sábado, 1 de abril de 2017
Nathalia Raquel da Silva Santos, de 24 anos, de São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís, e a moradora do município de Tuntun, Iara dos Santos Silva, de 22 anos, estão grávidas. Elas já atingiram a 34ª semana da gravidez, ambas classificadas, até o momento, como gestantes de alto risco. A alteração no quadro de saúde das duas grávidas provocou a internação no Hospital e Maternidade Marly Sarney (HMMS), na capital maranhense, que é referência de alto risco para todo o estado.
Internadas em um das 16 de enfermarias para gestante de alto risco do HMMS, no qual a unidade atende pacientes da capital e do interior do estado, Nathalia Raquel da Silva e Iara dos Santos Silva, recebem da equipe multiprofissional assistência integral a saúde materno-infantil.
À espera do nascimento da primeira filha, a técnica em Segurança do Trabalho, Nathalia Raquel da Silva Santos, disse que a gravidez foi planejada, para oferecer um lar mais aconchegante para Olívia e condições de saúde mais favoráveis. Com 34 semanas de gravidez, mesmo fazendo o pré-natal regular, no final segunda quinzena de março, ela apresentou perda de líquido e pressão alta. “Na avaliação, a médica achou melhor internar para acompanhar, pois não havia apresentado, até então, perda de líquido e pressão alta”, disse.
Cada etapa da assistência em saúde disponibilizada na unidade hospitalar é informada aos pacientes, explica Nathalia Raquel. “Eles falam o que vem acontecendo, para que a gente fique a par e entenda o nosso tratamento. A cada procedimento, a gente vem recebendo a orientação e o resultado. O acompanhamento é contínuo”.
O Hospital e Maternidade Marly Sarney (HMMS) dispõe de 81 alojamentos conjuntos de enfermaria, 15 de pediatria, 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, 24 de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal, seis de Unidade de Cuidados Intermediários Canguru e 16 de Enfermaria de Gestante de Alto Risco.
A estrutura conta, ainda, com 12 leitos para parto normal, seis para recuperação pós-anestésica, quatro de reanimação Neonatal e cinco de Observação e Acolhimento com Classificação de Risco.
UTI Materna
Como parte dos investimentos do Governo na rede materna e infantil, esta semana, o vice-governador Carlos Brandão e o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula entregaram a primeira UTI Materna do Maranhão. O novo serviço foi instalado no Hospital e Maternidade Marly Sarney. A UTI Materna é dotada de equipamentos modernos, com ferramenta de acompanhamento de pacientes via celular.
“Há dois anos, acompanhei o parto da minha cunhada na Maternidade Marly Sarney, e é clara a diferença do que é agora: desde o acompanhamento da equipe até a estrutura em si. Por exemplo, as poltronas eram outras, a estrutura para as grávidas e acompanhantes era bem diferente, ruim. Agora, a nova estrutura faz com que a gente se sinta bem mais tranquila”, avalia Nathalia Raquel.
A UTI materna oferece atendimento de pacientes obstétricas graves, tanto no período pré, como intra e pós-parto, com doenças próprias da gravidez ou nela intercorrentes, requerendo internação em regime de cuidados intensivos.
“Os oitos leitos da UTI Materna e mais um de isolamento, em conjuntamente, perfazem o que há de mais moderno em terapia intensiva. Estamos entregando não só equipamentos novos, mas também novos serviços, mediante os investimentos da gestão do governador Flávio Dino na área materno-infantil. Os equipamentos vão facilitar o diagnóstico médico e o acompanhamento dos pacientes. Mais do que isso, os médicos vão continuar acompanhando, dentro da unidade de saúde, os seus pacientes via aplicativo no celular”, disse o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.
Iara dos Santos Silva, de 22 anos, espera não precisar dos serviços da UTI Materna, mas diz que está muito mais tranquila com a instalação do serviço na unidade de saúde, no mesmo hospital que recebe atendimento especializado. Mais segurança em saúde para mãe e o bebê. A partir de um exame de ultrassom, em Tuntun, os médicos diagnosticaram redução de líquido, aumentando os riscos de infeção para gestante e a filha.
A UTI Materna funciona diariamente, 24 horas por dia. A Unidade de Saúde dispõe de oito leitos às pacientes do Hospital e Maternidade Marly Sarney e demais referências encaminhadas por meio da Central de Regulação de Leitos do Estado do Maranhão. “Sinto segurança e alívio em saber que aqui tem a UTI Materna”, disse Iara dos Santos Silva.
Serena e focada na sua recuperação, Iara dos Santos Silva é mãe de Pedro e Henrique, de 4 e 2 anos, respectivamente. Agora, prepara-se para receber em seus braços, em breve, a caçula da família, Eloá. “Estou tranquila, é a minha terceira gravidez”, disse.
O corpo clínico da UTI Materna da Maternidade Marly Sarney é formado por plantonistas especialistas em terapia intensiva e ginecologistas-obstetras. Dispõe ainda de uma equipe de enfermagem especializada em UTI, assim como com o apoio de médicos de diversas especialidades, quando necessário, como clínico, cardiologista, anestesiologista, cirurgião geral, neurologista, infectologista, fisioterapia respiratória, psicologia, entre outros.
A maternidade está integrada ao Sistema de Regulação de Leitos Obstétricos da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O objetivo é assegurar a transferência das gestações de alto risco para a maternidade de referência.
‘Pequeno Maranhense’
As mamães que fizeram as sete consultas do pré-natal na atenção básica, durante a visita à unidade, receberam do vice-governador Carlos Brandão e o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, o kit do projeto ‘Pequeno Maranhense’, que oferece orientações durante a gravidez e no pós-parto, composto por bolsa, fraldas, termômetro, cartilha informativa, toalha, frasco de álcool em gel e um pacote de gazes para os primeiros cuidados do bebê. O projeto do Governo do Estado é desenvolvido nas maternidades de referência.
Fala mamãe!
“Não é só preocupação nossa cuidar direito do bebê. O kit do Pequeno Maranhense vai ajudar bastante”, Francisca da Silva Cruz, de 18 anos, mãe da Isabelle.
“É importante receber o kit e presenciar a preocupação dos governantes, não apenas pelo fato de ter o filho aqui [Maternidade Marly Sarney], mas de ter como cuidar e contar com a estrutura da maternidade”, Luciana Cristina Costa Oliveira, de 41 anos, mãe do Miguel.
“Realizei o pré-natal e o meu gesto também foi reconhecido com o recebimento do kit, com itens para reforçar o cuidado com o meu filho”, Luciane Santos, de 25 anos, mãe do Asafe.
“Sofia é minha primeira filha e estou muito feliz por ter recebido a bolsa”, Aria Sousa Ferraz da Silva, mãe da Sofia.
(Foto: Gilson Teixeira)
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