quarta-feira, 23 de maio de 2018

No Maranhão, o atendimento estadual em saúde mental adota as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas. Com a Rede Estadual de Saúde Mental, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) oferece atenção psicossocial especializada, atenção residencial de caráter transitório, atenção residencial de caráter transitório, atenção hospitalar e estratégias de desinstitucionalização. 

Profissionais da rede estadual com formação em enfermagem, terapia ocupacional e psicologia recebem capacitações técnicas para estimular a nova forma de atender e entender o paciente e sua patologia mental. O Hospital Nina Rodrigues, o Centro de Assistência Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), as residências terapêuticas, equipamentos estaduais de atendimento e acolhimento em saúde mental, realizam atividades integrativas baseadas no princípio da escuta comprometida. 

O diretor geral do Hospital Nina Rodrigues, Ruy Cruz, afirmou que desde a chegada do paciente na rede de atendimento em saúde mental são realizados procedimentos de escuta com encaminhamentos adequados para exames. 

“Levamos em conta todo o histórico familiar e pessoal de sofrimento do paciente. Muitas vezes ele só precisa ser ouvido e estamos aqui para isso. Se o caso for além da escuta, os devidos procedimentos serão tomados com base no critério de priorização do tipo de transtorno mental identificado pelo profissional, que está sensível a percepção dos menores sinais e posturas apresentadas pelo paciente no momento da consulta. Além da etapa medicamentosas, trabalhamos toda a parte psicológica do paciente com envolvimento fundamental da família neste processo”, explicou o diretor Ruy Cruz. 

Acolhendo com um novo olhar

Na manhã desta terça-feira (22), mais de cem profissionais de saúde participaram da oficina ‘Acolhendo com um Novo Olhar’. O objetivo do encontro foi capacitar enfermeiros, técnicos de enfermagem, terapeutas ocupacionais e psicológicos para o atendimento humanizado dos pacientes na rede estadual em saúde mental. 

A coordenadora do Departamento de Qualidade e Projetos Especiais da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Joedilma Santos, ressalta a importância da adoção de práticas humanizadas no atendimento de saúde mental para a recuperação e inserção social do paciente. “Atividades psicológicas com o princípio da escuta comprometida e atividades integrativas como dança e arteterapia, ou até o ensino de um ofício a este paciente agrega dignidade ao tratamento e causa avanços na recuperação com o sentimento de acolhimento do mesmo”. 

Para a coordenadora da Residência Terapêutica III, localizada na Maiobinha, Mayara Magalhães, a gestão estadual sai da perspectiva de um atendimento concentrado nos hospitais psiquiátricos e medicamentoso e passa a ‘desinstitucionalizar’ o tratamento, reinserindo o paciente à sociedade, com a humanização e acolhimento. “Não eliminamos o uso de medicamentos, o princípio é aliar diversas práticas de atendimento com o objetivo de reinserir o paciente ao convívio social, com foco na eliminação do sofrimento mental e ensino de uma nova ocupação social a ele”, disse Mayara Magalhães. 

De acordo com a coordenadora da Residência Terapêutica I, localizada no Monte Castelo, Rafaelly Polary, a humanização causa a ressocialização do paciente. “Estamos aqui hoje para lembrar os profissionais da rede o quanto é importante ele não deixar de lado a escuta humanizada do nosso paciente e permitir que ele sinta segurança no acolhimento que a rede estadual disponibiliza”.

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