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sexta-feira, 15 de março de 2019

A cada dia que passa mais pessoas utilizam a internet para fazer turismo, seja no momento de buscar por um destino e informações sobre o lugar, compras de passagens, pacotes, contratação de serviços diversos, que vão desde a hospedagem ao guia local, além de compartilhar experiências e dar feedbacks. Por isso, sua empresa precisa conhecer essas novas formas de interação com o turista, para traçar suas estratégias e criar diferenciais competitivos que sejam realmente valorizados por esse viajante autônomo, cada vez mais conectado.

Entender essas mudanças de comportamento e as tendências para o setor pode garantir o futuro da sua empresa, se esse conhecimento for a base para um plano de ação adequado às necessidades e sonhos do seu público-alvo.

O perfil do novo turista

Segundo a WTM (World Travel Market), estima-se que em 2018 2,56 bilhões de pessoas estejam conectadas na internet através de smartphones. Além disso, foram destacados outros dados relevantes:

O cliente tem se mostrado imediatista e busca serviços flexíveis, autônomos, praticidade na aquisição de produtos e serviços. A jornada do turista digital se resume em sonhar, planejar, comprar, experimentar e compartilhar. A utilização dos dispositivos móveis nos serviços de viagens também se deve à ascensão da economia compartilhada. Essa tendência se mostra atraente aos viajantes devido ao custo-benefício e às experiências únicas que propicia.

Segundo dados da PricewaterhouseCoopers (PWC), a projeção de movimentação global da economia compartilhada em 2025 é de US$ 335 bilhões.

Vocabulário do turista

Conheça alguns termos utilizados pelos turistas atualmente:

Bla Bla Car: plataforma que conecta pessoas interessadas em encontrar caronas para dividir custos de viagem, atualmente a maior comunidade de caronas de longa distância do mundo.

Beep Me: conecta motoristas e caronas tanto para trajetos locais quanto para viagens.

Rent a local friend: comunidade de pessoas que amam viajar e estar em contato com diferentes culturas, e ganham dinheiro extra, partilhando o seu modo de vida e seus lugares favoritos da sua cidade com novos amigos estrangeiros.

Couchsurfing: rede que põe em contato viajantes, que só pedem um sofá para poupar dinheiro nas dormidas, e anfitriões dispostos a abrir as portas das suas casas a custo zero para conhecer novas pessoas.

Economia compartilhada: tendência nos hábitos dos consumidores, de dividir o uso (ou a compra) de serviços e produtos, em uma espécie de consumo colaborativo. Seguem alguns exemplos nas áreas de hospedagem, transporte, experiência.

Airbnb: serviço online comunitário para as pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações e meios de hospedagem.

Hostel: (albergue) tipo de acomodação que se caracteriza pelos preços convidativos e pela socialização dos hóspedes, onde cada convidado pode alugar uma cama ou beliche, num quarto partilhado, com banheiro no quarto ou no corredor, lavanderia e cozinha.

Uber: através de um aplicativo, oferece um serviço semelhante ao táxi tradicional, conhecido popularmente como serviços de “carona remunerada”, encontrando motoristas parceiros pela proximidade.

Por onde começar?

Faça pesquisas na internet para descobrir como sua empresa está posicionada, o que estão falando sobre ela e se ela aparece nos principais sites de busca e avaliação. Busque também sua cidade e identifique oportunidades.

Sites de avaliação são utilizados para buscar tarifas, opinião de consumidores e influenciam diretamente na tomada de decisão. Conheça alguns:

TripAdvisor: site de viagens que fornece informações e opiniões de conteúdos relacionados ao turismo. Ele também inclui fóruns de viagens interativos.

Booking, Trivago, Kabum, Hoteis.com, Expedia: fazem buscas de meios de hospedagens, compara tarifas, localização, fotos e características das empresas, bem como avaliação de clientes por critério.
Hotel Urbano: agência de viagens online, com frequentes promoções.

Decolar: buscador de preços de passagens aéreas.

Destinations on Google: a inserção da palavra “destination” ou “vacation” ao lado do nome de uma localidade ativa uma nova função do Google, que apresenta diversas informações sobre o destino. Valores médios de hotéis, clima, hora local, descritivo da cidade e pontos turísticos são algumas das informações apresentadas. As empresas do setor devem estar atentas ao que aparece para o consumidor, de forma a comparar, apresentar outras opções e informações extras sobre a região.

Google Meu Negócio: quando você digita o nome de uma empresa no Google, geralmente ao lado direito das buscas aparece uma descrição, fotos, Street View e demais informações, caso você já esteja aparecendo e não foi você quem colocou aquelas informações, sua empresa pode solicitar alteração dos dados e inserção de conteúdo. A ferramenta é inteiramente grátis.

Utilize as redes sociais a favor da sua empresa, divulgando conteúdo de interesse do turista, como: programação de eventos da região, principais atrativos, vídeos, fotos, depoimentos de clientes. Aproveite para estimular o cliente a divulgar sua experiência aos amigos através das redes.

Escolha as redes certas

Com o Facebook e Instagram, por exemplo, você tem a opção de interagir e divulgar o seu negócio especificamente para pessoas com hábitos de viajar, pessoas que estão viajando para o local onde está seu estabelecimento, aumentando as chances de assertividade do público que compra o seu serviço. Conheça outras tecnologias que podem te ajudar a acompanhar as mudanças no segmento:

Geolocalização: tecnologia que possibilita identificar a localização de um dispositivo. Pode ser usado na identificação de pontos turísticos, serviços e demais atrações.

Realidade virtual: imersão em um ambiente a partir do uso de óculos especiais pode ser um diferencial competitivo e auxiliar no fechamento de novos negócios.

Uso de hashtags (palavra-chave antecedida pelo símbolo #, conhecido por “jogo da velha” ou “quadrado”, que pode ser usada como ferramenta de busca na internet): elas funcionam com eficiência no Instagram e Twitter. Procure palavras que têm a ver com o seu negócio e que podem trazer novos seguidores. Procure usar as mais famosas da sua região, aquelas que a Secretaria de Estado de Turismo usa, o nome da sua cidade ou região, o nome do seu estabelecimento.

Ter seu endereço na internet, um site próprio com fotos atraentes e boa descrição do local, pode auxiliar a reforçar o que muitos dizem nas redes sociais ou ainda conflitar, caso as opiniões sejam negativas.

Apesar de as redes sociais serem uma excelente ferramenta de busca, avaliação e pesquisa, ter um site próprio é fundamental, desde que seja responsivo (adaptável à ferramenta de acesso, celular, tablet, computador) atualizado e funcional.

Com a chegada das novas tecnologias e as facilidades que a internet nos propicia, qualquer um de nós hoje pode ser um crítico gastronômico, um especialista em turismo, e cada vez mais a opinião dos que viajam se torna mais válida. E, assim, o tão conhecido marketing boca a boca ganha uma amplitude ainda maior e quase que incontrolável. Por isso é importante prestar atenção às necessidades individuais de cada cliente para aperfeiçoar o serviço, inovar constantemente e atender de forma personalizada, sempre buscando surpreendê-lo.

Fonte: Blog.sebrae 

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