domingo, 1 de agosto de 2021


* Artigo do governador Flávio Dino

A história do povo do Maranhão é marcada pela pluralidade. Nesse emaranhado, os quilombos são símbolos de luta e resistência. E também de busca pela liberdade, que só existe de verdade com a concretização ampla de direitos individuais e coletivos.

Rememoro o trinômio de ideais defendido durante a Revolução Francesa no século 18: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Esta combinação é indissociável e deve prevalecer como base de qualquer sociedade que se propõe a garantir justiça ao seu povo. É assim no novo Maranhão que temos construído nos últimos 6 anos, em que a defesa da liberdade e da solidariedade não é pura retórica, consolidando-se de forma prática, a partir de ações efetivas e políticas públicas que se realizam todos os dias.

Aqui, estabelecemos desde o primeiro ano de gestão o Programa Maranhão Quilombola, baseado em eixos fundamentais com foco na melhoria das condições de vida nas comunidades quilombolas: desenvolvimento local e inclusão produtiva, saúde, educação, infraestrutura e acesso à terra. Assim, já alcançamos comunidades de 49 municípios maranhenses com importantes intervenções sociais, a exemplo de ações de fomento produtivo, como entrega de sementes, kits de irrigação e doações de motores para canoas de pesca artesanal, que impulsionam as atividades econômicas nos quilombos. Ações produtivas que serão impulsionadas com a atuação dos 300 Agentes de Desenvolvimento Rural Quilombola, alcançando cerca de 3.500 famílias com implantação de campos produtivos e mais assistência técnica. Temos cuidado da educação quilombola, com programas específicos e obras de escolas. E implantamos Sistemas de Abastecimento de Água, além de apoio aos municípios quanto à manutenção de estradas vicinais.

Agora, em mais uma conquista, implantamos a Força Estadual de Saúde Quilombola, que vai executar medidas de prevenção, assistência e enfrentamento a situações de risco epidemiológico e assegurar cuidados gerais de saúde. A nova Força de Saúde deve alcançar cerca de 7 mil pessoas por mês, em 102 territórios quilombolas.

Nesse momento em que vivemos a pior crise sanitária já registrada na história do mundo, temos que unir esforços para enfrentar as sequelas e os represamentos nos atendimentos. Portanto, atuar fortemente cuidando da saúde de forma preventiva e garantindo direitos vai ao encontro da nossa missão de cuidar cada vez melhor das pessoas, assegurando qualidade de vida e esperança. O Programa Maranhão Quilombola é uma grande vitória e um caminho de respeito à sociobiodiversidade. 

Informação: MA.gov 

Neste sábado (31), o governador Flávio Dino entrega a Praça Mestre Antônio Vieira, no bairro do Monte Castelo, para a população de São Luís. O espaço possui uma área de 3.743 metros quadrados e recebeu obras da gestão estadual para se transformar em um novo espaço de lazer e cartão-postal de São Luís. O nome da praça é uma homenagem a Antônio Vieira, grande músico e poeta maranhense.

“No Monte Castelo, onde antes havia um espaço urbano abandonado, fizemos a Praça que homenageará o mestre Antônio Vieira, grande compositor e cantor do Maranhão”, declarou o governador em suas redes sociais.

A praça foi construída onde antes havia um terreno abandonado e que, por anos, era usado como depósito de lixo. Agora, a área recebeu uma praça com estética moderna, mobiliário urbano, caramanchões de lazer com jogos de tabuleiro, academia de saúde, playground, sistema de iluminação em LED, pontos de acesso à internet, paisagismo com gramas e plantas ornamentais.

Desde o início da gestão, o governador Flávio Dino tem priorizado a revitalização de espaços públicos antes abandonados na capital maranhense. O novo visual do lugar foi possível a partir das obras realizadas pela Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), transformando um sonho antigo da população em realidade.

“Essa obra vai nos trazer benefícios e qualidade de vida para todos, pois o local é projetado com muitos ambientes para contemplar todas as idades. Era um anseio antigo da comunidade. O local antes era um lixão, insalubre e inseguro para todos, com a obra tudo vai mudar”, destacou o professor Isnaldo de Jesus Santos.

Maria de Lurdes, que mora há 50 anos no bairro, observou os benefícios para a saúde da comunidade. “A gente faz caminhada. É sempre bom ter um espaço com academia ao ar livre. É mais seguro. Aqui passam muitos carros e a população do bairro necessitava e aprova a obra. Ela chegou na hora certa”, disse.

Arte, cultura e história

A praça também vai ganhar um mural de grafite, produzido por 12 artistas maranhenses. A arte urbana vai retratar a história e obras do mestre Antônio Vieira, falecido em 2009. A história do músico, sua relação com a cultura e com o bairro em que viveu, além do resgate da memória da estação de bonde que havia no local, será recontada pelas imagens, no mural de 150 metros.

“Mostrar a história por meio das cores da arte urbana é sensacional e ao mesmo tempo é gratificante fazer parte desse trabalho tão belo e valioso. É uma forma de resgatar a cultura, mostrar a riqueza e a potencialidade dos nossos artistas regionais por outro olhar da arte e dos desenhos do grafite”, evidenciou o grafiteiro Gustavo Rosa, que participa do projeto.

A obra em grafite tem a assinatura de Edi Bruzaca, Luis Gustavo da Silva Rosa, Cassiano Estevão, Wedson Silva Nascimento, Eduardo, Bruno Níkson, Ronald Nagô, Fael Jesus, Carlos Augusto Silva Junior, Railde Paula Diniz Araújo, Negônica e Gil Peniel.

“A proposta do Governo do Estado de movimentar e narrar uma história através de um painel com arte urbana é uma maneira de interagir com a comunidade e democratizar os espaços públicos. Retratar a história e a cultura de um bairro como o Monte Castelo, que possui grandes personalidades da música popular maranhense e brasileira, por meio dos desenhos, das cores da grafitagem, é uma experiência maravilhosa; demonstrar o cuidado do poder público em valorizar e preservar a memória e a cultura do povo”, disse Negônica, que também desenvolve sua arte no mural.

O secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, destacou a importância da obra para a área. “A Praça Mestre Antônio Vieira é mais um equipamento urbano que o governador Flávio Dino vai entregar para a população de São Luís, promovendo lazer, integração social e incentivando a economia local. Aqui será um espaço de convívio e de oportunidades”, disse.

“Trazer o grafite para esta praça é uma forma de democratizar os espaços públicos, levar conhecimento por meio da arte, aproximar os moradores para desfrutarem do local, bem como estimular a relação de pertencimento do cidadão para a conservação do equipamento, que representa tão bem este bairro”, ressaltou Jerry.

Biografia

Mestre Antônio Vieira dedicou sua vida à música. Nasceu em São Luís, em 1920, e teve mais de 60 anos de carreira. Seu primeiro sucesso foi a música “Mulata bonita”.

Dono de um conhecimento ímpar sobre a cultura maranhense, expressa por diversos meios e sentidos e rica em suas múltiplas vertentes, Mestre Antônio Vieira cantou os sotaques de uma região cuja formação traz na bagagem a cultura de indígenas, negros e europeus.

Ele é um dos ícones da cultura maranhense, que começou a ser conhecido e reconhecido em todo o Brasil e no mundo aos 77 anos de idade, em 1997, quando a também maranhense Rita Ribeiro gravou duas de suas músicas: “Tem quem queira” e “Cocada”.

Antônio Vieira morreu no dia 7 de abril de 2009, por falência múltipla dos órgãos. Sua arte plural e multifacetada é um legado para o Brasil e para o mundo.

Informação: MA.gov 

A maravilhosa cidade fotográfica

Na data de hoje, 1º de Agosto, quando a cidade de Caxias comemora 198 anos de adesão à independência, eu poderia falar sobre a história dos fatos e discorrer sobre eles imbuído de textos e narrativas de historiadores e pesquisadores locais, entretanto, venho falar de algo que tenho domínio e paixão: fotografia. Esta, considerada obra intelectual a protegia por lei, no artigo 7º, inciso VII, da Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98), onde tem lugar (lugares) cativo aqui na terrinha gonçalvina.

É bom sempre relembrar que aqui nasceram figuras ilustres como Teixeira Mendes, o pai da Bandeira do Brasil, Gonçalves Dias, autor da canção do Exílio, da qual tem versos que compõem o Hino Nacional, Ubirajara Fidalgo, o primeiro dramaturgo negro do Brasil, Coelho Neto, o príncipe das Letras, dentre outros, dentre tantos. Muitas vezes, já ouvi que aqui é cidade do “já teve”, o que discordo plenamente, aqui TEM! Temos a Tita do Rêgo Silva, xilogravurista de renome internacional, Bruna Gaglianone, super bailarina do Bolshoi, assim como os artistas locais Naum Esteves, cantor e compositor de grande versatilidade musical, Sid Sertão, multiartista e ativista cultural, dentre outros, dentre tantos. Isso é Caxias!

Quando a gente fala em fotografia, posso mencionar o saudoso Sinésio Santos, que mesmo não sendo caxiense nato, tinha Caxias no coração, á qual passou grande parte da vida profissional registrando, desde eventos, acontecimentos particulares, até momentos marcantes da cidade. Dentre fotógrafos nascidos aqui, cito alguns:  Francisco Oliveira, Wilson Lopes, a família de fotógrafos (pai e filhos) seu Francisco Souza, Luís Tom Souza e Dudu Souza, assim como o também historiador Gennerson Santos, dentre outros, dentre tantos. 

Toda vez que posto fotografias de Caxias nas redes sociais, as pessoas se deslumbram, acredito que nem seja pela foto em si, mas pelos encantos natos da cidade, que se despontam nas mais diversas vertentes, seja arquitetônica, histórica, natural, religiosa, turística, etc. 

Outrossim, posso dizer: Caxias é berço da poesia, de maravilhas e também da fotografia. Parabéns! 

Texto e fotos: David Sousa 

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses se prepara para receber a sexta edição do Boogie Lençóis Maranhenses, que acontecerá entre os dias 10 a 23 de agosto deste ano, em Barreirinhas.

Tendo como base a pousada Orla Náutica, em Barreirinhas, o evento já tem confirmados nomes como Karina Joly, Paulo Pires, Flávio Jordão, Johny, David, Renan Seccomandi, He-man, João Tambor, Mandjar, Kevin, Rubinho, entre outros.

O evento contará com atletas de vários estados brasileiros e de outros países que irão saltar sobre um dos paraísos mais lindos do mundo: os Lençóis Maranhenses. Caburé também contará com saltos de apresentação para a comunidade no centro da cidade.

“Boogie” é um termo utilizado para encontros de paraquedismo onde atletas de lugares diferentes se juntam para saltar e confraternizar. Com novas tecnologias e equipamentos de última geração, o esporte é um dos que mais crescem em todo o mundo.

Modalidades

O Boogie Lençóis Maranhenses vai ser dividido em categorias e contará com as seguintes modalidades:

* Freefly: saltos onde os paraquedistas voam em todas as posições do corpo, de cabeça para baixo, em pé ou sentado;

* FQL (Formação em Queda Livre): saltos onde os atletas voam de barriga para baixo e formam figuras durante à queda livre;

* Wingsuit: saltos onde os atletas utilizam macacões especiais com asas percorrendo distâncias maiores durante o voo.

Para o coordenador geral do evento, Hasley Juliano Rocha, a realização do Boogie nos Lençóis Maranhenses, marca a volta dos grandes eventos no Brasil, que na sua sexta edição tende a ser o maior na área de paraquedismo do ano.

“Esse tende a ser o maior e melhor evento do país, já que muitos outros foram cancelados por conta da pandemia da Covid-19 no início do ano. E em detrimento disso, estamos tendo a preocupação de seguir as regras sanitárias com uso de máscaras e álcool em gel como determinado”, argumenta.

Inscrições para atletas encerradas. Para salto duplo, entre em contato pelo WhatsApp: (15) 98115-6691.


sexta-feira, 30 de julho de 2021

Na última quarta-feira (28), a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), através da Superintendência de Biodiversidade e Áreas Protegidas (SBAP), participou do primeiro dia da oficina online de Pesquisadores do Parque Estadual Marinho (PEM) do Parcel de Manuel Luís, organizada pela consultoria Bio Teia Estudos Ambientais, contratada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) para a elaboração do Plano de Manejo da referida unidade de conservação (UC).

A oficina de pesquisadores tem como objetivo fornecer subsídios para a construção do planejamento final da unidade com base no diagnóstico ambiental elaborado a partir dos resultados dos levantamentos primários e secundários realizados no processo de elaboração do Plano de Manejo, considerando também as experiências dos mais de 15 pesquisadores participantes convidados.

A oficina ocorrerá em uma série de quatro encontros, tendo sido o primeiro destinado ao “Seminário do Diagnóstico do Plano de Manejo do PEM do Parcel de Manuel Luís”. No dia 30 de julho serão discutidas as temáticas “Declaração de Propósito, Declaração de Significância e Definição de Recursos e Valores Fundamentais da UC”, no dia 4 de agosto a “Análise dos Recursos e Valores Fundamentais, Questões-Chaves, Priorização de Ações e Zoneamento”, e no dia 6 de agosto “Zoneamento e Normas”.

A atividade foi precedida pela oficina “Gestores do Território do Parque Estadual Marinho do Parcel de Manuel Luís”, realizada em dezembro de 2020, assim como pelas expedições de campo realizadas em abril deste ano, e servirá como base para os trabalhos da “Oficina de Validação do Plano de Manejo”, prevista para realização no mês de outubro de 2021.

Saiba mais sobre Plano de Manejo

Um Plano de Manejo consiste em um documento técnico no qual, com fundamento nos objetivos gerais e no diagnóstico socioambiental da UC, são estabelecidos o zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos seus recursos naturais, inclusive a definição das demais ações necessárias a adequada gestão da unidade, especialmente aquelas relacionadas à proteção, monitoramento, uso público, gestão participativa, dentre outras.

O Plano de Manejo do PEM do Parcel de Manuel Luís é objeto do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a SEMA e o Funbio, com a interveniência da União, por intermédio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), para a implementação do Projeto Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas (GEF-Mar) na unidade de conservação estadual, sendo financiado com recursos do Termo de Compromisso com o IBAMA SEI 1777032 como parte da compensação ambiental para adequação das plataformas marítimas de produção da Petrobrás em relação ao descarte de água de produção, conforme conteúdo constante do Processo IBAMA 02001.000128/2018-26.

Informação: MA.gov 

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) participou nesta quinta-feira (29) do lançamento, pelo Ministério da Saúde do Brasil, da campanha “Todos pela amamentação. É proteção para a vida inteira”, feita no marco da Semana Mundial do Aleitamento Materno.

O objetivo é promover o aleitamento materno e incentivar a amamentação no país até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida. A publicidade será veiculada em sites, redes sociais e outros meios de divulgação no período de 30 de julho a 15 de agosto deste ano.

“Cabe a nós, como Ministério da Saúde, incentivar e fortalecer cada vez mais essa iniciativa para que todas as mães possam amamentar. Amamentar é preciso. Só assim teremos uma geração mais forte e resistente”, disse o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde do Brasil, Raphael Câmara.

Na mesma linha, a representante da OPAS e da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Socorro Gross, lembrou que o sucesso da amamentação não é responsabilidade exclusiva da mãe e sim de toda a sociedade: comunidades, empregadores, famílias, governos, profissionais de saúde, meios de comunicação.

“Somente dessa maneira nós vamos ter gerações mais fortes, mais inteligentes, com mais resiliência, menos obesidade”, afirmou Gross.

Ela citou também importantes ações do Brasil nessa área, como a Iniciativa Hospital Amigo da Criança, o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos e a Rede Brasileira de Banco de Leite Humano, que é um dos Centros Colaboradores da OPAS/OMS e um importante espaço de intercâmbio e inovação tecnológica. Também destacou a legislação brasileira de proteção ao aleitamento materno, que é estreitamente alinhada ao Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno da OMS.

Fizeram parte da mesa principal da cerimônia de lançamento a coordenadora geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, Janini Selva Ginani; o secretário estadual de Saúde de Rondônia, Fernando Máximo; o diretor do CONASEMS, Geraldo Reple; o presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luciano Santiago; e o secretário estadual de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto.

COVID-19 não impede amamentação - No mundo, apenas quatro em cada dez (44%) crianças são amamentadas exclusivamente nos primeiros 6 meses de vida. Na região das Américas, essa taxa é de 38% das crianças e somente 32% continuam sendo amamentadas até os dois anos. Especificamente na América Latina e no Caribe, menos da metade dos bebês (48%) são amamentados em sua primeira hora de vida.

É preciso aumentar essas taxas para alcançar a meta de 50% de amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida até 2025, uma das Metas Globais de Nutrição, e de 70% até 2030, uma das metas da Agenda 2030.

Para a OPAS e a OMS, o aleitamento materno deve ser mantido no atual contexto de pandemia, inclusive caso haja suspeita ou confirmação de infecção da mãe por COVID-19. Um estudo publicado na Lancet já mostrou que os benefícios da amamentação e o contato pele a pele após o nascimento superam de 65 a 630 vezes qualquer risco de morte que o coronavírus possa representar para o bebê. E, para que isso seja feito com maior segurança, é necessário garantir o aleitamento materno com higienização das mãos, etiqueta respiratória e uso de máscaras.

Semana Mundial do Aleitamento Materno - A Semana Mundial do Aleitamento Materno, comemorada a cada ano na primeira semana de agosto, é uma campanha global para conscientizar e incentivar ações sobre temas relacionados à amamentação. A OPAS se junta à comunidade global para apoiar os esforços e fortalecer medidas para proteger, promover e apoiar o direito ao aleitamento materno na Região das Américas.

Para a campanha deste ano, a Aliança Mundial para a Amamentação (WABA, na sigla em inglês) focou em como o aleitamento materno contribui para a sobrevivência, saúde e bem-estar de todos, bem como no imperativo de proteger a amamentação em todo o mundo.

Benefícios da amamentação - A amamentação exclusiva até os seis meses traz muitos benefícios para o bebê e a mãe. A principal delas é a proteção contra infecções gastrointestinais. O início precoce do aleitamento materno, dentro de 1 hora após o nascimento, protege o recém-nascido de adquirir infecções e reduz a mortalidade neonatal. O risco de mortalidade devido à diarreia e outras infecções pode aumentar em bebês que são parcialmente amamentados ou que não amamentaram. 

O leite materno também é uma fonte importante de energia e nutrientes para crianças de 6 a 23 meses. Pode fornecer metade ou mais das necessidades de energia de uma criança entre as idades de 6 e 12 meses e um terço das necessidades de energia entre 12 e 24 meses.

Crianças e adolescentes que foram amamentados quando bebês têm menos probabilidade de apresentar sobrepeso ou obesidade. Além disso, têm melhor desempenho em testes de inteligência e têm frequência escolar superior. A amamentação está associada ainda a maior renda na vida adulta.

O aleitamento materno de longa duração também contribui para a saúde e o bem-estar das mães: reduz o risco de câncer de ovário e de mama e ajuda a espaçar gestações – a amamentação exclusiva de bebês com menos de seis meses tem um efeito hormonal que geralmente induz a falta de menstruação.

Informação: Nações Unidas 

A Praça Mestre Antônio Vieira, localizada no bairro do Monte Castelo, vai ganhar um mural de grafite, produzido por 12 artistas maranhenses. A arte urbana vai retratar a história e obras do poeta e músico falecido em 2009 e sua relação com o bairro onde viveu. O equipamento público será entregue à população, no próximo sábado (31).

A praça foi construída onde antes havia um terreno abandonado e que, por anos, era usado como depósito de lixo. Agora, a área de 3.743 metros quadrados recebeu uma praça moderna com mobiliário urbano, caramanchões de lazer com jogos de tabuleiro, academia de saúde, playground, sistema de iluminação em LED, pontos de acesso à internet, paisagismo com gramas e plantas ornamentais. 

A história do Mestre Antônio Vieira, sua relação com a cultura e com o bairro, além do resgate da memória da estação de bonde que havia no local, será recontada pelas imagens, no mural de 150 metros.

“Mostrar a história por meio das cores da arte urbana é sensacional e ao mesmo tempo é gratificante fazer parte desse trabalho tão belo e valioso. É uma forma de resgatar a cultura, mostrar a riqueza e a potencialidade dos nossos artistas regionais por outro olhar da arte e dos desenhos do grafite ”, evidenciou o grafiteiro Gustavo Rosa, que participa do projeto.

O secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, destacou a importância da obra para a área. “A Praça Mestre Antônio Vieira é mais um equipamento urbano que o governador Flávio Dino vai entregar para a população de São Luís, promovendo lazer, integração social e incentivando a economia local. Aqui será um espaço de convívio e de oportunidades”, disse.

“Trazer o grafite para esta praça é uma forma de democratizar os espaços públicos, levar conhecimento por meio da arte, aproximar os moradores para desfrutarem do local, bem como estimular a relação de pertencimento do cidadão para a conservação do equipamento, que representa tão bem este bairro”, ressaltou Jerry.

A intervenção urbanística, em um dos bairros mais tradicionais de São Luís, está conferindo uma estética moderna ao espaço que, até então, era subutilizado. A obra em grafite tem a assinatura dos grafiteiros Edi Bruzaca, Luis Gustavo da Silva Rosa, Cassiano Estevão, Wedson Silva Nascimento, Eduardo, Bruno Níkson, Ronald Nagô, Fael Jesus, Carlos Augusto Silva Junior, Railde Paula Diniz Araújo, Negônica e Gil Peniel.

“A proposta do Governo do Estado de movimentar e narrar uma história através de um painel com arte urbana é uma maneira de interagir com a comunidade e democratizar os espaços públicos. Retratar a história e a cultura de um bairro como o Monte Castelo, que possui grandes personalidades da música popular maranhense e brasileira, por meio dos desenhos, das cores da grafitagem, é uma experiência maravilhosa; demonstrar o cuidado do poder público em valorizar e preservar a memória e a cultura do povo”, disse Negônica, que também desenvolve sua arte no mural.

Mestre Antônio Vieira

A nova praça construída pelo Governo do Maranhão, através da Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), homenageará o músico e poeta maranhense falecido em 2009 e ex-morador do bairro.

Dono de um conhecimento ímpar sobre a cultura maranhense, ele é um dos ícones da cultura maranhense que começou a ser conhecido e reconhecido em todo o Brasil e no mundo aos 77 anos de idade, em 1997, quando a também maranhense Rita Ribeiro gravou duas de suas músicas: “Tem quem queira” e “Cocada”.

Antônio Vieira morreu no dia 7 de abril de 2009, por falência múltipla dos órgãos. Sua arte plural e multifacetada é um legado para o Brasil e para o mundo.

Informação: MA.gov