Após reforma da Segov, Escola de Música do Bom Menino das Mercês é entregue pelo Governo do Maranhão
Após reforma da Secretaria de Estado de Governo (Segov), o Governo do Maranhão entregou, nesta terça-feira (16), a tradicional Escola de Música do Bom Menino das Mercês, no bairro Desterro, no Centro Histórico de São Luís. A solenidade contou com a presença do governador Carlos Brandão, do ex-presidente José Sarney, de autoridades estaduais, representantes da instituição, professores, alunos e comunidade.
Durante a cerimônia, Brandão garantiu não só o custeio das atividades musicais, como anunciou novos investimentos para expandir o ensino para outros municípios maranhenses, por meio da Fundação da Memória Republicana Brasileira (FMRB).
“A gente vai investir cerca de R$ 1,5 milhão por ano para garantir que a escola permaneça viva e, além disso, estamos expandindo a atuação. Hoje, além da reforma, anunciamos a expansão para quatro municípios da Região Munim. A nossa intenção é levar esse legado do presidente José Sarney adiante, fortalecendo, através da música, a cidadania das pessoas, resgatando talentos que, muitas vezes, precisam de oportunidades”, pontuou o governador.
O ex-presidente José Sarney relembrou a trajetória do projeto que já impactou milhares de famílias da capital maranhense. “Já passaram por aqui cerca de 15 mil estudantes ao longo dos mais de 30 anos de existência. Agora, graças ao governador Brandão, a escola está incorporada à Fundação da Memória Republicana Brasileira, que foi transformada em autarquia pela governadora Roseana Sarney. Foram anos de doações minhas e de amigos para que a banda não morresse. Graças a todas as providências, temos essa expressão da cultura e crianças que transformam o conhecimento em profissão”.
Há mais de 30 anos, a escola atua na formação musical e na inclusão social de crianças e adolescentes maranhenses. A obra foi executada pela Segov, que modernizou os espaços pedagógicos, administrativos e de convivência da unidade.
A unidade reformada dispõe de oito salas de aula destinadas ao ensino musical, auditório, salas administrativas, espaços de apoio pedagógico, cozinha, copa/lanchonete, almoxarifado e banheiros. As intervenções contemplaram a revitalização e adequação da estrutura física, garantindo mais conforto, segurança e funcionalidade para alunos, professores e colaboradores.
“Mais uma reforma importante pedida pelo governador Carlos Brandão e prontamente atendida e realizada pela Segov. Uma escola que servirá como importante unidade para preservação da nossa cultura e geração de novos talentos maranhenses”, ressaltou o secretário Márcio Machado, da Segov.
O presidente da FMRB, Kécio Rabelo, celebrou a parceria com a gestão estadual. “Não são apenas espaços novos, climatizados e organizados, com mobiliário e equipamentos. Mas, sobretudo, a garantia de que o trabalho não vai parar. A escola de música é o projeto social mais exitoso do Governo do Estado. Com muita sensibilidade, o governador Carlos Brandão determinou não só a reforma, como o custeio e expansão do projeto que, sem dúvida, emancipa as pessoas pela disciplina e música”, afirmou.
Para a direção da instituição, a nova estrutura representa um avanço importante para dar mais conforto durante as aulas. “Essa reforma é importantíssima e, mais uma vez, mostra o prestígio que a escola tem junto à sociedade pelo bom trabalho prestado na formação dos cidadãos. A reforma vem a acrescentar no convívio dos alunos e o sentimento é de alegria”, disse o diretor Raimundo Nonato Quintiliano.
Legado histórico
Fundada em 1993, a Escola de Música do Bom Menino das Mercês é reconhecida pelo trabalho desenvolvido na formação artística de jovens e pela tradição da Banda do Bom Menino das Mercês, referência cultural no Maranhão.
Para João Lucas Melo, de 14 anos, que toca clarinete na banda de elite, a reforma tem significado mais do que especial. “É muito gratificante. A escola ajudou muito, em várias partes da minha vida, inclusive, na educação. Quero só agradecer, porque a escola faz de tudo para nos dar uma educação certa e nos guiar da forma correta”.
“Eu me sinto muito feliz. A Escola de Música do Bom Menino trouxe um sentimento diferente, ensinou muita coisa aos meus amigos e a mim. É muito bom que ela tenha voltado. Ninguém pode perder a oportunidade de estudar numa escola dessas”, relatou Isabella Aguiar, de 12 anos, que estuda lá há 4 anos.
Novas unidades
Na oportunidade, foi anunciada a implantação de novas unidades da Escola de Música nos municípios de Axixá, Morros, Icatu e Rosário. A iniciativa representa um importante avanço na democratização do acesso à formação musical e ao fortalecimento da cultura no estado.
O projeto é resultado de uma parceria entre os municípios contemplados, o Governo do Estado, a Fundação da Memória Republicana Brasileira e a Secretaria de Estado Extraordinária do Gabinete do Governador para Expansão de Programas e Projetos Estratégicos.
A iniciativa contempla também a doação de equipamentos aos municípios pela Fundação da Memória Republicana Brasileira, garantindo melhores condições para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.
Cada turma será composta por 12 alunos, em caráter misto, com foco tanto na formação de estudantes quanto na capacitação de novos docentes para atuação nas próprias localidades, assegurando a continuidade do projeto.
Essa ação reforça o compromisso conjunto com a promoção da educação, da cultura e da valorização dos talentos locais, ampliando oportunidades para crianças, jovens e toda a comunidade.
Informação: Governo do Maranhão
Iniciativa busca estimular o uso seguro e racional da energia elétrica por meio de desafios educativos, conteúdos formativos e provas interativas
Com objetivo de ampliar o debate nas escolas e comunidades sobre eficiência energética, sustentabilidade e consumo consciente, foi aberto o período de inscrições para a 5ª edição da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE). Realizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE), e coordenada pelo Instituto Abradee, este ano a iniciativa tem o Grupo Equatorial, representado pela Equatorial Piauí, como empresa proponente.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site onee.org.br até o dia 15 de setembro. Considerada a maior olimpíada do setor elétrico brasileiro, a ONEE é voltada para estudantes do 8º e 9º anos do ensino fundamental e, pela primeira vez, também para alunos do 1º e 2º anos do ensino médio das redes pública e privada de todo o país. A competição também oferece formação continuada para docentes, fortalecendo o trabalho pedagógico em sala de aula.
Para Rosângela Martins, Analista de Projetos de Eficiência Energética da Equatorial Maranhão, a olimpíada é uma importante ferramenta de transformação social. “A ONEE leva conhecimento para dentro das escolas e incentiva os estudantes a refletirem sobre o uso consciente da energia elétrica. É uma oportunidade de formar cidadãos mais preparados para os desafios da sustentabilidade, além de fortalecer o papel da educação na construção de um futuro melhor para todos”, destacou.
A expectativa da organização é reunir mais de 650 mil estudantes de todo o Brasil, ampliando o debate sobre eficiência energética, sustentabilidade e consumo consciente dentro das escolas e comunidades. A competição também oferece formação para professores e desafios educativos que estimulam o aprendizado sobre eficiência energética, segurança e sustentabilidade.
Para o diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, a ONEE vai além da competição acadêmica. “É por meio do conhecimento que os jovens têm a capacidade de transformar e impactar o meio em que vivem. Iniciativas como a ONEE reforçam esse compromisso tão importante com o interesse pelo aprendizado. Essa prática transforma estudantes em protagonistas do futuro do País, incentivando e valorizando esses jovens para uma sociedade mais sustentável e justa para todos”, afirmou.
A presidente da ABRADEE, Patricia Audi, destaca o papel social da iniciativa. “A ONEE cumpre um papel fundamental ao unir educação e sustentabilidade, ampliando o acesso ao conhecimento e contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes sobre a importância da energia elétrica e seu uso eficiente”, disse.
Cronograma
• Inscrições: até 15 de setembro - Gratuitas e podem ser feitas por estudantes e professores no site oficial da ONEE: onee.org.br
• Desafios da 1ª fase: 4 a 18 de setembro
• Provas da 1ª fase: 21 a 25 de setembro
• Resultado: primeira quinzena de outubro
• Semana Olímpica (2ª fase): 9 a 13 de novembro
• Cerimônia Nacional de Premiação: 12 de novembro
Informação: Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão
Projetos desenvolvidos pela Suzano contribuem com a retirada de mais de 6,2 mil pessoas da linha da pobreza nos estados do Maranhão, Pará e Tocantins
A Suzano, maior produtora mundial de celulose, registrou avanços expressivos em sua estratégia social nos últimos cinco anos. Entre 2020 e 2025, como resultado de ações estruturadas de geração de renda, inclusão produtiva e fortalecimento comunitário desenvolvidas nos territórios onde atua, a companhia contribuiu para retirar mais de 140 mil pessoas da linha da pobreza, o que representa 70% do avanço necessário para alcançar seu compromisso de contribuir com a retirada de 200 mil pessoas da linha da pobreza até 2030 em suas regiões de atuação. Os dados integram o Relatório de Sustentabilidade 2025, recém-lançado pela empresa.
Somente no último ano, mais de 44 mil pessoas deixaram a linha da pobreza no Brasil por meio de iniciativas apoiadas, desenvolvidas ou impulsionadas pela companhia. Desse total, mais de 7,7 pessoas que ultrapassaram essa condição estão nos estados do Pará, Maranhão e Tocantins. Mais de 1,5 mil saíram dessa condição por meio de contratações próprias e de empresas prestadoras de serviços, enquanto mais de 6,2 mil superaram a linha da pobreza a partir de iniciativas e projetos que impulsionam a geração de renda e ampliam o acesso a oportunidades, contribuindo para fortalecer a empregabilidade na região
Entre os projetos em destaque no Maranhão está o Arranjo Territorial de Estreito e Porto Franco, uma ação da Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativista de Estreito - COOPAEMA, que promove o desenvolvimento sustentável por meio do fortalecimento de cadeias produtivas locais, do incentivo a práticas agroecológicas e do agroextrativismo (coleta de recursos naturais como o coco babaçu e o açaí). O trabalho contribui para a geração de renda de comunidades da região e evidencia a integração entre desenvolvimento social e preservação.
O Arranjo Territorial de Estreito e Porto Franco já movimentou R$ 2,2 milhões em geração de renda e beneficiou cerca de 1.202 pessoas, considerando impactos diretos e indiretos. Do total de participantes, 975 pessoas superaram a linha da pobreza, número que ultrapassa a meta inicial do projeto, estabelecida em 800 beneficiários(as). Além disso, cerca de 84% dos(as) participantes se declaram financeiramente independentes ou responsáveis pela renda familiar, reforçando o impacto socioeconômico da iniciativa.
Esses resultados refletem como a atuação da Suzano promove transformações estruturantes em diferentes territórios. “A estratégia de investimento social da Suzano é um vetor de geração de valor ao negócio e para a redução da pobreza nas regiões onde atuamos. Em 2025, alcançamos 136 municípios no Brasil com iniciativas estruturadas de geração de renda, capacitação e inclusão produtiva, ampliando oportunidades para populações em situação de maior vulnerabilidade”, diz Paulo Rocha, coordenador de desenvolvimento social da Suzano. “Buscamos atuar de forma estratégica e colaborativa, em parcerias com organizações da sociedade civil, pois acreditamos que a construção conjunta é o caminho para alcançar escala e consistência”, complementa.
As informações detalhadas sobre conservação, uso sustentável e biodiversidade e demais compromissos socioambientais da companhia estão disponíveis no Relatório de Sustentabilidade 2025. Para saber mais, acesse a versão completa do documento ou o resumo estratégico em: https://www.suzano.com.br/sustentabilidade/relatorios-de-sustentabilidade.
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: suzano.com.br
Informação: Assessoria de Imprensa Suzano
Dissertação desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Gestão de Ensino da Educação Básica (PPGEEB) transforma saberes da tradição afro-maranhense em ferramenta pedagógica
Em um estado com população majoritariamente parda e preta, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), discutir a presença das culturas de matriz africana nos espaços educacionais é também refletir sobre identidade, diversidade, pertencimento e cidadania. Nesse contexto, uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) propõe novos caminhos para o ensino de arte a partir do tambor de mina, manifestação religiosa e cultural profundamente ligada à identidade maranhense.
A dissertação “O encantado na escola: caminhos pedagógicos para o ensino de Arte a partir do Tambor de Mina”, desenvolvida por Heriverto Nunes Mendonça Júnior no Programa de Pós-Graduação em Gestão de Ensino da Educação Básica (PPGEEB), sob orientação da professora Maira Teresa Gonçalves Rocha, investiga como as performances das entidades caboclas do tambor de mina podem ser incorporadas ao currículo escolar, em consonância com a Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.
O estudo buscou compreender de que maneira os rituais, saberes e as expressões artísticas presentes na tradição afrorreligiosa podem ser trabalhados como objetos de conhecimento no ensino de arte, contribuindo para práticas pedagógicas mais inclusivas, contextualizadas e comprometidas com o enfrentamento do racismo.
O trabalho ganha ainda mais relevância diante do cenário de intolerância religiosa no país. Dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam que, somente em 2024, foram registradas 24 denúncias de intolerância religiosa e 31 violações de direitos no Maranhão por meio da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Historicamente, as religiões de matriz africana figuram entre os principais alvos desse tipo de violência.
Para Heriverto, a escola pode desempenhar um papel importante na desconstrução de preconceitos e na promoção do respeito à diversidade cultural e religiosa.
“É a forma de o professor e o seu alunado entenderem que existe uma diversidade lá fora — fora dos muros da escola, existe uma diversidade. Muitas vezes, há colegas de sala de aula que não se dizem da religião com medo do preconceito. Ficam calados ali na sua, diferente de outras religiões em que o pessoal é livre para falar e cantar, enfim. Eu acho que a pesquisa e o trabalho acadêmico servem para isso, servem para a sociedade”, afirma.
Segundo a orientadora da pesquisa, professora Maira Teresa Gonçalves Rocha, ao aproximar a escola de manifestações culturais historicamente invisibilizadas, a pesquisa contribui não apenas para o fortalecimento das práticas pedagógicas previstas na legislação educacional, mas também para a construção de ambientes escolares mais inclusivos, democráticos e atentos à diversidade que caracteriza a sociedade brasileira.
“A importância da pesquisa intitulada “O Encantado na Escola: caminhos pedagógicos para o ensino de Arte a partir do Tambor de Mina”, é evidenciar possíveis percursos a serem trilhados nos processos de ensino e aprendizagem no campo escolar, articulando cultura, performance e educação. Portanto uma educação voltada para a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a valorização da diversidade cultural”, aponta a orientadora.
Cultura maranhense como objeto de conhecimento
O tambor de mina é uma das mais importantes expressões religiosas e culturais do Maranhão. Surgido a partir das experiências das populações africanas escravizadas no Brasil, reúne elementos de diferentes matrizes culturais e desempenha papel significativo na construção da identidade maranhense, em especial na capital São Luís. “[O tambor de mina] fala muito da nossa identidade, não só nas cantigas, nas doutrinas dos encantados, mas também no modo de se comportar, na alimentação, tudo reflete muito o corpo do maranhense”, observa o pesquisador.
Apesar de sua relevância histórica e cultural, o tema ainda aparece de forma limitada nos ambientes escolares. Segundo o pesquisador, essa ausência motivou a elaboração do estudo.
“O principal viés da pesquisa foi justamente ser uma pesquisa de vanguarda. Ninguém nunca falou do tambor de mina em um contexto escolar, mas também uma pesquisa voltada para combater o racismo, uma pesquisa antirracista. Infelizmente, a gente observa o que tá acontecendo não só no Brasil, mas no mundo, em termos de intolerância, de violências e de crimes mesmo, por conta de cor. Então, a pesquisa também vem justamente com essa contribuição de discutir o antirracismo no ambiente escolar”, destaca.
Para Heriverto, a pesquisa nasce tanto de sua trajetória acadêmica quanto de sua vivência pessoal. O pesquisador estuda o Tambor de Mina desde 2009, quando iniciou sua atuação como bolsista de iniciação científica sob orientação do antropólogo Sérgio Ferretti, referência nacional nos estudos sobre religiões afro-brasileiras. Além disso, ele é integrante da tradição que pesquisa.
“Eu também venho de uma família de tambor de mina, de mineiros, que é assim que se chama os adeptos. Eu também sou mineiro e tenho uma casa de mina, que eu sou zelador, o dito pai de santo. Então, o objeto, ele tem muita familiaridade comigo, em todos os aspectos”, relata.
Aproximar ancestralidade, educação e produção científica reforça a importância do reconhecimento dos saberes tradicionais como parte legítima da produção de conhecimento. Para Heriverto, ampliar o diálogo sobre raça, cultura, gênero, classe social e religiosidade é um caminho necessário para a construção de uma educação mais inclusiva.
“É importante os gestores das escolas, os educadores, terem essa visão global, essa visão da diversidade, essa visão da raça, essa visão do gênero, essa visão da classe social na sua sala de aula, porque não dá para andar sozinho também. E dentro disso está religião, está cultura, está tudo entrelaçado. Então, que esses profissionais possam se abrir, falar sobre a cultura afro-brasileira. Não é um processo de conversão de ninguém para terreiro. É falar que o Brasil foi também construído com mãos negras, com mãos escravizadas”, defende o pesquisador.
Arte como instrumento de transformação social
A dissertação parte da compreensão da Arte como um campo capaz de promover reflexões sobre identidade, diversidade e direitos humanos. Nessa perspectiva, a proposta é ampliar as possibilidades de abordagem dos conteúdos previstos na legislação educacional a partir do estudo das performances rituais afro-brasileiras em sala de aula. Para Heriverto, a disciplina possui um potencial transformador que nem sempre é reconhecido.
“A arte é muito poderosa, ela consegue quebrar rochas. Mesmo na mente mais fechada ela consegue entrar. Então, a arte nunca é bem-vista. A gente tem uma aula por semana nas escolas, e, dentro dessa aula, a gente tem que se virar para dar todos os conteúdos que são obrigatórios. Temos que nos virar para fazer uma feira cultural, temos que nos virar para fazer tudo e quebrar essa questão de achar que o professor de arte é decorador de escola. O professor de arte é um pesquisador, é um profissional. A arte também se pesquisa de uma forma coletiva. Ela também é importante”, avalia.
O estudo, que foi desenvolvido por meio de abordagem qualitativa, com levantamento bibliográfico e investigação de campo realizada junto a nove docentes e buscou compreender a percepção dos professores sobre a aplicação da Lei nº 10.639/2003 e sobre o ensino das culturas afro-brasileiras no ambiente escolar, identificou dificuldades relacionadas à formação, ao acesso a materiais didáticos e à permanência de preconceitos que ainda cercam as culturas afro-brasileiras. O que chama atenção é que a implementação da lei e a abordagem dessas temáticas nas escolas continuam desafiadoras, mesmo após mais de duas décadas de vigência da legislação.
Como resposta a essa realidade, foi elaborado um caderno pedagógico voltado ao ensino da performance ritual afro-brasileira nas aulas de arte, destinado a auxiliar professores na implementação de práticas educativas alinhadas à legislação e à valorização da diversidade cultural. O material apresenta informações sobre o tambor de mina, orientações relacionadas à legislação educacional e propostas que podem auxiliar docentes na abordagem da temática em sala de aula.
A construção de conhecimentos socialmente relevantes e com a valorização da diversidade cultural brasileira, oferecendo ferramentas para que educadores possam transformar a sala de aula em um espaço de reconhecimento, respeito e diálogo intercultural refletem o compromisso da universidade pública. Nesse sentido, a orientadora da pesquisa, Maira Teresa Gonçalves Rocha, destaca que o trabalho está alinhado ao compromisso da UFMA e do PPGEEB com a formação de profissionais capazes de enfrentar desafios da educação por meio da pesquisa aplicada.
“A Universidade Federal do Maranhão tem um papel importante na formação de profissionais em diferentes campos do saber. No âmbito do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Ensino da Educação Básica, promovemos a formação de profissionais comprometidos com a valorização da diversidade cultural ao incentivar pesquisas e a elaboração de produtos educacionais que, de uma forma ou de outra, possam contribuir para a solução de problemas relacionados ao ensino na Educação Básica”, finaliza a professora.
Informação: UFMA
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| Catulé Júnior recebe maior honraria da Polícia Militar em reconhecimento por atuação em defesa da segurança pública |
O deputado Catulé Júnior foi homenageado nessa terça-feira (16) com a Medalha Brigadeiro Falcão, a mais alta honraria concedida pela Polícia Militar do Maranhão. A entrega ocorreu durante a solenidade em comemoração aos 190 anos da corporação, realizada no Convento das Mercês, em São Luís.
A programação reuniu autoridades civis e militares em uma cerimônia marcada pela entrega de medalhas e pela formatura militar, reverenciando personalidades e instituições que contribuíram para a construção da trajetória da Polícia Militar maranhense ao longo de quase dois séculos de história.
“Com muita honra e alegria, recebi a Medalha Brigadeiro Falcão. Uma homenagem que celebra os 190 anos da nossa briosa PM e reconhece o trabalho do nosso mandato no fortalecimento da segurança pública em todo o estado. Agradeço à Polícia Militar pela honraria e reafirmo o meu compromisso de seguir trabalhando com seriedade e responsabilidade por um Maranhão cada vez mais seguro para todos”, declarou o parlamentar.
Conhecido como “o deputado da segurança pública”, Catulé Júnior tem mantido a área entre as principais bandeiras de atuação desde o início do mandato. A homenagem recebida da corporação soma-se a outras iniciativas do parlamentar voltadas à valorização dos profissionais da segurança pública. Entre elas está a indicação apresentada pelo deputado na Assembleia Legislativa, que resultou em homenagem à cabo Amanda Seixas, a primeira mulher a concluir o curso da Rotam, feito considerado histórico na Polícia Militar do Maranhão.
Catulé tem articulado investimentos para reforçar a estrutura das forças de segurança, seja em parceria com o Governo do Maranhão, seja por meio de emendas parlamentares.
Outra conquista associada à sua atuação foi a aprovação da indicação que resultou na criação do 48º Batalhão da Polícia Militar em Caxias. A implantação da unidade aguarda, agora, a realização do concurso público anunciado pelo Governo do Estado para a composição do efetivo.
Informação: ASCOM/ Dep. Catulé Júnior
Com o compromisso de contribuir para o fortalecimento do ambiente de negócios no estado, a Associação Comercial do Maranhão (ACM) realizará, nesta quinta-feira (18), a plenária “Liderança que gera movimento, conexão e resultados”. O encontro acontecerá às 19h, na Sala 2 do Centro de Convenções do Complexo Multicenter Negócios e Eventos e é organizado pelo ACM Jovem.
A programação será conduzida pela presidente do ACM Jovem, Lilian Lôbo, e pela gerente de Relacionamento com o Cliente do Sebrae Maranhão, Renata Costa, que compartilharão experiências, conhecimentos e estratégias voltadas ao desenvolvimento da liderança no ambiente corporativo. O objetivo é proporcionar aos participantes reflexões e ferramentas práticas que contribuam para uma gestão mais eficiente, humana e conectada aos desafios do mercado atual.
A plenária é gratuita e aberta tanto para associados quanto para não associados à ACM, reforçando o compromisso da entidade em ampliar o acesso ao conhecimento e fomentar o crescimento sustentável dos negócios maranhenses. Entre os principais objetivos do evento estão o desenvolvimento das habilidades de liderança dos empresários e gestores, o fortalecimento das conexões com públicos internos e externos e a geração de impactos positivos e concretos nos resultados das empresas.
De acordo com a presidente do ACM Jovem, Lilian Lôbo, o tema foi escolhido por sua relevância para o cenário empresarial contemporâneo. “Liderar vai muito além de gerenciar processos. É inspirar pessoas, criar conexões genuínas e impulsionar resultados. Nossa proposta é proporcionar um momento de troca de experiências e aprendizado que possa ser aplicado na rotina dos negócios, contribuindo para o crescimento das empresas e das equipes”, destaca.
Para o presidente da Associação Comercial do Maranhão, Antônio Gaspar, iniciativas como essa reforçam o papel da entidade como parceira do empresariado na busca por qualificação e inovação. “A ACM tem trabalhado continuamente para oferecer oportunidades de capacitação, atualização e networking aos empresários maranhenses. Todos os meses buscamos trazer temas relevantes e alinhados às demandas do mercado, contribuindo para que nossos associados e toda a classe empresarial tenham mais conhecimento e ferramentas para conduzir seus negócios com excelência”, afirma.
As inscrições para a plenária podem ser feitas via Google Forms com link disponível no Instagram da ACM, o @acmmaoficial.
Informação: Assessoria de Comunicação
A disponibilidade das vagas faz parte do Programa SENAI de Gratuidade Regimental
SÃO LUÍS - O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (SENAI-MA) está com inscrições abertas até o dia 19 de junho para o preenchimento de 100 vagas gratuitas, na cidade de São Luís, para os cursos de Qualificação Profissional, na modalidade presencial, nas áreas de Eletromecânica de Motocicletas e Pintor de Obras Imobiliárias. As inscrições devem ser realizadas de forma presencial no SENAI Distrito Industrial, na BR 135, no bairro do Tibiri.
Os cursos serão realizados de maneira presencial no Centro Educacional e Profissionalizante do Maranhão (CEPROMAR), no Parque Pindorama e têm como objetivo propor capacitação para pessoas de baixa renda e a inserção destas no mercado de trabalho.
As inscrições seguem até o dia 19 de junho, das 7h30 até as 11h30 e das 13h30 até 16h30, no SENAI Distrito Industrial. No ato de inscrição o candidato deve levar a autodeclaração de baixa renda e as demais documentações exigidas no edital 06/2026.
Os cursos ofertados são o de Eletromecânica de Motocicletas, com carga horária de 250 horas, e o de Pintor de Obras Imobiliárias, com carga horária de 200 horas, com vagas disponíveis tanto no turno matutino quanto vespertino, com jornada de 20 horas semanais. As formações ofertadas terão atividades práticas e teóricas. A previsão é que as aulas iniciem no dia 01 de julho.
O critério para o preenchimento das vagas será a ordem de inscrição, de acordo com o n° de vagas disponibilizadas. A conversão da inscrição em matrícula será confirmada pelo SENAI Distrito Industrial, por meio do e-mail ou telefone do candidato.
Informação: Fiema










