Vencedores do 1° hackathon terão seus projetos incubados e soluções poderão ser usadas em todo Brasil
SÃO LUÍS – O SESI Nacional tem intensificado seus esforços no desenvolvimento e aceleração de ecossistemas de inovação voltados para a saúde. Em 2024, foram aprovados oito projetos nessa área, dentre eles cinco focados na criação de hubs de inovação em saúde, incluindo o do Maranhão, e três destinados à aceleração de hubs já estabelecidos. As iniciativas variam desde hackathons, como o realizado no Maranhão no último final de semana, até sessões de diálogo com empresários e trabalhadores, buscando identificar desafios e potencializar soluções que melhorem a saúde do trabalhador industrial no Brasil.
Fábio Cordeiro, especialista em Desenvolvimento Industrial do SESI-Departamento Nacional, participou do 1º Hackathon do SESI-MA. Ele destacou que o processo de inovação começa com o surgimento de ideias provenientes da sociedade, universidades, startups e health techs, que são desenvolvidas com o suporte de mentores e especialistas da área de saúde do SESI. As soluções são submetidas a testes práticos junto aos trabalhadores e, quando consideradas viáveis, recebem investimentos para sua escalabilidade, podendo atingir nível nacional. Tecnologias já foram implementadas, com produtos que passaram por testes e nacionalização, evidenciando o impacto dessas ações no ambiente industrial.
“Além disso, cada estado está criando seu próprio banco de ideias, integrando-os a uma rede colaborativa entre os hubs. Essa estratégia permite que propostas semelhantes desenvolvidas em diferentes locais sejam conectadas, somando esforços para o aprimoramento de tecnologias em saúde. O SESI é um agente fundamental na promoção de inovação que visa, sobretudo, o fortalecimento da saúde e bem-estar dos trabalhadores em todo o Brasil”, sintetizou Fábio.
Quem também participou da competição em São Luís como mentora foi Carla Aparecida Gonçalves, gerente do Centro de Inovação em Ergonomia do SESI Minas Gerais. O Centro de Inovação, que funciona desde 2017, tem como foco desenvolver soluções que aliem produtividade e ambientes laborais mais saudáveis, priorizando o fator humano como base para o processo inovador.
Carla explica que a estratégia do SESI envolve conscientização, apoio técnico e financeiro às indústrias mineiras, especialmente pequenas e médias, por meio de editais que compartilham riscos financeiros para incentivar experimentações e melhorias. “Os principais resultados observados são o aumento do engajamento dos trabalhadores, a melhoria nos processos produtivos e o fortalecimento da capacidade inovadora das empresas. O trabalho conjunto e a troca constante de experiências são indispensáveis para o avanço da inovação em saúde corporativa”, disse.
INOVAÇÃO NO MARANHÃO - Inaugurado em maio desde ano na sede da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), o Hub de Inovação em Saúde do SESI Maranhão abriu as portas já com uma solução tecnológica nacionalizada das três desenvolvidas pelo SESI-MA com parceiros locais. O Ergotech, sistema de ergonomia criado em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), já ultrapassou os limites do estado.
Além do Ergotech, outras duas tecnologias voltadas para a saúde do trabalhador foram incorporadas ao Hub: o SSBot e o SESI Monitore. Além da UFMA, o Hub de Inovação em Saúde do SESI-MA tem parceria com a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) por meio da agência de inovação Marandu, Universidade CEUMA, Centro Universitário UNDB, Conselho Deliberativo do SEBRAE-MA e a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), muitos dos quais participaram também do 1º hackathon do SESI-MA.
O superintendente do SESI-MA, Diogo Lima, frisou que o hackathon demonstrou a capacidade que o Serviço Social da Indústria no Maranhão tem de ser um ambiente de pensamento e de solução para promoção da saúde e segurança do trabalhador. Representantes das empresas Vale, voestalpine Railway Systems Brazil, Cervejaria Dona, Geleias Sabor da Ilha, Gin Luar, que são industriais, e a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) participaram da competição apresentando problemas, dando contexto aos desafios e mentorando as equipes.
Assim como as indústrias participantes, Moisés Serra, representante da Emserh, empresa responsável pela gestão das unidades hospitalares públicas do Maranhão, destacou os desafios enfrentados pela instituição. A Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) administra mais de 70% da rede estadual de saúde, incluindo UPAs, hospitais e maternidades, com mais de 17 mil colaboradores.
Além da solução para problemas de comunicação com colaboradores e clientes, Moisés mencionou a complexidade logística devido à extensão territorial do Maranhão, que dificulta o controle da dispensação de medicamentos e a gestão dos estoques entre as unidades. Por fim, ressaltou a importância de criar um sistema centralizado que integre os diversos contratos e sistemas utilizados pelas empresas parceiras, facilitando o acesso ao histórico de exames dos usuários do SUS.
Das 22 equipes participantes do 1º hackathon do SESI-MA - sendo cinco formadas por estudantes de Escolas SESI - três farão parte do Programa de Incubação do Hub de Inovação em Saúde por cinco meses. O objetivo é apoiar o desenvolvimento, validar e aprimorar as soluções propostas pelas equipes, com mentorias, capacitações e suporte da rede de inovação por meio de instituições parceiras. As demais iniciativas farão parte de um banco de soluções tecnológicas, que podem despertar o interesse de parceiros e do próprio SESI-MA em desenvolvê-las. Os dois primeiros colocados no hackathon criaram soluções para detectar e monitorar transtornos metais em trabalhadores industriais - as equipes Metasense e Glicoguia – e o terceiro lugar pensou uma solução para prevenir acidentes de trabalho, uma criação do time da equipe Breakpoint.
Informação: Fiema
Crédito da foto: Nestor Bezerra
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