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quinta-feira, 22 de setembro de 2016
No dia 26 de setembro é comemorado no Brasil o Dia do Surdo. A data representa uma oportunidade para relembrar os desafios e as lutas por melhores condições de vida das pessoas com deficiência auditiva. Os surdos representam 5,1% da população brasileira, segundo o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE em 2010. Por não serem capazes de ouvir, os surdos não aprendem a falar, mas se comunicam através da língua de sinais, que utiliza gestos, sinais, expressões faciais e corporais em vez de sons na comunicação.

No Brasil, os surdos utilizam a Libras – Língua Brasileira de Sinais, que poucos brasileiros ouvintes sabem usar, o que dificulta a comunicação com o surdo. A estudante de 16 anos, Mayara Izadora de Oliveira, enfrenta esse problema diariamente em bancos, lojas e outros locais e algumas vezes até sofre preconceito da parte dos ouvintes. “Por não saberem interpretar a Libras, eles não entendem o que nós estamos querendo dizer e ainda duvidam de nossa inteligência, fico um pouco preocupada com isso por saber que nem todos se importam com os surdos, em alguns lugares conseguimos encontrar intérpretes, mas se a Libras fosse ensinada nas escolas tudo ficaria mais fácil para nós, pois é uma maneira de nos comunicarmos com as pessoas’’, relatou.

Embora existam aspectos universais, pelos quais se regem todas as línguas de sinais, a comunicação gestual dos surdos não é universal. As línguas de sinais, assim como as orais, pertencem às comunidades onde são usadas, apresentando diferenças consideráveis entre as determinadas línguas. As línguas de sinais não seguem a ordem e estrutura frásicas das línguas orais, assim o importante não é colocar um sinal atrás do outro, como se faz nas línguas orais, que se põe uma palavra após a outra, o importante em sinais é representar a informação, reconstruir o conteúdo visual da informação, pois os surdos lidam com memória visual. As línguas de sinais possuem sua gramática própria, assim como as línguas orais possuem as suas, sendo elas totalmente independentes.

Flavio Mendes, ex-aluno do curso de Libras do Senac no Maranhão, optou por fazer o curso porque trabalha com atendimento e considera importante esse conhecimento, pois pode precisar atender a uma pessoa surda. “Acho importante conhecer a linguagem de sinais, pois ela é a segunda língua brasileira, seria bom se todo mundo tivesse um pouco de noção porque existem muitos surdos que convivem com a gente diariamente e se repararmos ao redor sempre vai ter alguém que vai dizer que queria falar com o surdo, mas não conseguiu por não saber se comunicar”, disse.

Para uma melhor comunicação com pessoas de deficiência auditiva, o Senac oferece o curso de Libras Básico, que oportuniza os conhecimentos e habilidades necessários para a linguagem. “O curso de Libras do Senac é oferecido para proporcionar à comunidade surda e a todas aquelas pessoas que querem aprender sobre a língua de sinais, condições de desenvolver uma conversa, ainda que de nível básico, com qualquer pessoa que tenha surdez ou perda auditiva. O curso é básico e trata dos sinais mais utilizados, assim como as configurações de mãos, os sinais de clima de relações de tempo, profissões, locais e bairros, para que a pessoa consiga se situar, passar uma informação básica sobre a profissão ou sobre aonde mora”, afirma a supervisora educacional da área de Idiomas, Ana Paula Chaves.

O curso do Senac possibilita conhecimentos sobre o atendimento ou acompanhamento de uma pessoa surda em situações básicas do cotidiano e informações sobre legislação dos direitos da pessoa com surdez. Outras informações do curso podem ser obtidas na página Cursos.



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