sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Workshop marcou a apresentação dos produtos desenvolvidos pelos alunos durante a formação

IMPERATRIZ- Um pão que mantém o formato, uma massa que chega ao ponto certo, um bolo com acabamento de vitrine. Antes de qualquer produto chegar à mesa ou à prateleira, existe uma combinação de técnica, conhecimento e prática que faz diferença no resultado. Foi justamente esse aprendizado que os alunos do curso de Padeiro e Confeiteiro do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em Imperatriz, apresentaram durante o workshop de encerramento da formação.

Com os produtos prontos, os alunos assumiram também o papel de explicar o que aprenderam: apresentaram receitas, falaram sobre ingredientes, técnicas, etapas de preparo e finalização e mostraram, na prática, conhecimentos desenvolvidos ao longo do curso. A atividade aproximou a experiência vivida em sala e nas aulas práticas da realidade encontrada no mercado de trabalho.

Para a instrutora Cilene Sousa, a apresentação foi também uma oportunidade de observar a evolução da turma ao longo da formação. “Muitos chegaram aqui sabendo fazer apenas um bolo de massa pronta e hoje estão apresentando receitas muito mais elaboradas, dominando técnicas e cuidando de cada detalhe da produção. Ver essa evolução é muito gratificante”, destacou.

A programação contou ainda com a participação de representantes do Sindicato de Panificação e Confeitaria de Imperatriz (Sinpancimp), que conversaram com os alunos sobre o mercado de trabalho e as possibilidades para quem busca atuar profissionalmente no segmento. A presença de alunos da Aprendizagem do Mateus Supermercados, parceiro do SENAI, também aproximou a atividade de uma realidade que faz parte da trajetória de muitos profissionais: a atuação em empresas do setor de alimentos e varejo.

Para o gerente do SENAI Imperatriz, Deglison Xavier, essa aproximação é importante para que a qualificação profissional esteja conectada às demandas encontradas pelos trabalhadores no dia a dia. “A formação profissional precisa estar próxima do mercado. Aqui, o aluno aprende na prática e sai mais preparado para aproveitar as oportunidades que encontrar pela frente” afirmou.

A panificação e a confeitaria oferecem diferentes possibilidades de atuação profissional. Quem se qualifica pode trabalhar na produção de pães, bolos, doces e outros alimentos em padarias, confeitarias, supermercados, hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos do setor, além de desenvolver uma produção própria. Nesse cenário, dominar técnicas de preparo, organização da produção, qualidade e finalização é parte importante da preparação para o trabalho.

Para quem participou da formação, o curso representa também a possibilidade de transformar aquilo que antes era apenas interesse em uma habilidade profissional. É o caso da aluna Greyce Kelly, que conta como a experiência contribuiu para sua trajetória. “Entrei no curso querendo aprender e hoje saio com muito mais segurança para produzir. Aprendi técnicas que já posso levar para o trabalho e para novos projetos.”

Informação: Fiema 

Equatorial Maranhão orienta manter o consumo consciente, evitando desperdício de energia nos meses mais quentes do ano

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou a bandeira verde para o mês de outubro, o que significa que não haverá cobrança adicional na conta de energia elétrica. O cenário reflete condições mais favoráveis para a geração de energia no país. Mesmo sem o acréscimo na fatura, a Equatorial Maranhão reforça que o consumo continua tendo impacto no valor da conta e chama a atenção para o uso consciente da energia, especialmente durante o período mais quente do ano.

O aumento das temperaturas já produz efeitos que ultrapassam o desconforto térmico e os riscos à saúde. Nos períodos de calor intenso, cresce também a demanda por energia elétrica, impulsionada pelo uso mais frequente de ventiladores, aparelhos de ar-condicionado, climatizadores e umidificadores de ar. Geladeiras e freezers também precisam trabalhar mais para conservar os alimentos na temperatura adequada.

A combinação entre aquecimento global e fenômenos climáticos, como o El Niño, ajuda a explicar a ocorrência de temperaturas cada vez mais elevadas.

Maranhão enfrenta onda de calor e baixa umidade

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para outubro indica predomínio de temperaturas acima da média em grande parte do país, incluindo áreas do Nordeste. No Maranhão, municípios enfrentam uma combinação de calor intenso, clima seco e baixos índices de umidade relativa do ar.

Em algumas localidades, as temperaturas podem se aproximar ou ultrapassar os 40°C. Cidades como Imperatriz, Balsas e Carolina estão entre as mais afetadas pelo tempo quente e seco, com registros de umidade em patamares que exigem atenção. Além da hidratação constante, os cuidados precisam ser redobrados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

Mais calor, maior demanda por energia

Dentro das residências, o aumento da temperatura modifica os hábitos de consumo e o impacto aparece também no orçamento familiar. Mesmo quando o aparelho possui elevada eficiência energética, o tempo de funcionamento influencia diretamente o consumo. Um ar-condicionado usado por várias horas todos os dias, por exemplo, pode representar parcela relevante da conta mensal.

Segundo Rosângela Martins, Analista do Programa de Eficiência Energética da Equatorial Maranhão, nunca foi tão necessário incorporar novos hábitos. “O consumo consciente não significa abrir mão do conforto ou deixar de utilizar equipamentos essenciais, mas eliminar desperdícios e escolher soluções que ofereçam o mesmo resultado com menor gasto energético” explica Rosângela.

É esse comportamento que a Equatorial Maranhão incentiva por meio de campanhas e conteúdos educativos. A orientação ao consumidor ganha importância diante de um cenário no qual os eventos de calor podem se tornar mais frequentes ou intensos, aumentando a pressão sobre as instalações residenciais e o orçamento das famílias.


Dicas práticas para economizar energia nos dias mais quentes

A Equatorial Maranhão recomenda a adoção de algumas medidas práticas, a serem incorporadas aos novos hábitos de consumo mais sustentáveis:

• Utilize equipamentos mais eficientes, de preferência que tenham o selo Procel do tipo A de consumo e, ainda assim, usar de forma racional, evitando desperdícios;

• Mantenha portas e janelas fechadas enquanto o ar-condicionado estiver funcionando, evitando a entrada de ar quente;

• Ajuste o ar-condicionado para 23°C ou 24°C e mantenha os filtros sempre limpos. Isso permite um melhor desempenho e menor gasto de energia;

• Escolha um aparelho com capacidade adequada ao tamanho do cômodo. Equipamentos subdimensionados precisam trabalhar por mais tempo para resfriar o ambiente;

• Desligue o ar-condicionado ao sair do local e utilize a função de temporização para evitar que permaneça ligado durante toda a madrugada sem necessidade;

• Posicione geladeiras e freezers longe do fogão, de paredes aquecidas e da incidência direta do sol;

• Verifique periodicamente as borrachas de vedação da geladeira. Quando estão ressecadas ou danificadas, permitem a entrada de ar quente e fazem o motor trabalhar mais;

• Evite abrir a geladeira repetidas vezes e não deixe a porta aberta enquanto escolhe os alimentos. Utilizar garrafas térmicas pode ajudar a conservar a água gelada e reduzir a abertura do equipamento;

• Nunca coloque roupas ou objetos na parte traseira da geladeira e respeite o espaço de ventilação recomendado pelo fabricante;

• Aproveite ao máximo a iluminação natural e apague as luzes dos ambientes vazios;

• Substitua lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por modelos de LED, que consomem menos energia;

• Retire da tomada os aparelhos que não estiverem sendo utilizados. O modo de espera, conhecido como stand-by, mantém um consumo contínuo de eletricidade.

• Acumule roupas sujas para utilizar a máquina de lavar de uma só vez. Esta dica também serve para o uso do ferro elétrico: separe a maior quantidade de roupas para passar de uma vez;

• Quando possível, utilize ventilação natural e ventiladores nos horários em que a temperatura estiver mais amena.


Pequenas mudanças, quando incorporadas à rotina, podem reduzir desperdícios sem comprometer o conforto e a qualidade de vida. Mais do que uma estratégia para controlar o valor da conta, usar a energia de maneira racional tornou-se uma atitude de responsabilidade ambiental. Em um mundo mais quente, cada equipamento eficiente e cada hábito corrigido contribuem para reduzir a pressão sobre os recursos naturais e construir uma relação mais sustentável com a eletricidade.


Informação: Assessoria de imprensa da Equatorial Maranhão

No encontro a EMAP apresentou desafios e possibilidades de negócios

SÃO LUÍS – Processar grãos no Maranhão, ampliar a oferta de fertilizantes, desenvolver biocombustíveis e fornecer equipamentos e serviços para a atividade portuária. Essas foram algumas das janelas de oportunidade apresentadas na sexta edição do “Conhecendo a Indústria”, realizada na quarta-feira (30), na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA). Promovido pelo Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIEMA), o encontro teve como foco o Porto do Itaqui e a economia do mar. A programação marcou o primeiro evento oficial da segunda etapa do Inova Indústria, parceria entre FIEMA e Sebrae.

A gerente de Planejamento e Negócios da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), Luciana Kuzolitz, conduziu a palestra “Pensando o Porto do Itaqui Estrategicamente: desafios e janelas de oportunidade”. Ela apresentou possibilidades de negócios que abrangem a produção industrial, o transporte, a armazenagem e os serviços. “O porto é um ecossistema logístico industrial”, afirmou. Na agroindústria, as oportunidades incluem esmagamento de grãos, produção de óleos e farelos, alimentação animal e processamento de alimentos. A proposta é agregar valor à produção antes de destiná-la aos mercados, com conexões entre agricultura, indústria e logística.

DIVERSIFICAÇÃO DE CARGA - Luciana citou a produção de etanol de milho como exemplo de mudança nas cadeias produtivas e nas cargas do porto. O uso do cereal pela indústria no Maranhão reduz o volume disponível para exportação, mas gera produtos como o DDGS, coproduto da fabricação de etanol destinado à alimentação animal. Segundo ela, o Itaqui prevê para novembro um embarque de teste de 30 mil toneladas desse produto.

A apresentação também apontou espaço para mistura e formulação de fertilizantes, armazenagem e distribuição. Na cadeia de proteína animal, as possibilidades abrangem ainda processamento, frigorificação, transporte sob refrigeração e exportação em contêineres. Esses negócios podem conectar a oferta de insumos e ração à produção de alimentos.

Na mineração e na indústria de base, Luciana apresentou oportunidades em processamento mineral, metalurgia, ferro de baixo carbono, moagem de cimento e argila calcinada. Na área de energia, destacou armazenagem e distribuição de combustíveis, biocombustíveis e abastecimento de embarcações, além de possibilidades relacionadas a gás natural liquefeito, hidrogênio, amônia e metanol.

A diversificação de cargas também abre espaço para produtos florestais, papel e derivados, biomassa e bioprodutos. A apresentação relacionou essas possibilidades ao desenvolvimento de linhas de contêineres, cabotagem e serviços de logística industrial. Um terminal de contêineres integra o portfólio de projetos em estudo apresentado pela EMAP, administradora do Porto do Itaqui.

ECOSSISTEMA LOGÍSTICO INDUSTRIAL - As janelas de oportunidade alcançam ainda as empresas que constroem, mantêm e abastecem a estrutura portuária. Entre as demandas estão projetos de engenharia, obras, equipamentos e componentes metalmecânicos, manutenção, transporte, sistemas de informação, automação, soluções ambientais e capacitação profissional.

Nesse campo, a EMAP apresentou investimentos atuais e previstos em ampliação e recuperação de berços, edificações, infraestrutura elétrica, energia solar e modernização de tecnologia. O conjunto inclui expansão do centro de dados, automação, controle de acesso e proteção de informações, áreas que demandam fornecedores de produtos e serviços.

Luciana também destacou a relação entre a expansão ferroviária e o alcance econômico do porto. Investimentos em capacidade de transporte, vagões, armazéns e polos de concentração de cargas ao longo das ferrovias podem ampliar o acesso à produção e melhorar as condições de escoamento. A análise considerou desafios como custos dos fretes, mudanças nas regras do comércio e efeitos do clima sobre as cadeias produtivas.

Para Celso Gonçalo, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-MA e vice-presidente executivo da FIEMA, a aproximação entre o setor produtivo e a EMAP pode gerar parcerias e novas oportunidades. Ele relacionou essa articulação à expansão dos negócios industriais e à exportação de produtos com maior valor agregado. César Miranda, superintendente da FIEMA, destacou o papel do Inova Indústria na conexão entre entidades, poder público e empresários. Segundo ele, o encontro busca aproximar as empresas das possibilidades de negócios para que elas tenham conhecimento dessas oportunidades.

Durante a programação, a presidente da EMAP, Oquerlina Costa, recebeu uma homenagem pela contribuição ao desenvolvimento regional e pela parceria com CIEMA e FIEMA. Celso Gonçalo entregou a placa, como representante do presidente do CIEMA, Cláudio Azevedo.

Informação: Fiema 

Vivência com dança e percussão valoriza tradição maranhense

SÃO LUÍS - Tradição que atravessa gerações também se aprende brincando, dançando e tocando! No Maranhão, o Bumba Meu Boi é parte viva da nossa cultura, e é nesse universo de ritmos, personagens e histórias que crianças e adolescentes estão mergulhando durante o Circuito Cultural SESI.

O primeiro dia foi marcado por muita música, percussão e dança no SESI Casarão, no Centro Histórico de São Luís. As crianças conheceram de perto os ritmos que dão vida ao Bumba Meu Boi da Floresta, sotaque da Baixada, e começaram a experimentar, na prática, os sons e movimentos dessa manifestação cultural.

Para Mirian Sofia Pereira, aluna da Escola Comunitária Casulo, do bairro João de Deus, a oficina de percussão transformou a curiosidade em experiência prática. “Eu gostei muito de aprender os instrumentos e descobrir como cada som funciona. Foi diferente de só assistir ao boi, porque a gente conseguiu participar e tocar.”

A Escola participa das atividades destinadas aos alunos com apoio da Retífica Atual, empresa do segmento de reparação automotiva.

Alice Santos, também participou da programação, mas foi a dança que chamou sua atenção. Para ela, aprender os movimentos ligados ao Bumba Meu Boi tornou a atividade uma oportunidade de conhecer uma manifestação que faz parte da identidade maranhense. “Foi muito legal aprender os passos e dançar junto com outras crianças. A gente aprende uma coisa nova e, ao mesmo tempo, conhece uma parte importante da nossa cultura. Foi uma experiência que eu gostaria de repetir.”

A oficina de percussão foi conduzida por Neto Silva, que atua no Boi da Floresta e desenvolve atividades de recepção, formação e transmissão dos conhecimentos ligados ao grupo. A relação dele com a manifestação começou ainda na infância, quando morava na mesma rua da sede do boi. Em 2009, ele participou do projeto Floresta Criativa, iniciativa que oferecia à comunidade contato com diferentes ofícios relacionados ao grupo. A partir dali, aprendeu percussão, dança e outros elementos da manifestação. Depois, passou a compartilhar o conhecimento adquirido em novas oficinas. “É muito importante ver crianças que nunca tiveram contato com um instrumento descobrindo esses sons. Quando ensinamos uma batida, um movimento ou uma história, estamos ajudando a manter uma tradição que atravessa gerações. O Boi da Floresta não existe somente no período junino; ele faz parte de uma vivência permanente”, afirma Neto.

A transmissão desse conhecimento também faz parte da trajetória de Larissa Maciel, índia do Boi da Floresta. Ela conta que ingressou na manifestação ainda adolescente e cresceu acompanhando familiares que participam do grupo.

Segundo Larissa, atualmente os dois filhos também integram o boi. Para ela, apresentar essa tradição a novos públicos significa ampliar as possibilidades de continuidade da manifestação. “Minha família inteira participa, desde meus avós até meus filhos. Então, quando ensino alguma coisa para uma criança, sinto como se estivesse transmitindo esse conhecimento para alguém da minha própria família. É muito importante mostrar a elas que a cultura também pode ser vivenciada, tocada e dançada”, diz.

A coordenadora de Saúde e Segurança da Indústria do SESI-MA, Adriana Sabatini, afirma que iniciativas culturais voltadas ao público infantojuvenil contribuem para ampliar o repertório dos estudantes e aproximá-los de manifestações presentes na história do estado. “O Circuito Cultural proporciona uma experiência que vai além da apresentação artística. Ao colocar crianças em contato direto com mestres, artistas, instrumentos e manifestações tradicionais, criamos possibilidades de aprendizado por meio da vivência. É uma forma de aproximar esse público das raízes maranhenses e estimular o interesse pela preservação do nosso patrimônio cultural”, afirma.

MEMÓRIA E CONTINUIDADE- O circuito segue pelo Centro Histórico na sexta-feira (2), quando os participantes visitarão o Museu da Igreja do Carmo. Na sequência, haverá apresentação do Bumba Meu Boi da Floresta na Praça João Lisboa.

A programação integra uma iniciativa realizada pelo Serviço Social da Indústria do Maranhão (SESI-MA), com apoio do Departamento Nacional do SESI, por meio do Programa Nacional de Cultura. Iniciado em julho, o Circuito Cultural SESI-MA já passou por São José de Ribamar, Açailândia, Rosário e Caxias. A programação contempla crianças e adolescentes em atividades que combinam oficinas, apresentações artísticas e visitas guiadas.

Ao longo do percurso, foram abordadas manifestações como Tambor de Crioula, Capoeira, Quadrilha Junina e Bumba Meu Boi. O roteiro também incluiu linguagens e saberes relacionados ao cordel, à culinária, ao teatro visita aos museus.

A proposta é criar uma experiência capaz de aproximar novas gerações de conhecimentos que, durante décadas, foram transmitidos principalmente dentro das próprias comunidades.

No caso do Boi da Floresta, essa continuidade passa pelo contato direto com os instrumentos, pelos movimentos da dança e pelas histórias relacionadas ao sotaque da Baixada. Para as crianças, a tradição deixa de ser apenas algo observado durante o período junino e passa a ser uma experiência vivida.

Informação: Fiema 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Feira aproxima quem desenvolve produtos turísticos de quem recomenda, distribui e comercializa viagens, com compradores internacionais, novos produtos, rodadas de negócios e capacitação

Sala cheia e negócios em movimento: rodadas da ABAV Expo 2026 conectam compradores, agentes, destinos e expositores e transformam encontros em novas oportunidades comerciais. Foto: Divulgação/ABAV Nacional


Novos produtos chegando às prateleiras das agências, fornecedores em busca de ampliar sua distribuição, compradores internacionais conectados à oferta brasileira e agentes de viagens conhecendo oportunidades para diversificar seus portfólios. O segundo dia da 53ª ABAV Expo, nesta quinta-feira (1º), no Expo Center Norte, reforçou o papel da maior feira de turismo da América Latina como ambiente de geração de negócios e conexão entre os diferentes elos da cadeia turística.

Com mais de 2.000 marcas, a feira reúne, em um mesmo ambiente, agentes de viagens, operadores, destinos, compradores e fornecedores do Brasil e do exterior. Ao longo do dia, a agenda combinou rodadas de negócios, reuniões comerciais, lançamentos, capacitação e apresentação de novos produtos, criando caminhos para que a oferta apresentada na feira avance pelos canais de distribuição e chegue ao viajante.

Entre os mercados internacionais presentes estão China, Peru, Argentina, Uruguai, República Dominicana, África do Sul, Costa Rica, Itália e Canadá, ao lado de destinos brasileiros como São Paulo Estado e capital, Minas Gerais, Tocantins, Paraíba, Ceará, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Manaus, Paraná e Rio Grande do Sul. Mais do que promover seus atrativos, esses mercados encontram na ABAV Expo uma oportunidade para ampliar o relacionamento com a distribuição brasileira, apresentar produtos comercializáveis e desenvolver novas parcerias.

“A ABAV Expo é, acima de tudo, um ambiente de negócios. Quando reunimos agentes de viagens, operadores, destinos, fornecedores e compradores, criamos oportunidades para que novos produtos entrem no mercado, parcerias sejam construídas e essa oferta efetivamente chegue ao consumidor. O agente tem um papel central nesse processo porque é quem conhece o cliente, faz a curadoria e transforma toda essa diversidade em viagens que podem ser comercializadas. Nosso objetivo é que as conexões feitas aqui continuem gerando negócios muito depois da feira”, afirma Ana Carolina Medeiros, presidente da ABAV Nacional.

Negócios ganham escala com agentes e compradores convidados

A geração de negócios ganha escala nesta edição com a presença de mais de 500 agentes de viagens convidados, de todas as regiões do país, ampliando a participação de profissionais que atuam diretamente na recomendação, distribuição e comercialização de produtos turísticos.

A agenda comercial também ganhou robustez com o ABAV Buyers Club, que conecta o mercado brasileiro a 30 compradores internacionais e 20 DMCs nacionais. As reuniões e rodadas de negócios aproximam compradores, agentes, destinos e expositores, abrindo oportunidades tanto para ampliar a distribuição de produtos internacionais no Brasil quanto para levar a oferta turística brasileira a outros mercados.

Nesta quinta-feira, a programação incluiu encontros entre buyers internacionais e Experiências com o Sebrae, além de reuniões previamente agendadas diretamente com os expositores. O modelo amplia as possibilidades de relacionamento comercial e reforça a estratégia da ABAV de transformar as conexões realizadas durante a feira em oportunidades concretas de negócios.

Sebrae abre o dia com experiências turísticas de diferentes regiões do Brasil

A programação desta quinta-feira começou com uma imersão promovida pelo Sebrae, que apresentou a jornalistas, influenciadores e convidados diferentes experiências desenvolvidas a partir das vocações dos territórios brasileiros. A proposta foi mostrar como pequenos negócios, comunidades e produtores locais podem transformar cultura, gastronomia, natureza e modos de vida em produtos turísticos capazes de ampliar e diversificar a oferta disponível aos viajantes.

Entre as experiências apresentadas estiveram os Quintais Gastronômicos da Rota dos Ventos, no Ceará, que valorizam a culinária afetiva e pequenas cozinheiras locais capacitadas pelo Sebrae; a Amazônia Beradeira, com um roteiro pela região do Cuniã, em Rondônia, que combina natureza, história e experiências fluviais; e a Rota Viva Veadeiros, na Chapada dos Veadeiros, voltada ao turismo de bem-estar.

A viagem pelo Brasil passou ainda pela Rota dos Cafés Especiais da Serra da Canastra, em Minas Gerais, que aproxima visitantes dos cafezais, produtores locais e da região de Capitólio, e chegou aos Cânions do Sul, onde a Georrota conecta dois estados e sete municípios em um único roteiro turístico.

A iniciativa reforça a estratégia de levar à ABAV Expo produtos que nascem nos territórios e aproximá-los dos profissionais responsáveis por inseri-los nos canais de comercialização, ampliando as possibilidades de negócios para pequenos empreendedores e de novas experiências para os viajantes.

Mercados internacionais ampliam oferta para o agenciamento brasileiro

A presença internacional na ABAV Expo reflete o interesse de diferentes mercados em se aproximar da distribuição brasileira. Países e empresas aproveitam a feira para apresentar produtos, estabelecer parcerias, capacitar agentes e ampliar sua presença nas prateleiras das agências.

A China amplia sua presença na ABAV Expo 2026, aproximando sua oferta turística de agentes e operadores brasileiros, com diferentes representações, incluindo Beijing. A participação abre espaço para que os profissionais conheçam melhor os produtos do destino, ampliem seu repertório e desenvolvam novos roteiros para um mercado que ainda tem grande potencial de crescimento no Brasil. Para o viajante, essa aproximação contribui para ampliar o acesso a experiências, destinos e possibilidades de viagem pela China, com o suporte e a curadoria do agenciamento.

O Peru aproveita a ABAV Expo para ampliar a promoção de experiências que vão além de Machu Picchu e lançam a Peru Week 2026, campanha de promoção e comercialização do destino que chega à 13ª edição. Realizada de 5 a 23 de outubro, a iniciativa reúne 89 operadoras de turismo e oferece ao mercado brasileiro pacotes, itinerários e experiências com condições especiais de compra, inclusive para viagens realizadas ao longo de 2027. Entre os produtos apresentados estão experiências que combinam Lima e Paracas, além de Cusco, Puno, Arequipa e Ancash, ampliando as possibilidades de roteiros de cultura, gastronomia, natureza e aventura.

“Queremos mostrar aos brasileiros e, principalmente, aos agentes de viagens e operadores que o Peru é muito além de Machu Picchu. Escolhemos a ABAV Expo para lançar a Peru Week porque o agente de viagens tem um papel fundamental: as operadoras desenvolvem os produtos, mas são as agências o canal de venda para o viajante. Estar aqui, com agentes de todo o Brasil, é uma oportunidade de apresentar essa diversidade e ampliar a comercialização do destino”, afirma Milagros Ochoa, diretora do PROMPERÚ.

O Uruguai chega à ABAV Expo destacando a ampliação da conectividade aérea como oportunidade para facilitar o acesso dos brasileiros e estimular a descoberta de destinos além dos mais conhecidos. A estratégia apresentada na feira também aposta na integração entre turismo e gastronomia, levando ao estande experiências e sabores de diferentes regiões do país como forma de ampliar o conhecimento sobre a diversidade da oferta uruguaia. “A melhor conectividade aérea facilita o acesso ao Uruguai e abre a possibilidade de conhecer muito mais do país, indo além dos destinos tradicionalmente procurados pelos brasileiros. Na ABAV Expo, queremos mostrar justamente essa diversidade, conectando os sabores encontrados em todo o território às experiências turísticas. Nosso estande foi pensado como um espaço de experiências e de muito sabor, para que os agentes conheçam novas possibilidades e possam apresentá-las aos viajantes”, Serrana Diaz, responsável pelo marketing do Ministério do Turismo o Uruguai.

Já a Costa Rica apresenta uma oferta baseada no turismo regenerativo e sustentável, combinando natureza, bem-estar e aventura. Além dos roteiros tradicionais, o destino busca ampliar o conhecimento do mercado brasileiro sobre experiências que incluem águas termais, surfe, observação de aves e baleias, montanhas, praias e roteiros gastronômicos e de café, apostando também na capacitação do trade para ampliar sua presença no mercado brasileiro. “Queremos que o brasileiro descubra uma Costa Rica que vai além do roteiro tradicional. Temos natureza, aventura, bem-estar e experiências que aproximam o viajante do território. A ABAV Expo é importante para levar esse conhecimento aos agentes de viagens, para que conheçam melhor o destino e possam apresentar novas possibilidades aos seus clientes”, afirma Vanessa Calderón, executiva de Turismo da Costa Rica.

Quando se trata de África, a Rovos Rail apresenta na ABAV Expo uma forma diferente de explorar a diversidade do continente: viagens de luxo sobre trilhos, com 11 itinerários, de duas a 16 noites, que incluem excursões, gastronomia e bebidas ao longo da experiência. Entre as novidades está o Malawi, que passou a integrar as rotas da companhia neste ano. A empresa também realiza viagens para Angola desde 2019, ampliando as possibilidades de conhecer diferentes paisagens e destinos africanos. “A África é um continente enorme e muito diverso, onde encontramos desertos, florestas e praias. A Rovos Rail funciona como uma porta de entrada para conhecer essa diversidade. Começamos a viajar para Angola em 2019 e, neste ano, chegamos também ao Malawi, um novo destino para nós. Brasil e África têm muito em comum, e é essa diversidade que queremos mostrar aos viajantes”, afirma Regárdo Lewis, International Sales Manager da Rovos Rail.

A República Dominicana chega à ABAV Expo destacando uma nova fase de desenvolvimento de Puerto Plata, com o projeto Punta Bergantín e a chegada de grandes redes hoteleiras, além dos esforços para ampliar a conectividade aérea com a América do Sul. O Brasil ocupa posição estratégica nesse movimento: segundo o Ministério do Turismo dominicano, o país recebeu mais de 250 mil visitantes brasileiros até setembro, e a expectativa é encerrar 2026 com crescimento de cerca de 15% ou mais desse mercado. “Puerto Plata vive um novo momento de desenvolvimento, com importantes investimentos e grandes redes hoteleiras, criando novas oportunidades para o turismo internacional. O mercado brasileiro é muito importante para a República Dominicana e estamos trabalhando para ampliar essa presença, inclusive com o incentivo a novas conexões aéreas com a América do Sul. Queremos que cada vez mais brasileiros descubram a diversidade de experiências que o país oferece”, afirma Roberto Henríquez, vice-ministro de Turismo da República Dominicana.

O Canadá reforça sua atuação no Brasil com uma iniciativa que já reúne 14 parceiros e novos produtos voltados ao perfil do viajante brasileiro, entre eles roteiros de aurora boreal, viagens de trem, motorhome e experiências de slow travel, além de opções com guias em português ou espanhol e suporte receptivo 24 horas no destino. “Queremos que o agente se sinta seguro para vender o Canadá. É um destino que exige conhecimento técnico, e nosso papel é oferecer capacitação e produtos adequados ao mercado brasileiro”, afirma Sheila Nassar, CEO da VBRA.

 Oferta brasileira ganha espaço para chegar a novos mercados

A mesma lógica de conexão entre produto e distribuição movimenta a participação dos destinos brasileiros. São Paulo Estado e capital, Minas Gerais, Tocantins, Paraíba, Ceará, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Manaus, Paraná e Rio Grande do Sul estão entre os mercados acompanhados nesta edição, apresentando novos roteiros, experiências e estratégias de comercialização.

Anfitriões da ABAV Expo 2026, o Estado e a cidade de São Paulo utilizam a feira para ampliar a presença de seus produtos junto a agentes, operadores e compradores.

No Estado, a estratégia parte da diversidade da oferta. São Paulo reúne 78 Estâncias Turísticas, 206 Municípios de Interesse Turístico, 49 regiões turísticas e nove Distritos Turísticos, com experiências que abrangem natureza, aventura, gastronomia, cultura, turismo rural e negócios.

Já a cidade de São Paulo, que recebeu 47,2 milhões de turistas em 2025, dos quais 2,5 milhões internacionais, utiliza a feira para apresentar experiências relacionadas à gastronomia, grandes eventos, cultura e lazer. No primeiro semestre de 2026, foram 25,4 milhões de visitantes.

Entre as ações do segundo dia estiveram experiências pela capital, atividade exclusiva para associados no Espaço Agente ABAV e o painel “São Paulo, Cidade Gastronômica”, no ABAV Talks.

“São Paulo tem uma enorme diversidade de destinos, facilidade de acesso e uma capital que nos conecta com o Brasil e o mundo. Temos, portanto, um grande potencial para ampliar cada vez mais a visitação no Estado. Para isso, precisamos qualificar os receptivos, ampliar o conhecimento sobre a nossa oferta e conectar o público certo ao destino certo. A ABAV Expo é uma oportunidade importante para intensificar esse trabalho e aproximar ainda mais os produtos paulistas de quem os comercializa”, afirma Ana Biselli, secretária de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo.

“São Paulo reúne infraestrutura e uma diversidade de experiências que nos permitem receber diferentes perfis de viajantes: temos a maior rede hoteleira do país, uma gastronomia que vai de restaurantes estrelados a experiências nos bairros, além de mais de 120 museus e 100 parques. Com o Vai de Roteiro, por exemplo, disponibilizamos 37 roteiros para que o visitante descubra diferentes possibilidades da cidade. A ABAV Expo é estratégica justamente porque nos permite apresentar toda essa oferta aos agentes de viagens, que têm um papel fundamental na comercialização do destino. Queremos que São Paulo seja cada vez mais vendida para o Brasil e para o mundo, durante todo o ano”, afirma Gustavo Lopes, secretário de Turismo da Cidade de São Paulo.

Durante apresentação realizada no Media Center, Joinville (SC) destacou a diversidade de sua oferta turística, com a presença da prefeita Rejane Gambin e do secretário de Cultura e Turismo, Guilherme Gassenferth. Entre os destaques estão a temporada de Natal, que chega a movimentar mais de 700 mil pessoas, a tradicional Festa das Flores, o calendário de festivais e a vocação para o turismo rural, com mais de 50 atrações. “Joinville oferece um turismo autêntico e possui atributos voltados aos negócios, duas frentes que muitas vezes surpreendem os turistas que nos visitam”, afirma Gassenferth.

Outros destinos brasileiros também aproveitam a presença na feira para aproximar sua oferta da cadeia de distribuição e ampliar oportunidades de comercialização. Minas Gerais, Tocantins, Paraíba, Ceará, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Manaus, Paraná e Rio Grande do Sul apresentam a agentes e operadores a diversidade de seus produtos e experiências, fortalecendo o relacionamento com quem atua diretamente na recomendação e venda de viagens e abrindo novas possibilidades para a composição de roteiros e a diversificação do portfólio das agências.

A diversidade da oferta permite que os agentes conheçam, em um único ambiente, novos roteiros, produtos e experiências e identifiquem oportunidades para ampliar e diversificar o portfólio oferecido aos clientes.

Conteúdo apoia decisões e aponta novas oportunidades

A geração de negócios é acompanhada por uma agenda de conhecimento voltada às transformações que impactam a atuação dos profissionais, o desenvolvimento de novos produtos e as escolhas dos viajantes.

O fortalecimento do turismo receptivo ganhou espaço no ABAV Talks com o painel “Brasil Recebe: Fortalecimento do Turismo Receptivo”, mediado por Ana Carolina Medeiros, presidente da ABAV Nacional, com a participação de Bruno Waltrick, presidente da ABAV-SP; Marjori Schroeder, da Imaginadora; e Clarissa Fusco Ferraz de Oliveira, da Clarity Viagens/Clarity Local. O debate reforçou a necessidade de conexão entre poder público, iniciativa privada e os diferentes elos da cadeia, além de apontar a capacitação e operacionalização como fatores essenciais para ampliar a oferta disponível às agências. A discussão destacou ainda o papel estratégico do receptivo na transformação dos atrativos em produtos estruturados e comercializáveis, capazes de contar histórias, atender a diferentes perfis de viajantes e ampliar as oportunidades de venda.

No ABAV Talks, o painel “Turismo de Base Comunitária: Experiências que Nascem do Território” reuniu Leonardo Costa, da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo; Solange Cristina Virginio Barbosa, da Rota da Liberdade; Hubber Clemente, da ABRAFRO; e Cristiano AWA Kiririndju, da Secretaria da Justiça e Cidadania. O debate abordou o potencial turístico das periferias, quilombos e territórios indígenas diante da crescente busca dos viajantes por experiências autênticas e conectadas aos territórios e destacou a importância da capacitação dos agentes de viagens para orientar seus clientes e comercializar essas experiências de forma responsável, respeitando as características de cada comunidade e preservando o protagonismo de quem recebe os visitantes.

A reforma tributária também ganhou uma abordagem prática, com um debate sobre os impactos das mudanças para agências de viagens, hotelaria, operadoras e consolidadoras. O painel destacou que a adaptação vai além das novas regras fiscais e exigirá revisão de sistemas, processos, documentação, formação de preços e relacionamento entre os diferentes elos da cadeia. Para as agências, que terão regime específico, a recomendação é antecipar a preparação do backoffice e analisar as operações de forma cada vez mais integrada aos fornecedores. Participaram Marcelo Oliveira, assessor jurídico da ABAV Nacional; Priscila Pereira, diretora de Vendas da Atlantica Hospitality Group; e Marco Aurelio Di Ruzze, VP do Grupo BRT.

ABAV Expo abre reservas e apresenta planta de 2027

O segundo dia da feira também marcou a apresentação da planta da ABAV Expo 2027, que será realizada nos dias 22, 23 e 24 de setembro, no Rio de Janeiro. O lançamento aconteceu no estande do Sesc RJ e abriu aos expositores a possibilidade de antecipar suas reservas e escolher posições estratégicas para a próxima edição.

“Neste segundo dia da ABAV Expo 2026, já estamos trabalhando para a edição de 2027. Quem se antecipa têm a oportunidade de escolher os melhores espaços e garantir um posicionamento estratégico para sua marca no evento”, afirma Adriana Homem de Carvalho, diretora de Turismo Social, Hotelaria e Alimentação do Sesc RJ.

A edição de 2027 dará início ao novo ciclo da feira na capital fluminense, que será sede das próximas seis edições da ABAV Expo, de 2027 a 2032, em continuidade à parceria entre a ABAV Nacional e a Fecomércio-RJ.

Para Antonio Florencio de Queiroz Junior, presidente da Fecomércio-RJ, a abertura das reservas simboliza também a construção da próxima edição. “Esse momento é um marco por simbolizar as escolhas do futuro no turismo e as oportunidades que virão para o trade na ABAV Expo 2027, na Cidade Maravilhosa. É com grande entusiasmo que recebemos este momento tão importante em nosso espaço e em nossa cidade, que é a Casa do Turismo”, afirma.

A 53ª ABAV Expo segue nesta sexta-feira (02), no Expo Center Norte, em São Paulo, com programação das 13h às 20h. A ABAV Expo 2026 tem São Paulo – Estado e Município – como destinos anfitriões e conta com o patrocínio do Sebrae, da Caixa Econômica Federal, do Ministério do Turismo (MTur) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Serviço – ABAV Expo 2026

Data: 30 de setembro a 02 de outubro de 2026

Horário: das 13h às 20h

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo (SP)

Informações e credenciamento: abavexpo.com.br


Sobre a ABAV Nacional 

A ABAV Nacional - Associação Brasileira de Agências de Viagens - é a entidade brasileira de maior representatividade do agenciamento no turismo nacional. Presente nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, foi fundada em 1953 e hoje conta com mais de 2 mil empresas associadas, entre agências de viagens, operadoras e consolidadoras, que, juntas, respondem por cerca de 80% de toda a movimentação de vendas e distribuição de produtos e serviços turísticos no país. 

A ABAV Nacional organiza anualmente a ABAV Expo, a maior feira de turismo da América Latina. O evento reúne profissionais do setor do mundo todo e é considerado vitrine para o lançamento de novidades e tendências, promovendo um ambiente de negócios para os agentes de viagens, relacionamentos e capacitações, além de destinos, equipamentos e fornecedores. 

A ABAV é membro afiliado da ONU Turismo desde 2024, membro do Conselho Nacional do Turismo desde a sua fundação, além de integrar o WTAAA - World Travel Agencies Association Alliance e o Folatur - Fórum Latino-Americano de Turismo, atuando em prol do agenciamento em nível global e fortalecendo seu papel como referência no turismo internacional.

Informação: ABAV Nacional 

Estado exportou US$ 63,85 milhões ao país de janeiro a agosto de 2026, com destaque para alumina, carne bovina e alumínio

SÃO LUÍS – O potencial de integração comercial e econômica entre o Maranhão e a Argentina foi tema de reunião em setembro realizada na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) com a presença da Cônsul-geral da Argentina em Recife, Julieta Grande, além de representantes da FIEMA e do setor produtivo.

O encontro discutiu os potenciais e as necessidades do agronegócio maranhense e possíveis caminhos de colaboração com a Argentina, com foco em comércio exterior, tecnologia e desenvolvimento industrial. Na ocasião, o economista Carlos Eduardo Campos, do Observatório da Indústria do Maranhão, apresentou um panorama sobre a relação comercial entre os dois países, incluindo exemplos e dados de exportações e importações.

De janeiro a agosto de 2026, o Maranhão exportou US$ 63,85 milhões para a Argentina e importou US$ 24,89 milhões, com superávit de US$ 38,96 milhões, segundo dados do Comex Stat apresentados pelo Observatório da Indústria. A alumina calcinada liderou as vendas ao país, com US$ 50,72 milhões, equivalentes a 79,43% do total. Na sequência, apareceram a carne bovina desossada congelada, com US$ 6,44 milhões, e o alumínio não ligado em formas brutas, com US$ 6,05 milhões. O estado também exportou carne bovina fresca ou refrigerada e ligas de alumínio.

Nas compras de produtos argentinos, o queijo tipo mussarela respondeu por US$ 13,66 milhões, ou 54,88% das importações maranhenses. O arroz semibranqueado ou branqueado somou US$ 5,56 milhões, enquanto o trigo e a mistura de trigo com centeio alcançaram US$ 5,38 milhões. Esses três grupos concentraram 98,83% do valor importado. A pauta incluiu ainda leite integral em pó, com US$ 277,5 mil, além de partes de torneiras e válvulas e motores pneumáticos.

A reunião foi conduzida pelo vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do CIEMA, Claúdio Azevedo. Participaram os diretores da FIEMA e presidentes de sindicatos, Tânia Miyake (Sindibebidas) e Milton Campelo (Sindicanalcool); Ana Paula Grolli (SIAMA); José Carlos Oliveira, presidente da Aprosoja Maranhão; e o economista Geraldo Cunha Carvalho, coordenador de Ações Estratégicas da FIEMA. 

Informação: Fiema 

Retração nas Indústrias Extrativa e de Transformação coloca o estado na 16ª posição entre os 17 pesquisados pelo IBGE

SÃO LUÍS – A produção industrial do Maranhão caiu 6,4% entre janeiro e junho de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado colocou o estado na 16ª posição entre as 17 unidades da Federação pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados da Pesquisa Industrial Mensal integram o Panorama Empresarial da Indústria de agosto, elaborado pelo Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA). O levantamento acompanha o volume de produção física do setor.

No Maranhão, a Indústria Extrativa registrou queda de 35,7% no primeiro semestre. A Indústria de Transformação recuou 4,6%, com redução nas atividades de alimentos, papel e celulose e minerais não metálicos. A produção de alimentos apresentou queda de 28,7%, a maior entre as atividades da Indústria de Transformação destacadas no Panorama. Enquanto o grupo de cerâmica, concreto e brita registrou redução de 0,6%, papel e celulose recuou 7,4%. 

Duas atividades cresceram no período. A produção de bebidas avançou 7,8%, e a metalurgia aumentou 6,1%. Esses resultados, porém, não compensaram as quedas dos demais segmentos no índice geral da indústria maranhense.

No Brasil, a produção industrial cresceu 1,5% no primeiro semestre, com avanço de 7,4% na Indústria Extrativa e de 0,4% na de Transformação. No Nordeste, o resultado geral foi uma queda de 0,2%, apesar do aumento de 12% na atividade extrativa. A Indústria de Transformação da região recuou 0,7%.

Entre os estados pesquisados, o Espírito Santo apresentou o maior crescimento, de 20,2%, seguido por Pernambuco, com 10,9%, e Rio de Janeiro, com 7,5%. O Rio Grande do Norte registrou queda de 13,1%, único resultado inferior ao do Maranhão.

O recuo de 6,4% no semestre sucede a queda de 6,2% registrada no acumulado de janeiro a maio. Os dois resultados comparam períodos distintos com os respectivos intervalos de 2025 e mostram que a produção maranhense permaneceu abaixo do nível do ano anterior.

Informação: Fiema