sábado, 18 de janeiro de 2020

O Centro Histórico de São Luís é um grande atrativo para maranhenses e turistas em qualquer época do ano. Mas durante o período de férias, as ruas centenárias despertam a atenção de um número ainda maior de pessoas.

Famílias inteiras e visitantes aproveitam o tempo de descanso para conhecer um pouco da riqueza cultural presente em cada detalhe dos casarões e sobrados dos séculos 18 e 19, singularidade arquitetônica que fez da capital maranhense cidade Patrimônio Histórico da Humanidade.

Para a família da professora Cledina Fonseca, o passeio pelas ruas seculares de São Luís é roteiro indispensável durante as férias. A educadora mora no município de São João Batista (MA) e, nesta época do ano, ela, os dois filhos e o marido aproveitam para visitar museus, tirar selfies, comprar souvenirs, experimentar iguarias locais e conhecer um pouco mais da história da cidade.

“Estamos vindo ao Centro Histórico para passear e valorizar um pouco a nossa cultura. É um ambiente agradável, bem familiar. É um passeio que sempre está na nossa programação em todas as férias”, conta Cledina.

A beleza do casario de origem portuguesa também chamou a atenção do casal Allison Barbosa e Daiane Santana, que acabaram de chegar do município de Balsas (MA) para passar as férias em São Luís.

“Estamos de férias e viemos dar um passeio. Chegamos hoje. É bem bonito, tem muita coisa legal!”, diz Allison, que visita a capital maranhense pela primeira vez. Já sua namorada, Daiane Santana, retorna a São Luís após seis anos sem visitar a capital.

“Eu já vi muita coisa diferente. Tô achando mais limpo e organizado do que da última vez que eu vim. É um passeio que vale muito a pena”, ressalta Daiane.

Comércio aquecido

O período das férias representa também maior movimentação econômica e aquecimento no comércio local. É o que avalia Ludmylla Ferreira, atendente em um restaurante da Rua Portugal, um dos principais cartões-postais da região histórica. Para ela, nos últimos anos o espaço vem sendo cada vez mais ocupado não só por turistas, mas também pela população local.

“Já começou a melhorar a movimentação de pessoas, tanto de ludovicenses quanto de turistas. Há alguns atrás a gente não via isso. Tomara que [as vendas] continuem melhorando”, diz.

Nosso Centro: projetando São Luís para o futuro

Com a concretização das metas estabelecidas no programa estadual Nosso Centro, a tendência é que nos próximos anos as férias no Centro Histórico de São Luís sejam ainda mais movimentadas. Lançado pelo governador Flávio Dino em junho do ano passado, a ideia do projeto é promover ações estruturantes que dinamizem a economia local, estimulem o turismo e valorizem ainda mais a região.

Com foco no setor habitacional, comercial e gastronômico, tecnológico, cultural e turístico, além do institucional, o programa alcança toda a região da Praia Grande, além do entorno da Praça João Lisboa, Desterro, Rua Grande e suas transversais, até a Praça Deodoro.

A artesã Dena Silva trabalha na região há cerca de 10 anos. Ela garante que todo dia consegue vender, mas espera um aumento com o auxílio de medidas inovadoras como o Nosso Centro. Ela foi uma das vendedoras que perceberam um salto nos lucros quando, no São João de 2019, foram instaladas as bandeirinhas juninas que formavam um mosaico com elementos do auto do bumba meu boi.

“As bandeirinhas foram show. Melhorou demais, aumentaram as vendas e ficou mais movimentado. As pessoas que vinham ver as bandeirinhas acabavam virando clientes”, afirma a artesã.

A entrega do Edifício João Goulart, na Praça Pedro II, foi o ponto de partida do programa Nosso Centro. O prédio já começou a abrigar parte da estrutura administrativa do estado. A reinauguração oficial do João Goulart será realizada nos próximos dias. Os cerca de 500 servidores estaduais que passam a trabalhar no edifício devem movimentar a região e a economia no Centro Histórico.

Informação: MA.gov 

A folia do Pré-Carnaval do Maranhão tomou conta do Centro Histórico de São Luís nesta sexta-feira (17). Um cortejo com Tribos de Índios, iniciado na Rua Portugal, deu um colorido diferenciado à festa, que teve como palco principal a Praça Nauro Machado.

Além das Tribos de Índios, a programação contou com o show do grupo de samba As Brasileirinhas, apresentação do Bloco Tradicional Originais do Ritmo e com a percussividade do Bloco Afro Abiyele Maylo.

A festa contou ainda com apresentação da Escola de Samba Acadêmicos do Túnel do Tempo e com grande show da Máquina de Descascar’alho, encerrando a noite.

“Miscigenação cultural”

Para o cacique Júnior, presidente da Tribo de Índio Tupiniquins, fundada em 1998 no bairro Goiabal, região da Madre Deus, o carnaval do Maranhão promove uma “grande miscigenação” cultural. Ele é filho do cacique Zé Ilha, um dos percussores da brincadeira, caracterizada pela batucada única produzida por surdos e ritintas.


Os brincantes se dividem em três tipos de índios guerreiros: cacique, os enfermos e o feiticeiro. Eles pintam os rostos e se fantasiam com cocares e adereços indígenas, como penas, peles e sementes.

“O cortejo das tribos de índios aqui no Centro Histórico resgata ainda mais a tradição das tribos de índios. Hoje nós já somos 12 tribos de índios no carnaval do Maranhão. É uma honra como filho do Zé Ilha levar essa tradição para quem é de São Luís e para que vem de fora”, destaca o cacique Júnior.

Estímulo à economia

A batucada e o colorido das Tribos de Índios chamaram a atenção de turistas como o advogado Carlos Aluísio, que veio de Imperatriz (MA) com a família para prestigiar o pré-carnaval na capital maranhense. Ele avalia que o evento é importante para a economia e potencializa o turismo.

“Vem turista de todo o Brasil, inclusive de outros países, como pude perceber também. Eu trouxe um pessoal de Brasília e eles estão adorando. Tenho certeza que eles vão passar o que viram aqui para outras pessoas. Com certeza eles voltarão outras vezes”, afirma Carlos Aluísio.

A vendedora ambulante Cláudia Santos sempre trabalha no Centro Histórico de São Luís e espera obter o mesmo sucesso de venda do período carnavalesco de 2019, que para ela “foi uma maravilha”.

“É daqui que eu tiro meu sustento e as vendas estão boas. Espero que nesse carnaval eu tenha ainda mais lucro. O carnaval tem melhorado. Ano passado foi uma maravilha e espero que esse ano seja melhor ainda”, frisa.

A Folia não para!

A programação oficial do Pré-Carnaval do Maranhão se estende até o último final de semana que precede o Carnaval 2020. São centenas de atrações em cinco pontos de folia espalhados pela capital maranhense, com destaque para o Circuito Beira-Mar, que vem revolucionando a folia de Momo em São Luís.

Os demais pontos da folia neste período são a Praça Nauro Machado; a Av. Beira Mar; a Praça dos Catraieiros (Casa do Maranhão) e o Beco do Gavião, na Madre Deus.

No sábado (18), o agito começou logo cedo, às 8h, também na Nauro Machado, com blocos e muito samba. Também no sábado, à noite, na Praça dos Catraeiros, no Centro Histórico, o tradicional Bloco da Imprensa reúne nomes como Marco Duailibe, Feijoada Completa e Escola Turma da Mangueira.

No domingo (18), a Madre Deus cai na festa a partir das 16h, no Beco do Gavião. Apresentam-se a Favela do Samba, o Grupo Apoteose e outros.

Confira a programação completa do Pré-Carnaval do Maranhão no site www.cultura.ma.gov.br e nas redes sociais da Secretaria de Estado da Cultura (Secma).

Informação: MA.gov 

A música é uma linguagem universal e traz inúmeros benefícios em todas as idades. E no Sesc crianças, jovens e adultos podem descobrir seus talentos participando do projeto Sesc Musicar. Com 215 vagas para 11 modalidades musicais, os cursos são gratuitos e estão com inscrições abertas no período de 20 a 31 de janeiro no Sesc Centro e Sesc Turismo de segunda a sexta-feira, das 08h às 12h e 14h às 17h.

 Os cursos de Musicalização são para crianças e jovens com idade entre 7 e 17 anos, sendo oferecidos ao sábados, turno matutino, na Escola Caiane Mateus, no bairro Divineia, enquanto os de Aperfeiçoamento Musical são para alunos na faixa etária entre 12 e 35 anos, com aulas ministradas ao sábados, turno vespertino, no Sesc Centro. As turmas oferecidas são: Iniciação ao Canto Coral, Flauta Doce, Percurssão, Clarinete, Saxofone, Trombone, Trompete, Trompa, Tuba, Flauta Transversal e Violão.

As vagas são gratuitas, contempladas pelo Programa de Comprometimento e Gratuidade – PCG e prioritariamente destinadas aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, seus dependentes e a estudantes da rede pública de educação básica, com renda familiar bruta de até 03 (três) salários mínimos nacionais.

A inscrição é presencial, devendo ser realizada pelo candidato ou pelo responsável legal titular do Cartão Sesc (caso o candidato seja menor de idade). No ato da inscrição deverão ser entregues, devidamente preenchidos, os formulários disponíveis no site para download, cópia do comprovante de escolaridade ou declaração escolar original do candidato, cópia do CPF e RG do responsável legal, caso seja menor, Cartão Sesc atualizado do titular e dependente (candidato) e comprovante de residência com emissão inferior a 60 dias.

A seleção acontece de 3 a 7 de fevereiro, com resultado divulgado no site dia 10 de fevereiro. Os aprovados no seletivo devem se enquanto matricular de 11 a 22 de fevereiro nas Centrais de Relacionamento do Sesc Deodoro e Sesc Turismo, das 8 às  17 horas. Início das aulas previsto para o dia 29 de fevereiro.

Informação: Sesc MA 
O evento é uma iniciativa da gestão do prefeito Edivaldo; palco do Arte na Praça, no Complexo Deodoro, será animado pela apresentação dos Tripalhaços Azedinho e Foguinho, das 17h às 19h30, neste domingo (19)


Se tem um personagem que as crianças conhecem, é o palhaço. O sorriso no rosto vem acompanhado de nariz vermelho, maquiagem branca e roupas e sapatos grandes. Neste domingo (19), às 17h, no Complexo Deodoro, os Tripalhaços Azedinho e Foguinho são a atração principal, com contação de histórias e show. A apresentação integra o Arte na Praça, que faz parte do Reviva Centro, programa criado pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior. A coordenação é da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

“A alegria que envolve a ideia de circo está no imaginário das crianças desde cedo. E o personagem principal do espetáculo é o palhaço, que neste domingo tem como picadeiro o palco do Arte na Praça, no Complexo Deodoro. É a gestão do prefeito Edivaldo proporcionando lazer e cultura gratuitos à população”, pontua o secretário municipal de Cultura, Marlon Botão.

Ele é mestre na arte de provocar gargalhadas e conquista, num piscar de olhos, a atenção da criançada. É com este espírito que os palhaços Azedinho e Foguinho, dupla formada pelo Circo Escola, equipamento social da Prefeitura de São Luís, fará a apresentação com contação de histórias de um jeito que só eles sabem fazer. Logo após, será apresentado os Tripalhaços, um espetáculo de circo maluco que interage com o público a partir de brincadeiras, acrobacias, malabares e muita palhaçada.

Informação: Agência São Luís 

Fósseis de dinossauros que habitaram o Maranhão há cerca de 300 milhões de anos e vestígios da presença humana em terras maranhenses antes mesmo da chegada dos europeus. Essas são algumas das curiosidades que encantam quem visita o Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão (CPHNAMA), localizado na Rua do Giz, no Centro Histórico de São Luís.

Aberto de segunda a sexta-feira, de 8h às 12h e de 14h às 18h, e aos sábados de 9h às 12h e de 14h às 17h, o espaço é uma das opções preferidas de lazer para famílias e turistas que passam as férias no Maranhão.

O museu oferece visitas guiadas em três áreas: Paleontologia, Arqueologia e Etnologia. Na casa, crianças e adultos se encantam com as exposições permanentes que recriam um panorama da pré-história no Maranhão.

O fascínio por trás das peças arqueológicas fez do CPHNAMA um destino essencial durante as férias escolares.

A professora universitária Mônica Mourão mora em Imperatriz e aproveitou as férias escolares para fazer um tour pelos museus de São Luís com os filhos. A primeira parada foi no CPHNAMA.

“Meus filhos gostam muito de dinossauro. Hoje a gente escolheu vir para cá para conhecer um pouco dessa nossa história tão fascinante”, conta.

Para o arqueólogo e gestor do CPHNAMA, Deusdédit Leite, boa parte do encanto das pessoas pela arqueologia e paleontologia veio da popularização desses temas no cinema hollywoodiano. Mas, segundo o gestor, o grande diferencial é que, no CPHNAMA, os visitantes têm um momento de imersão nos primórdios da vida no Maranhão.

“Nós tivemos nos últimos 15 anos uma série de filmes tratando da questão dos dinossauros. Há 20 anos, tinha toda uma geração interessada em arqueologia por conta do Indiana Jones. É muito importante saber que o Maranhão tem uma história muita antiga, muita remota, história da vida em nosso território que remonta a 110 e até a 300 milhões de anos, com as árvores e os restos dos dinossauros encontrados até então aqui”, destaca Deusdédit.

O museu que retrata a história do passado distante do estado também tem um setor dedicado à pesquisa etnológica, com registros das 11 etnias indígenas ainda presentes no Maranhão.

“Além disso a gente tem uma sala de memória interativa, onde o visitante pode fazer uma reflexão e assimilar as diferentes narrativas da história do Maranhão”, explica Deusdédit.

Museus como opções de lazer

O Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão (CPHNAMA) é apenas um entre dezenas de casas de cultura e museus espalhados pelo estado, opções gratuitas de lazer e diversão para toda a família durante as férias.

No Museu do Reggae, o acervo leva o visitante a conhecer a história do gênero musical no Maranhão, ouvir playlists e outras atrações.

No Forte Santo Antônio, localizado na Praia da Ponta d’Areia, funciona o Museu de Embarcações e o Museu da Imagem e Som. Os dois espaços são ótimas opções de passeio para o fim de semana.

E para levar a família e conhecer um pouco mais da história e cultura do Maranhão, há o museu de Arte Sacra e o Palácio dos Leões. São casas que oferecem exposições e mostras permanentes apresentando ao visitante diversas coleções de mobiliário, pintura, escultura, documentos, fotografias e gravuras.

O Centro de Cultura Popular Domingos Vieira Filho mantém um acervo com elementos que mostram as mais variadas expressões da cultura popular, nas suas formas peculiares de criar, de comer, de festejar e sonhar.

Em Alcântara, o Museu Histórico retrata a opulência do apogeu econômico, social, político e cultural da cidade com um acervo diversificado com mobiliário, louças, arte sacra e cultura popular.

Em Pindaré-Mirim, o Centro Cultural do Engenho oferece exposição permanente além de diversas atividades. É possível aproveitar, ainda, o prédio de grande valor histórico e arquitetônico, construído em 1880 onde funcionou usina de açúcar.

Diversão na Biblioteca

No Centro de São Luís, a Biblioteca Pública Benedito Leite (BPBL), que conta com o maior acervo bibliográfico de autores maranhenses, anima o público infantil com os projetos Férias, Diversão e Arte e Lendo as Férias na Biblioteca.

No Férias, Diversão e Arte, que segue com atividades até o dia 17 de janeiro, são oferecidas atividades recreativas e de incentivo à leitura, além de jogos, contação de histórias e muita brincadeira, sempre de segunda a sexta, de 9h30 às 11h e das 15h às 17h.

Já o Lendo as Férias na Biblioteca contará com programação gratuita para o público infantil entre os dias 22 e 24 de janeiro, das 14h às 17h30. As duas atividades não exigem inscrição prévia.

Informação: Cultura.MA 
Somos o maior centro formador de recursos humanos para a área da saúde no Maranhão


Completar um ano de existência é uma grande conquista, e o que falar quando uma instituição completa 29 anos de crescimento diário em prol da educação e de uma assistência de qualidade à população de um estado? E em clima de festa e de dever cumprido, toda a equipe do Hospital Universitário da UFMA comemora esses 29 anos que representam apenas uma parte da história, ou seja, só os anos que configuram o período em que o Ministério da Saúde cedeu em 17 de janeiro de 1991  o então Hospital Presidente Dutra  (inaugurado em 28 de julho de 1961 pelo presidente da República, Jânio Quadros) e o Hospital Materno Infantil (inaugurado em 05 de agosto de 1984 pelo presidente da República, General João Batista Figueiredo), para a Universidade Federal do Maranhão. Desde então tornou-se Hospital Universitário da UFMA.

Ao longo desse tempo o Hospital Universitário buscou, a cada ano, atualizações tecnológicas mediante a aquisição de equipamentos, além da reforma e adequação de vários serviços visando alcançar melhorias estruturais.

Atualmente, o HU-UFMA é composto por duas unidades hospitalares: Presidente Dutra e Materno Infantil, e por nove  anexos externos ambulatoriais: 01- Ambulatório de Cirurgia Bariátrica e Dermatologia; 02- Prédio Lilian Flores – ambulatórios; 03- Banco de Tumores; 04- Programa de Assistência ao Paciente Asmático e Ambulatório de Dor Crônica; 05- Centro de Referência em Oftalmologia; 06- Serviço de Urologia- Litotripsia e Análises Clínicas; 07- Centro de Pesquisa Clínica – CEPEC; 08- Centro de Prevenção de Doenças Renais; 09- Núcleo do Fígado e Endocrinologia.

O HU-UFMA é o maior campo de extensão da Universidade, tendo a formação de profissionais para a área da saúde a razão principal de existir, sendo ainda um hospital de referência para os procedimentos de alta complexidade, a exemplo das áreas cardiovascular, traumato-ortopedia, neurocirurgia, nefrologia, transplantes, gestante de alto risco e cirurgia bariátrica, entre outros. 

Para a superintendente do HU-UFMA, Joyce Santos Lages, o sentimento é de gratidão a todos que colaboraram com a instituição. “Essa é uma data de grande relevância para a história da Universidade Federal do Maranhão que é a maior estrutura formadora de profissionais da área da saúde do estado, tendo o Hospital Universitário como campo de prática para os alunos da graduação e formando especialistas com as Residências. Aos colaboradores, nosso sentimento é de gratidão e reconhecimento ao trabalho prestado durante esses 29 anos que contribuíram para nosso crescimento”.

O reitor da UFMA, Natalino Salgado Filho, parabenizou a todos os colaboradores pelo comprometimento com a instituição “O HU-UFMA traçou uma linda história ao longo desses anos, ele representa um marco para a saúde e para a educação da nossa UFMA e do Estado do Maranhão. É a maior unidade acadêmica da nossa universidade que desenvolve suas atividades com um grande padrão de qualidade e humanização. Estão todos de parabéns.” 

Em 2013, a UFMA assinou o contrato com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, cuja criação integra um conjunto de medidas adotadas pelo Governo Federal para a reestruturação dos hospitais vinculados às instituições federais de ensino superior.  A Ebserh, empresa pública vinculada ao Ministério da Educação, passou a ser a responsável pela gestão do HU-UFMA, assumindo a coordenação e avaliação da execução das atividades do hospital; apoiando tecnicamente à elaboração de instrumentos de melhoria da gestão, além da distribuição de recursos para melhoria dos serviços prestados.

Informações e foto: Ascom - HU-UFMA
Entre novembro e dezembro de 2019, o estado teve redução da seca e continua com áreas com seca grave no leste



Descrição gerada automaticamenteA última atualização do Monitor de Secas aponta que o Maranhão teve uma leve redução nas áreas com seca entre novembro e dezembro de 2019. Ainda prevalece a área com seca fraca na região central, seca moderada no sul e uma área de seca grave no leste, em virtude das chuvas abaixo da média observadas durante dezembro, assim como a permanência da intensidade da seca com base no indicador combinado de curto prazo e do índice de vegetação. Os impactos de curto e longo prazos seguem a área de seca moderada.

Em termos de anomalias de precipitação, houve chuvas inferiores à média histórica na faixa centro-sul do Maranhão e do Piauí, oeste do Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco, sul do Ceará, além de todo o território de Tocantins, Bahia, Alagoas, Sergipe e Minas Gerais. Por outro lado, chuvas acima da média histórica foram observadas em locais isolados do oeste e norte do Maranhão, centro-norte do Piauí e Ceará. Nas demais áreas, as precipitações observadas ficaram próximas à média histórica.

Em dezembro de 2019, os maiores volumes de chuva foram observados no centro-sul de Minas Gerais, em grande parte de Tocantins e em pontos isolados do Espírito Santo, onde houve acumulados de precipitações entre 100mm e valores acima de 200mm. No Nordeste, os maiores volumes foram registrados no centro-oeste e sul da Bahia, oeste do Piauí e em pontos isolados do Maranhão, onde foram observados acumulados também variando entre 100mm e 200mm. Já entre o Ceará e o centro-norte da Bahia, o predomínio foi de pouca ou nenhuma chuva, com acumulados inferiores a 50mm.

A partir deste mês, o Monitor de Secas expande sua área de atuação para Tocantins, o primeiro estado do Norte a contar com o serviço. Esta ferramenta realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores de seca e nos impactos causados pelo fenômeno. Com isso, o estado se junta aos nove do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo. Assim, o Monitor de Secas tem uma presença cada vez mais nacional, abrangendo o Nordeste, o Norte e o Sudeste. Os próximos estados a se juntarem ao Monitor serão Goiás e Rio de Janeiro, que já estão em fase de testes e em treinamento de pessoal.


O Monitor de Secas

O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos. No Maranhão, o Laboratório de Meteorologia do Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (LABMET-UEMA) é o órgão que atua no Monitor de Secas. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 12 estados a cada mês vencido. O Monitor vem sendo utilizado para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca.

O serviço tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração.

Em operação desde 2014, o Monitor de Secas iniciou suas atividades pelo Nordeste, historicamente a região mais afetada por este tipo de fenômeno climático. No fim de 2018, com a metodologia já consolidada e entendendo que todas as regiões do País são afetadas em maior ou menor grau por secas, foi iniciada a expansão da ferramenta para a inclusão de estados de outras regiões. Em novembro de 2018 e em junho de 2019, Minas Gerais e Espírito Santo foram incorporados.

O Monitor de Secas foi concebido com base o no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação do mapa final. A metodologia utilizada no processo faz com que o mapa do Monitor indique uma seca relativa, ou seja, as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.

Informações e imagem: ASCOM da Agência Nacional de Águas (ANA)