No FIRST® LEGO® League Challenge (FLL) os competidores estão desenvolvendo projetos de inovação inspirados na arqueologia
SÃO LUÍS – Nos dias 7 e 8 de fevereiro acontece a etapa regional maranhense do Torneio SESI de Robótica, que reúne quase 100 equipes do Maranhão e de outros estados do país. A temporada convida jovens de 9 a 19 anos a explorarem questões relacionadas a arqueologia, com a temática “UNEARTHED”. A competição é dividida em três categorias, com destaque para o FIRST LEGO League Challenge (FLL), voltada para estudantes de 9 a 15 anos, que alia pesquisa científica e inovação à robótica. O torneio também conta com as categorias FIRST Tech Challenge (FTC) e a STEM Racing™.
Na FLL, as equipes estão desenvolvendo e programando robôs de LEGO® para cumprir desafios em uma arena padronizada, além de criarem propostas inovadoras para solucionar problemas reais da arqueologia. O desenvolvimento do projeto de inovação é resultado de um intenso trabalho de pesquisa aliado à aproximação com a prática profissional. As equipes buscaram contato direto com arqueólogos para compreender os desafios atualmente enfrentados na área, para assim desenvolverem soluções para as problemáticas identificadas, como a localização e a conservação dos artefatos, além de questões relacionadas à saúde dos profissionais da área.
Formada majoritariamente por estreantes, a equipe Quarks da Escola SESI Araçagi vive a expectativa da primeira participação em um campeonato oficial, encarando o desafio como a realização de um sonho. “Praticamente todo mundo da nossa equipe está participando pela primeira vez. A gente sempre ouviu falar da robótica como referência no SESI”, relatou Maria Luísa dos Santos, 13 anos. Para muitos, a motivação nasceu ainda antes da entrada na equipe, ao conhecer de perto o universo das competições em outras temporadas. “Quando eu vi os stands, os robôs funcionando, eu me apaixonei. Foi ali que eu tive certeza de que queria estar aqui”, contou André Costa, de 12 anos.
Às vésperas do torneio, a expectativa cresce também entre técnicos e alunos da Escola SESI Bacabal. Para o técnico Daciano Ambrósio, o envolvimento no projeto proporciona experiências inesquecíveis. “Estamos na reta final, e fazer parte desse projeto é extremamente gratificante, pois o impacto que ele gera nos alunos e em nós, técnicos, é imensurável”, destaca. Segundo ele, apesar da busca por bons resultados na competição, o maior legado está no aprendizado construído ao longo do processo, reforçando que as experiências vividas no torneio contribuem diretamente para a formação pessoal e acadêmica dos estudantes. “A expectativa é alta, nossos alunos se dedicam intensamente e sempre buscam alcançar resultados positivos, mas o torneio vai muito além do desempenho na arena. O aprendizado adquirido ao longo do processo é algo que eles levarão para toda a vida.”, ressaltou Daciano.
Além do Maranhão outros estados também participam da disputa na modalidade. Em Alagoas, no município Marechal Deodoro, a equipe Techlobos, que representa a Escola Municipal Dona Maria de Araújo Lobo, se prepara para sua segunda vez participando do regional maranhense. Segundo Elaine Lopes, coordenadora de robótica do município e técnica da equipe, a preparação da equipe tem sido intensa desde o início dos treinos, em setembro, quando foi realizada uma imersão de um mês para apresentar aos alunos todas as áreas da competição. “Os alunos aprenderam a desenvolver um projeto de pesquisa, até a construção, a programação e a estratégia do robô”, detalhou. Para esta edição, Elaine diz que a expectativa é consolidar os aprendizados, proporcionar uma experiência única e transformadora aos alunos e fortalecer o desenvolvimento pessoal e coletivo. “No dia a dia fortalecemos os valores da FLL, desenvolvendo nos alunos autonomia e estimulando o trabalho em equipe. Estamos bem animados e contando os dias para que esse grande dia chegue”, declarou com entusiasmo.
Do Piauí, a equipe SESI Lego Team Parnaíba já é veterana no Regional Maranhão, participando pela quinta vez e com grandes expectativas para a nova temporada. Para a técnica Juliette Araújo a organização começou antes mesmo do lançamento da temporada. “A equipe está tendo uma preparação muito intensa. Muitos feriados e fins de semana treinando, que fazem parte do processo para que no final tudo seja recompensado da melhor forma”, diz Juliette.
Reforçando o impacto educacional da robótica, o projeto “Prototipando Sonhos” democratiza o acesso à tecnologia em escolas públicas. Com o apoio da FAPEMA – Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico do Estado do Maranhão, o projeto busca ampliar o alcance do ensino tecnológico em escolas públicas maranhenses. Para a equipe Mugiwara Robots, de Lago da Pedra, o projeto leva esperança para jovens de 11 a 14 anos. Pela terceira vez competindo, a equipe é composta por 8 estudantes de diferentes escolas do município. O técnico João Ricardo Linhares conta que a preparação foi iniciada em agosto do ano passado com treinos diários e estruturação do projeto de inovação. “Com a chegada do tapete da competição, em outubro, a equipe intensificou os treinos e, após o fim do período letivo, passou a se dedicar diariamente. Acreditamos que podemos ser melhores que nos últimos anos”, conta João.
Para o coordenador de Robótica de Competição do SESI-MA, Pedro Henrique Diniz Carvalho, o torneio vai muito além da disputa. “O Torneio SESI de Robótica é uma poderosa ferramenta educacional, que estimula o pensamento crítico, a criatividade e o trabalho em equipe. Nesta temporada, com o tema UNEARTHED, os estudantes são desafiados a olhar para a arqueologia de forma inovadora, conectando ciência, tecnologia e impacto social. É inspirador ver como eles transformam pesquisa em soluções reais, desenvolvendo competências essenciais para o futuro”, destaca.
Informação: Fiema


0 comentários:
Postar um comentário