sábado, 6 de fevereiro de 2016

Diego Galdino é Administrador e graduando em Direito, fala do desafio ao assumir a pasta de Turismo e Cultura do Maranhão. Confira!

Como é substituir um secretário como Felipe Camarão, que tão bem geriu a pasta da cultura e deixou uma marca muito positiva do governo Flavio Dino?

Eu vejo Felipe como o símbolo de competência da gestão pública. É um desafio trazer para a minha gestão o que tem de melhor nele, uma vez que eu vim da gestão privada, durante sete anos estive numa das maiores empresas que o Brasil tem, a Vale. Vim para a gestão pública a convite do próprio Felipe para aprender um pouco com ele e colocar em prática o meu aprendizado também. Digo que aprendi muito com ele e ainda estou aprendendo. Trocamos muitas ideias. E creio que o desafio seja esse, seguir essa maneira dele trabalhar.

Olhando para a gestão da cultura, como o senhor avalia questões que devem ser mantidas ou que não deram muito certo e que vão ser alteradas agora?

Falando de cultura, conseguimos fazer o ‘Mais Cultura e Turismo’, que foi um sucesso, além do ‘Réveillon de Todos’, que foi histórico e ficou marcado na história do Estado. E agora temos o carnaval, que com certeza será o melhor já visto nesses tempos. Não pretendemos mudar, por exemplo, a estrutura, vamos manter como está, manter as nossas políticas. O que vamos fazer é trazer o turismo para dentro da cultura, não teremos cortes de funcionários. Iremos, na verdade, reforçar a secretaria unindo as duas equipes.

Você falou do Réveillon. Qual o resultado final? Foi positiva essa ideia do ‘Réveillon de Todos’?

Creio que foi sucesso não só no Maranhão, mas em todos os estados, porque recebi ligações de outros estados nos parabenizando pela iniciativa. Muitos querendo saber como adotamos esse formato. Então, foi um sucesso. A segurança foi reforçada como nunca; a classe artística foi valorizada e pediram continuidade; os moradores parabenizaram o formato; os turistas se encantaram. Foi gerada renda, teve empregos formais e informais. Isso é importante para o Estado.

Turismo e cultura juntos. Qual o objetivo? 

Dá uma força maior para o Estado. Temos que pensar no todo. Temos uma cultura com maior diversidade do mundo. Quero ver se existe cidade no mundo que tem uma diversidade como a nossa. Então, eu junto essa cultura com um potencial turístico enorme que o Maranhão tem. O resultado é uma máquina potente. É assim que temos que pensar. Pensar na política cultural turística, o que eu tenho que agregar de valor para os dois lados. 

O senhor foi secretario adjunto de cultura por um curto período e agora assume a titularidade da pasta, acrescida com a pasta de turismo. A sua escolha indica uma atenção maior que o governo quer dá ao turismo? E como fica a cultura?

Realmente foi pouco tempo como adjunto, mas vivi muito intensamente a cultura durante esses seis meses. Creio que a intenção do Governador não é preterir nenhuma parte. A ideia é fazer uma sinergia entre as pastas alavancar os índices do Estado, pois ambas as áreas geram economia, renda. A política precisa ser integrada. É isso que o governo quer que eu faça. Então, vamos fazer o que é melhor para cada setor, agregando, assim, valor para o Estado. 

Desde o momento que foi anunciada a fusão das duas secretarias, foram muitos os descontentamentos tanto pela parte dos artistas, como por parte do trade turístico local. Como o senhor pretende contornar essa situação?

A única maneira de resolver é com trabalho. A política que vamos adotar, as próximas ações, o planejamento vai ser determinante para que essa desconfiança acabe. Então, vamos arregaçar as mangas e isso vai provar que essa decisão tomada pelo Governador foi certa. A discussão é saudável, muitos me perguntaram e muitos deram suas opiniões, mas eu acho que meu papel é esse, estar abeto ao diálogo, construir uma política com a sociedade civil e trabalhar. 

Como será, então, esse diálogo com os atores das duas categorias?

Estamos sempre abertos ao diálogo. Reuniões. Que eles tragam pontos a serem discutidos, como os artistas fizeram durante esse período de planejamento do réveillon, o qual fizemos em conjunto com eles. Assim, escutaremos também o os atores do turismo e que eles nos escutem também. A ideia é fazer um trabalho com base neles, no que a sociedade pede, no que os técnicos pedem, como forma de ajudarmos a política cultural do Estado. 

O Senhor pretende trabalhar com quantos adjuntos?

Essa definição ainda está sendo discutida. Mas, os da cultura manteremos todos, temos Economia Criativa e o de Cultura, além da presidência da Lei de Incentivo. Não mexeremos na estrutura da Secretaria de Cultura e a de Turismo estamos discutindo pra saber como ficará a reestruturação. Mas, contamos com Delma Andrade para fazer parte da nossa equipe.

Serão mantidos os dois endereços, Centro Histórico e Calhau ou o senhor vai uni-los? 

Estamos em discussão nessa questão também, mas, por enquanto, se mantém assim. 

Quais as determinações diretas do governador para esta nova empreitada?

A determinação é trabalho, trabalho e trabalho. A política entre cultura e turismo tem que estar em sinergia e trabalho. Temos que gerar renda. Emprego e fazer o Maranhão chegar ao patamar que ele merece.

Qual seu perfil?

O meu perfil é o perfil Felipe Camarão, porque eu me espelho nele. Eu tenho um pouco do técnico e um pouco do político. Creio que o perfil Camarão é ser sempre aberto, dedicado ao trabalho, que sempre busca o melhor pra todos e faz o melhor trabalho transparente possível e o diálogo aberto.  

Qual será o orçamento que o senhor trabalhará? Será a soma dois orçamentos já existentes nas duas secretarias?

Estamos fechando em discussão. E já quero divulgar o orçamento final. Quanto eu terei para trabalhar com a soma das duas pastas. Isso será determinado nas próximas semanas. 

Como se dará o dialogo com os polos? 

Temos que discutir com o turismo como seria o planejamento deles para esse ano. Precisamos ver o que será priorizado, o que teremos que mesclar no turismo maranhense. Mas, como disse, estamos sempre abertos ao diálogo e nada fechado para decisões. É necessário sempre está modificando, transformando. Acredito que quando eu assumir de fato, analisar planejamento, com tudo estruturado, quais foram as médias de 2015, o que foi pensado para 2016, saberemos como aplicar essas políticas turístico cultural no interior do Estado.

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