CAMPANHA: IPTU 2018

terça-feira, 20 de junho de 2017
"O Ministério do Esporte não pode ser o ministério do futebol, tem que ser um órgão que trabalhe as gerações futuras de um modo geral", criticou Caio Luiz de Carvalho

A sede da CNC RJ é o palco para a realização do Seminário Caminhos para o Turismo Esportivo, que acontece durante a tarde desta segunda-feira (19), no centro do Rio. O encontro reúne diversos especialistas do setor, entre governo, agentes privados e confederações esportivas, para debater como o Turismo e o Esporte podem caminhar juntos na captação de novos visitantes para o país.

Quem abriu oficialmente o seminário foi o presidente da Cetur e FBHA, Alexandre Sampaio. Ele lembrou de uma série de seminários que acontecerão na sede da CNC este ano, capazes de criarem um consenso para o turismo nacional. “Realizaremos cinco seminários no ano para analisar os problemas e assuntos que afetam o setor turístico no Brasil. Já tivemos aqui um seminário sobre o impacto de economia colaborativa e hoje, por exemplo, o assunto é esta conjugação entre Turismo e Esporte. Ainda teremos seminários ligados à gastronomia e sobre aviação. Em dezembro este ciclo se encerra para, em consenso, termos propostas de projetos para o turismo”.

Para Alexandre, “Turismo e Esporte são atividades econômicas que mobilizam milhões de pessoas. As recentes experiências que tivemos no Brasil, assim como os exemplos que observamos mundo afora, mostram que os produtos e serviços oferecidos pelo Esporte abrem um grande caminho para o desenvolvimento do Turismo nacional. O objetivo do encontro é pensarmos juntos em como aliar de maneira exitosa essas duas paixões”.

O primeiro convidado foi Caio Luiz de Carvalho, consultor e ex-presidente da Embratur. Com toda a sua bagagem, Caio criticou o governo por não ter aproveitado o legado das Olimpíadas Rio 2016. “Tivemos a chance de fugir da monocultura do futebol e trabalhar toda uma geração de esportistas, mas isto não aconteceu. No dia seguinte às Olimpíadas, não houve nenhuma ação do governo para impulsionar o turismo esportivo. E hoje nos preocupamos apenas com os esportes de alto rendimento num país pobre e com milhares de educadores físicos. O Ministério do Esporte não pode ser o ministério do futebol, tem que ser um órgão que trabalhe as gerações futuras de um modo geral”, criticou Caio.

Luiz Lima, secretário nacional do Ministério do Esporte, por sua vez, abordou os enormes potenciais da cidade do Rio de Janeiro. “Nossa orla é a maior riqueza que temos. As praias são os melhores ativos para o esporte e turismo, nossa orla tem um enorme potencial tanto para surfe, stand-up, natação, yoga, beach tênis, entre outras oportunidades. O Rio de Janeiro é uma cidade única, com esportes e turismo durante os 12 meses do ano”, disse o secretário. “Nós sabemos realizar as atividades esportivas e turísticas, mas não sabemos ainda vender o negócio. Só com o tempo é que vamos aprender e aperfeiçoar estas oportunidades”, completou Luiz.

Quem mediou o seminário foi Maureen Flores, da CNC. Para ela, “não podemos nos dar o luxo de sermos amadores nas estratégias que tomamos. A estratégia tomada com base em dados é sempre a campeã, porque não temos mais lugar para amadores. Precisamos conjugar as governanças de turismo e esporte, precisamos ser profissionais e buscar aqui hoje o verdadeiro papel do Turismo esportivo. Estamos falando de expandir nossos saberes e assim trilhar um caminho profissional para levar à prosperidade, com base nos números”, disse Maureen.

O presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, Waldner Bernardo, e o secretário de Esportes e Lazer de Belo Horizonte, Bebeto de Freitas, trouxeram ao debate o enorme potencial tanto do esporte, quanto da cidade para o turismo esportivo. Para Waldner, A Fórmula 1 é a ponta do iceberg, com diversas outras opções no Brasil que podem influenciar no turismo também. “Hoje somos 28 milhões de super fãs, que continuam acompanhando as corridas após a morte de Ayrton, com mais de 5 corridas por fim de semanas e mais de 10.000 pilotos. A fórmula 1 gera 260 milhões de dólares em negócios em um fim de semana, imagina nossos outros esportes?”, indagou.


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