segunda-feira, 18 de maio de 2026

Movimentando a região do Centro Histórico de São Luís, a primeira ‘Mostra de Imagem em Movimento’ (MAPA) assina uma programação gratuita de vídeoarte, cultura e memória ferroviária, entre os dias 22 e 23 de maio, a partir das 19h.


Apresentando a ‘riqueza simbólica’ do Maranhão através das memórias ferroviárias, as fachadas do Centro Histórico de São Luís serão tomadas por uma programação inédita de arte, cultura, música e história, entre os dias 22 e 23 de maio, com a chegada da 1ª ‘Mostra de Imagem em Movimento’ – MAPA. 

A céu aberto, o circuito conduz centenas de maranhenses à Praça Nauro Machado e Valdelino Cécio, a partir das 19h, em um convite à contemplação das narrativas regionais, através da tecnologia do videomapping. Projetando imagens, animações e vídeos em edifícios históricos – como um cinema ao ar livre, o MAPA convida a população a se reconhecer dentro das suas histórias e costumes. “No MAPA, contemporaneidade e ancestralidade se misturam, enraizada nas memórias individuais e coletivas das comunidades ferroviárias”, conta o coordenador-geral e curador do projeto, João Pacca.

Colorindo o Centro Histórico com videoartes, leituras diversas e a relação da memória com o território, o MAPA projeta as histórias de comunidades que atravessam a Estrada de Ferro Carajás (EFC), localizada à noroeste do estado. Revisitando tradições populares, os retratos regionais estão em diálogo com cinco artistas do próprio Maranhão. 

O fio condutor das narrativas ficou a cargo de Acaique, Dinho Araújo, Inke, Ramusyo Brasil e Silvana Mendes, artistas que compõem o eixo ‘Maranhão’ do MAPA. Em meio às experiências a bordo do trem e às histórias que germinam ao redor do traçado ferroviário, o MAPA apresenta uma coleção de fotografias, pinturas digitais, colagens e videoartes, diante de uma perspectiva inédita. 

“Sou da região de Cocais, eu nasci e cresci em Coroatá (centro-leste do Maranhão). Essa é uma cidade que é dividida pela linha de trem. Eu era fascinada, quando criança, em ficar sentada perto, no mato, observando os homens que trabalhavam dentro desse trem de carga”, explica Acaique, que integra o time de artistas do eixo Maranhão.  

Ao lado de Acaique, que apresenta as lembranças na obra Uma Casinha no Trilho (2025), outras quatro películas serão projetadas, em primeira mão, nas praças Nauro Machado e Valdelino Cécio. São elas: História da Terra, de Dinho Araújo; Frágil Dureza, de Inke; Temp(l)o do Rosa Fixado, de Ramusyo Brasil e ‘Sol de Meio Dia’, de Silvana Mendes. 

“Se você tira a identidade de um povo, você transforma ele em qualquer coisa que você quiser. Quando o trabalho é pautado dentro desse lugar, ele é importante nessa manutenção, nesse resgate e nessa pontuação onde a memória é uma construção coletiva e pessoal essencial para a manutenção e criação da nossa identidade”, comenta Silvana Mendes. 

Movimentando o Centro Histórico de São Luís, a equipe do MAPA chega junto aos cinco artistas do eixo Pará, com Bárbara Savannah à frente da videoarte ‘Um Horizonte em Movimento’; Ícaro Matos, com a ‘Travessia’; Juruna em ‘Todo trajeto, também é um rio’; Leonardo Venturieri em ‘Alvorada e Fuga’; e Rafa Cardozo em ‘Tudo é correnteza’. 

Concretizando a etapa do ‘Festival MAPA’ nas cidades, o projeto que ressignificou 892 quilômetros de memórias, histórias, passageiros e estações comunitárias, através de pesquisas, mapeamentos, chamamento de artistas, oficinas de criação e acompanhamento técnico das obras; chega agora para ocupar a fachada de prédios históricos com imagens em movimento. 

Avançando para a próxima etapa, o MAPA chega à Praça Frei Caetano Brandão, na Cidade Velha, em Belém (PA), em um novo circuito de exposições nos dias 29 e 30 de maio, a partir das 19h. A celebração pública das obras se estende até culminar em Brasília, onde o acervo ganhará uma edição especial, em formato de galeria, na Casa da Cultura da América Latina (CAL), entre os dias 9 e 31 de julho.  

Uma realização da OPACCA Produção de Imagem, com apoio da Vale, por meio de Recursos para Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), sob regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A 1ª edição do MAPA – Mostra de Imagem em Movimento tem pesquisa curatorial de Déia Matos e Eduardo Berardinelli, Koba e Sylvia Morgado como assistentes de curadoria e João Pacca como coordenador geral do projeto. A mostra também recebe a expertise de Rapha Dutra, coordenadora de Comunicação; Breno BL, produtor técnico; o time de Fernanda Junqueira, Laís Braga e Joelle Mesquita como produtoras executivas; Jasmine Giovannini, produtora executiva local; Adriele Martins com redação; e Rafael Casales e João Moura no design.  


SERVIÇO 

[1ª edição do MAPA em São Luís do Maranhão] 

Quando: 22 e 23 de maio; 

Horário: a partir das 19h; 

Onde: Centro Histórico de São Luís, praças Nauro Machado e Valdelino Cécio;

Gratuito 


Informação: Assessoria de Comunicação 

Programação reúne oficinas, ações educativas e espetáculo inspirado na trajetória da escritora maranhense.

A vida e a obra de Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista brasileira e uma das principais vozes abolicionistas do país, ganham destaque em São Luís por meio do projeto “Maria Firmina dos Reis, uma voz além do tempo – Ecos de Liberdade”. A iniciativa realiza uma programação cultural voltada a estudantes da rede pública, reunindo oficinas, ações formativas e apresentações inspiradas na trajetória da escritora maranhense.

O projeto busca aproximar jovens da trajetória da autora, reconhecida por denunciar em suas obras as violências da escravidão e as desigualdades enfrentadas pela população negra e pelas mulheres.

“Maria Firmina foi uma mulher muito à frente do seu tempo. Levar a história dela para os estudantes é também fortalecer o reconhecimento da nossa memória, da cultura negra e das vozes que durante muito tempo foram silenciadas”, afirma a atriz e idealizadora do espetáculo, Júlia Martins.

A programação começa nos dias 20 e 21 de maio, com oficinas de danças populares maranhenses ministradas por Renato Guterres para alunos do Ensino Fundamental II da UI Duque de Caxias. Já no dia 22 de maio, os estudantes participam da exibição do curta-documentário sobre o espetáculo e de uma palestra sobre Maria Firmina dos Reis.

No dia 25 de maio, alunos do Ensino Médio do CEJOL participam de uma oficina de dança contemporânea conduzida por Leônidas Portella.

O espetáculo “Maria Firmina dos Reis, uma voz além do tempo” será apresentado nos dias 27, 28 e 29 de maio, das 14h às 16h30, no Teatro da Cidade, em São Luís.

A proposta utiliza a arte como ferramenta de reflexão e formação, promovendo experiências que conectam teatro, dança, memória e educação no enfrentamento ao racismo e na valorização das manifestações culturais maranhenses.

Maria Firmina dos Reis

Nascida em São Luís, em 1825, Maria Firmina dos Reis é considerada a primeira mulher a publicar um romance no Brasil e uma das pioneiras da literatura abolicionista brasileira. Escritora, professora, poeta e compositora, tornou-se símbolo de resistência por denunciar as injustiças da escravidão e dar protagonismo à população negra e às mulheres em suas obras.

O espetáculo “Maria Firmina dos Reis, uma voz além do tempo” faz uma releitura poética da trajetória da autora, intercalando passagens de sua vida com experiências da atriz Júlia Martins e de outras vivências negras contemporâneas. A montagem propõe um diálogo entre passado e presente, ressaltando a atualidade do pensamento e da luta de Maria Firmina.

Fruto de uma pesquisa desenvolvida pela atriz maranhense Júlia Martins, o espetáculo também busca ampliar o reconhecimento da escritora dentro da literatura afro-brasileira e da cena cultural maranhense.

Realizado pela Afrodite Produções, o projeto conta com apoio da Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), promove apresentações gratuitas para estudantes da rede pública de São Luís.

Informação: Assessoria de Comunicação 

Artesãs celebram sucesso de vendas, novos contatos e valorização da cultura sustentável do Maranhão durante evento nacional.

As sementes maranhenses ganharam destaque e encantaram visitantes no 22º Salão do Artesanato Brasileiro, realizado em São Paulo (SP). Representando o Maranhão, as artesãs Lenilda Marques, da marca “Mil Coisas da Lê”, e Kátia Lúcia Sousa levaram ao evento biojoias produzidas com sementes naturais, peças que unem identidade cultural, sustentabilidade e criatividade.

No último dia de programação, o sentimento das artesãs era de gratidão e conquista. Participando pela primeira vez do Salão do Artesanato Brasileiro, Lenilda Marques comemorou o sucesso das vendas e os contatos realizados durante a feira.

“Participar desse salão está sendo emocionante. Além das vendas, conseguimos fazer muitos contatos importantes, conhecer lojistas e mostrar nossa arte para pessoas de vários lugares do Brasil. Só tenho gratidão ao Governo do Estado e à Secretaria Estadual de Turismo por essa oportunidade”, destacou.

As peças da artesã chamaram atenção pela riqueza de detalhes e pela versatilidade das biojoias, que podem ser usadas tanto por mulheres quanto por homens. Colares, brincos e acessórios feitos com sementes naturais conquistaram visitantes pela originalidade e pela conexão com a natureza.

Já a artesã Kátia Lúcia Sousa, que participa de feiras de artesanato há mais de 20 anos, reforçou a importância do evento para ampliar oportunidades e fortalecer o trabalho artesanal maranhense.

“Cada feira traz uma experiência diferente, mas estar no Salão do Artesanato é especial. Aqui, mostramos nossa cultura, nossa história e ainda conseguimos abrir portas para novos negócios. É muito gratificante”, afirmou.

Entre os visitantes encantados com as biojoias estava o paulista Wesley Guilherme, que adquiriu três colares produzidos pelas artesãs maranhenses.

“Eu achei incrível porque são peças únicas, cheias de identidade. E não é algo só feminino. Os colares combinam muito com o universo masculino também. Quando vi, já quis levar”, comentou.

A secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, destacou a importância da participação dos artesãos maranhenses em eventos nacionais e o impacto positivo para a valorização da cultura local.

“O artesanato maranhense carrega ancestralidade, criatividade e sustentabilidade. Ver nossas artesãs conquistando espaço, realizando vendas e fortalecendo conexões comerciais em um evento nacional nos enche de orgulho”, ressaltou.

A coordenadora estadual do Programa do Artesanato Brasileiro no Maranhão, Liliane Castro, também celebrou os resultados alcançados pelas artesãs durante o salão.

“O evento é uma vitrine importante para o artesanato maranhense. Além das vendas, os artesãos conseguem ampliar redes de contato, apresentar seus trabalhos para novos públicos e fortalecer ainda mais a economia criativa do nosso estado”, destacou.

Ao longo da feira, o estande do Maranhão recebeu grande movimentação de visitantes interessados em conhecer de perto as biojoias feitas com sementes naturais, reforçando a força do artesanato sustentável produzido no estado.

Informação: Turismo MA 
Representantes da Equatorial Maranhão Vanessa Soares, Francila Soares e Rosângela Martins.

A Equatorial Maranhão realizou a entrega oficial do projeto de eficiência energética E+ Energia do Bem no Hospital da Criança em São Luís. A iniciativa reforça a sustentabilidade da unidade e gera economia de recursos públicos por meio do uso de energia limpa e de tecnologias mais eficientes.

Julieta Rocha com a Secretária Municipal de Saúde de São Luís (SEMUS) Ana Carolina Mitri e Gerciane Costa.


O projeto integra o Programa de Eficiência Energética da ANEEL e foi executado pela Equatorial Maranhão, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (SEMUS). As melhorias realizadas incluem a implantação de energia solar e a modernização do sistema de iluminação do hospital; que passa a contar agora com um sistema fotovoltaico de 65,88 kWp, composto por 132 placas solares, além da substituição de 945 lâmpadas.

Leide Nogueira, mãe de paciente com os artistas muralistas Hélio Soares (Hagar) e Rafael Campos.

O investimento total foi de R$ 750.292,89, com economia estimada de 228,26 MWh/ano e benefício anual superior a R$ 100 mil na conta de energia.

 Lucas Nunes, Rosângela Martins, Letícia Parga, Nadja Arruda e Viviane Maia.

Janicelma Fernandes, Milene Cutrim e Thayanna Menezes. 


Representantes da Equatorial Maranhão e da Prefeitura de São Luís reunidos na sede do Hospital da Criança.

Momento solene de entrega oficial do projeto de eficiência energética E+ Energia do Bem.

Informação: InterMídia Comunicação Integrada 

Fotos – Danielle Vieira



Por Sérvio Túlio Santos

Presidente da Equatorial Maranhão


Participei, neste mês, em Brasília, do evento que marcou a renovação das concessões de 14 distribuidoras de energia elétrica no Brasil, entre elas a Equatorial Maranhão. Foi um momento importante para o setor, mas, para mim, teve também um significado muito pessoal.

Ao olhar para esse novo ciclo que se inicia, é impossível não pensar em toda a trajetória construída no Maranhão ao longo dos últimos 22 anos. Quem conhece a realidade do estado sabe que falar de energia aqui nunca foi apenas falar de infraestrutura. Sempre foi falar de pessoas, de distâncias, de desafios sociais e, principalmente, de transformação.

O Maranhão possui dimensões continentais, comunidades isoladas, regiões de difícil acesso e uma diversidade social enorme. Levar energia de qualidade para todos esses lugares exige investimento, planejamento, persistência e, acima de tudo, compromisso com as pessoas que vivem aqui.

Ao longo dessas mais de duas décadas, vimos muita coisa mudar. E tenho muito orgulho de ter acompanhado de perto parte importante dessa transformação. O Maranhão alcançou 99,4% de universalização do acesso à energia elétrica, um avanço que representa inclusão, desenvolvimento e dignidade para milhares de famílias. Hoje, a disponibilidade de energia no estado chega a 99,8%, refletindo uma evolução concreta da qualidade e da confiabilidade do serviço prestado à população.

A infraestrutura elétrica evoluiu, o sistema foi modernizado, novas subestações foram construídas, a rede se expandiu e a energia chegou a milhares de famílias que antes viviam sem esse acesso básico dentro de casa.

Mas os números, por mais importantes que sejam, não contam tudo.

O que mais me marca nessa caminhada são as histórias que encontramos pelo caminho. São estudantes que passaram a conseguir estudar à noite, pequenos comerciantes que ampliaram seus negócios, produtores que aumentaram sua capacidade de produção e famílias que passaram a viver com mais dignidade, segurança e oportunidades.

Nada disso acontece sozinho. Essa trajetória também é resultado do trabalho diário de milhares de pessoas que constroem a Equatorial Maranhão todos os dias. Lideranças, equipes técnicas, eletricistas, atendentes, engenheiros, parceiros e colaboradores que enfrentam longas distâncias, desafios operacionais e condições complexas para garantir que a energia chegue à casa de milhões de maranhenses.

Mais do que uma operação, construímos ao longo do tempo uma cultura baseada em compromisso, responsabilidade e proximidade com as pessoas. E acredito que essa cultura foi fundamental para que a empresa pudesse evoluir e acompanhar as transformações do Maranhão.

É claro que ainda existem desafios. Eles fazem parte da complexidade de operar em um estado como o Maranhão. E talvez seja justamente isso que torna essa renovação tão importante: ela representa a continuidade de um trabalho que precisa ser permanente, próximo da população e preparado para acompanhar o crescimento do estado.

Hoje, o Maranhão vive um novo momento econômico, com expansão do agronegócio, crescimento das cidades e aumento da demanda por infraestrutura. E o setor elétrico tem um papel essencial nesse processo.

Por isso, renovar a concessão não significa apenas olhar para o passado e reconhecer avanços. Significa, principalmente, assumir a responsabilidade pelo futuro.

Os próximos 30 anos exigirão uma operação ainda mais moderna, resiliente e centrada nas necessidades do cliente. Nosso foco seguirá sendo o investimento contínuo na expansão e modernização da rede elétrica, com atenção especial à resiliência do sistema diante dos desafios climáticos, cada vez mais presentes e intensos. Também queremos avançar ainda mais em inovação, digitalização e melhoria da experiência do cliente, tornando o serviço mais ágil, eficiente e próximo da população. O novo ciclo da concessão reforça justamente essa visão: evoluir continuamente a prestação do serviço, sempre com foco na satisfação dos maranhenses.

Seguiremos investindo, modernizando a rede, ampliando a capacidade do sistema e buscando soluções para atender cada vez melhor a população maranhense. Mas seguiremos também ouvindo as pessoas, entendendo as necessidades de cada região e trabalhando para construir uma operação mais eficiente, humana e próxima dos clientes.

Tenho muito orgulho da trajetória construída até aqui. E ainda mais responsabilidade sobre o que queremos construir daqui para frente.

Porque, no fim das contas, distribuir energia é também ajudar a construir oportunidades, desenvolvimento e qualidade de vida para milhões de pessoas.

Informação: InterMídia Comunicação Integrada 

Distrações de poucos segundos aumentam o risco de colisões graves, acidentes com postes e interrupções no fornecimento de energia elétrica

Uma mensagem rápida, uma notificação ou poucos segundos de atenção voltados para a tela do celular já podem ser suficientes para provocar acidentes graves no trânsito e causar impactos para milhares de pessoas. Durante a campanha Maio Amarelo, iniciativa mundial voltada à conscientização sobre a segurança no trânsito e à diminuição de acidentes, a Equatorial Maranhão chama atenção para os perigos da distração ao volante, especialmente pelo uso do celular enquanto dirige. Além dos riscos de colisões e vítimas, esse tipo de comportamento também pode resultar em acidentes contra postes da rede elétrica, causando rompimento de cabos, interrupções no fornecimento de energia e prejuízos a serviços essenciais da população.

Segundo dados da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) de 2025, o uso do celular enquanto se dirige já está entre os principais fatores de mortes no trânsito brasileiro, ocupando a terceira posição, atrás apenas do excesso de velocidade e da combinação entre álcool e direção. As estatísticas apontam que motoristas que utilizam o aparelho ao volante podem ter até quatro vezes mais risco de sofrer acidentes. Especialistas alertam que bastam alguns segundos de desatenção para colocar vidas em perigo. Ao digitar ou responder mensagens enquanto dirige a 80 km/h, por exemplo, o motorista pode percorrer cerca de 100 metros sem atenção total à via.

Rede elétrica também sofre impactos da imprudência no trânsito

Além dos riscos de colisões e vítimas no trânsito, acidentes provocados pela distração ao volante também podem atingir postes da rede elétrica, causando falta de energia para residências, hospitais, escolas, comércios e outros serviços essenciais.

A Equatorial Maranhão destaca que esse tipo de ocorrência exige atuação emergencial das equipes técnicas para isolamento da área, reconstrução da rede elétrica e normalização do fornecimento, além de representar riscos à população devido à possibilidade de cabos energizados no solo.

O Executivo de Segurança da Equatorial Maranhão, Gabriel Vieira, pontua que atitudes simples podem evitar acidentes graves e preservar vidas. “Quando um motorista utiliza o celular ao volante, ele coloca em risco não apenas a própria vida, mas também a segurança de outras pessoas e até o fornecimento de energia para comunidades inteiras. Muitos desses acidentes provocados por distrações poderiam ser evitados”, explica Gabriel.

Uso do celular reduz tempo de reação

Segundo especialistas, o uso do celular compromete a condução de diferentes formas:

• Distração visual, quando o motorista tira os olhos da via;

• Distração manual, ao retirar uma das mãos do volante;

• Distração cognitiva, quando a atenção deixa de estar totalmente voltada ao trânsito.

Essa combinação reduz o tempo de reação e aumenta significativamente as chances de colisões, atropelamentos e acidentes graves. O uso do celular ao dirigir também é considerado infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sujeito à multa e perda de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Orientações de segurança

Durante o Maio Amarelo, a Equatorial Maranhão compartilha algumas orientações importantes para evitar acidentes de trânsito:

• Configurar rotas e GPS antes de iniciar o trajeto;

• Utilizar o modo “não perturbe” no celular;

• Não utilize o celular enquanto dirige;

• Caso seja necessário utilizar o aparelho, estacione em local seguro;

• Em caso de colisão com poste, não se aproxime de cabos caídos e acione imediatamente os serviços de emergência (Samu no número 192 e Corpo de Bombeiros no 193) e a Distribuidora por meio da Central 116.

A Equatorial Maranhão ressalta que pequenas atitudes de prevenção podem salvar vidas, evitar acidentes e contribuir para um trânsito mais seguro para todos.

Movimento VC + Seguro

Por meio do movimento “VC + Seguro”, a Equatorial Maranhão promove ações educativas com orientações práticas e conteúdos informativos sobre os cuidados necessários para evitar acidentes com a rede elétrica. A iniciativa reforça o compromisso da Distribuidora com a segurança no dia a dia de todos.

Informação: Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão

sábado, 16 de maio de 2026

Evento reuniu atores ligados à economia do mar, reforçando a capacidade do setor para gerar desenvolvimento com a inserção do estado e dos pequenos negócios.

Em meio a debates sobre transição energética e ao avanço da chamada Economia Azul no Brasil, o Maranhão entrou no centro das discussões sobre o futuro do setor marítimo. O Sebrae, a FIEMA e a Associação Brasileira de Empresas da Economia do Mar (ABEEMAR) realizaram o 7º Seminário Economia do Mar, reunindo autoridades, empresários, universidades, centros de pesquisa e estudantes para debater estratégias capazes de transformar o potencial oceânico do estado em desenvolvimento econômico, inovação e novas oportunidades.

O Maranhão detém posição geopolítica privilegiada na Margem Equatorial brasileira e conta com 640 km de litoral, condições que se somam à dinâmica de um Complexo Portuário com reconhecida eficiência e a um conjunto de ações institucionais em cadeias produtivas complementares. Diante desse potencial, São Luís tornou-se a primeira capital da região a promover um debate estruturado sobre a economia do mar, sediando também o primeiro evento do segmento realizado no Nordeste.

Durante a abertura do seminário, promovido nesta quinta-feira (14), o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no Maranhão, Celso Gonçalo de Sousa, ressaltou a dinâmica de negócios nesse ecossistema. “O Maranhão reúne condições únicas para participar desse processo como protagonista: posição geográfica estratégica, relevância portuária, potencial energético e capacidade de expansão e geração de negócios ligados à economia azul. Mas, é preciso mais investimentos, ações e planejamento de forma contínua e eficiente”, destacou o presidente.

O presidente em exercício da FIEMA, Fábio Nahuz, reforçou as perspectivas de futuro a partir desse marco. “Vivemos um novo momento, com a implantação da ZPE e o debate sobre a economia do mar e economia azul. Isso nos traz perspectiva de uma mudança de patamar e para que a gente possa realmente aumentar o PIB estadual, gerar mais empregos de qualidade e trazer a industrialização tão esperada por nós para o Maranhão”, disse Nahuz.

Já o vice-presidente executivo da Fiema, Luiz Fernando Renner, observou o papel da iniciativa como catalisadora do debate sobre como aproveitar o potencial maranhense. “O seminário deixou resultados importantes, mostrando caminhos para aproveitar os recursos oceânicos de forma sustentável e equilibrada, podendo gerar grandes investimentos e oportunidades para os maranhenses. A colaboração entre empresas, governo e academia é essencial para o desenvolvimento de todo esse potencial”, avaliou o executivo.

De forma complementar, o presidente da ABEEMAR, João Azeredo, reiterou a qualidade dos debates. “Ressaltamos a profundidade da discussão sobre a Margem Equatorial, entre outros temas, e as altas expectativas para o desenvolvimento econômico e social da região, com foco na geração de empregos e renda. A importância da ação não está apenas no diálogo, mas na necessidade de avançar do potencial para a concretização de projetos, incluindo a preparação para a exploração de petróleo”, afirmou.

Também participaram da abertura do evento o secretário-adjunto da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Programas Estratégicos do Maranhão, José Domingues Neto; Sérgio Bacci, presidente da Transpetro; Rakel Murad, presidente da ZPE/MA; e Walter Canales, reitor da UEMA.

Fortalecendo os negócios e o potencial empreendedor do Maranhão: Sebrae recebe reconhecimento 

O fomento à cadeia produtiva esteve em destaque no painel "Empreendedorismo na Economia do Mar — Selo Azul". Com participação do diretor superintendente do Sebrae Maranhão, Albertino Leal, o debate mostrou ações de valorização das micro e pequenas empresas locais e a articulação de cadeias produtivas importantes, como artesanato, pesca e o turismo costeiro, abordando linhas de crédito para negócios que atuam de forma ecologicamente correta em áreas litorâneas. 

Durante a palestra, foram destacadas iniciativas como o Cidade Empreendedora e o Juros Zero, além das ações do Sebrae voltadas à preparação das empresas para uma gestão mais eficiente, inovadora e sustentável. A atuação da instituição na articulação de parcerias locais recebeu reconhecimento dos participantes, que sugeriram a inclusão da categoria Economia do Mar no Prêmio Prefeitura Empreendedora em âmbito estadual, seguindo o exemplo adotado no Rio de Janeiro.

“Fico muito feliz com a repercussão do trabalho que o Sebrae faz no Maranhão e fora do estado. Temos demonstrado essa capacidade e atuado como protagonistas, nos colocando como parceiros e partícipes das estratégias de desenvolvimento de inclusão e geração de oportunidades para os pequenos negócios. Ficamos muito felizes, pois isso mostra que estamos no caminho certo”, comentou o superintendente do Sebrae.

Programação técnica reforça condições estruturais e ambiente institucional do Maranhão

No painel intitulado "Margem Equatorial para o Maranhão — Cidades Costeiras Resilientes", os debates giraram em torno da exploração segura e sustentável de petróleo e gás na região, que se desenha como um novo vetor de crescimento energético do país a partir da Margem Equatorial. 

Já o painel "Portos e Logística — Integração Global e Desenvolvimento" abordou a excelência portuária maranhense, discutindo a expansão da infraestrutura aquaviária, gargalos de navegação e os novos investimentos em pesquisa, novas plantas industriais e inovação tecnológica liderados pelo Porto do Itaqui (EMAP).

Negócios, Tecnologia e Energias Renováveis

A programação da tarde foi iniciada com palestra técnica de grande interesse mercadológico para o empresariado local, sobre o tema "Como Fazer Negócios com a Petrobras e a Transpetro". A apresentação desmistificou o processo de compras das estatais, mostrando os caminhos e as conformidades técnicas necessárias para que pequenas e médias empresas fornecedoras do Maranhão consigam integrar essa gigantesca cadeia de valor.

A inovação tecnológica ainda ganhou espaço no terceiro bloco temático da tarde, "Tecnologia e Transformação Digital no Mar — IA e IoT", que abordou como a Inteligência Artificial e a Internet das Coisas estão revolucionando o monitoramento da costa brasileira e ajudando a otimizar a segurança.

Selo Azul - O evento também colocou em evidência o Selo Azul – Cidades Costeiras, uma certificação internacional que atua como ferramenta de governança e fomento econômico para apoiar as prefeituras a transformarem o litoral em polos de desenvolvimento sustentável, que deverá ter o Sebrae como um grande parceiro no Maranhão.

Fechando as discussões técnicas, o painel "Potencial de Eólica Offshore no Maranhão" destacou as vantagens competitivas do Maranhão na geração de energia limpa a partir do regime de ventos, demonstrando que o estado reúne as características ideais (profundidade e constância de ventos) para atrair investimentos internacionais no mercado de hidrogênio verde e com a transição energética global.

Setor empresarial ressalta conjunto de oportunidades

Com mais de 90% de pequenos negócios entre as empresas ativas, o Maranhão tem no aproveitamento dessa janela de oportunidades trazidas pela economia do mar alguns caminhos para o desenvolvimento. Reconhecendo várias oportunidades nesse aspecto, empresários defenderam a preparação para aproveitar oportunidades. 

Marcos Felipe, gerente de operações da Tropical Ship Supply, que atua na cadeia de fornecimento de suprimentos e produtos materiais e equipamentos, destaca que essa é uma área em expansão na costa do estado. “O evento serviu para conscientizar, mostrar, e abrir caminhos para as empresas e para os empresários, mostrando os nossos potenciais. Temos bastante oportunidades e precisamos estar preparados”, disse ele. 

Cláudio Neves é engenheiro mecânico e consultor especializado em manutenção de frota. Para ele, o seminário permitiu vislumbrar oportunidades relevantes para o Maranhão. “Somos um estado com grande potencial de desenvolvimento ainda pouco explorado. Precisamos conhecer as oportunidades e nos preparar para gerar um desenvolvimento responsável, que respeite o meio ambiente e as populações locais, mas traga novos horizontes para o nosso estado”.

O seminário consolidou o Maranhão como um dos estados mais promissores para o desenvolvimento de negócios ligados ao potencial oceânico, reunindo diferentes setores em torno de um objetivo comum: transformar oportunidades em investimentos, geração de emprego, inovação e desenvolvimento sustentável.

Informação: Sebrae MA