quarta-feira, 1 de março de 2017
Em 1º de março comemora-se o Dia do Turismo Ecológico, e como "presente", São Luís assiste a degradação de uma das suas principais áreas de preservação ambiental, que estar diretamente ligada ao turismo ecológico da capital.
Quem passou pela avenida dos Franceses, próximo a Rodoviária de São Luís, no feriado de carnaval, pôde ver movimento de pelo menos quatro máquinas revirando a terra e derrubando a mata na área do Parque Estadual do Bacanga, que provocou indignação das pessoas que assistiam a esse crime ambiental.
A reserva e o parque que deveriam estar protegidos e imunes ao desmatamento, coisa que não acontece, e isso é preocupante porque tanto o Parque do Bacanga, como outras áreas no Estado, foram criadas como garantias de que se manteriam intactas, para proteção da biodiversidade e como "caixas d'águas", uma vez que nesses espaços existem rios e nascentes de curso de águas que abastecem a capital e outras comunidades.
Mas diante desse problema, um desafio ao estado de direito, um desafio ao governo por parte dessas pessoas que estão desmatando, avisando claramente que não vão respeitar nem sequer as reservas ambientais e devastam em plena luz do dia, simplesmente porque não acreditam não ação de quem de direito. Aonde está o Ministério Público Estadual e Federal que não veem esses devastadores ambientais? E a Secretaria de Estado e Recursos Renováveis - SEMA, que não pune esses infratores? Será que estão esperando primeiro destruir para então se cobrar por um dano irreparável?
O Parque Estadual do Bacanga, é um dos que mais sofre ataques de posseiros, grileiros e a comunidade que adentra na reserva, e derrubam árvores, constroem casas, sítios e até mansões sob o olhar complacente da SEMA e organismos ambientais, que tem responsabilidade pela proteção e preservação destas áreas que deveriam ter sempre a fiscalização intensificada na região, equipando-as com mais gente e com mais mecanismos de proteção.
Ainda criando nessas áreas temos atividades sustentáveis, com participação das comunidades, ou até mesmo ligadas ao econegócio e ao manejo sustentável, para a população local viver com dignidade, sem destruir a biodiversidade e respeitando um bem que é de todos e para todos.
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