quarta-feira, 11 de março de 2026

A ação é um instrumento para apoiar processo produtivo, conectar agentes da cadeia e difundir informações técnicas 

SÃO LUÍS – O “Radar Industrial São Mateus” destacou a estrutura da produção local de arroz, gargalos e oportunidades para ampliar integração entre produtores e indústria. A iniciativa é uma ação do Projeto Inova Indústria, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) com parceria institucional do SEBRAE. O encontro, que contou com correalização do Sindicato das Indústrias de Arroz do Estado do Maranhão (Sindiarroz), reuniu lideranças municipais e instituições do setor para discutir a cadeia produtiva do arroz e apresentar um diagnóstico técnico sobre a situação do cultivo no estado, nesta terça-feira (10/03), no Colégio Militar 2 de Julho.

A consultora do Projeto Inova Indústria, Catharine Sant’Anna, apresentou dados coletados junto a 20 produtores de arroz de diferentes municípios maranhenses. O levantamento identificou que 85% da produção mapeada se concentra em três municípios: São Mateus (50% da amostra), Matões (20%) e Vitória do Mearim (15%). Os produtores analisados cultivam 8.500 hectares de arroz dentro de um conjunto de propriedades que somam 28.600 hectares. A produção atinge aproximadamente 765 mil sacas por safra (cerca de 38,3 mil toneladas de arroz em casca) e pode chegar a 940 mil sacas ao longo do ano.

A produtividade média registrada é de 90 sacas por hectare, equivalente a 4,5 toneladas por hectare, índice inferior à média nacional que é de 7,06 toneladas por hectare registrada pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) em 2024. Segundo a análise realizada no âmbito do Projeto Inova Indústria, a diferença aponta potencial de ganhos com melhorias em manejo, assistência técnica, irrigação, qualidade de insumos e infraestrutura pós-colheita. A base produtiva apresenta predominância de grandes produtores na oferta total: 25% deles respondem por quase 75% do volume colhido. Já 70% dos entrevistados informaram possuir parte da produção em sistemas irrigados.

INFRAESTRUTURA LIMITA COMPETITIVIDADE - O diagnóstico mostrou ainda que apenas 15% dos produtores dispõem de estrutura própria de secagem e armazenagem. A maioria transfere a produção para unidades externas, situação que eleva custos logísticos e reduz capacidade de retenção para venda em momentos mais favoráveis de mercado. Além disso, 60% dependem de transporte terceirizado para o escoamento, e somente 30% participam de alguma forma de organização coletiva, como cooperativas ou associações. A pesquisa também revelou forte concentração comercial: 90% dos produtores negociam com uma única empresa e 60% com uma cooperativa. Isso indica estabilidade nas relações já existentes, mas reduz opções de venda e aumenta a dependência de poucos compradores.

Catharine destaca que muitos produtores não participam de cooperativas, associações ou sindicatos, o que reduz sua competitividade. Ela explica que a organização coletiva facilita acesso a financiamentos e infraestrutura como polos de secagem e armazenagem. Também aponta que, por meio dessas entidades, os produtores conseguem ampliar o acesso ao crédito e compras coletivas, reduzindo custos de produção. 

Após a apresentação dos dados, o engenheiro agrônomo Jean Carlos Barros de Moura conduziu uma palestra sobre práticas de produção voltadas à qualidade industrial e ao aumento do valor de mercado do arroz. Em seguida, o auditor fiscal federal agropecuário Angelo Luiz Tadeu Ottati tratou de fiscalização, classificação vegetal e padrões oficiais de qualidade exigidos para comercialização, com foco nas normas do Ministério da Agricultura. A executiva do Sindiarroz, Luciana Pereira, apresentou as linhas de atuação do sindicato junto à cadeia produtiva, com foco em organização, articulação setorial e fortalecimento das relações entre produtores e indústrias beneficiadoras. Entre os participantes estiveram presentes Marcos Vinícius, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de São Mateus, correalizador do Radar Industrial;  Savigny Sauáia, que também integra o sindicato, e o vice-prefeito do município, Clóvis Bernardi.

PERSPECTIVAS - O diagnóstico consolidado aponta que a cadeia produtiva do arroz no Maranhão reúne uma oferta relevante para a indústria, interesse dos produtores em integração comercial e um conjunto claro de desafios estruturais. Entre as prioridades destacadas estão armazenagem, secagem, logística, padronização comercial e ampliação de canais de venda.

“Embora o Maranhão seja o maior consumidor per capita de arroz do Brasil, o estado é apenas o quinto maior produtor. A maior parte dos municípios produz apenas para consumo próprio, havendo poucos produtores que realmente comercializam arroz. Com isso, a produção local não atende à demanda interna e cerca de 40% do arroz consumido no estado precisa vir de fora”, frisou Catharine.

As recomendações estratégicas envolvem três etapas: organização da base produtiva e definição de zonas prioritárias; implantação de infraestrutura compartilhada de pós-colheita e fortalecimento de mecanismos de integração comercial e governança territorial. O Sindiarroz e as instituições parceiras apresentaram o Radar Industrial como instrumento para apoiar esse processo, conectar agentes da cadeia e difundir informações técnicas de forma contínua.

Informação: Fiema 

A abertura da exposição será realizada nessa quinta-feira, 12, no Palacete Gentil Braga, em São Luís

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio da Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Difusão de Ciência e Tecnologia (PROEC) e da Diretoria de Assuntos Culturais (DAC), realiza, nessa quinta-feira, 12, a partir das 18h, a abertura da exposição Entre Elas. A mostra é aberta ao público e estará em exposição na Galeria Antônio Almeida, no Palacete Gentil Braga, em São Luís, até o dia 10 de abril. 

A iniciativa tem por objetivo celebrar e refletir sobre o Dia Internacional da Mulher, data que marca a luta histórica pela igualdade de gênero e que evidencia os desafios ainda enfrentados pelas mulheres na sociedade contemporânea. 

Entre Elas conta com trabalhos de Izabel Matos, Marlene Barros, Rosilan Garrido, Telma Lopes, Regiane Caire, Susana Pinheiro, Cor do Barro, Romana Maria, Ana Dias e Juliana Trama.

SERVIÇO

Abertura: 12 de março, às 18h

Encerramento: 10 de abril 

Local: Galeria Antônio Almeida — Palacete Gentil Braga, Rua Grande, 782, Centro, São Luís, Maranhão

Entrada: Gratuita e aberta ao público


Informação: UFMA 

Em parceria com a Petrobras e comunidades locais, o objetivo é transformar desafios ambientais em oportunidades econômicas

SÃO LUÍS – Comunidades de São Luís, Paço do Lumiar e Raposa participam do projeto “Fortalecimento de Cadeias Produtivas do Amapá, Pará e Maranhão para a Promoção da Bioeconomia na Amazônia Legal”. A iniciativa desenvolvida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-MA) em parceria com a Petrobras visa estimular o desenvolvimento econômico sustentável em comunidades tradicionais nos três estados amazônicos. A ação reúne educação profissional, inovação, transferência tecnológica e empreendedorismo social para fortalecer cadeias produtivas formadas por produtos florestais não madeireiros, pesca artesanal e recursos naturais característicos da região.

Todas as ações foram estruturadas a partir das realidades sociais, culturais e ambientais das comunidades beneficiadas e têm como foco a geração de novos produtos, novos negócios e aumento de renda para famílias indígenas, quilombolas, pescadores, mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência e outros grupos considerados vulneráveis.

No Maranhão, as ações têm como eixo estruturante o uso sustentável do coco verde e da juçara, duas matérias-primas abundantes na Grande Ilha e que apresentam grande potencial para a bioeconomia regional. No estado, o projeto assume papel estratégico para transformar desafios ambientais em oportunidades econômicas. As ações são direcionadas aos municípios de São Luís, Paço do Lumiar e Raposa, regiões onde o descarte inadequado das cascas de coco e dos resíduos da juçara gera impactos ambientais significativos, especialmente em praias, áreas urbanas e aterros sanitários.

Comunidades desses três municípios também apresentam alto nível de vulnerabilidade social, forte dependência de benefícios governamentais e grande informalidade no trabalho, fatores que motivaram a estruturação de uma rota tecnológica capaz de agregar valor aos resíduos, gerar renda e promover autonomia produtiva. Nesse contexto, o projeto implementa um amplo conjunto de transferências tecnológicas baseadas na economia circular, transformando resíduos do coco verde e da juçara em produtos de alto valor social e ambiental.

EDUCAÇÃO AMBIENTAL – O ponto de partida do projeto tem sido o curso de Educação Ambiental, como o que certificou esta semana 20 moradores do Povoado da Pindoba, em Paço do Lumiar. A capacitação abordou regularização de instrumentos ambientais, como o Cadastro Ambiental Rural e a regularização de poços artesianos; licenciamento e a formalização de atividades econômicas locais, especialmente de pequenas indústrias de beneficiamento de alimentos, como o processamento da juçara. Os participantes também receberam orientações sobre manejo de resíduos, critérios de áreas de preservação (manguezais e reservas legais) e limites do extrativismo sustentável, com ênfase em transformar resíduos (cascas e caroços) em produtos úteis e fonte de renda.

“Muitos dos 20 participantes não sabiam, por exemplo, que o uso da terra tem regras e que a retirada predatória da juçara traz impacto. Explicamos também sobre a necessidade de regularizar poços artesianos e atividades econômicas. A partir desse conhecimento, os participantes já começaram a aplicar na prática o que aprenderam. Surgiram várias ideias para transformar os resíduos em renda”, explicou Kellen Luz, consultora do SENAI-MA.

EMPREENDEDORISMO - A partir do curso de Educação Ambiental surgiram novas ideias de utilização dos resíduos. Driele Ferreira Silva, que trabalha na Secretaria Municipal de Agricultura de Paço do Lumiar e desenvolve atividades comunitárias na Pindoba, foi uma das participantes. “Essa experiência foi muito positiva e transformadora. Vivendo na zona rural, inicialmente via a educação ambiental pouco prática, mas o curso mostrou a importância do tema no dia a dia e que muitas práticas já presentes na comunidade podem virar oportunidades, como o uso da folha da babosa para produzir inseticida e o aproveitamento das folhas da mangueira para adubo e chás medicinais”, antecipou Driele, ansiosa para as próximas etapas do projeto.

Com mais de 30 anos de história, o Clube de Mães e dos Agricultores Familiares do Povoado da Pindoba, uma das comunidades atendidas no projeto, atua como polo comunitário de convivência, produção e assistência social. Regido por iniciativas de geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar, o grupo promove cursos, atividades culturais, atendimento jurídico e programas de apoio a idosos e pessoas em tratamento de saúde. Além de gerir projetos de produção agroecológica e de comercialização, a associação coordena programas de segurança alimentar, como a produção de cestas e o PNAE local, e iniciativas de empreendedorismo que visam autonomia financeira, sobretudo para as mulheres da comunidade

“A parceria com o SENAI chegou em um momento fundamental para a Pindoba. Vai nos ensinar a transformar o que antes era descarte do coco e da juçara em matéria‑prima valiosa, com técnicas práticas para produzir com qualidade e autonomia, e abriu caminhos para que a nossa produção vire renda e emprego sem que tenhamos que sair da comunidade. Agora queremos avançar com certificação, formalização e acesso a mercados para consolidar esse trabalho”, disse Concita da Pindoba, presidente do Clube de Mães e dos Agricultores Familiares do Povoado da Pindoba.

TRANSFERÊNCIA TECNOLÓGICA – Essa formação serviu de base teórica para módulos práticos futuros do SENAI-MA, que incluirão o desenvolvimento de tecnologias, como filtros, verificação da potabilidade da água e fabricação de tijolos ecológicos, além de um curso prático de processos construtivos e boas práticas de fabricação de alimentos. “O nosso objetivo é transformar resíduos (cascas e caroços) em produtos de valor, reduzir queima e emissões, estimular empreendedorismo local, aumentar renda por meio da economia circular e estimular a formalização de atividades econômicas para consolidar cadeias produtivas sustentáveis”, explicou Scheherazade de Araújo Bastos, gerente da unidade do SENAI Distrito Industrial.

Uma das principais tecnologias é o desenvolvimento de uma pasta coagulante obtida a partir da lignina presente na casca do coco verde, destinada ao tratamento da água e à redução de turbidez em comunidades afetadas pela falta de saneamento básico. Outra solução é a criação de um filtro ecológico produzido com caroços e resíduos do cacho da juçara combinados com sobras da casca de coco, ampliando a capacidade local de acesso à água de melhor qualidade.

A área de alimentos também recebe atenção com a produção de pães funcionais, um utilizando o mesocarpo do coco e outro substituindo a água comum pela água de coco, além da produção de polpa de juçara enriquecida com água de coco e de biscoito artesanal de juçara, produtos projetados para reduzir déficits nutricionais e ao mesmo tempo estimular cadeias produtivas comunitárias. Já na construção civil sustentável, o projeto introduz tecnologias para a criação de tijolos ecológicos, tanto sem queima, utilizando resinas vegetais, quanto com queima, incorporando cinzas do coco e da juçara, oferecendo alternativas de menor impacto ambiental e aproveitando materiais que hoje compõem grande parte dos resíduos sólidos da região. Todas essas tecnologias sociais estão sendo testadas, validadas e serão transferidas para as comunidades, que receberão formação para reproduzir os produtos e transformá-los em novas oportunidades de empreendedorismo social.

Informação: Fiema 

Aventura e muita diversão estão chegando ao Rio Anil Shopping a toda velocidade: Sonic, o ouriço mais rápido do mundo dos games, chega a São Luís em ritmo acelerado para comandar um parque temático inédito na capital maranhense. O Sonic Mountain Park desembarca no shopping neste sábado, 14 de março, e fica até 28 de abril, trazendo um circuito de brincadeiras inspirado nas aventuras do famoso ouriço azul.

Instalado na praça de eventos do piso térreo do shopping, o parque reúne atrações que estimulam movimento e desafios, como boia cross, parede de escalada, escorrega gigante, piscina de bolinhas e área de games. A proposta é transformar a visita ao shopping em uma experiência cheia de adrenalina. 

O parque é voltado para crianças de até 12 anos, sendo que os menores de 4 anos precisam estar acompanhados de um responsável. Um dos diferenciais do parque é que algumas atrações permitem que pais e filhos se divirtam juntos, como no circuito de boia cross.

INÉDITO

Esta é a primeira vez que São Luís recebe a atração. A chegada do parque acontece justamente na semana seguinte ao anúncio da nova identidade visual do shopping, com um projeto de reposicionamento e modernização do empreendimento.

A gerente de marketing do Rio Anil Shopping, Thais Valladares, destaca que a iniciativa é parte da proposta do Rio Anil Shopping de ampliar o calendário de eventos com atrações de grande porte, dentro da nova fase vivida pelo empreendimento.

“O Sonic é um personagem que atravessa gerações. Muitos pais cresceram jogando e agora podem compartilhar essa memória afetiva com os filhos. Trazer o Sonic Mountain Park para São Luís, de forma inédita, faz parte desse novo momento do Rio Anil Shopping, em que buscamos oferecer eventos cada vez mais relevantes, experiências diferenciadas e atrações que realmente marquem a agenda cultural da cidade”, afirma.

HISTÓRIA

A chegada do parque acontece no ano em que o Sonic celebra 35 anos de história. Desde seu lançamento nos anos 1990, o personagem se tornou um dos maiores ícones da cultura gamer, conquistando fãs ao redor do mundo com sua velocidade, personalidade irreverente e aventuras eletrizantes.

O Sonic Mountain Park funciona no mesmo horário do Rio Anil Shopping. Os ingressos custam R$ 40, com direito a 40 minutos de brincadeira.

O parque é um projeto da DW4 Cenografia, empresa licenciada para eventos do Sonic no Brasil. Sediada no Rio de Janeiro, a companhia atua em todo o país e também possui em seu portfólio produções para televisão, como minisséries e novelas da Rede Globo, além de projetos de entretenimento como o parque Terra Encantada e o centro Game Works.

Informação: Cores Comunicação

Com alta incidência no Brasil, a doença pode ser evitada com vacinação e diagnóstico precoce, destaca especialista

O câncer do colo do útero ainda é um dos principais desafios de saúde pública no Brasil: é a quarta causa de morte por neoplasia entre mulheres, com cerca de 7,2 mil óbitos por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Maranhão, a estimativa do instituto é de mais de mil casos só este ano — a segunda maior incidência entre mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama.

Por trás desses números está, na maioria dos casos, um mesmo fator: a infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), principal responsável pelo desenvolvimento do câncer do colo do útero. É justamente essa relação direta entre o vírus e a doença que reforça a importância das ações do Março Lilás. Ao longo do mês, a campanha chama atenção para a necessidade de prevenção, vacinação e realização periódica do exame preventivo (Papanicolau), estratégias capazes de identificar alterações ainda em estágios iniciais e reduzir significativamente os índices de mortalidade.

SINAIS

O câncer do colo do útero tem evolução lenta e, nos estágios iniciais, costuma não apresentar sintomas. Em fases mais avançadas, podem surgir sinais como sangramento vaginal fora do período menstrual, após relações sexuais ou na menopausa, além de corrimento persistente.

Segundo o ginecologista da Hapvida, André Buarque, outros sintomas também podem indicar alerta. “Sangramento vaginal anormal, corrimento persistente, constipação, trombose em membros inferiores e insuficiência renal”, exemplifica.

O especialista reforça que o cuidado preventivo deve fazer parte da rotina das mulheres. “Mesmo na ausência de sintomas, é fundamental manter os exames em dia. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz, possibilitando desfechos favoráveis”, destaca. O médico ressalta ainda que o câncer se desenvolve a partir de lesões precursoras, chamadas de neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC), que podem ser tratadas quando identificadas precocemente.

Vacinação e exames são fundamentais

A prevenção ocorre principalmente por meio da vacinação contra o HPV, considerada a forma mais eficaz de proteção contra os tipos virais de maior risco. No Brasil, é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para adolescentes de 9 a 14 anos.

Além da imunização, o rastreamento regular é indispensável. O exame papanicolau segue como ferramenta importante para identificar alterações iniciais.

A orientação é manter a vacinação em dia, realizar exames regularmente e buscar atendimento médico diante de qualquer sinal de alerta. "A combinação entre informação, prevenção e diagnóstico precoce segue como a principal estratégia para reduzir os impactos do câncer do colo do útero no país", conclui o especialista. 

Informação: Cores Comunicação 

Uma operação realizada entre os dias 2 e 5 de março, no município de Timon, resultou na identificação de diversos casos de furto de energia elétrica. A ação, denominada “Operação Frequência Destrutiva”, contou com a atuação da Polícia Civil, do Instituto de Criminalística (ICRIM) de Timon e teve como objetivo investigar irregularidades em unidades suspeitas de fraude no consumo de energia.

De acordo com o ICRIM, os exames periciais foram realizados a partir da solicitação da autoridade policial, com o objetivo de coletar vestígios materiais nos medidores de energia e nas instalações das unidades consumidoras investigadas.

Durante a operação, foram registrados nove casos de irregularidades, sendo cinco em flagrante. As autuações ocorreram em residências e estabelecimentos comerciais de grande porte, com maior concentração na área urbana do município.

Segundo o levantamento pericial, grande parte das fraudes foi realizada diretamente nos medidores de energia, por meio da utilização de um equipamento conhecido como Megatron. O aparelho provoca avarias no medidor, fazendo com que o equipamento deixe de registrar corretamente o consumo de energia elétrica. Essa manipulação pode resultar em consumo irregular e prejuízos ao sistema elétrico.

A constatação do uso desse dispositivo levou os peritos a aprofundarem as investigações, com a análise detalhada dos equipamentos e das instalações das unidades consumidoras envolvidas.

A prática de furto e fraude de energia elétrica, além de configurar crime, pode provocar sérios danos ao sistema elétrico. Ligações irregulares e dispositivos clandestinos sobrecarregam a rede, podendo causar interrupções no fornecimento, afetando serviços essenciais como hospitais e escolas, além de aumentar o risco de acidentes, incêndios e explosões.

Informação: InterMídia Comunicação Integrada 
terça-feira, 10 de março de 2026

Encontro reuniu remotamente representantes das duas instituições e tratou de ações de capacitação, uso de indicadores de inovação e apoio ao setor industrial

SÃO LUÍS – Representantes da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) discutiram, nesta terça-feira (10), em reunião remota, possibilidades de cooperação para ampliar o conhecimento sobre propriedade industrial entre empresários e profissionais da indústria. A reunião ocorreu na sede da federação e contou com a participação do vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do Conselho Temático de Desenvolvimento Industrial da entidade , Luiz Fernando Renner, e do superintendente da FIEMA, César Miranda.

O encontro foi conduzido pelo superintendente regional Nordeste do INPI, Eduardo Bemfica, que apresentou instrumentos utilizados pelo instituto para estimular a inovação e a proteção de ativos intelectuais no país. Segundo ele, muitas empresas brasileiras ainda não registram marcas, patentes ou outros ativos de propriedade industrial, o que limita a valorização de produtos e tecnologias desenvolvidos no país.

“A proposta do INPI é estabelecer uma parceria com a FIEMA para promover cursos, palestras e workshops voltados ao setor produtivo”, explicou Bemfica. As atividades poderiam ocorrer tanto em eventos a serem realizados pela federação quanto em iniciativas específicas de capacitação para empresários, técnicos e profissionais da indústria.

INDICADOR DE INOVAÇÃO – Outro tema apresentado foi o Índice Brasileiro de Inovação e Desenvolvimento (IBID), indicador criado pelo INPI a partir de cerca de 80 critérios relacionados à inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico. Inspirado em modelos internacionais, o índice permite comparar o desempenho dos estados brasileiros e pode servir de base para planejamento e formulação de políticas públicas.

Durante a reunião, o vice-presidente executivo, Luiz Fernando Renner, demonstrou interesse na utilização desses dados em estudos do Observatório da Indústria do Maranhão. Além disso, falou em envolver, nas discussões com o INPI, iniciativas de planejamento de longo prazo no estado, como o Plano Maranhão 2050, do governo estadual.

“A indústria precisa conhecer melhor os instrumentos de proteção da propriedade intelectual e compreender que registrar marcas, tecnologias e soluções é parte fundamental do processo de inovação. Uma parceria com o INPI pode ajudar a ampliar esse conhecimento entre empresários e profissionais da indústria no Maranhão”, afirmou Renner, ressaltando que a aproximação com o INPI pode contribuir para fortalecer a cultura de inovação no setor produtivo maranhense.

Ainda na reunião, o representante do INPI, Eduardo Bomfica, apresentou os chamados radares tecnológicos — relatórios elaborados a partir da análise de registros de patentes no Brasil e no exterior, capazes de identificar tendências tecnológicas e oportunidades de desenvolvimento em diferentes setores produtivos, o que também despertou o interesse dos representantes da federação maranhense, no sentido de ajudar a identificar mais vocações econômicas para o Estado.

De acordo com o INPI, a ideia é envolver outras instituições do ecossistema de inovação do Maranhão na aproximação com o Instituto, que é vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Entre os parceiros mencionados estão a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Maranhão (SECTI) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA).

Pela FIEMA, além do vice-presidente executivo, Luiz Renner, e do superintendente, César Miranda, também participaram da reunião o coordenador de Ações Estratégicas da entidade, Geraldo Carvalho; o relações institucionais e governamentais, Roberto Bastos; e o diretor do CIEMA, Álvaro Veloso.

Informação: Fiema