelo diferenciado para todo o Brasil. É um projeto-piloto que a CNI e o SESI Nacional vão começar pelo Maranhão.”

A superintendente regional do SESI Maranhão, Regina Sodré, afirmou que a proposta busca criar uma estrutura voltada às necessidades reais dos trabalhadores da indústria no estado. “O objetivo é pensar uma clínica inovadora, que atenda às reais necessidades do trabalhador da indústria”, disse. Segundo ela, a iniciativa poderá ampliar e fortalecer os serviços de saúde oferecidos ao setor industrial maranhense.

SAÚDE INTEGRAL – Durante o encontro, representantes da Fundação Zerrener, ligada à Ambev, e do Plano de Assistência à Saúde dos Aposentados (PASA), ligado ao grupo Vale, apresentaram experiências de gestão em saúde baseadas em atenção primária, acompanhamento contínuo e uso de tecnologia para monitoramento da saúde dos trabalhadores.

O superintendente-geral da Fundação Zerrener, Eduardo Spinussi, afirmou que o projeto discutido no Maranhão busca criar uma clínica de atenção primária capaz de acompanhar os trabalhadores de forma contínua e integrada.

“O sistema hoje é extremamente fragmentado. Hospitais, médicos e laboratórios não conversam entre si”, afirmou. Segundo ele, o modelo proposto pretende oferecer “um cuidado genuíno”, com acompanhamento contínuo dos beneficiários e uso de tecnologia para identificar riscos precocemente. “Fazer programas de atenção primária à saúde é salvar vidas. E isso também ajuda a tornar o custo da saúde mais sustentável e a indústria mais competitiva”, complementou.

Já o presidente do PASA, Ricardo Gruba, afirmou que o modelo de atenção primária permite reorganizar a jornada do paciente e reduzir o uso excessivo de procedimentos de alta complexidade. “O modelo tradicional dispersa o usuário na rede. O ‘Meu Médico’ organiza a entrada do paciente no sistema e consegue resolver entre 80% e 90% das demandas”, afirmou. Segundo Gruba, áreas como saúde mental, ortopedia e clínica da dor estão entre as principais prioridades para redução de afastamentos e melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores.

A reunião também contou com a participação dos vice-presidentes executivos da FIEMA, Celso Gonçalo e Fábio Nahuz; do 1º vice-presidente do Sinduscon, Edimilson Pires; da coordenadora de Segurança e Saúde na Indústria do SESI-MA, Adriana Sabatini; e do superintendente de Saúde na Indústria do SESI Nacional, Emmanuel Lacerda; e do gerente de Saúde Integral do SESI Nacional, Thiago Taho, que participaram da reunião realizada na sede da FIEMA, em São Luís.

Informação: Fiema 

Programa ALICoop inicia atuação no estado com investimento, fortalecimento de cooperativas e valorização da sociobiodiversidade

O cooperativismo tem se consolidado como uma das principais estratégias de fortalecimento da economia extrativista no Brasil, especialmente na Amazônia Legal, onde se alia geração de renda, organização produtiva e preservação ambiental. No Maranhão, esse modelo ganha ainda mais relevância com a força da cadeia do babaçu, uma das mais emblemáticas do estado, presente de norte a sul e responsável por sustentar milhares de famílias, sobretudo mulheres quebradeiras de coco, além de movimentar uma ampla rede de produtos derivados com valor econômico e social

Nesse contexto, o Maranhão passa a integrar o Programa ALICoop, iniciativa voltada à promoção da inovação na gestão, no processo produtivo e no acesso a mercados para cooperativas extrativistas. A adesão foi oficializada com a assinatura do termo de cooperação, durante reunião realizada nesta quinta-feira (7), na sede do Sebrae Maranhão, no Jaracaty, em São Luís.

A iniciativa é coordenada pelo Sebrae Nacional, com financiamento do Fundo Amazônia e do e do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, e reúne, na governança, a Organização das Cooperativas Brasileiras, a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Com investimento de cerca de R$ 103 milhões e duração de quatro anos, o programa irá atuar em estados da Amazônia Legal como Rondônia, Maranhão e Pará, beneficiando diretamente cerca de 6 mil famílias. No Maranhão, a primeira etapa contempla sete cooperativas extrativas localizadas nas regionais de Imperatriz, Caxias e Bacabal, em uma jornada de desenvolvimento que inclui acompanhamento técnico, consultorias especializadas, capacitação de lideranças e acesso a soluções de inovação.

O diretor técnico do Sebrae Maranhão, Mauro Borralho, ressaltou a importância das parcerias e do investimento no setor. “Estamos falando de mais um projeto estratégico, construído em parceria com o BNDES, Sebrae Nacional, ministérios, Governo Federal e o Fundo Amazônia. É uma captação relevante de recursos para impulsionar o desenvolvimento de cooperativas agroextrativistas em regiões estratégicas do estado, fortalecendo uma cadeia extremamente importante, que é a do babaçu”, afirmou.

O trabalho será desenvolvido ao longo de 12 meses, com atuação dos Agentes Locais de Inovação (ALIs), que acompanham diretamente as cooperativas na construção de soluções voltadas à melhoria da gestão, aumento da produtividade e fortalecimento das estratégias comerciais. Entre as entregas estão planos estruturantes como o Plano Preliminar de Inovação (PPI) e o Plano Consolidado de Inovação (PCI), além de ações como aquisição de equipamentos, mecanização da produção e consultorias estratégicas.

Para Ana Carolina Westrup, analista de inovação do Sebrae Nacional, a implementação do programa representa a consolidação de um projeto que irá estruturar toda a cadeia do babaçu nos municípios escolhidos. “No ano passado, quando estávamos aqui, o Coopera Mais Amazônia ainda era um sonho. Hoje, trazemos a realidade de um projeto aprovado pelo BNDES e pelo Fundo Amazônia, com investimento de cerca de R$ 103 milhões e duração de quatro anos. No Maranhão, iniciamos com um ciclo de dois anos, acompanhando sete cooperativas, com foco na autonomia, no aumento do faturamento e na promoção da cultura do cooperativismo, especialmente com mulheres quebradeiras de coco babaçu”, destacou.

Visitas às Regionais

Além da agenda institucional em São Luís, o Programa ALICoop também avançou com a realização de encontros nos municípios de Bacabal, Caxias e Imperatriz, reunindo cooperativas locais para a apresentação da proposta e alinhamento das ações no território. Os momentos foram dedicados à conexão entre os participantes, ao esclarecimento das etapas do programa e ao fortalecimento do engajamento das cooperativas na jornada de inovação, gestão e acesso a mercados.

A expectativa é grande entre as cooperativas participantes. Para Divina Lopes, da Coomara (Cooperativa Mista dos Assentamentos de Reforma Agrária da Região Tocantina) em Imperatriz (MA), o programa representa uma oportunidade de avanço em diferentes frentes. “A gente está com muita expectativa, porque a partir do programa pretendemos avançar na inovação da produção que já realizamos nos assentamentos, com alimentos saudáveis, mas também na apresentação dos produtos e, principalmente, na comercialização, que ainda é um grande gargalo da agricultura familiar. Agora, esperamos iniciar essa jornada e alcançar todas as metas propostas”, afirmou.

Já Maria Domingues, representante da Cooperativa das Quilombolas de Coco de Itapecuru Mirim,  destaca o impacto social da iniciativa, especialmente para as mulheres. “Esse projeto é muito importante para o desenvolvimento da cadeia do babaçu e para a valorização das quebradeiras de coco. Ele não traz apenas máquinas ou melhorias na produção, mas também dignidade para essas mulheres fortes, que tiram do babaçu o sustento de suas famílias. Hoje, conseguimos transformar um produto simples em vários subprodutos, gerando renda, autoestima e qualidade de vida. Participar deste projeto é motivo de muita gratidão”, ressaltou.

Estruturação

A proposta também inclui a estruturação de estratégias territoriais de negócios, com implantação de escritórios de apoio, análises de mercado e ações de valorização dos territórios e produtos, por meio de iniciativas como place branding. Paralelamente, o programa investe na promoção da cultura cooperativista, com oficinas, mentorias e atividades de engajamento voltadas ao fortalecimento da governança e da atuação coletiva.

Para o diretor superintendente do Sebrae Maranhão, Albertino Leal, o estado assume papel de destaque na iniciativa. “O Maranhão foi selecionado justamente pela sua vocação, especialmente na cadeia do babaçu, presente em todo o território. Nosso objetivo é fortalecer essa cadeia, aprimorar a gestão das cooperativas, qualificar os produtos e impulsionar o desenvolvimento do estado. O Sebrae tem um papel estratégico nesse processo, apoiando o cooperativismo como caminho para ampliar a competitividade dos pequenos negócios, promover inclusão produtiva e gerar oportunidades a partir da organização coletiva”, concluiu.

Informação: Sebrae MA 

O filme maranhense Ainda te Amo vem ganhando destaque internacional ao conquistar quatro prêmios em importantes festivais ao redor do mundo: Hollywood, Nova York, Itália e Paris. Na Itália, o filme recebeu o prêmio de Melhor Curta-Metragem com temática LGBTQIAP+. Já nos demais festivais, o ator Fernando Braga foi premiado como Melhor Ator. 

O filme é uma dramédia ambientada no universo drag. A história acompanha Mário, lavador de carros e motorista de aplicativo que, à noite, se transforma na icônica drag queen Katty. Entre brilho, segredo e vulnerabilidade, o curta explora temas como identidade, amor, família e as vidas paralelas que construímos para sobreviver. O curta apresenta um olhar sensível e estética apurada.

Sinopse: Ainda Te Amo  é um curta brasileiro, produzido e lançado em 2026, dirigido por Hsu Chien Hsin e com roteiro/atuação do maranhense Fernando Braga. O drama aborda a história de Mário, abandonado criança em uma boate LGBTQI+ que, já adulto, se reinventa como Keitty Mayra, uma transformista prestigiada nas noites de São Luís (MA).

O curta destaca a espiritualidade e a reinvenção diária diante de adversidades. Chien e Braga trabalharam juntos ainda nos curtas Coágulo e Luís, sendo este último vencedor de prêmios internacionais em 2025.


Informação: PW