Plataforma reúne conteúdos de ciência, cultura e educação produzidos pela emissora e amplia o acesso público a parte de seu acervo histórico
A história da Rádio Universidade FM é contada por meio de vozes, entrevistas, músicas, pesquisas e relatos que, ao longo de décadas, ajudaram a registrar a produção cultural e científica do Maranhão. Parte desse patrimônio sonoro passa a estar reunida na Radioteca 106, plataforma digital criada para preservar e ampliar o acesso ao acervo da emissora.
A iniciativa reúne edições dos programas Rádio Ciência, Janela Cultural e Acústico Santo de Casa, produções que registram, respectivamente, conteúdos relacionados à ciência, à cultura e à música maranhense. Os materiais, produzidos ao longo de mais de duas décadas, passam a ser disponibilizados ao público em formato digital.
Coordenadora do projeto e diretora da Rádio Universidade FM, a professora Josie Bastos destaca que a proposta também está relacionada à própria natureza da Universidade Federal do Maranhão, que produz conhecimento e busca compartilhá-lo com a sociedade. “Essa ideia de a gente fazer pesquisa e isso se tornar material para pesquisa, consulta, para informação, isso faz parte da nossa natureza como professores”, explica.
Segundo Josie, a Radioteca integra um conjunto de ações relacionadas aos 40 anos da Rádio Universidade FM e aos 60 anos da UFMA. O projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e busca transformar parte da produção histórica da emissora em uma ferramenta de pesquisa e consulta.
Memória que vira acesso
Ao longo de sua trajetória, a Rádio Universidade produziu programas, entrevistas e documentários sobre diferentes aspectos da sociedade. Para Josie Bastos, esse conteúdo representa uma fonte importante para conhecer a história do Maranhão e de São Luís. “A gente pode usar como uma ferramenta para conhecer a história do Maranhão, porque cultura é história”, afirma.
A proposta também contribui para superar uma dificuldade comum aos acervos sonoros: a conservação e o acesso às mídias físicas. Parte dos conteúdos históricos da Rádio Universidade foi armazenada em CDs e DVDs. Com a digitalização e a organização dos conteúdos, a Radioteca amplia as possibilidades de utilização desse material por estudantes, pesquisadores, professores e pelo público em geral.
A pró-reitora de Extensão e Cultura da UFMA, professora Zefinha Bentivi, considera que iniciativas como a Radioteca ajudam a democratizar o conhecimento produzido pela Universidade. “É uma iniciativa que democratiza o saber. É uma iniciativa que aproxima a Universidade da sociedade em geral”, destaca.
Para ela, o acervo também apresenta potencial educativo e científico, ao permitir que diferentes públicos tenham contato com registros da cultura, da ciência e da história.
Uma biblioteca sonora
A Radioteca 106,9 funciona, nesse sentido, como uma espécie de biblioteca sonora. O conteúdo produzido pela Rádio Universidade deixa de estar restrito aos arquivos internos da emissora e passa a ser disponibilizado para consulta pública.
A diretora Josie Bastos ressalta que a organização do material envolve etapas de catalogação, curadoria e construção de uma plataforma de fácil navegação. “A gente tem que fazer de uma forma fácil para que você, que não entende nada, que ainda não foi à Rádio Universidade, possa fazer esse manuseio da maneira mais didática possível”, explica.
A ideia é que a plataforma permita ao público encontrar conteúdos de diferentes períodos e temas, tornando o acervo uma fonte permanente de consulta e conhecimento.
Mais do que recuperar registros do passado, a iniciativa busca garantir que essas vozes continuem acessíveis às próximas gerações.
Ciência e cultura em um só lugar
A criação da Radioteca 106,9 ganha um significado especial no momento em que a Rádio Universidade se aproxima de quatro décadas no ar. Criada pela UFMA em 1982, a emissora iniciou suas transmissões em 21 de outubro de 1986, na frequência 106,9 MHz.
Ao reunir parte da produção construída ao longo dessa trajetória, a plataforma preserva registros de diferentes momentos da cultura, da ciência e da sociedade maranhense.
Para Zefinha Bentivi, preservar essa memória também significa fortalecer o papel do rádio como instrumento de comunicação e formação. “Antes de chegar, inclusive, a uma escola, a rádio chega e educa”, afirma.
A Radioteca 106,9 está disponível gratuitamente em radioteca106.ufma.br. O público pode acessar os conteúdos e conhecer parte da produção histórica da Rádio Universidade FM.
Informação: UFMA
"Sopas, Saladas & Molhos" é realizado por Cadu Ferreira, com apoio de Eat Fit e Verde Urbano, e reúne 12 preparações funcionais em encontro no Calhau
São Luís recebe, no dia 26 de setembro, o workshop "Sopas, Saladas & Molhos", voltado à alimentação saudável e com foco em receitas práticas para incorporar ao cardápio do dia a dia. O encontro é assinado pelo nutricionista clínico funcional Cadu Ferreira, com apoio da Eat Fit e do Verde Urbano, e acontece das 8h às 10h30, no espaço do Verde Urbano, no bairro do Calhau.
Com proposta prática, a atividade ensina o passo a passo de 12 preparações, organizadas em três categorias: quatro tipos de salada, cinco molhos e antepastos, e três caldos. O objetivo é mostrar que é possível variar o cardápio e manter uma alimentação equilibrada sem abrir mão de sabor e praticidade no preparo.
Entre as saladas ensinadas estão a de acelga com shoyu, cebola, salmão graviolax e gergelim preto e branco, a caesar, a mediterrânea — com abobrinha, berinjela, cenoura em lascas, azeitona roxa e queijo coalho — e o salpicão fresco ralado. Já a categoria de molhos e antepastos reúne pesto, homus, muhammara, chutney de manga e pasta de alho. Completam a programação três caldos: feijão-fradinho proteico vegano, caldo verde de vinagreira e gaspacho, a sopa fria de tomate.
Os participantes recebem material didático com todas as receitas, degustam as preparações ao longo do encontro e são certificados ao final. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas diretamente com a organização do evento.
SERVIÇO
O quê: Workshop "Sopas, Saladas & Molhos", com receitas práticas e funcionais
Quando: 26 de setembro (sábado), das 8h às 10h30
Onde: Verde Urbano — Empório do Campo, bairro do Calhau, São Luís (MA)
Ministrante: Cadu Ferreira, nutricionista clínico funcional
Apoio: Eat Fit e Verde Urbano
Investimento: R$ 70 (individual) ou R$ 55 por pessoa (dupla)
Inclui: material didático, degustação e certificado
Vagas: limitadas — inscrições pelo direct do Verde Urbano ou Eat Fit
SOBRE CADU FERREIRA
Cadu Ferreira é nutricionista clínico, professor universitário e pós-graduado em nutrição funcional e fitoterapia, atualmente mestrando em educação para a saúde. Ao longo da trajetória profissional, tem se dedicado a aproximar a gastronomia da nutrição, utilizando a cozinha como estratégia de educação alimentar dentro e fora do consultório e priorizando o alimento como forma de cuidado. Defensor da culinária saudável e sustentável, valoriza o uso de ingredientes frescos e orgânicos em suas receitas e compartilha experiências e estudos em cursos e palestras pelo país.
Cadu Ferreira está disponível para entrevistas antes e durante o evento.
Informação: Assessora de Imprensa
Público poderá acompanhar espetáculos de teatro, dança e circo, além de participar de oficinas e atividades de reflexão
O 2º Festival Palco Giratório segue com programação diversificada no Maranhão. De 21 a 27 de setembro, o público poderá acompanhar espetáculos de teatro, dança e circo, além de participar de oficinas e atividades de reflexão sobre diferentes temas ligados às artes cênicas.
Realizado pelo Sesc Maranhão como parte das comemorações pelos 80 anos da instituição, o festival integra a 28ª edição nacional do Palco Giratório, projeto que há quase três décadas promove a circulação da produção artística brasileira e amplia o acesso à cultura em diferentes regiões do país.
Nesta segunda-feira (21), às 9h, acontece a oficina “Brinquedos-sucata de formas animadas”, ministrada pelo Grupo Artilharia Cênica (MG), no Departamento de Artes Cênicas da UFMA. A atividade une arte, meio ambiente e imaginação ao propor a criação de brinquedos e elementos cênicos a partir de materiais recicláveis. A oficina tem carga horária de quatro horas.
À tarde, às 15h, o público infantil poderá conferir o espetáculo “No Coração da Lua”, do Grupo Estação de Teatro (RN), no Teatro Sesc. A montagem acompanha Luana, uma menina alegre que, de repente, perde a vontade de levantar, comer e brincar. Com a ajuda do amigo Juca, ela parte em busca de respostas e encontra seres fantásticos que a conduzem por uma jornada de descobertas. A peça aborda a infância e a saúde mental de forma lúdica e sensível.
Encerrando a programação do dia, às 17h, a Praça Deodoro recebe “Bando”, do Grupo Máscara EnCena (RS). Em formato de cortejo, a performance urbana se inspira nos pombos-correios para criar uma intervenção poética sobre memória, reencontro e esperança. As cartas distribuídas durante o percurso foram escritas por pessoas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Pensamento Giratório
Na terça-feira (22), às 10h, o Cinema Sesc recebe o Pensamento Giratório “Criança Também Sente: Diálogos sobre Saúde Mental na Infância”, com o Grupo Estação de Teatro (RN) e mediação de Rebeca Carneiro. A atividade propõe uma reflexão sobre o bem-estar emocional das crianças, a partir das questões apresentadas no espetáculo “No Coração da Lua”, destacando também o papel da família e da escola na prevenção e no cuidado com a saúde mental.
Às 15h, no Teatro Sesc, será apresentado o espetáculo “Dandara na Terra dos Palmares”, da Arte Sintonia Companhia de Teatro (BA). A montagem acompanha uma menina negra que passa a rejeitar seu próprio nome após sofrer bullying e racismo na escola. Em um sonho, ela encontra seus ancestrais e a guerreira Dandara dos Palmares, em uma jornada de reconexão com suas raízes e sua identidade. De forma lúdica e poética, o espetáculo aborda o racismo na infância e o poder da ancestralidade.
A noite de terça-feira será dedicada à dança, com “Corpos de Tambor”, do Coletivo Croa (PA), às 19h30, no Teatro Luiz Pazzini. A obra reúne referências de manifestações populares paraenses, como o carimbó e o lundum marajoara, com elementos das danças urbanas, como breaking, house, dancehall e krump. O resultado é uma experiência marcada por movimento, musicalidade e ancestralidade.
Reflexão
Na quarta-feira (23), às 10h, o Auditório do CCH/UFMA recebe o Pensamento Giratório “A Cena como Território de Resistência”, da Arte Sintonia Companhia de Teatro (BA), com mediação de Fernanda Costa. O encontro propõe uma reflexão sobre identidade cultural, ancestralidade, racismo, resistência e os processos criativos da companhia, valorizando a cultura afro-brasileira e o pensamento crítico.
Na quinta-feira (24), às 14h, será realizado um intercâmbio entre o Coletivo Croa (PA) e o Núcleo Atmosfera (MA), na Sala de Dança do Sesc Deodoro. O encontro é exclusivo para os grupos participantes e promove o compartilhamento de ideias, experiências, técnicas, metodologias e processos criativos.
Às 19h30, o Teatro Sesc recebe “Eduardo: O Rei das Praças”, de Eduardo Show da Vida e Alysson Lemos (CE). A montagem mergulha na trajetória de um dos artistas de rua de maior destaque do país e celebra 45 anos de carreira, além de homenagear artistas que fazem do espaço público seu território de criação, encontro e resistência.
Diálogo
Na sexta-feira (25), às 19h30, o Teatro Luiz Pazzini recebe “Bumba Meu Ball”, da Trava Produções (MA). O espetáculo aproxima a cultura Ballroom e o bumba meu boi do Maranhão, explorando dança, performance, música e identidade. A montagem destaca artistas maranhenses negras, periféricas e LGBTQIA+ e promove um diálogo entre manifestações culturais e diferentes formas de expressão de gênero e identidade.
No sábado (26), às 10h, o Teatro Sesc recebe o espetáculo “No Armário Não Cabe Ninguém”, do Grupo de Pesquisa em Teatro para Infância (PR). Com bonecos e objetos manipulados, a história acompanha Pi e Tatá, dois monstros que vivem uma rotina repetitiva até serem surpreendidos pela chegada de uma criatura desconhecida. A partir desse encontro, surgem reflexões sobre identidade, parentalidade, tolerância e convivência com as diferenças, em uma narrativa marcada pela diversão e pela ludicidade.
Às 19h30, também no Teatro Sesc, será apresentado “Peça Única”, da House of Hands Up MS (MS). Primeiro espetáculo do coletivo sul-mato-grossense, a obra reúne nove performers em uma investigação sobre beleza, imagem e identidade a partir da cultura ballroom, da dança vogue e da moda. O trabalho também explora o improviso, a precariedade e a experimentação como elementos da criação artística.
Intercâmbio
Encerrando a programação da segunda semana, no domingo (27), às 14h, será realizado um novo intercâmbio entre grupos participantes, desta vez entre a Trava Produções (MA) e a House of Hands Up MS (MS). A atividade acontece na Sala de Dança do Sesc Deodoro e é exclusiva para os grupos participantes.
Com artistas e coletivos de diferentes regiões do país, o 2º Festival Palco Giratório Sesc amplia os espaços de circulação, encontro e diálogo entre diferentes linguagens artísticas. A programação da segunda semana também destaca temas como infância, saúde mental, memória, ancestralidade, identidade, resistência, cultura popular e diferentes formas de expressão.
Toda a programação é gratuita, e os ingressos podem ser retirados uma hora antes de cada apresentação. O roteiro completo do 2º Festival Palco Giratório Sesc pode ser conferido em palco.sescma.com.br
Informação: Sesc MA
E+ Reciclagem já evitou o corte de mais de 18,3 mil árvores somente em 2026 e promove benefícios ambientais, sociais e econômicos
O Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, reforça a importância da preservação dos recursos naturais e da adoção de práticas que contribuam para um futuro mais sustentável. No Maranhão, a Equatorial desenvolve iniciativas voltadas à sustentabilidade e ao consumo consciente, que ajudam a reduzir impactos ambientais e estimular a participação da sociedade na preservação do meio ambiente.
Um dos exemplos é o E+ Reciclagem, projeto integrado ao Programa de Eficiência Energética da Equatorial Maranhão, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Em 2026, a iniciativa completa 15 anos transformando a destinação correta de resíduos recicláveis em benefícios ambientais, sociais e econômicos para consumidores e comunidades.
De janeiro a julho deste ano, o E+ Reciclagem já recolheu mais de 2 mil toneladas de materiais recicláveis em todo o estado. A destinação adequada desses resíduos contribuiu para evitar a emissão estimada de 6,9 mil toneladas de CO₂, além de representar uma economia de aproximadamente 163,6 milhões de litros de água e 7,6 mil MWh de energia. Outro resultado importante é a preservação de cerca de 18,3 mil árvores, que deixaram de ser cortadas em razão da reciclagem dos materiais coletados.
Além dos ganhos ambientais, o projeto também gera benefícios diretos para os participantes. No período, a iniciativa proporcionou R$ 69,3 mil em bônus na conta de energia, beneficiando 3.223 clientes e 67 instituições.
Para a Analista de Projetos do Programa de Eficiência Energética da Equatorial Maranhão, Rosângela Martins, os resultados demonstram como atitudes simples podem contribuir para a preservação ambiental e, ao mesmo tempo, gerar benefícios para a população.
“Cada material que deixa de ser descartado de forma inadequada e retorna ao ciclo produtivo representa uma oportunidade de preservar recursos naturais. Quando o consumidor participa do E+ Reciclagem, ele contribui para a redução do consumo de água e energia, para a diminuição das emissões de CO₂ e também para a preservação das árvores. É uma ação que mostra, na prática, que sustentabilidade é uma construção coletiva”, destaca Rosângela.
15 anos de resultados
Ao longo de sua trajetória, o E+ Reciclagem já recolheu mais de 55,3 mil toneladas de materiais recicláveis no Maranhão. A iniciativa contribuiu para evitar a emissão estimada de 176,4 mil toneladas de CO₂ e para a preservação de recursos naturais.
O projeto também transforma a participação dos consumidores em benefícios econômicos. Desde sua implantação, já foram concedidos mais de R$ 2,6 milhões em bônus na conta de energia, beneficiando 51.263 clientes, além do apoio a instituições sociais.
A atuação ambiental da Equatorial Maranhão integra uma estratégia que busca estimular o consumo consciente e o uso eficiente dos recursos naturais. Por meio de projetos de eficiência energética, reciclagem e educação para o consumo responsável, a Distribuidora busca ampliar a conscientização da população e contribuir para a construção de cidades mais sustentáveis.
No Dia da Árvore, a mensagem é também um convite à participação: preservar o meio ambiente depende de escolhas feitas diariamente, desde a correta separação e destinação dos resíduos até o uso consciente da energia e dos recursos naturais. Pequenas atitudes, quando multiplicadas, ajudam a proteger o presente e a construir um futuro mais sustentável.
Informação: Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão
Projeto da Prefeitura de São Luís aproxima estudantes e professores das manifestações culturais e do patrimônio da cidade, com participação de mestres, mestras e brincantes do Tambor de Crioula e da Capoeira
A educação patrimonial está chegando cada vez mais perto dos estudantes da rede municipal de São Luís por meio do projeto “O Patrimônio nas Escolas”, desenvolvido pela Prefeitura de São Luís, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SEMED).
Atualmente, o projeto está presente em 97 escolas da rede municipal, alcançando milhares de estudantes e professores. A iniciativa contempla turmas do Ensino Fundamental, especialmente do 6º ao 9º ano, e também estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), ampliando o acesso às ações de valorização da memória, da cultura e do patrimônio de São Luís.
A proposta é levar para o ambiente escolar conhecimentos relacionados ao patrimônio cultural da cidade, aproximando os alunos de manifestações que fazem parte da identidade maranhense, como a música, a dança, a culinária e as tradições populares, além de estimular o reconhecimento e a valorização do Centro Histórico de São Luís.
Para a prefeita de São Luís, Esmênia Miranda, o projeto contribui para fortalecer a relação dos estudantes com a cidade e com as manifestações culturais que fazem parte da história de São Luís. “São Luís tem um patrimônio cultural reconhecido mundialmente e uma riqueza de saberes que precisa ser conhecida e valorizada pelas novas gerações. O Patrimônio nas Escolas aproxima a cultura da educação e permite que nossos estudantes compreendam que o patrimônio está presente no território, nas manifestações, nas pessoas e nas tradições que fazem parte da nossa história. É uma forma de fortalecer o pertencimento e contribuir para a preservação da nossa identidade”, afirmou.
Para a presidente da FUMPH, Kátia Bogéa, a proposta é fazer da escola um espaço de aproximação entre as novas gerações e os conhecimentos que constituem a história e a identidade de São Luís. “O Patrimônio nas Escolas parte da compreensão de que preservar também significa transmitir conhecimento. Quando levamos mestres, mestras e brincantes para dentro das escolas, estamos criando condições para que os estudantes conheçam essas manifestações a partir de quem vive e mantém esses saberes. É uma ação de educação patrimonial, mas também de valorização das pessoas que fazem a cultura de São Luís acontecer.”
Um dos diferenciais do projeto é a participação direta dos detentores dos saberes tradicionais. No caso do Tambor de Crioula, mestres, mestras, coreiras e coreiros são envolvidos nas atividades, contribuindo para que os conhecimentos sejam transmitidos a partir da experiência de quem mantém viva essa manifestação cultural. A mestra popular, coordenadora do Boi da Floresta, e coreira, Nadir Cruz, ministrou aula na Unidade de Educação Básica (UEB) Ministro Mário Andreazza. “Falar para a minha própria comunidade sobre os nossos costumes e raízes é realmente emocionante e importante para aa continuação dessas manifestações folclóricas”, disse.
Formação prepara mestres e brincantes para atuação nas escolas
Antes da chegada do projeto às unidades de ensino, foi realizada a Oficina Formativa “Patrimônio Vivo em Movimento: O Tambor de Crioula Vai às Escolas”, no Espaço Humberto de Maracanã, localizado no Complexo Trapiche Santo Ângelo. A formação reuniu mais de 230 representantes de grupos de Tambor de Crioula e teve como objetivo preparar mestres, mestras, coreiras e coreiros para a transmissão dos saberes tradicionais no espaço escolar.
A iniciativa fortalece a educação patrimonial como instrumento de preservação, valorização e difusão do Tambor de Crioula, reconhecendo os próprios fazedores da cultura como protagonistas desse processo. Ao todo, a ação prevê a participação de 57 grupos de Tambor de Crioula. Na segunda etapa do programa, serão contemplados 40 grupos de Capoeira, ampliando a presença das manifestações culturais tradicionais no cotidiano das escolas municipais.
Cultura e educação caminham juntas
A iniciativa também reforça a integração entre as políticas de patrimônio cultural e educação desenvolvidas pelo Município. Para a Secretaria Municipal de Educação, Anna Caroline Marques Pinheiro, trabalhar a cultura local no ambiente escolar contribui para que os estudantes reconheçam o território onde vivem e compreendam a importância de sua preservação. “A escola é um espaço fundamental para fortalecer o sentimento de pertencimento. Ao aproximar nossos estudantes dos mestres, mestras e brincantes, possibilitamos que eles conheçam a cultura de São Luís não apenas pelos livros, mas também pela experiência, pela oralidade, pela música, pela dança e pelas histórias de quem constrói essa cultura. A inclusão da EJA também é muito importante porque reconhece que a educação patrimonial deve alcançar diferentes gerações.”
A iniciativa também dialoga diretamente com a necessidade de garantir a continuidade dos saberes tradicionais. Ao inserir mestres, mestras e brincantes no processo educativo, o projeto cria espaços de transmissão da cultura e estimula o contato entre diferentes gerações. Além do conhecimento sobre o patrimônio material, representado especialmente pelo conjunto histórico e arquitetônico da cidade, o projeto amplia o olhar para o patrimônio imaterial, valorizando práticas, celebrações, conhecimentos e modos de fazer que constituem a identidade cultural de São Luís.
Tambor de Crioula e Capoeira
Nesta etapa, o Tambor de Crioula ocupa lugar de destaque. A partir da formação realizada com mais de 230 representantes, 57 grupos serão envolvidos nas ações desenvolvidas junto às escolas. A metodologia busca respeitar os modos próprios de transmissão dos saberes, valorizando a oralidade, a experiência dos mestres e mestras e a participação dos brincantes.
Na sequência, a segunda etapa do programa será dedicada à Capoeira, com a participação de 40 grupos, ampliando o repertório de manifestações culturais trabalhadas no ambiente escolar. Com a integração entre FUMPH, SEMED, escolas, estudantes, professores e detentores dos saberes tradicionais, “O Patrimônio nas Escolas” consolida uma proposta de educação patrimonial que ultrapassa os limites da sala de aula e estabelece uma relação direta entre cultura, memória, território e pertencimento. Mais do que apresentar o patrimônio aos estudantes, o projeto busca criar condições para que crianças, adolescentes e jovens reconheçam a cultura local como parte de suas próprias histórias e compreendam seu papel na preservação das tradições de São Luís.
Informação: Inspire & Comunique
O nome Andanças do Cazumbá nasceu ainda nos primeiros tempos do Cazumbá e carrega comigo uma memória muito particular. Sempre gostei de “Andança”, composição de Paulinho Tapajós, Danilo Caymmi e Edmundo Souto, que ganhou projeção nacional na voz de Beth Carvalho. Era essa música que muitas vezes me vinha à cabeça quando pegava a estrada para percorrer o Maranhão.
Era tempo de viajar, conhecer lugares, conversar com pessoas, descobrir histórias e enxergar de perto um Maranhão que nem sempre aparecia nas páginas dos jornais. Foi desse movimento, literalmente de andar pelo estado, que surgiu o projeto Andanças do Cazumbá.
Mais de um quarto de século se passou, mas a essência continua a mesma.
Agora, o projeto ganha novo fôlego com a série “Andanças do Cazumbá – Maranhão, cidade por cidade”. A proposta é voltar à estrada e olhar cada município como quem chega ali pela primeira vez: observar o acolhimento, os serviços, os acessos, a informação turística, a infraestrutura e, sobretudo, a experiência que a cidade oferece a quem a visita.
A retomada começou por Carolina, no Sul do Maranhão, primeira cidade a passar pelo olhar do Cazumbá dentro da nova metodologia da série. Mais do que seus conhecidos atrativos turísticos, o que entrou em avaliação foi a própria cidade enquanto anfitriã do visitante.
E as andanças continuam.
A próxima parada será Barra do Corda, no coração do Maranhão. A reportagem já está pronta e, em breve, o Cazumbá vai mostrar como a cidade se saiu nos mesmos dez quesitos aplicados a Carolina, mantendo a mesma régua de avaliação para todos os municípios visitados.
Mais de um quarto de século contando o Maranhão
Há uma coincidência que torna essa retomada ainda mais especial. Ela acontece justamente no mês de aniversário do Cazumbá, a poucos dias de completarmos 26 anos de história.
Confesso que gostaria de celebrar a data com uma grande festa. Afinal, são mais de duas décadas e meia de estrada, histórias, dificuldades, conquistas e, principalmente, persistência. Neste momento, os recursos não permitem realizar a comemoração que uma trajetória como essa mereceria.
Mas aprendi também que nem toda celebração precisa de festa.
Chegar aos 26 anos com o Cazumbá vivo, produzindo, publicando e novamente percorrendo o Maranhão já é motivo suficiente para comemorar.
É assim que chegamos a mais um aniversário: com o Andanças do Cazumbá novamente na estrada, o jornal impresso circulando outra vez, o Cazumbá Online acompanhando diariamente o turismo e a cultura e a 10ª edição do Prêmio Cazumbá de Turismo e Cultura já sendo construída, com data, local e tema definidos.
Talvez exista algo de muito simbólico nisso tudo. Um projeto que nasceu da vontade de andar pelo Maranhão chega, mais de um quarto de século depois, ainda querendo descobrir o que existe depois da próxima curva da estrada.
Carolina abriu esta nova caminhada. Barra do Corda vem agora. Depois dela, outras cidades, outros encontros e outras histórias virão.
No fim das contas, continuo fazendo aquilo que me levou a criar o Cazumbá: andar pelo Maranhão, conhecer sua gente, descobrir seus lugares e contar suas histórias.
E, de alguma maneira, aquela música que me acompanhava lá no começo continua presente.
Depois de mais de um quarto de século, a Andança continua. E o Cazumbá também.
Shopping da Ilha/Sá Cavalcante realizou a 2ª edição do Sá Convida, evento idealizado pra compartilhar, interagir, fortalecer parcerias e impulsionar negócios. Com a presença de clientes lojistas, empresários e executivos de grandes empresas de São Luís, o almoço contou ainda com a palestra de Felipe Feldens, CEO da Salles Club, maior escola de negócios do Brasil.
Durante o almoço, realizado no Mamma, o empreendimento celebrou as novidades implementadas e a chegada de novas marcas exclusivas ainda este ano, como o restaurante Madero (L4). O evento contou ainda com a presença do CEO dos Shoppings da Sá Cavalcante, Leonardo Cavalcante, superintendente do Shopping da Ilha, Edgar Guerra, e Rafael Dal Bello, Diretor de Comercialização Corporativo.















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