Assembleia Legislativa do Maranhão

terça-feira, 2 de maio de 2017
Quando você assiste a um filme, dificilmente pensa no processo de produção envolvido. Mas é algo que movimenta a economia, cria empregos e gera renda. É também por causa dessa cadeia produtiva que o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), criado pelo Governo do Estado, mantém uma Unidade Vocacional voltada para esse mercado. É a Escola de Cinema do Maranhão.

O Iema já é considerado uma marca do ensino maranhense, com suas sete Unidades Plenas. Mas o papel do instituto vai além dessas estruturas. As Unidades Vocacionais do Iema espalhadas pelo estado cumprem a missão de fornecer mão de obra qualificada para atender as necessidades do mercado de trabalho das regiões onde foram instaladas. Isso gera um grande potencial de emprego para os alunos, já que o curso tem relação direta com as atividades produtivas e vocações locais. A Escola de Cinema do Maranhão, em São Luís, não foge dessa realidade. A unidade oferece cursos com profissionais que são referência em produção cinematográfica.

A escola teve o primeiro curta, “Bodas de Papel”, selecionado para o Festival de Cinema de Brasília, um dos mais concorridos do país. Entre os cursos já oferecidos, estão o de Cinema, Direção, Direção de Fotografia e Atuação para cinema. Segundo o coordenador da escola, Pedro Pontes, o incentivo ao audiovisual contribui para o desenvolvimento de políticas públicas para o setor, e, ao mesmo tempo, forma uma cadeia produtiva ligada ao cinema.“A indústria do audiovisual é muito forte e cresce mais de 10% ao ano. A partir da formação e capacitação de profissionais, aumentamos a demanda para políticas públicas como mais editais, mais projetos de difusão cinematográfica”, diz Pontes. “E também fazermos crescer a produção do audiovisual. Quando se faz um filme, alimenta-se uma cadeia produtiva enorme, com empregos diretos e indiretos, e demandas de outras áreas como transporte e alimentação”, completa ele.

Novas possibilidades

A primeira turma de curso técnico de Cinema, com duração de 1 ano, está prestes a se formar. Para a aluna Isabela do Nascimento, de 19 anos, o curso abriu possibilidades que nem havia imaginado: “A partir daqui, vão ser produzidos filmes no Maranhão, com a linguagem do Maranhão. Aqui eu descobri que me identifico muito com a parte de direção e fotografia no cinema. Agora, minha expectativa é de tirar meus curtas do papel e ter uma produtora”.

O curso é gratuito, assim como os demais oferecidos em todas as Unidades Vocacionais do Iema, o que possibilita a democratização do saber e o acesso para quem não pode ou não quer pagar, como destaca o ex-aluno Henrique Sugmyama, profissional do audiovisual no Maranhão. “O cinema é uma arte contemplada e executada por pessoas que têm poder aquisitivo alto e as escolas de cinema do mundo sempre exigem que os estudantes tenham recursos próprios”. “Então o fato da Escola de Cinema do Maranhão ser uma escola pública é algo que possibilita o acesso de quem sempre teve interesse em estudar Cinema, mas não que não tinha dinheiro para isso”, acrescenta.

Depois dos cursos, Henrique já realizou trabalhos como diretor de fotografia e como editor, dentre eles três curtas metragens e videoclipes para artistas locais. “Os alunos que têm passado pela escola estão realizando coisas que é difícil imaginar que poderiam fazer se não fosse pela escola pública, como rodar curtas-metragens com diretores de experiência internacional. O Maranhão está se tornando um polo que constantemente recebe personalidades do audiovisual brasileiros e internacional, coisas que há 5 anos a gente não imaginava acontecer”, diz Sugmyama.

Outros cursos

As Unidades Vocacionais do Iema oferecem cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) e oficinas para garantir mão de obra capacitada aos setores produtivos. Entre os cursos oferecidos pelas Unidades Vocacionais, há aqueles mais gerais como Informática, Inglês, Língua Brasileira de Sinais (Libras), Educação Ambiental, oferecidos em boa parte das unidades; e os mais específicos como Construção de Embarcações Artesanais, oferecido no Estaleiro Escola, Desenvolvedor de Aplicativos Web oferecido em Imperatriz e Agricultura Orgânica oferecido em Bequimão.

Em Ribeirãozinho, por exemplo, a unidade é voltada exclusivamente para a cadeia produtiva da carne e do couro, com oferta dos cursos de Confeccionadores em Artefatos de Couro em Produção Industrial e Inglês. Em São Luís, as três unidades vocacionais priorizam tecnologias sociais, educação e cultura imaterial. Atualmente, existem no Maranhão 26 unidades vocacionais, criadas pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secti).

As escolas, que já atendem 5.851 pessoas em 24 municípios maranhenses, foram criadas pelo governador Flávio Dino para garantir a articulação entre as necessidades dos setores produtivos locais e a formação técnico-profissionalizante de jovens e adultos. Já foram investidos R$ 1.205.430 para abertura de 196 turmas. Hoje, elas estão localizadas nos municípios de Açailândia, Alcântara, Amarante do Maranhão, Balsas, Barreirinhas, Bequimão, Caxias, Carolina, Carutapera, Codó, Esperantinópolis, Imperatriz, Lima Campos, Matões, Pedreiras, Pinheiro, Presidente Vargas, Ribeirãozinho, Santa Luzia do Paruá, São José de Ribamar, São Luís (Praia Grande, Estaleiro Escola, Escola de Cinema), Turiaçu, Timon e Vargem Grande.

“As unidades vocacionais do Iema são voltadas para formação de pessoas para entrar no mercado de trabalho e que buscam aperfeiçoamento, alguma qualificação ou então algum curso que possibilite a geração de renda autônoma. É uma política pública para formar e valorizar a mão de obra local”, diz o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Jhonatan Almada.

Seleção

Para se inscrever nos cursos das unidades vocacionais do Iema, basta ficar atendo à publicação dos editais de seleção disponibilizados no site da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação –www.secti.ma.gov.br. Para os cursos técnicos é exigido o Ensino Médio completo. Para os FICs e oficinas, não há exigências, apenas variações para idade mínima.

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