domingo, 10 de abril de 2016
Edmar Alves de Oliveira era daqueles homens baixinhos, mas teimoso, invocado, determinado, perfeccionista. Filho de família humilde foi pra São Paulo, onde a duras penas, conquistou o posto de médico. Ajudou os pais, a familia, estabeleceu-se e se apaixonou pela política.

Edmar era daqueles que amava mais a sua doce Riachão, do que a si mesmo. Poeta nas horas vagas, se derreteu de amores pelo Rock. Virou roqueiro assumido e assistiu os maiores shows desse século, inclusive um festival na Alemanha.

Tive o prazer de ser seu amigo íntimo, confidente. Mais que um um companheiro, um filho. Aprendi a amar a sua família e dividimos momentos imensuráveis e únicos. Foi um dos prefeitos mais trabalhadores que tive o prazer de trabalhar. Saía cedo, passava la em casa, adorava pousar lá ao meio dia e comer da nossa comida, pois já sabíamos o que ele podia ou não comer.

Idolatrava os filhos e com ele, aprendi a ter mais respeito e amor pelos meus. Foi, como eu, um homem de muitas mulheres, mas amou e cuidou de cada uma como se fosse a única. Respeitador, parceiro.

Homem desejado e cobiçado em todos os sentidos. Médico atencioso que consultava a todos em qualquer lugar. Muitas vezes o vi atender a chamados fora de hora, meia noite, duas da madrugada. Nunca dizia não.

O mais curioso, é que salvou tantas vidas, curou tantas pessoas, mas não conseguiu vencer a luta contra as miseráveis hepatite e diabetes. Foi-se o homem.

Tive uma noite horrível, cheia de pesadelos. Quase desmaei quando o telefone tocou cedo, logo pela manhã. Foi mais que um duro golpe. Foi um golpe mortal.

Agora, meu doce,querido e eterno amigo, não posso estar aí presente. Me conheço muito bem. Estar aí, me faria desfalecer também. Então, aqui de longe, faço as minha orações ao Pai. Esse sorriso inconfundível, vai se misturar sempre às águas lindas do Rio Cocal. Você foi o maior defensor da natureza que pude conhecer. E agora, amigão, ela vai te receber, não com lágrimas, mas com um sorriso de felicidade por ter ter ao seu lado.

Nem consigo ver direito o que escrevo, pois as lágrimas não deixam. Assim como eu, o céu amanheceu triste, mas o sol teima em aparecer pra não ofuscar o teu brilho. Eu me lembro que no dia do meu aniversário aí em Riachão, você mandou me chamar. Achei que faria uma reclamação sobre o meu trabalho. Ao contrário, me chamou pra me dar o maior presente que já ganhei na vida: Um carro seminovo. Disse que eu era merecedor, tanto pela dedicação, como pela amizade. Não sabe o quanto isso me encheu de orgulho. 

Foi sem sombra de dúvidas o prefeito mais fotografado dessa região inteira. Dava autógrafos por onde passava. Em todas as cidades da região o povo o aclamava como o melhor prefeito.
Pena que Riachão, naquela época, não soube reconhecer isso.

Hoje, até mesmo os seus adversários lhe tiram o chapéu. Afinal, meu pai, você era maior do que tudo.
Morre o homem, fica o Mito. Que Deus te conserve sempre assim, aonde estiveres.
Sò posso finalizar estas longas e poucas linhas pra te homenagear de uma forma: dizendo, VAMOS TE AMAR SEMPRE.

Por: Pita Júnior/Carolina-MA.
Fotos: Arquivo Pessoal

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