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terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Desde que a primeira unidade do Programa Escola Digna foi levantada no Maranhão, grandes histórias começaram a ser contadas. São depoimentos de pessoas que saíram do isolamento ao ter acesso a melhores condições de infraestrutura e qualidade de ensino, por meio da iniciativa do Governo Flávio Dino que, entre outras coisas, substitui escolas de taipa por prédios de alvenaria. 

Como se inaugurasse um novo Brasil no Maranhão, a Unidade Escolar Pedro Álvares Cabral foi a primeira Escola Digna entregue no estado. O lugar escolhido foi o povoado Muriçoca, em Fortaleza dos Nogueiras, no Sul Maranhense. Segundo a estudante Djeane Lima, antes da nova estrutura, a dificuldade para estudar ia desde enfrentar goteiras até não ter um banheiro adequado para usar. 

“Quando chovia, molhava tudo. Os banheiros também não funcionavam. Chegou um dia que a porta de um banheiro caiu por cima de um aluno. A mesa ficava muito em cima do quadro, mas agora vai ter espaço suficiente para os alunos assistirem às aulas”, lembra. 

A falta de investimentos levou professores e alunos a improvisos que são um retrato do descaso das gestões anteriores com a educação. Um cenário que começa a mudar a cada parede que é construída, a cada telhado reformado, a cada novo quadro e carteira confortável para os estudantes sentarem. 

Quando a escola era uma árvore

A sombra de uma árvore já foi a única proteção para crianças estudarem no povoado Placa Violão, no município de Tuntum. A professora Luiza Sousa é testemunha dessa história. “Estou há 24 anos nessa área e nunca tinha trabalhado em um prédio, só em salinha emprestada. Até debaixo das árvores já dei aula”, conta.

Com a chegada do Escola Digna à comunidade no último mês de setembro, agora professora e estudantes têm na Escola Municipal Raimundo duas salas de aula e capacidade para acomodar até 60 alunos por turno. 

“Não tinha teto, não tinha nada”

No povoado Bacuri, em Peritoró, a professora Narcisa da Silva Corrêa pegou emprestados os versos da canção de Vinícius de Moraes para falar do local onde dava aula. “Era uma escola muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada”, cantarola. 

As paredes de taipa e o telhado de palha do barracão eram a estrutura precária disponível para atender várias séries, o que obrigava a formação de turmas multisseriadas de no máximo 15 estudantes, forçando muitos alunos a buscarem aulas em outros povoados. 

Essa realidade mudou quando, em julho deste ano, Bacuri ganhou a Unidade de Ensino Fundamental Juarez Nunes, tornando possível abrigar 88 estudantes, do ensino infantil a Educação de Jovens e Adultos (EJA). 

“Esse Governo nos representa”

“A gente nunca imaginou que um Governo viria em uma comunidade como a nossa. Estamos felizes porque, hoje, um Governo representa a nossa comunidade.” O depoimento da professora Vera Lúcia da Silva traduz o sentimento do povoado quilombola Peritoró dos Pretos após a chegada do Escola Digna. 

Em setembro, a comunidade viu o barracão de taipa ser substituído pela Escola Municipal Francisco de Assis, um prédio moderno, amplo e bem equipado. “Tanto a gente sonhou com uma escola, e ainda recebeu uma escola digna. É um sonho maravilhoso que se realiza”, diz Vera Lúcia. 

“Todo dia acordava e ia olhar as obras”

A ansiedade passou a ser a companheira da estudante Mayara Silva do Nascimento, de 12 anos, desde que operários começaram a construir a primeira Escola Digna do povoado Centro dos Chagas, em Lago da Pedra.

“Todo dia acordava e ia na janela olhar as obras da escola. Acompanhei tudo e hoje percebo o quanto essa nova escola vai mudar nossas vidas”, diz a aluna, cuja ansiedade deu lugar a esperança a partir da inauguração da Unidade Integrada João Dias Napoleão, no último mês de setembro. 

Os números da mudança

Desde que Flávio Dino anunciou o Programa Escola Digna no ato de posse como governador, em 2015, uma revolução vem acontecendo no Maranhão. Já são mais de 600 escolas reformadas ou totalmente reconstruídas em um Estado onde a educação pública nunca tinha sido uma prioridade de Governo.

A meta ambiciosa da gestão estadual é construir 300 novas escolas até 2018 para superar o atraso do ensino em casebres de taipa e galpões improvisados.
Os investimentos do Escola Digna são amplos e contemplam não apenas infraestrutura, mas a formação continuada de professores, gestores e técnicos em educação. Indígenas e quilombolas também recebem atenção do Governo, com escolas e pedagogia adaptadas a realidade das comunidades tradicionais.

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