Evento será realizado em Açailândia, com inscrições abertas até o dia 6 de março
IMPERATRIZ – A força da cadeia leiteira da Região Tocantina, uma das mais dinâmicas do Maranhão, ganha protagonismo estadual com a abertura das inscrições para o Concurso de Queijos do Maranhão – Excelência na Produção. A iniciativa é realizada no âmbito do Projeto Inova Indústria, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) com parceria institucional do Sebrae Maranhão.
A responsabilidade técnica e operacional do Concurso é do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (SENAI) e tem correalização do Sindicato das Indústrias de Leite e Derivados do Estado do Maranhão (SINDILEITE-MA). Com inscrições abertas até 06 de março, o concurso se consolida como instrumento estratégico para impulsionar qualidade, inovação e competitividade na indústria de laticínios, fortalecendo a produção formalizada e ampliando a visibilidade da Região Tocantina como uma das principais bacias leiteiras do estado.
Podem participar empresas com regularização sanitária vigente, seja por meio do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA) ou do Serviço de Inspeção Federal (SIF).
As inscrições devem ser feitas por meio de formulário eletrônico disponibilizado pelo SENAI Maranhão pelo link https://forms.office.com/r/uLdQ1z7YLs. Cada empresa poderá inscrever até cinco produtos por categoria, mediante envio de CNPJ, licença sanitária vigente, ficha técnica do produto e termo de responsabilidade.
A programação será realizada nos dias 11 e 12 de março de 2026, no SENAI Açailândia. No primeiro dia ocorre a avaliação técnica e sensorial das amostras. No dia 12, será promovida a cerimônia oficial de premiação, reunindo empresários, especialistas e lideranças industriais.
O concurso contempla categorias que refletem a diversidade e o potencial da indústria laticinista do Maranhão, incluindo queijos frescos, macios, semiduros, de massa filada, além de manteiga, requeijão, doce de leite e inovação tecnológica. A proposta é reconhecer tanto produtos tradicionais quanto soluções que agreguem tecnologia e diferenciação ao mercado.
As amostras deverão ser entregues nos dias 09 e 10 de março, no SENAI Açailândia, obedecendo critérios rigorosos de acondicionamento, integridade sanitária e neutralidade de embalagem, garantindo julgamento às cegas e total imparcialidade. Cada produto será avaliado por comissão técnica formada por especialistas do setor, considerando critérios como aparência, aroma, textura, sabor, padronização e conformidade tecnológica.
Além de troféus para os três melhores colocados na classificação geral, os produtos poderão receber certificações Ouro, Prata ou Bronze, conforme a pontuação obtida. Um dos diferenciais da iniciativa é a devolutiva técnica individualizada, permitindo que cada participante receba orientações para aprimoramento e ganho de competitividade.
Informação: Fiema
Reconhecer os sinais e agir rápido pode ser a diferença entre a vida, a morte ou sequelas permanentes
![]() |
| O Dr. Max Freire, neurocirurgião do Natus Lumine Hospital e Maternidade, destaca a importância da informação e rápida ação na detecção de um AVC. |
Por muito tempo associado apenas à idade mais avançada, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) tem desafiado essa percepção e se consolidado como uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil — atingindo adultos em plena fase produtiva e, em alguns casos, até jovens.
O alerta é direto e preocupante. “Em cada quatro pessoas que conhecemos, uma delas vai ter um AVC ao longo da vida”, afirma o neurocirurgião Dr. Max Freire, do Natus Lumine Hospital e Maternidade.
Segundo o especialista, o maior perigo está justamente no fato de que o AVC pode se instalar de forma silenciosa, sem dor e sem aviso prévio, o que faz com que muitos pacientes demorem a buscar ajuda. “O tempo é determinante.
Cada minuto sem atendimento significa perda de neurônios e aumento do risco de sequelas graves ou óbito”, explica o médico, que ressalta a importância da informação sobre a doença.
O que é o AVC e por que ele é tão perigoso
O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido, seja por um entupimento de uma artéria (AVC isquêmico, o mais comum) ou pelo rompimento de um vaso sanguíneo (AVC hemorrágico). Sem oxigênio, as células cerebrais começam a morrer em poucos minutos.
O cérebro não avisa com dor intensa, como acontece em um infarto do coração. Por isso, o AVC costuma ser subestimado e se instala de forma silenciosa. Mas o corpo dá avisos claros é preciso estar atento aos mesmos.
“Reconhecer rapidamente os sinais é fundamental para salvar vidas” explica o Dr. Max Freire, que destaca entre os principais sintomas de alerta, a Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, especialmente em rosto, braço ou perna. E mais, dificuldade para falar ou compreender o que é dito, fala enrolada ou confusa; assimetria facial, como boca torta ao sorrir; perda súbita da visão, total ou parcial, em um ou nos dois olhos; tontura intensa, desequilíbrio ou dificuldade para andar e dor de cabeça súbita e muito forte, sem causa aparente, mais comum no AVC hemorrágico.
O que fazer diante da suspeita de um AVC
Diante de qualquer um desses sinais, a orientação é clara: não esperar o sintoma passar. O agir rápido pode salvar vidas.
“Não é hora de automedicação nem de observar em casa. É ligar imediatamente para o serviço de emergência e levar o paciente a um hospital com estrutura para atendimento neurológico”, reforça o neurocirurgião Max Freire.
O tratamento do AVC, especialmente o isquêmico, depende de uma janela de tempo curta — em geral, até 4h30 após o início dos sintomas — para que terapias que dissolvem o coágulo sejam eficazes. Uma forma simples de identificação, segundo campanhas internacionais, é aplicar o método SAMU: Sorriso (peça para a pessoa sorrir e observe se há assimetria); Abraço (verifique se consegue levantar os dois braços); Mensagem (observe se a fala está alterada) e Urgência (busque imediatamente o serviço de emergência).
Prevenção: a arma mais poderosa contra o AVC
Apesar da gravidade, o AVC pode e deve ser prevenido. Estima-se que até 80% dos casos poderiam ser evitados com controle adequado dos fatores de risco. Entre os principais estão: Hipertensão arterial (o maior vilão); Diabetes; Colesterol elevado; Tabagismo; Sedentarismo; Obesidade; Consumo excessivo de álcool e Estresse crônico.
“Cuidar da pressão arterial, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente e fazer check-ups periódicos com cardiologista e endocrinologista são atitudes simples que salvam vidas”, ressalta Dr. Max Freire.
Informação também salva
O alerta do especialista é um chamado à conscientização coletiva. O AVC não escolhe hora nem lugar. Quanto mais informadas as pessoas estiverem, maiores são as chances de reconhecer os sinais precocemente e evitar consequências devastadoras da doença.
Em um país onde milhares de pessoas ainda chegam tardiamente aos hospitais, falar sobre AVC é, acima de tudo, uma estratégia de saúde pública.
Informação: InterMídia Comunicação Integrada
A Secretaria de Estado do Turismo (Setur-MA) promoveu uma visita guiada (city tour) pelas ruas centenárias do Centro Histórico de São Luís, no último fim de semana, com a participação de integrantes do V Simpósio Nacional em Socioeducação, encontro realizado no campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís.
Atendendo à solicitação dos organizadores do evento, a Setur-MA oportunizou, por meio do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), dois roteiros simultâneos, propiciando aos participantes um contato mais detalhado com a história e a diversidade cultural da capital maranhense. Os roteiros contemplaram pontos estratégicos do Centro Histórico de São Luís, além de espaços que evidenciam a identidade e as riquezas arquitetônicas e culturais do Maranhão.
De acordo com a secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, o objetivo do city tour é aproximar os visitantes da história, das lendas, da literatura e da rica diversidade cultural maranhense e ludovicense.
“Ao oferecermos esse tipo de contato com os nossos ícones culturais e históricos, fortalecemos a conexão dos turistas com a experiência única que é visitar São Luís, cidade Patrimônio Histórico da Humanidade. Nossa meta é que os visitantes conheçam a cidade e a divulguem, para que mais pessoas tenham interesse em conhecer os nossos destinos”, ressaltou Socorro Araújo.
Passeio detalhado pela história
A primeira rota teve como ponto de partida a Praça Dom Pedro II e percorreu espaços e logradouros como o Museu de Arte Sacra, a Praça Benedito Leite, a Rua do Giz, a Praça Nauro Machado, as ruas Portugal e Estrela, e culminou no Museu do Reggae. Já o segundo grupo teve como ponto de encontro a Praça da Fé, ao lado da Casa do Maranhão, e o roteiro incluiu, ainda, visita ao Beco Catarina Mina, ao Largo do Palácio e à Catedral da Sé de São Luís.
“É uma oportunidade de passar a eles a nossa história, o nosso conhecimento sobre a história de São Luís do Maranhão, para que eles possam compartilhar todo esse conhecimento. Será uma lembrança afetiva, além de envolver muito aprendizado”, avalia a guia de turismo Carolina Uta, que acompanhou um dos grupos.
A visita guiada foi um momento singular para turistas como Richelle Rocha, socioeducadora que participou do simpósio como representante de Macapá (AP), conhecer as peculiaridades da história e da cultura maranhenses.
“Uma iniciativa incrível! Eu já tinha conhecido o Centro Histórico nos primeiros dias da minha estadia, mas voltar aqui e ter mais essa oportunidade, por meio da Secretaria, está sendo incrível. Estou adorando São Luís, uma capital linda”, declarou.
Informação: Turismo MA
A Fundação Antonio Dino, que mantém o Hospital do Câncer Aldenora Bello e o Hospital Dr Antonio Dino em Pinheiro, promove durante todo o mês de março, a campanha, Março Lilás, idealizada pela oncologista Dra Rachel Cossetti. A campanha levanta um assunto que tem que ser debatido pois trata da Conscientização, Prevenção e Combate ao Câncer de Colo de Útero. Nesta terça-feira, 3 de março, às 10h, na recepção do Hospital Aldenora Bello ocorrerá a abertura oficial da campanha com a presença da direção do Hospital, voluntários, pacientes e da oncologista Rachel Cossetti idealizadora da Campanha Março Lilás.
"Buscamos cada vez mais a conscientização da população acerca da necessidade da prevenção contra o câncer de colo de útero", comenta Dra. Rachel. A campanha visa levar informação e estimular a população feminina para os cuidados de prevenção contra o câncer de colo uterino, além de alertar para os principais sinais e sintomas que devem direcionar a mulher a buscar ajuda médica.
Para a oncologista Rachel Cossetti, a prevenção é a melhor forma de combater esse câncer: "As mulheres precisam ser conscientizadas, desde cedo, da necessidade da prevenção com a vacina contra o HPV além da realização de exames periódicos a fim de diagnosticar precocemente a doença", afirma.
Entenda: o câncer de colo uterino é o segundo tipo de câncer mais frequente entre as mulheres de todo o mundo e também no Brasil. Sua maior incidência se dá em mulheres entre 45 e 49 anos de idade e estima-se que o rastreamento sistemático e o tratamento de lesões precursoras possam reduzir a mortalidade pela doença em até 80%. O principal fator de risco é a infecção pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) e já foram desenvolvidas vacinas contra os principais tipos oncogênicos do vírus. A redução da mortalidade decorrente dessa doença depende da adoção de medidas de prevenção primária, de diagnóstico e tratamento de lesões precursoras bem como do diagnóstico e tratamento adequados das lesões invasivas.
As medidas de prevenção são simples. Toda mulher com vida sexual ativa ou a partir dos 25 anos deve fazer o exame preventivo, também chamado de Papanicolaou, todos os anos. É através desse exame que inflamações e alterações iniciais podem ser descobertas e tratadas logo, antes de evoluírem para uma doença agressiva e que pode levar a morte.
E mais: a Fundação Antonio Dino, mantenedora do Hospital do Câncer Aldenora Bello, é referência no combate ao câncer no Maranhão. Uma Instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que busca constantemente melhorias na qualidade do tratamento oncológico.
Serviço: Lançamento Campanha Março Lilás
Data: 03.03
Hora: 10h
Local: Recepção Hospital do Câncer Aldenora Bello.
Informação: Assessoria de Imprensa
Em cartaz de 4 de março a 1º de junho, mostra apresenta obras que transformam práticas têxteis, como bordado e crochê, em denúncia da invisibilização histórica das mulheres na arte
O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB BH) recebe a exposição “Marlene Barros: tecitura do feminino”, uma iniciativa que transforma o gesto de costurar em ato político e poético. Com abertura no Mês da Mulher, a mostra reúne 13 obras em escultura, crochê e bordado da artista maranhense Marlene Barros, que propõe uma reflexão contundente sobre o corpo feminino, a desvalorização histórica das mulheres e a invisibilização de seus fazeres no campo da arte. A exposição vai ocupar as galerias do térreo do CCBB BH, de 4 de março a 1º de junho, de quarta a segunda, das 10h às 22h. Os ingressos gratuitos estão disponíveis em ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH. Ações formativas também integram a programação no período expositivo.
A exposição transforma o gesto íntimo do costurar em narrativa pública de resistência, pertencimento e reinvenção. Com curadoria de Betânia Pinheiro, a mostra almeja algo maior do que apresentar os trabalhos da artista Marlene Barros. Ergue-se como um gesto de resistência diante do apagamento da arte feminina ao longo da história. “Durante séculos, mãos femininas bordaram silêncios, costuraram ausências e coseram memórias em linhas quase invisíveis. Restrito ao espaço doméstico e marcado pela desvalorização histórica, o trabalho das mulheres foi frequentemente relegado à condição de artesanato, visto como menor e privado. Por isso, neste projeto, agulha e linha tornam-se instrumentos de denúncia e elaboração simbólica: cada ponto carrega um grito contido, uma história que resiste ao esquecimento”, explica Marlene Barros. Com mais de quatro décadas de atuação, a artista, nascida em Bacurituba, no Maranhão, consolidou-se como referência no cenário artístico maranhense, articulando produção, formação e redes culturais por meio do Ateliê Marlene Barros e do Ponto de Cultura Coletivo ZBM.
Inspirado em uma pesquisa iniciada durante o mestrado da artista em Arte Contemporânea na Universidade de Aveiro, em Portugal, Marlene Barros relembra que o projeto partiu de uma ação simbólica. “A proposta era costurar uma casa em ruínas, situada dentro do campus Santiago, que chamava minha atenção sempre que eu passava por lá”. Assim, com a missão de “remendar fissuras do tempo” utilizando a costura, o bordado e o crochê, a casa tornou-se, para Marlene, metáfora do corpo. “A minha intenção não consistia apenas em abordar questões relacionadas à casa, mas utilizar essa prerrogativa para ir além e tocar em aspectos ligados, principalmente, ao universo feminino”, afirma. Para ela, a tecelagem ultrapassa o ofício manual. “Do entrelaçar das linhas como metáfora para vínculos familiares, passando pelo fazer feminino em si, até o fluxo da vida”.
Corpo, padrão e coisificação
Ao reunir trabalhos desenvolvidos ao longo do tempo, a exposição aborda o corpo feminino e sua histórica coisificação – frequentemente reduzido à obrigação de ser belo e classificado conforme padrões normativos colonizados. As obras questionam como a mulher foi empurrada para o lugar do “belo” e como esse corpo passa a ter maior ou menor valor à medida que deixa de corresponder às expectativas impostas.
Marlene Barros também problematiza as condições sociais da mulher, destacando a submissão ao espaço doméstico e as limitações enfrentadas em sua ascensão profissional. A artista provoca: até que ponto o fato de possuir útero e vagina foi usado como justificativa para sua exclusão, especialmente no campo das artes? “Eu fui escolhida para falar sobre o feminino. Nunca nem pensei em falar sobre outra coisa”, declara.
Entre as 13 obras apresentadas, cinco exemplificam a força conceitual da mostra:
Eu tenho a tua cara – Instalação composta por 49 rostos de mulheres com olhos e bocas trocados e costurados, propondo uma desconstrução da identidade e questionando a responsabilidade e a dependência na construção das individualidades, a partir da noção de alteridade.
Caixa Preta – Trabalho que evoca o conceito de dispositivo que registra informações secretas. Caixas com fotografias, intervenções têxteis, colagens e escritas compõem uma espécie de autorretrato expandido, no qual a artista insere referências afetivas e vivências pessoais.
Coso porque está roto – Casaco cujo avesso revela o interior do corpo humano, com órgãos bordados que representam sentimentos. A obra dialoga com o dito popular que associa o ato de remendar à proteção contra o mal-agouro, acionando a costura como gesto de reparo simbólico.
Entre nós – Imersão em objetos de crochê que convida à reflexão sobre atividades historicamente atribuídas às mulheres e naturalizadas em contextos de submissão doméstica.
Quem pariu, que embale – Trabalho que problematiza a atribuição quase exclusiva do cuidado dos filhos às mulheres, denunciando sua transformação em dever moral.
A montagem da exposição, coordenada por Fábio Nunes, com produção executiva de Júlia Martins, não segue ordem cronológica. O percurso é livre, permitindo que o público construa sua própria experiência entre matéria, gesto e memória. Para Marlene Barros, o impacto da exposição ultrapassa o espaço expositivo. “Ao recuperar técnicas têxteis como formas de expressão estética, crítica e política, a exposição contribui para a ampliação das linguagens artísticas legitimadas no espaço institucional”, afirma.
Em um contexto contemporâneo marcado por recorrentes casos de violência de gênero e feminicídio, a artista defende o papel da arte como instrumento de transformação social. “A arte tem um papel fundamental porque cria espaços de escuta, questionamento e deslocamento de perspectivas. Ao mobilizar emoções, ela rompe a indiferença”, diz. Para ela, a arte é território de elaboração e enfrentamento. “Um espaço onde feridas sociais podem ser expostas, discutidas e simbolicamente reparadas”, diz.
Ações formativas
A temporada da exposição no CCBB BH também contempla ações formativas abertas ao público. Durante todo o período expositivo, o público é convidado a interagir com a exposição, num espaço/ateliê, para que ele também faça sua obra, seja bordando, costurando ou crochetando, de forma espontânea.
No dia 7 de março, sábado, das 15h às 17h, acontece uma visita mediada com a artista Marlene Barros e a curadora Betânia Pinheiro. No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, às 16h, a curadora Betânia Pinheiro coordena a palestra “Tecitura do Feminino: Processos”.
A programação oferece, ainda, a oficina “Arpilleras de si”, ministrada pela artista-pesquisadora, psicóloga e psicanalista, Maria Vasconcelos, que desenvolve no doutorado em Psicologia (PPGPsi PUC Minas), uma pesquisa sobre o bordado livre e a costura como formas de expressão e elaboração do trauma em mulheres com histórico de violências. O encontro propõe um espaço de criação e escuta, onde o tecido torna-se suporte para narrativas pessoais: histórias que emergem do simples e complexo fato de ser mulher. Através da técnica da arpilharia e do bordado livre, as participantes são convidadas a materializar memórias e vivências em retalhos. O resultado deste processo coletivo será uma obra-instalação, que passará a integrar a exposição “Marlene Barros - Tecitura do Feminino”. A oficina acontecerá em três momentos: 11 a 14 de março e 15 a 17 de abril, com Maria Vasconcelos, e de 11 a 15 de maio, com Marlene Barros. As atividades serão sempre das 14h às 17h.
As ações formativas oferecerem certificado de 12h e são destinadas a pessoas de todos os gêneros e faixas etárias. As vagas são limitadas e as inscrições são feitas no link.
Marlene Barros é artista brasileira, nascida no estado do Maranhão, no município de Bacurituba. Coordenadora do Ateliê Marlene Barros e do Ponto de Cultura Coletivo ZBM. É uma artista cuja trajetória é marcada pela inquietação e a vontade de experimentar. Mantendo-se fiel apenas ao tema, que está sempre atrelado ao universo feminino, onde ela aborda temas ligados ao universo da mulher como a maternidade, sexualidade, erotismo, paixão, violência etc. A artista busca algumas vezes revelar como as nossas ideias de ser mulher e mesmo a feminilidade são construídas socialmente. Em outras, persegue a ideia da feminilidade como uma máscara, ou mesmo um conjunto de poses adotadas por mulheres a fim de se conformarem às expectativas da sociedade sobre o ser mulher, deixando transparecer toda uma sensibilidade feminina. Com mais de quatro décadas de atuação, Marlene consolidou-se como referência no cenário artístico maranhense, contribuindo não apenas com sua produção, mas também com a formação de novas gerações de artistas e agentes culturais. À frente do Ateliê Marlene Barros e do Ponto de Cultura Coletivo ZBM, atua na promoção do intercâmbio de experiências, na valorização da produção local e na articulação de redes e coletivos culturais que ampliam o alcance da arte maranhense em diferentes territórios. Artista múltipla, desenvolve obras em crochê, escultura, pintura, performance e intervenção artística, revelando inquietação e vontade constante de experimentar. Ao questionar estereótipos e expor contradições, fortalece o papel da arte como instrumento de transformação social e resistência cultural. É Bacharel em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA); especialista em Artes Visuais: Cultura e Criação pelo SENAC; Mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Aveiro em Portugal e Produtora Cultural no Departamento de Atividades Culturais (DAC) na Universidade Federal do Maranhão em São Luís, Maranhão.
Betânia Pinheiro é graduada em Licenciatura/Ed. Artística/Artes Plásticas - UFMA, Especialista em Artes Visuais/SENAC e mestranda em Artes da Cena: Laboratório em Artes e Mediação Cultural/ESCH/ITAU CULTURAL. Integrou a equipe de coordenação da exposição “+500 Mostra do Redescobrimento do Brasil” (Fundação Bienal SP) e esteve como mediadora na exposição “O Brasil de Portinari” (Petrobrás). Atua como Supervisora de Cultura do Sesc Maranhão, supervisionando projetos de cultura nas linguagens Artes Visuais, Audiovisual, Artes Cênicas, Literatura, Memória e Patrimônio e Arte-educação. Desenvolve serviços de curadoria artística e acompanhamento técnico na gestão de projetos internos da instituição e projetos parceiros. De 2007 a 2024 – produziu a Feira do Livro de São Luís, como Curadora e Coordenadora de Espaços de Leitura.
Circuito Liberdade
O CCBB BH é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e cultura em transversalidade com o turismo. Trabalhando em rede, as atividades dos equipamentos parceiros ao Circuito buscam desenvolvimento humano, cultural, turístico, social e econômico, com foco na economia criativa como mecanismo de geração de emprego e renda, além da democratização e ampliação do acesso da população às atividades propostas.
SERVIÇO
Exposição “Marlene Barros: tecitura do feminino”
Data: 4 de março a 1º de junho de 2026
Local: Galerias do Térreo – Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte
Endereço: Praça da Liberdade, 450 – Funcionários – BH/MG
Funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 22h.
Ingressos gratuitos: disponíveis em ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH
Atividades formativas – abertas ao público geral
Visita guiada: dia 7de março, sábado. Horário: das 15h às 17h
Palestra “Tecitura do Feminino: Processos”: dia 8 de março, domingo. Horário: às 16h
Oficina “Arpilleras de si”: de 11 a 14 de março - quarta a sábado; 15 a 17 de abril - quarta a sexta; e 11 a 15 de maio - segunda a sexta.
Horário: das 14h às 17h.
Vagas limitadas. Inscrições no link.
Destinada a pessoas de todos os gêneros e faixas etárias. As atividades terão certificado de 12h.
Informação: Assessoria de Comunicação
A coordenação do projeto Turismo de Base Comunitária (TBC) no âmbito do Núcleo de Pesquisa e Documentação em Turismo (NPDTUR) do Curso de Turismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em parceria com a Associação de Moradores e Pescadores do Povoado Bar da Hora (AMPPBH) e a Casa Ingapura, inauguram a sinalização turística da Trilha Farol Preguiças, no sentido Bar da Hora-Mandacaru, nesta quarta-feira, 4 de março, às 15h30.
O ponto de encontro para a inauguração e início da nova trilha será em frente a Unidade Escolar Zizina Oliveira, no povoado Bar da Hora, em Barreirinhas (MA). Coordenado pela professora Mônica de Nazaré Araújo, o projeto Turismo de Base Comunitária da UFMA é um marco histórico, inédito e de alta relevância para a expansão e o fortalecimento da economia criativa e o desenvolvimento sustentável da região. A programação visual e a execução de toda a sinalização turística da Trilha Farol Preguiças foram feitas em madeira sustentável e é assinada pelo designer visual, Hermano Torres.
Segundo a professora Mônica Araújo, a iniciativa nasceu de uma demanda do povoado, durante uma oficina de Roteiros Turísticos Comunitários realizada pela UFMA, em junho de 2024 na localidade. “A sinalização turística de trilhas é uma maneira mais segura e pedagógica de orientar os visitantes e comunitários para um percurso com tranquilidade, conectando-se com a natureza e proporcionando uma vida saudável”, concluiu a coordenadora.
A presidente da AMPPBH, Neuza Oliveira, pescadora e empreendedora local, afirmou que “as atividades de Turismo de Base Comunitária que a UFMA vem realizando aqui no nosso povoado são fundamentais para nós, que trabalhamos de modo colaborativo e cuidando sempre de nosso território. Esta sinalização turística chega em um momento bem importante para valorizar a trilha que nos leva ao Mandacaru”, finalizou a presidente.
Com a nova sinalização das trilhas entre os povoados Bar da Hora e Mandacaru, o percurso para um dos maiores atrativos dos Lençóis Maranhenses, o Farol Preguiças, se torna mais seguro, intuitivo e organizado. “As placas orientam, acolhem e reforçam que este é um caminho pensado coletivamente para que o visitante caminhe com autonomia, respeito e presença. E o melhor: no contra fluxo do turismo de massa”, observou Maíra Matsui, gestora da Casa Ingapura.
Informação: PW
O Comitê de Cultura do Maranhão realizou mais uma atividade dentro dos seus 22 territórios de atuação, desta vez em São José de Ribamar, em parceria com a Casa Gamela. O encontro cultural foi marcado por uma orientação técnica conduzida pela coordenação do Comitê, com a participação de Nadir Cruz, Luzenice Macedo e Yndara Vasques. A equipe foi recebida pelos curadores da Casa Gamela, o artista visual Alê Teixeira e Valberlúcio Pereira, além de um grupo de jovens artistas ribamarenses.
Durante a atividade, os fazedores de cultura apresentaram demandas prioritárias para o fortalecimento do setor no município, entre elas a realização de Oficina de Elaboração de Projetos Culturais, Oficina sobre Ciclo Orçamentário e Políticas Públicas para a Cultura e formação em Geração de Conteúdos Audiovisuais.
Nadir Cruz, coordenadora geral do Comitê de Cultura do Maranhão, reforçou o papel formativo da iniciativa: “O objetivo é que os nossos fazedores de cultura tenham maiores conhecimentos sobre as atualidades das políticas públicas voltadas a nós.” A vice-presidente do Instituto Maranhão Sustentável, OSC Executante do programa do Comitê de Cultura, Luzenice Macedo destacou a importância da articulação em rede: “Todo o estado brasileiro tem um comitê de cultura, redes de organizações de base comunitária, para que elas pudessem se articular com outros fazedores de cultura, entendendo que a gente está mais próximo da gente do que o estado, o governo municipal, o governo federal.”
A artista visual e coordenadora da Casa Gamela, Alessandra (Alê) Teixeira, também destacou o momento como estratégico: “Precisamos transformar nossos talentos em oportunidades reais. A formação e a orientação técnica são caminhos para que nossos artistas ocupem mais espaços.” Entre as falas da comunidade cultural, Lanna Coelho evidenciou a necessidade de acesso à informação: “Como achamos os editais? Como escrevemos e como prestamos contas desses processos. Importante termos essas informações.”
O produtor cultural, Valberlúcio Pereira ressaltou a relevância da parceria: “A Casa Gamela nasce com o compromisso de valorizar nossa memória e nossos artistas. Receber o Comitê fortalece essa missão e amplia as possibilidades para os fazedores de cultura de São José de Ribamar.”
Memória e registro dos mestres
A reunião também destacou a urgência do registro das memórias dos artistas de São José de Ribamar, muitas vezes invisibilizadas pelo tempo. Como encaminhamento, foi proposta a gravação de episódios da Websérie Mestres da Cultura Maranhense com artistas locais, entre eles o artista visual Domingos Pouso, 81 anos, que realizou sua primeira exposição na galeria; Irlando Castro, 75 anos, referência no entalhe em madeira; e o escritor Roger Dageerre, autor de 26 livros. Seu mais recente lançamento, Meu Vizinho, Minha Vida, alcançou expressivo sucesso, tornando-se o segundo local com mais vendas em um único evento de lançamento. Com sua diversidade de ofertas culturais e artísticas, a Casa Gamela consolida-se como um ponto de encontro vibrante para a comunidade, espaço de valorização das tradições, da memória e da criatividade ribamarense.
Casa Gamela: memória, arte e identidade
Localizada na Praça Matriz de São José de Ribamar, a Casa Gamela é um espaço cultural que oferece uma rica experiência artística. O local abriga uma galeria com dois ambientes expositivos, um espaço de memória com elementos que remetem às tradições familiares, ambiente de convivência acolhedor, loja de artesanato, setor dedicado à literatura ribamarense e área voltada à cultura popular. O Centro Cultural já sediou sete exposições, reunindo artistas renomados como Fransoufer, Vidotti e João de Deus, além de revelar novos talentos da região.
Informação: Assessoria de Comunicação





















.jpeg)
.jpeg)