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domingo, 12 de agosto de 2018
De acordo com o palestrante Antonio Noberto, no local existiu a primeira fortaleza do Maranhão. O evento faz parte das comemorações dos cinco anos da Academia Ludovicense de Letras


Na manhã deste sábado, 11 de agosto, uma palestra ministrada pelo membro-fundador da Academia Ludovicense de Letras, Antonio Noberto, atraiu dezenas de pessoas para um dos locais mais bonitos da Ilha de São Luís, que é a Praça Botafogo, ao lado do Conjunto Basa, no bairro São Francisco. O local foi palco da primeira construção européia no Maranhão que se tem conhecimento. Foi ali que, no final dos anos mil e quinhentos, os primeiros moradores franceses instalaram um forte com quatro peças de artilharia para proteção de um reduto gaulês que fazia a ligação entre o Amazonas e os portos franceses da Bretanha e da Normandia. O reduto francês, protegido pela artilharia do Forte, que dava suporte às atividades no Porto de Jeviré e a feitoria, instalados na Ponta da Areia. Ele também guarnecia Uçaguaba/Miganville, no Vinhais Velho, acessível pela entrada da Ilha, que se dava pelo Rio Maioba ou Cutim, atual Rio Anil.

Um dos maiores eventos ocorridos no norte do Brasil teve o Forte Sardinha como palco, quando houve a rendição de Daniel de la Touche no dia 04 de novembro de 1615, ocasião em que assinou a entrega do Forte Saint-Louis ao general português Alexandre de Moura, que de imediato chamou-o de Forte do São Francisco, nome que se estendeu ao bairro. A rendição representou a entrega de metade do território brasileiro, vez que a França Equinocial se estendia do Ceará ao Amazonas.


O palestrante, que também é sócio-efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), teceu os pormenores do empreendimento gaulês no norte do Brasil e a necessidade da população valorizar a presença estrangeira dos idos coloniais, pois nesse período, “enquanto o estrangeiro esteve nestas terras disputando o território com os portugueses não houve a dizimação do índio e muito menos a escravização do africano”. Somente quando o estrangeiro foi vencido, expulso e marginalizado é que os portugueses ficaram livres para dizimar, escravizar e implantar a cultura do privilégio”, destacou Antonio Noberto. Segundo ele, hoje acontece algo parecido, vez que “a implantação da atual precarização no Brasil está sendo precedida da desvalorização dos modelos estrangeiros, seja de franceses, holandeses e de vários outros que trouxeram para cá o tesouro da educação, do conhecimento e da ética”, finalizou.

Encontrar o local onde existiu o Forte Sardinha foi um desafio feito por Rubem Almeida em 1955, que falou para seus alunos pesquisarem o local onde existiu o forte para ali implantar um memorial dizendo que, nele, São Luís passou de mãos francesas para mãos portuguesas.

Entre os que ouviram a palestra, ministrada debaixo de várias árvores, estavam acadêmicos, professores, estudantes, profissionais liberais e moradores do São Francisco, Ilhinha e bairros vizinhos. Muitos fizeram depoimentos emocionados narrando a felicidade do privilégio de ouvir tanto conhecimento reunido na palestra. O pesquisador e acadêmico Leopoldo Vaz destacou a importância do Forte para a manutenção da segurança de Miganville à época. O acadêmico e juiz Osmar Gomes disse que vai apoiar o projeto para que chegue a todas as escolas.

Noberto finalizou que pretende realizar outras palestras no local.

Fonte: Academia Ludovicense de Letras

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