quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
O Governador Flavio Dino surpreendeu toda cadeia do turismo do Maranhão, na manhã da ultima segunda-feira (18), ao anunciar a fusão de algumas secretarias de seu governo. Entre estas as de Turismo e Cultura, numa incorporação que desagradou a maioria dos profissionais que vivem desta atividade.
É bem verdade que nos últimos cinco anos, o setor não viveu seus melhores momentos, com consecutivas quedas nos números de visitantes no estado, e somente no ano de 2015, começou a reverter esses números. Antes desse período, a curva era de queda. As informações são com base na análise e informações da rede hoteleira, que atestam que esses números começaram a melhorar, a partir do segundo semestre do ano passado.
A justificativa do governo para essa fusão, é o"momento crítico", que o país vive, pois a situação fiscal/contas públicas, em alta e com os ventos da economia, projetando números nada favoráveis para 2016, e vai exigir um esforço sobre-humano de todos, além de um enxugamento nas contas do Estado, é que terá custeios mais enxutos que anos anteriores.
No primeiro momento, assim como eu, parte do trade local não entendeu essa tomada de posição por parte do governador Flávio Dino, uma vez que o mesmo foi presidente da EMBRATUR, e como poucos, sabem a importância de uma pasta específica para gerir o turismo no estado, e como o próprio governador, falou, a fusão dará um melhor incremento nas políticas públicas de turismo, com ênfase maior na promoção do destino Maranhão.
Em conversas com lideranças do trade local, algumas lamentaram essa fusão e questionaram o que motivou o governador a tomar essa decisão. Ainda, segundo essas lideranças, a Secretaria de Turismo é um ambiente específico e capaz de dialogar com as diretrizes do Ministério do Turismo e Embratur, bem como legitimar ações do setor, com profissionais preparados e capacitados para atender as demandas locais e necessidades vindas do interior.
Decisão tomada e, até então, foram muitas as manifestações pessoais contrárias em redes sociais. Omisso como sempre, o trade e as entidades não emitiram manifesto oficial, nem contra ou a favor. Será por quê? A manifestação mais extemporânea se deu por parte de um pequeno grupo de ex-funcionários do turismo, que foram para frente da secretaria e soltaram foguetes, como se a incorporação da Setur/MA com a Cultura, fosse uma derrota da secretária Delma Andrade. Ledo engano!
As manifestações, embora legítimas, não podem desinformar e alimentar uma desinformação. A queima de fogos não foi feita por funcionários da secretaria incorporada. Por outro lado, a Setur/MA como um apêndice da Cultura, não tira da mesma o status de secretaria e seguirá com elo entre as políticas do setor e o trade. Mas, algumas interrogações insistem em se fazer.
É bem verdade que em estados como Pernambuco, Santa Catarina, Bahia essa fusão tem dado certo, uma vez que Cultura e Turismo estão ligados intrinsecamente, além de serem apêndices de um desenvolvimento de uma indústria que tem ao longo dos anos só crescido. Mas, será que o esforço do governo em reduzir gastos justifica a extinção desta importante Secretaria? Essa é uma pergunta e a resposta só o governador Flavio Dino e o tempo poderão responder.
Fotos:Ilustrativas/internet e arquivo pessoal
Fotos:Ilustrativas/internet e arquivo pessoal
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Excelente analise! O setor do Turismo no Maranhão já passa por inúmeras dificuldades e as ações da Setur se intensificam apenas na capital, pois não conseguem chegar nos destinos do interior por falta de acompanhamento (pessoal), imagina agora funcionando como apêndice da Secretaria de Cultura. Estou preocupado... Espero que o tempo se encarregue de mi provar que estou enganado.
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