2º Festival Palco Giratório reúne mais de 5 mil pessoas e amplia acesso às artes cênicas no Maranhão
O 2º Festival Palco Giratório encerrou sua programação no Maranhão após 15 dias de atividades que reuniram mais de 5 mil pessoas em diferentes espaços e cidades do estado. Realizado pelo Sesc Maranhão como parte das comemorações pelos 80 anos da instituição, o festival promoveu espetáculos e ações formativas em São Luís, Caxias, Imperatriz e Itapecuru Mirim.
Mais do que ocupar teatros e espaços culturais, a programação foi pensada para ampliar o acesso às artes cênicas e alcançar públicos diversos. Ao longo do festival, 30 instituições foram atendidas, entre elas duas casas de idosos, sete escolas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e 19 escolas públicas de educação infantil, totalizando 1.430 ingressos distribuídos.
A iniciativa reforça uma das principais características do Palco Giratório, projeto desenvolvido pelo Sesc há 28 anos e reconhecido pela circulação de espetáculos e ações formativas em diferentes regiões do país. A proposta é descentralizar a programação artística, aproximar a produção cênica brasileira de diferentes públicos e criar novas possibilidades de acesso à cultura.
Para Sandra Nunes, analista de Cultura do Sesc, curadora e produtora do Festival Palco Giratório no Maranhão, a realização da segunda edição reforça o papel do Sesc na democratização do acesso à cultura e na formação de novos públicos.
“O Palco Giratório tem um significado muito relevante e reafirma o papel que o Sesc desempenha no cenário cultural brasileiro. E, aqui no Maranhão, não seria diferente. Falar do festival é também falar da realização de vários sonhos: do artista que saiu da sua cidade pela primeira vez para circular pelo Brasil, da criança ou do adulto que foi ao teatro pela primeira vez, da pessoa que se vê representada em cena e da criança que se identifica com aquilo que está vendo”, afirmou.
Segundo Sandra, a circulação pelo Maranhão também deixa um legado que ultrapassa os dias de programação. “Foram 15 dias, quatro cidades e espetáculos de teatro, dança e circo de todo o Brasil. Mais de 5 mil pessoas passaram pelo Palco Giratório no Maranhão. Atendemos 30 instituições e distribuímos 1.430 ingressos, alcançando públicos da educação infantil à Educação de Jovens e Adultos, além de pessoas idosas. E o Palco Giratório deixa um legado: a formação de novos públicos, a imersão nos territórios, a ocupação de teatros, praças e escolas, o fortalecimento de parcerias e o intercâmbio entre grupos locais, nacionais e o público”, concluiu Sandra.
Arte que circula e aproxima
Nesta segunda edição realizada no Maranhão, o festival reuniu diferentes linguagens das artes cênicas, com espetáculos de teatro, dança e circo, além de oficinas, encontros e reflexão. A circulação por diferentes municípios também promoveu o encontro entre artistas de diversas partes do Brasil, estudantes, profissionais da cultura e comunidades.
Em São Luís, o Palco Giratório esteve presente em praças, teatros e escolas. Entre os espaços contemplados esteve o Centro Educa Mais João Francisco Lisboa (CEJOL), que recebeu o espetáculo “Jardim das Margaridas”, da Cia. Reboliço de Teatro de Bonecos (MA).
A montagem aborda a presença das mulheres no campo e, inspirada na trajetória de Margarida Alves, retrata o surgimento de um assentamento rural e homenageia mulheres que defendem a terra, a natureza, a paz e a dignidade humana.
O estudante João Nogueira, do CEJOL, acompanhou a apresentação e destacou a oportunidade de conhecer uma linguagem artística diferente. “Não é toda vez que a gente tem contato com o pessoal de fora e com a arte bonequeira. Achei uma apresentação linda”, afirmou.
Ainda em São Luís, o Festival Palco Giratório levou a magia do circo ao público com o espetáculo “Sancho Pança – O Fiel Escudeiro”, apresentado pelo Palhaço Piruá, interpretado pelo ator Rodrigo Bruggemann, da Piruá Produções Artísticas (RN). A montagem combinou humor, emoção e elementos do universo circense para provocar reflexões e criar uma experiência de aproximação com o público.
“A gente traz reflexões através do riso, através das emoções também. Porque, apesar de ser um espetáculo de palhaço, a gente chora, a gente sente, a gente vibra. E nós estamos muito felizes de participar dessa circulação pelo Palco Giratório, um projeto tão importante e necessário para esse Brasil cheio de arte”, afirmou Bruggemann.
Encontro com histórias e identidades
A diversidade de públicos e territórios também marcou a passagem do festival pelo interior do estado. Em Imperatriz, por exemplo, o espetáculo “Memórias em Maranhês: A Casa” atraiu estudantes da cidade e de municípios da região, como Itinga do Maranhão.
Para a professora Marliane Ribeiro, da UE Prof. Maria das Graças P. Luz, em Itinga do Maranhão, a experiência proporcionada pelo festival contribuiu para aproximar os estudantes das histórias e manifestações culturais do estado.
“Essa imersão cultural nas nossas histórias do Maranhão é muito importante. É impressionante e me impactou bastante. Foi emocionante conhecer a história do Tio João da Árvore. Os meus alunos também ficaram muito animados e felizes. Com certeza, eles vão levar muitas histórias para contar depois desse espetáculo”, destacou.
Em outra frente, a programação também abriu espaço para diferentes identidades e expressões culturais. É o caso de “Bumba Meu Ball”, do grupo Kora Josa Produções, que estabelece um diálogo entre a Cultura Ballroom brasileira e o bumba meu boi do Maranhão.
Para a atriz Ayana Monteiro, a montagem celebra as vidas de pessoas trans, apresenta ao público elementos da cultura ballroom e valoriza manifestações da cultura popular maranhense. A circulação pelo Palco Giratório amplia esse diálogo com diferentes públicos e territórios.
“O espetáculo mescla a narrativa a partir desses corpos marginalizados, trazendo aspectos religiosos, mas também dando visibilidade e contemplação para a cultura ballroom e para aspectos culturais que a gente já vivencia, como o bumba meu boi, que é uma manifestação da nossa cultura popular”, explica.
As experiências vivenciadas ao longo do festival mostram que a circulação artística vai além da apresentação de um espetáculo. Ao chegar às escolas, praças e diferentes espaços culturais, o Palco Giratório cria oportunidades de encontro entre artistas e comunidades e possibilita que públicos que nem sempre frequentam os espaços tradicionais de cultura tenham contato com diferentes linguagens das artes cênicas.
Para Sandra Nunes, essa diversidade de temas, narrativas e públicos também evidencia a dimensão social e cultural do festival. “São tantos assuntos, tantas narrativas. É um espaço tão diverso, mas também um espaço político. O festival é para a cidade e tem um impacto muito significativo na vida das pessoas, dos artistas e das crianças. Então, são muitas experiências que estão agregadas ao festival”, finalizou.
Informação: Sesc MA
Fotos: Allan Martins Cunha (Allmafotos)
Material reúne orientações práticas para criar experiências atrativas para as famílias, aumentar o tíquete médio e fortalecer o relacionamento com os clientes
A Abrasel acaba de lançar a cartilha “Semana das Crianças: Seu Restaurante Está Preparado?”, um guia prático e gratuito desenvolvido para apoiar bares e restaurantes na criação de ações especiais voltadas ao público infantil. O material apresenta estratégias acessíveis para que os estabelecimentos ampliem as oportunidades de venda, fortaleçam a experiência dos clientes e se destaquem no mercado.
A escolha de um restaurante pelas famílias é influenciada pela capacidade do negócio de atender o público infantil, e quando o estabelecimento se prepara para as necessidades e entretenimento das crianças, a experiência se torna mais atrativa para os pais e responsáveis. Nesse sentido, a publicação parte da premissa de que a Semana das Crianças representa uma oportunidade estratégica para atrair famílias, aumentar o tempo de permanência dos clientes nos estabelecimentos e incentivar a fidelização.
Ao longo do conteúdo, os empresários encontram orientações sobre a criação e organização de espaços kids, elaboração de cardápios infantis, capacitação das equipes de atendimento, práticas de inclusão e sugestões de experiências temáticas capazes de tornar a visita ao restaurante ainda mais memorável. O material também apresenta ideias para diferentes níveis de investimento, permitindo que negócios de diversos portes implementem ações compatíveis com sua realidade.
Além das recomendações práticas, a cartilha oferece um plano de ação para os dias que antecedem a Semana das Crianças e um checklist final para auxiliar os empreendedores na organização das iniciativas. A proposta é mostrar que não são necessários grandes investimentos para gerar valor ao cliente e aproveitar o potencial da data.
Para a Abrasel, criar experiências voltadas às famílias é uma forma de fortalecer a imagem do estabelecimento, diferenciar-se da concorrência e transformar uma data comemorativa em uma oportunidade concreta de crescimento para o negócio.
A cartilha “Semana das Crianças: Seu Restaurante Está Preparado?” já está disponível gratuitamente para download www.conexaoabrasel.com.br e pode ser utilizada por empresários de todo o país que desejam se preparar para receber melhor as famílias e aproveitar o potencial comercial da Semana das Crianças.
Informação: Abrasel
Espetáculo é atração do projeto no Teatro Sesc Napoleão Ewerton, nesta quinta-feira, 15 de outubro, às 19h30
O projeto 5ª Cultural no mês de outubro vai destacar uma homenagem ao legado de dois grandes nomes da música mundial. A banda Raiz Tribal apresentará o “Especial Kaya N’Gan Daya: Tributo de Gilberto Gil a Bob Marley”, nesta quinta-feira, dia 15 de outubro, às 19h30, no Teatro Sesc Napoleão Ewerton, localizado no Condomínio Fecomércio, avenida dos Holandeses.
O espetáculo faz uma celebração especial ao álbum “Kaya N’Gan Daya”, lançado em 2002 pelo brasileiro Gilberto Gil em homenagem à obra do jamaicano Bob Marley, ícone do reggae. Mais do que interpretar canções, a apresentação propõe uma experiência musical envolvente que destaca o diálogo entre os ritmos jamaicanos e a riqueza da cultura popular brasileira.
Ao revisitar esse repertório, a Raiz Tribal reafirma sua identidade artística e sua profunda ligação com as raízes do reggae.
A ideia do tributo nasceu do desejo de revisitar um dos encontros mais marcantes entre a música brasileira e o reggae mundial, evidenciando a força dessa conexão cultural que atravessa gerações.
O show presta homenagem ao legado de Gilberto Gil e Bob Marley, conectando memória, resistência, espiritualidade e celebração. Com arranjos marcantes e uma interpretação autêntica, a banda se posiciona como guardiã de uma tradição musical viva, atual e pulsante, fortalecendo o elo entre passado, presente e futuro.
Os ingressos estão disponíveis no Sympla.
SERVIÇO
Espetáculo: “Especial Kaya N’Gan Daya: Tributo de Gilberto Gil a Bob Marley”
Quando: Nesta quinta-feira, dia 15 de outubro, às 19h30
Onde: No Teatro Sesc Napoleão Ewerton, localizado no Condomínio Fecomércio, avenida dos Holandeses
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 20,00 (trabalhador do comércio com Cartão Sesc) - disponível no Sympla
Informação: Sesc MA
Workshop marcou a apresentação dos produtos desenvolvidos pelos alunos durante a formação
IMPERATRIZ- Um pão que mantém o formato, uma massa que chega ao ponto certo, um bolo com acabamento de vitrine. Antes de qualquer produto chegar à mesa ou à prateleira, existe uma combinação de técnica, conhecimento e prática que faz diferença no resultado. Foi justamente esse aprendizado que os alunos do curso de Padeiro e Confeiteiro do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em Imperatriz, apresentaram durante o workshop de encerramento da formação.
Com os produtos prontos, os alunos assumiram também o papel de explicar o que aprenderam: apresentaram receitas, falaram sobre ingredientes, técnicas, etapas de preparo e finalização e mostraram, na prática, conhecimentos desenvolvidos ao longo do curso. A atividade aproximou a experiência vivida em sala e nas aulas práticas da realidade encontrada no mercado de trabalho.
Para a instrutora Cilene Sousa, a apresentação foi também uma oportunidade de observar a evolução da turma ao longo da formação. “Muitos chegaram aqui sabendo fazer apenas um bolo de massa pronta e hoje estão apresentando receitas muito mais elaboradas, dominando técnicas e cuidando de cada detalhe da produção. Ver essa evolução é muito gratificante”, destacou.
A programação contou ainda com a participação de representantes do Sindicato de Panificação e Confeitaria de Imperatriz (Sinpancimp), que conversaram com os alunos sobre o mercado de trabalho e as possibilidades para quem busca atuar profissionalmente no segmento. A presença de alunos da Aprendizagem do Mateus Supermercados, parceiro do SENAI, também aproximou a atividade de uma realidade que faz parte da trajetória de muitos profissionais: a atuação em empresas do setor de alimentos e varejo.
Para o gerente do SENAI Imperatriz, Deglison Xavier, essa aproximação é importante para que a qualificação profissional esteja conectada às demandas encontradas pelos trabalhadores no dia a dia. “A formação profissional precisa estar próxima do mercado. Aqui, o aluno aprende na prática e sai mais preparado para aproveitar as oportunidades que encontrar pela frente” afirmou.
A panificação e a confeitaria oferecem diferentes possibilidades de atuação profissional. Quem se qualifica pode trabalhar na produção de pães, bolos, doces e outros alimentos em padarias, confeitarias, supermercados, hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos do setor, além de desenvolver uma produção própria. Nesse cenário, dominar técnicas de preparo, organização da produção, qualidade e finalização é parte importante da preparação para o trabalho.
Para quem participou da formação, o curso representa também a possibilidade de transformar aquilo que antes era apenas interesse em uma habilidade profissional. É o caso da aluna Greyce Kelly, que conta como a experiência contribuiu para sua trajetória. “Entrei no curso querendo aprender e hoje saio com muito mais segurança para produzir. Aprendi técnicas que já posso levar para o trabalho e para novos projetos.”
Informação: Fiema
Equatorial Maranhão orienta manter o consumo consciente, evitando desperdício de energia nos meses mais quentes do ano
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou a bandeira verde para o mês de outubro, o que significa que não haverá cobrança adicional na conta de energia elétrica. O cenário reflete condições mais favoráveis para a geração de energia no país. Mesmo sem o acréscimo na fatura, a Equatorial Maranhão reforça que o consumo continua tendo impacto no valor da conta e chama a atenção para o uso consciente da energia, especialmente durante o período mais quente do ano.
O aumento das temperaturas já produz efeitos que ultrapassam o desconforto térmico e os riscos à saúde. Nos períodos de calor intenso, cresce também a demanda por energia elétrica, impulsionada pelo uso mais frequente de ventiladores, aparelhos de ar-condicionado, climatizadores e umidificadores de ar. Geladeiras e freezers também precisam trabalhar mais para conservar os alimentos na temperatura adequada.
A combinação entre aquecimento global e fenômenos climáticos, como o El Niño, ajuda a explicar a ocorrência de temperaturas cada vez mais elevadas.
Maranhão enfrenta onda de calor e baixa umidade
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para outubro indica predomínio de temperaturas acima da média em grande parte do país, incluindo áreas do Nordeste. No Maranhão, municípios enfrentam uma combinação de calor intenso, clima seco e baixos índices de umidade relativa do ar.
Em algumas localidades, as temperaturas podem se aproximar ou ultrapassar os 40°C. Cidades como Imperatriz, Balsas e Carolina estão entre as mais afetadas pelo tempo quente e seco, com registros de umidade em patamares que exigem atenção. Além da hidratação constante, os cuidados precisam ser redobrados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Mais calor, maior demanda por energia
Dentro das residências, o aumento da temperatura modifica os hábitos de consumo e o impacto aparece também no orçamento familiar. Mesmo quando o aparelho possui elevada eficiência energética, o tempo de funcionamento influencia diretamente o consumo. Um ar-condicionado usado por várias horas todos os dias, por exemplo, pode representar parcela relevante da conta mensal.
Segundo Rosângela Martins, Analista do Programa de Eficiência Energética da Equatorial Maranhão, nunca foi tão necessário incorporar novos hábitos. “O consumo consciente não significa abrir mão do conforto ou deixar de utilizar equipamentos essenciais, mas eliminar desperdícios e escolher soluções que ofereçam o mesmo resultado com menor gasto energético” explica Rosângela.
É esse comportamento que a Equatorial Maranhão incentiva por meio de campanhas e conteúdos educativos. A orientação ao consumidor ganha importância diante de um cenário no qual os eventos de calor podem se tornar mais frequentes ou intensos, aumentando a pressão sobre as instalações residenciais e o orçamento das famílias.
Dicas práticas para economizar energia nos dias mais quentes
A Equatorial Maranhão recomenda a adoção de algumas medidas práticas, a serem incorporadas aos novos hábitos de consumo mais sustentáveis:
• Utilize equipamentos mais eficientes, de preferência que tenham o selo Procel do tipo A de consumo e, ainda assim, usar de forma racional, evitando desperdícios;
• Mantenha portas e janelas fechadas enquanto o ar-condicionado estiver funcionando, evitando a entrada de ar quente;
• Ajuste o ar-condicionado para 23°C ou 24°C e mantenha os filtros sempre limpos. Isso permite um melhor desempenho e menor gasto de energia;
• Escolha um aparelho com capacidade adequada ao tamanho do cômodo. Equipamentos subdimensionados precisam trabalhar por mais tempo para resfriar o ambiente;
• Desligue o ar-condicionado ao sair do local e utilize a função de temporização para evitar que permaneça ligado durante toda a madrugada sem necessidade;
• Posicione geladeiras e freezers longe do fogão, de paredes aquecidas e da incidência direta do sol;
• Verifique periodicamente as borrachas de vedação da geladeira. Quando estão ressecadas ou danificadas, permitem a entrada de ar quente e fazem o motor trabalhar mais;
• Evite abrir a geladeira repetidas vezes e não deixe a porta aberta enquanto escolhe os alimentos. Utilizar garrafas térmicas pode ajudar a conservar a água gelada e reduzir a abertura do equipamento;
• Nunca coloque roupas ou objetos na parte traseira da geladeira e respeite o espaço de ventilação recomendado pelo fabricante;
• Aproveite ao máximo a iluminação natural e apague as luzes dos ambientes vazios;
• Substitua lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por modelos de LED, que consomem menos energia;
• Retire da tomada os aparelhos que não estiverem sendo utilizados. O modo de espera, conhecido como stand-by, mantém um consumo contínuo de eletricidade.
• Acumule roupas sujas para utilizar a máquina de lavar de uma só vez. Esta dica também serve para o uso do ferro elétrico: separe a maior quantidade de roupas para passar de uma vez;
• Quando possível, utilize ventilação natural e ventiladores nos horários em que a temperatura estiver mais amena.
Pequenas mudanças, quando incorporadas à rotina, podem reduzir desperdícios sem comprometer o conforto e a qualidade de vida. Mais do que uma estratégia para controlar o valor da conta, usar a energia de maneira racional tornou-se uma atitude de responsabilidade ambiental. Em um mundo mais quente, cada equipamento eficiente e cada hábito corrigido contribuem para reduzir a pressão sobre os recursos naturais e construir uma relação mais sustentável com a eletricidade.
Informação: Assessoria de imprensa da Equatorial Maranhão
Com apoio do Sebrae, a iniciativa reuniu 120 alunos em uma experiência de aprendizagem, criatividade e descoberta de novas possibilidades profissionais.
Escolher uma profissão envolve muito mais do que pensar em uma carreira. Para muitos jovens, significa também descobrir habilidades, reconhecer interesses e entender como os conhecimentos adquiridos na escola podem se transformar em oportunidades no futuro. Foi com esse propósito que o Centro Educa Mais Padre Chagas, em Santa Inês, realizou, pela primeira vez, a Feira das Profissões, uma iniciativa que reuniu cerca de 120 estudantes e mais de 20 participantes, entre empresários convidados e integrantes do corpo docente.
Realizado na sede da Unidade Regional do Sebrae na região do Pindaré-Alto Turi, em Santa Inês, o evento foi desenvolvido em parceria com o Sebrae, por meio do programa Agente Local de Inovação (ALI) em Educação Empreendedora. A programação contou com quatro estandes temáticos, palestra sobre empreendedorismo, depoimentos de empresários locais e atividades conduzidas pelos próprios estudantes.
Mais do que apresentar diferentes carreiras, a proposta foi criar um ambiente em que os alunos pudessem pesquisar, experimentar, apresentar ideias e perceber a relação entre os cursos técnicos oferecidos pela escola e diferentes áreas do mercado de trabalho.
Da sala de aula para as possibilidades do futuro
A Feira teve como ponto de partida os três cursos técnicos ofertados pelo Centro Educa Mais Padre Chagas: Computação Gráfica, Serviços Públicos e Suporte e Manutenção de Computadores. A partir deles, os estudantes exploraram profissões relacionadas a diferentes campos de atuação, demonstrando como uma mesma formação pode abrir caminhos profissionais diversos.
Para o professor da instituição e um dos organizadores do evento, Márcio Pereira, a iniciativa nasceu justamente da necessidade de aproximar os estudantes das possibilidades existentes fora da escola e ajudá-los a refletir sobre suas escolhas.
“A Feira das Profissões foi um momento pensado para aproximar nossos estudantes do mundo do trabalho e ajudá-los a refletir sobre suas escolhas para o futuro. A partir desses três cursos ofertados pelo Centro Educa Mais Padre Chagas, pudemos conhecer e observar diversas outras profissões que fazem parte dessas áreas e estão presentes no nosso cotidiano”, destacou o educador.
A construção da atividade envolveu professores, estudantes, direção escolar e Sebrae em reuniões de alinhamento, permitindo que a programação fosse planejada de forma colaborativa.
Entre os estudantes, a experiência também despertou novas perspectivas. Maria Juliana dos Santos Barbosa, participou do estande dedicado às profissões de Medicina e Arquitetura. Aluna do curso técnico de Suporte e Manutenção de Computadores, ela percebeu durante a atividade que os conhecimentos adquiridos na formação podem dialogar com áreas aparentemente distintas.
“Foi uma experiência interessante. Mostrou como os nossos cursos técnicos podem se relacionar com diversas áreas profissionais, como arquitetura, medicina e várias outras. Foi uma oportunidade de conhecer melhor essas profissões e perceber como os conhecimentos dos nossos cursos podem ser aplicados em diferentes áreas”, relatou.
Para a estudante Daniely Martins Silva, que participou do estande “Arquitetura na Computação Gráfica”, a feira também foi uma oportunidade para estimular a criatividade e começar a pensar de maneira mais concreta sobre o próprio futuro.
“A feira trouxe várias áreas profissionais de uma forma bem dinâmica e ajudou os alunos a conhecer novas possibilidades para o futuro, ter mais criatividade e vivenciar várias experiências. A gente mostrou que o que aprendemos na escola pode estar ligado ao mercado de trabalho e que o nosso curso técnico está presente em várias áreas”, contou Daniely.
Empreendedorismo como habilidade para o futuro
Além da exposição dos estandes, a programação contou com uma palestra sobre empreendedorismo conduzida pelo Sebrae e com o depoimento de empresários locais. A proposta foi ampliar a percepção dos estudantes sobre o mundo profissional, apresentando não apenas diferentes profissões, mas também caminhos relacionados à iniciativa, inovação e criação de oportunidades.
A ação faz parte do trabalho desenvolvido pelo programa ALI Educação Empreendedora, iniciativa do Sebrae que leva práticas de inovação, ferramentas ágeis e cultura empreendedora para dentro das instituições de ensino.
Em Santa Inês e Pindaré, o programa está sendo desenvolvido em 15 escolas. A atuação começa com um diagnóstico da realidade de cada instituição e, a partir dos desafios e oportunidades identificados, são construídos planos de ação e acompanhadas iniciativas voltadas à melhoria do ambiente escolar e ao desenvolvimento dos estudantes.
De acordo com a analista do Sebrae Elayne Tinoco, a Feira das Profissões está entre as ações previstas no trabalho desenvolvido junto às escolas.
“Estamos executando o Programa Agente Local de Inovação de Educação Empreendedora em 15 escolas de Pindaré e Santa Inês e, dentro disso, está prevista a execução da Feira das Profissões. Realizamos palestras de empreendedorismo e inovação para os alunos, buscando fomentar o empreendedorismo nos estudantes do ensino médio e executar o plano de ação construído a partir do diagnóstico realizado pelo Sebrae”, explicou.
Nesse processo, o empreendedorismo é trabalhado como uma competência que pode contribuir para diferentes trajetórias profissionais, estimulando nos jovens características como iniciativa, criatividade, capacidade de identificar oportunidades, planejamento e disposição para transformar ideias em ações.
Para o gerente da Unidade Regional do Sebrae no Pindaré-Alto Turi, com sede em Santa Inês, Adalberto Fraga, a parceria com a escola reforça a importância de levar a cultura empreendedora para o ambiente educacional e permitir que os jovens tenham contato com diferentes possibilidades antes mesmo de ingressarem no mercado de trabalho.
“Quando aproximamos os estudantes do empreendedorismo, da inovação e do mundo do trabalho, estamos contribuindo para que eles desenvolvam habilidades que serão importantes independentemente da profissão que escolherem. A Feira das Profissões mostra justamente isso: o conhecimento adquirido na escola pode abrir diferentes caminhos e o jovem precisa ter espaço para conhecer, experimentar, criar e pensar no seu próprio futuro. Para o Sebrae, é uma satisfação contribuir com essa construção”, pontuou.
Ao pesquisar profissões, construir os estandes, apresentar informações e dialogar com profissionais, os alunos tiveram a oportunidade de exercitar competências que vão além do conteúdo curricular. A experiência também abriu espaço para que cada estudante pudesse olhar para diferentes possibilidades de futuro e começar a identificar caminhos que dialoguem com seus conhecimentos, interesses e projetos de vida.
Serviço: Quer saber mais? Procure a Unidade Regional do Sebrae do Pindaré-Alto Turi, com sede em Santa Inês, no WhatsApp, (98) 99145 5002, ou presencialmente, na Rua do Comércio, 900, Centro de Santa Inês, ou ainda, na Sala do Empreendedor mais próxima para obter orientações sobre as possibilidades de atendimento.
Para mais informações sobre a atuação do Sebrae, acesse o Portal Sebrae (sebrae.com.br) ou entre em contato pela Central de Atendimento, no telefone 0800 570 0800 (também contato de WhatsApp) ou pelos Canais digitais do Sebrae no Maranhão: Instagram (@sebraemaranhao) e YouTube (Sebrae Maranhão – https://www.youtube.com/sebraemaranhao).
Informação: Sebrae MA
No encontro a EMAP apresentou desafios e possibilidades de negócios
SÃO LUÍS – Processar grãos no Maranhão, ampliar a oferta de fertilizantes, desenvolver biocombustíveis e fornecer equipamentos e serviços para a atividade portuária. Essas foram algumas das janelas de oportunidade apresentadas na sexta edição do “Conhecendo a Indústria”, realizada na quarta-feira (30), na Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA). Promovido pelo Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIEMA), o encontro teve como foco o Porto do Itaqui e a economia do mar. A programação marcou o primeiro evento oficial da segunda etapa do Inova Indústria, parceria entre FIEMA e Sebrae.
A gerente de Planejamento e Negócios da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), Luciana Kuzolitz, conduziu a palestra “Pensando o Porto do Itaqui Estrategicamente: desafios e janelas de oportunidade”. Ela apresentou possibilidades de negócios que abrangem a produção industrial, o transporte, a armazenagem e os serviços. “O porto é um ecossistema logístico industrial”, afirmou. Na agroindústria, as oportunidades incluem esmagamento de grãos, produção de óleos e farelos, alimentação animal e processamento de alimentos. A proposta é agregar valor à produção antes de destiná-la aos mercados, com conexões entre agricultura, indústria e logística.
DIVERSIFICAÇÃO DE CARGA - Luciana citou a produção de etanol de milho como exemplo de mudança nas cadeias produtivas e nas cargas do porto. O uso do cereal pela indústria no Maranhão reduz o volume disponível para exportação, mas gera produtos como o DDGS, coproduto da fabricação de etanol destinado à alimentação animal. Segundo ela, o Itaqui prevê para novembro um embarque de teste de 30 mil toneladas desse produto.
A apresentação também apontou espaço para mistura e formulação de fertilizantes, armazenagem e distribuição. Na cadeia de proteína animal, as possibilidades abrangem ainda processamento, frigorificação, transporte sob refrigeração e exportação em contêineres. Esses negócios podem conectar a oferta de insumos e ração à produção de alimentos.
Na mineração e na indústria de base, Luciana apresentou oportunidades em processamento mineral, metalurgia, ferro de baixo carbono, moagem de cimento e argila calcinada. Na área de energia, destacou armazenagem e distribuição de combustíveis, biocombustíveis e abastecimento de embarcações, além de possibilidades relacionadas a gás natural liquefeito, hidrogênio, amônia e metanol.
A diversificação de cargas também abre espaço para produtos florestais, papel e derivados, biomassa e bioprodutos. A apresentação relacionou essas possibilidades ao desenvolvimento de linhas de contêineres, cabotagem e serviços de logística industrial. Um terminal de contêineres integra o portfólio de projetos em estudo apresentado pela EMAP, administradora do Porto do Itaqui.
ECOSSISTEMA LOGÍSTICO INDUSTRIAL - As janelas de oportunidade alcançam ainda as empresas que constroem, mantêm e abastecem a estrutura portuária. Entre as demandas estão projetos de engenharia, obras, equipamentos e componentes metalmecânicos, manutenção, transporte, sistemas de informação, automação, soluções ambientais e capacitação profissional.
Nesse campo, a EMAP apresentou investimentos atuais e previstos em ampliação e recuperação de berços, edificações, infraestrutura elétrica, energia solar e modernização de tecnologia. O conjunto inclui expansão do centro de dados, automação, controle de acesso e proteção de informações, áreas que demandam fornecedores de produtos e serviços.
Luciana também destacou a relação entre a expansão ferroviária e o alcance econômico do porto. Investimentos em capacidade de transporte, vagões, armazéns e polos de concentração de cargas ao longo das ferrovias podem ampliar o acesso à produção e melhorar as condições de escoamento. A análise considerou desafios como custos dos fretes, mudanças nas regras do comércio e efeitos do clima sobre as cadeias produtivas.
Para Celso Gonçalo, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-MA e vice-presidente executivo da FIEMA, a aproximação entre o setor produtivo e a EMAP pode gerar parcerias e novas oportunidades. Ele relacionou essa articulação à expansão dos negócios industriais e à exportação de produtos com maior valor agregado. César Miranda, superintendente da FIEMA, destacou o papel do Inova Indústria na conexão entre entidades, poder público e empresários. Segundo ele, o encontro busca aproximar as empresas das possibilidades de negócios para que elas tenham conhecimento dessas oportunidades.
Durante a programação, a presidente da EMAP, Oquerlina Costa, recebeu uma homenagem pela contribuição ao desenvolvimento regional e pela parceria com CIEMA e FIEMA. Celso Gonçalo entregou a placa, como representante do presidente do CIEMA, Cláudio Azevedo.
Informação: Fiema













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