sexta-feira, 29 de maio de 2026

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Maranhão (Fecomércio-MA) e o Sindicato dos Empregados no Comércio de São Luís (Sindcomerciários) informam que o comércio pode funcionar durante o feriado de Corpus Christi, no dia 4 de junho (quinta-feira), em São Luís, desde que sejam respeitadas as condições previstas na Convenção Coletiva.

As empresas que decidirem abrir suas portas nessa data devem observar os horários estabelecidos: das 8h às 18h para lojas de rua e centros comerciais, e das 10h às 22h para lojas localizadas em shopping centers. É obrigatório o pagamento de 100% de adicional sobre a hora normal de trabalho, além da concessão de uma gratificação de R$ 53 ao empregado convocado.

Cabe destacar que essas regras não se aplicam a farmácias e supermercados, considerados serviços essenciais, cujas normas específicas constam em suas respectivas convenções coletivas.

Informação: Fecomércio MA 

Programa atuará em frentes estratégicas para fortalecer a educação do município em 2026

O Instituto Alcoa acaba de renovar e ampliar a parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Luís (SEMED) para realização do Programa Ecoa, seguindo sua convicção que a educação é fator central para o desenvolvimento dos territórios e diminuição das desigualdades sociais. 

A oficialização da parceria ocorreu no dia 28 de maio, com a renovação e ampliação do Programa Ecoa, principal iniciativa do Instituto voltada ao fortalecimento da educação pública nos territórios onde a Alcoa está presente. Em São Luís, a iniciativa é realizada em parceria com a Alumar. A cerimônia marcou a continuidade do compromisso conjunto com o desenvolvimento da educação básica no município e apresenta a nova frente de atuação prevista para 2026.

Criado em 2014, o Programa Ecoa tem como foco a melhoria da aprendizagem e o fortalecimento das redes públicas de ensino por meio de ações de gestão educacional e formação continuada. Em São Luís, o programa já atuou com mais de 60% das escolas de Ensino Fundamental, contribuindo para a qualificação de processos pedagógicos e o desenvolvimento profissional de educadores.

Em 2026, a iniciativa avança para duas frentes estruturantes, com apoio de parceiros técnicos especializados:

1. Formação continuada para educadores em Língua Portuguesa e Matemática, incluindo a formação de formadores da rede

Conduzida pela Elos Educacional, a frente tem como objetivo oferecer apoio técnico ao fortalecimento das práticas pedagógicas de docentes e formadores de Língua Portuguesa e Matemática dos 8º e 9º anos, por meio de formações continuadas.

2. Fornecimento de kits de robótica para 10 escolas da rede municipal, acompanhado de formação docente para a utilização pedagógica desses materiais em sala de aula

Sob execução da Evoluir Educacional, a proposta contempla o fornecimento de materiais pedagógicos, especificamente kits de robótica, para oito escolas de Ensino Fundamental da rede, no primeiro ciclo. Esses materiais são acompanhados por uma proposta estruturada de atividades, garantindo acessibilidade, aplicabilidade e alinhamento aos contextos pedagógicos e à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Além da disponibilização dos kits, a frente prevê a formação de educadores por meio de encontros estruturados, que integram conteúdos, dinâmicas e atividades voltadas à aprendizagem criativa e à cultura digital. A iniciativa visa qualificar o uso dos materiais em sala de aula e, assim, potencializar o aprendizado dos estudantes.

A parceria entre o Instituto Alcoa, Alumar e a SEMED foi formalizada por meio de Acordo de Cooperação firmado entre as instituições, bem como pelos planos de trabalho dos parceiros técnicos, que detalham objetivos, ações, resultados esperados e cronograma do programa para 2026.

Para o Instituto Alcoa, a renovação do Programa Ecoa representa a continuidade de um trabalho construído com base em diálogo, escuta ativa e foco em impacto social. “Acreditamos em iniciativas construídas de forma colaborativa, com escuta qualificada e baseadas em dados, que gerem resultados concretos e duradouros. Fortalecer a parceria com o município é essencial para avançarmos na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e com mais oportunidades para todos. A renovação do Programa Ecoa reafirma um compromisso contínuo com o desenvolvimento social e educacional dos territórios onde atuamos”, afirma Dihego Pansini, Diretor Executivo do Instituto Alcoa. 

Para a Secretaria Municipal de Educação de São Luís, a nova configuração da parceria representa uma oportunidade estratégica de fortalecimento da rede pública de ensino. “A colaboração com o Instituto Alcoa, por meio do Programa Ecoa, contribui diretamente para a qualificação das práticas pedagógicas, com foco na formação de professores em Língua Portuguesa e Matemática, além do fortalecimento da formação de formadores da rede. A iniciativa também amplia o acesso a recursos inovadores, como os kits de robótica, promovendo novas possibilidades de aprendizagem. Trata-se de um conjunto de ações que impacta positivamente o trabalho docente e o desenvolvimento dos nossos estudantes”, afirma Anna Caroline Marques Pinheiro Salgado, Secretária Municipal de Educação de São Luís.

Ao investir em formações continuadas e no fortalecimento de práticas pedagógicas por meio de recursos físicos, o Programa Ecoa reforça o papel estratégico do Instituto Alcoa na agenda educacional de São Luís e reafirma o compromisso com a melhoria da qualidade da educação pública no município.

Sobre o Instituto Alcoa

Fundado em 1990, no Brasil, o Instituto Alcoa é uma entidade sem fins lucrativos, que tem o propósito de transformar coletivamente os territórios em que a Alcoa está presente – Poços de Caldas (MG), São Luís (MA) e Juruti (PA) – a fim de torná-los mais inclusivos e menos desiguais. 

Para isso, o Instituto Alcoa promove iniciativas em educação e geração de trabalho e renda, causas estruturantes para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, além de incentivar a participação social e o diálogo em torno das causas como forma de mobilização para o engajamento. Sua atuação se conecta às políticas públicas e agendas de interesses globais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).


Sobre a Alumar 

O Consórcio de Alumínio do Maranhão - Alumar é um dos maiores complexos industriais de produção de alumina e alumínio do mundo. Inaugurado em julho de 1984, é formado pelas empresas Alcoa, Rio Tinto e South32 e desempenha um papel importante no Maranhão. Cerca de 86% de seus funcionários são maranhenses, além de contar com centenas de fornecedores locais. 

O sistema de gestão da Alumar é integrado e engloba gestões de qualidade, saúde, segurança e meio ambiente estabelecido com base nas normas NBR ISO 9001, NBR ISO 14001 e NBR ISO 45001. Em 2019, obteve a certificação ASI (Aluminium Stewardship Initiative), o mais importante Selo de Sustentabilidade na cadeia de valor do alumínio.


Informação: ALUMAR 


Empreendimento concorre com o case Abraço Azul: um ecossistema de acolhimento para as famílias TEA em São Luís

Ruth Herrera, Poliana Gatinho, Caroline Cadête, Washington Macário e Valéria de Kássia

O São Luís Shopping é finalista do Prêmio Abrasce 2026, a maior premiação do setor de shopping centers do Brasil. A cerimônia que revelará os vencedores, promovida pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), acontecerá no dia 25 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). O empreendimento concorre na categoria Newton Rique de Sustentabilidade – Ações de Impacto Social, com o case Abraço Azul: um ecossistema de acolhimento para as famílias TEA em São Luís. A AD Shopping, administradora do São Luís Shopping, também se destaca nacionalmente na premiação, somando 49 cases finalistas entre os shoppings sob sua administração.

“É uma honra sermos reconhecidos em uma premiação tão relevante, que destaca iniciativas capazes de fazer a diferença no setor. O projeto Abraço Azul reflete nosso compromisso com as famílias TEA da nossa cidade. Somos um shopping que acolhe e se preocupa em proporcionar experiências agradáveis para todos que fazem parte do nosso dia a dia”, afirma o gerente de marketing do São Luís Shopping, Igor Quartin.

O impacto social do Projeto Abraço Azul também vem ampliando a visibilidade das pautas ligadas à inclusão em São Luís e fortalecendo iniciativas voltadas às famílias atípicas, além de contribuir para dar mais espaço e reconhecimento a instituições que atuam na causa, como a Associação dos Amigos do Autista do Maranhão (AMA).

Sessão inclusiva do Cinépolis para participantes da APAE


O projeto Abraço Azul reúne, no empreendimento localizado no bairro do Jaracaty, na capital maranhense, iniciativas que dialogam entre si, como a Loja Amigos da Inclusão, a Sala do Afeto, a certificação Shopping Amigo da Pessoa com Deficiência, vagas exclusivas para pessoas com TEA, sessões de cinema inclusivas, empréstimos de abafadores de ruídos e o treinamento das equipes de brigadistas e seguranças, colocando o acolhimento no centro da experiência oferecida pelo shopping.

A Loja Amigos da Inclusão, idealizada pela mãe atípica Poliana Gatinho, funciona como uma loja colaborativa formada por empreendedores — pais e mães de pessoas com deficiência — que se afastaram do emprego formal para se dedicar integralmente aos cuidados dos filhos. O espaço também abre portas para artistas TEA exporem seus trabalhos e ampliarem sua visibilidade junto ao público. No local, são comercializados produtos produzidos pelos próprios participantes, como canecas, quadros, camisetas, bonés e outras peças artesanais. O ambiente também conta com brinquedos, tornando-se acolhedor para as crianças e suas famílias.

Outra frente importante do Projeto Abraço Azul é a Sala do Afeto, um ambiente exclusivo criado para atender crianças, adolescentes e adultos com deficiência. O espaço surgiu a partir da escuta ativa de famílias atípicas, que relataram dificuldades em frequentar o shopping devido ao excesso de estímulos visuais e sonoros. Trata-se de um espaço de autorregulação, com isolamento acústico e controle de luminosidade, pensado para ajudar a pessoa com TEA a se acalmar, se reorganizar e, se desejar, retornar ao passeio com mais tranquilidade.

fachada do São Luís Shopping

A iniciativa ganha ainda mais relevância em meio ao avanço das discussões sobre inclusão e acessibilidade no país. Em abril deste ano, o Governo de São Paulo publicou o decreto que regulamenta a lei que torna obrigatória a instalação de salas de regulação sensorial em shoppings com grande circulação de pessoas, especialmente para atender pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras neurodivergências. Embora no Maranhão ainda não exista legislação semelhante, o São Luís Shopping já disponibiliza a Sala do Afeto como parte de sua política de acolhimento e inclusão.

Além da estrutura física, o Projeto Abraço Azul também contempla a preparação das equipes. Os profissionais de segurança do São Luís Shopping receberam treinamento específico para identificar sinais de desorganização, agitação ou ansiedade. De forma tranquila e respeitosa, a equipe aborda o acompanhante e direciona a família até a Sala do Afeto, garantindo acolhimento, cuidado e discrição durante todo o processo.

Sobre o São Luís Shopping

O São Luís Shopping inaugurado no dia 20 de novembro de 1999 possui 56m² ABL, 2 pavimentos, 233 lojas, 45 quiosques, 2 praças de alimentação, 3 parques de diversão, 2.400 vagas de estacionamento e 10 salas de cinema sendo 07 salas convencionais e 03 salas vips, academia e demais serviços que atendem as necessidades dos nossos clientes. O São Luís Shopping desempenha um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico da região através da geração de 177 postos de empregos diretos e 1.650 postos indiretos.

Visite: www.saoluisshopping.com


Informação: WComunicação 

Nessa quinta-feira, 28, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) inaugurou o Observatório da Inovação e a Unidade de Manufatura Contratada de Pescado e Bioinsumos, em cerimônia que contou com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo. A agenda reforçou a parceria entre a Universidade e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em projetos voltados à ciência, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento social no Maranhão. 

A programação foi dividida em dois momentos. Inicialmente, foram apresentados projetos desenvolvidos pela UFMA em parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura. Em seguida, ocorreu a inauguração oficial dos novos espaços, voltados ao fortalecimento da bioeconomia e ao aproveitamento sustentável da cadeia produtiva do pescado. 

Durante a solenidade, o reitor da UFMA, Fernando Carvalho, destacou a relevância da parceria entre a Universidade e o Ministério para o fortalecimento das políticas públicas e da pesquisa científica no estado.

“É uma grande honra para a nossa Universidade receber o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo, que veio aqui para verificar todos os projetos que nós temos hoje com o Ministério da Pesca e também para, o que eu espero, que a gente saia daqui também com novas perspectivas de novos projetos para a nossa Universidade e para o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou. 

O reitor ressaltou ainda o papel estratégico das universidades na execução de ações governamentais e na formação acadêmica de estudantes envolvidos em projetos de pesquisa e extensão. “A presença do ministro aqui mostra que a nossa Universidade tem feito o seu papel, que é apoiar as ações governamentais, principalmente, nas políticas que são implementadas pelo Ministério. [...] Esses projetos também ajudam na formação dos nossos alunos, alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado, que também estão presentes, que estão trabalhando nesses projetos. Isso ajuda a gente ter cada vez mais um ensino, uma pesquisa e extensão de qualidade dentro da nossa instituição”, completou.

O ministro Edipo Araújo destacou que aproximadamente R$ 4 milhões foram investidos na UFMA por meio da parceria com o Ministério da Pesca e Aquicultura. “É uma alegria estar aqui para que a gente possa falar dos 4 milhões de reais investidos nesta Universidade por acreditar que a UFMA, em parceria com o Ministério, dará bons resultados ao público da pesca e aquicultura”, afirmou. 

Segundo Edipo Araújo, desde a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura, em 2023, mais de R$ 243 milhões foram destinados à ciência e pesquisa em todo o país. Somente no Maranhão, mais de R$ 20 milhões foram direcionados a instituições de ensino superior no estado. 

O ministro também destacou a importância econômica e social da atividade pesqueira no estado. Atualmente, o Maranhão produz cerca de 50 mil toneladas de pescado e reúne aproximadamente 340 mil pescadores e pescadoras, sendo 58% mulheres pescadoras e marisqueiras. Além disso, o estado ocupa posição de destaque na aquicultura nacional. “O Estado do Maranhão já se destaca como sendo o sexto maior em produção da aquicultura, que vem crescendo nos últimos dez anos”, ressaltou.

Projetos com impacto social

Entre os projetos apresentados durante a visita ministerial, esteve o Projeto Caranguejo de Araioses, coordenado pela pesquisadora Priscila Bernardes. A iniciativa é desenvolvida pela UFMA, em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes), e busca fortalecer a cadeia produtiva do caranguejo no município de Araioses. 

“O Ministério da Pesca, com o investimento, permitiu que nós levássemos os pesquisadores para trabalhar junto com a cooperativa. Então, foi feito primeiro esse reconhecimento, esse diagnóstico”, explicou. 

Segundo a coordenadora, equipes multidisciplinares compostas por economistas, nutricionistas, contadores e advogados atuaram junto à cooperativa local para promover capacitação, organização da cadeia produtiva e autonomia na gestão. “Então nós desenvolvemos sites, uma cartilha, material de Procedimento Operacional Padrão (POPs) e manual de boas práticas, além do software que vai dar essa autonomia pra eles, de forma intuitiva conseguir gerir a cooperativa”, destacou.

Estruturas voltadas à bioeconomia e inovação 

A criação do Observatório da Inovação e a Unidade de Manufatura Contratada de Pescado integrados ao Open Lab de Biotecnologia representa um avanço estratégico para a consolidação de um ecossistema de inteligência e desenvolvimento tecnológico voltado à bioeconomia, biotecnologia e inovação sustentável. 

O observatório terá como funções o mapeamento de tecnologias emergentes, monitoramento de patentes, identificação de oportunidades de cooperação científica e industrial, além da análise de cadeias produtivas e marcos regulatórios ligados aos setores de biotecnologia, saúde, cosméticos, alimentos, biomateriais e economia circular. 

Já a Unidade de Manufatura Contratada de Pescado e Bioinsumos atuará no aproveitamento integral do pescado, transformando resíduos e subprodutos da cadeia pesqueira em produtos de alto valor agregado, como colágeno, hidroxiapatita, biomateriais, filés e bexiga natatória seca. 

A proposta busca conectar ciência, indústria, comunidades tradicionais e mercado, promovendo sustentabilidade, inclusão produtiva e desenvolvimento territorial.

Durante a inauguração, o reitor Fernando Carvalho enfatizou o impacto das novas estruturas para a sociedade maranhense. “É um momento festivo, um momento em que nós estamos entregando para toda a sociedade dispositivos que realmente podem mudar o perfil da nossa Universidade. [...] Isso mostra que a Universidade, além de estar fazendo a extensão diretamente com a comunidade, também está produzindo novos produtos com alta tecnologia, e que esses produtos estarão na mesa, estarão sendo utilizados pela sociedade maranhense e pela sociedade do nosso país”, afirmou. 

A líder do Grupo de Pesquisa Ambiente, Biotecnologia e Bioeconomia (Ambio), Mickelle Sant’Anna, explicou que os espaços foram viabilizados por meio de emenda parlamentar do senador Roberto Rocha, do Ministério da Pesca e Aquicultura e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf): 

“A ideia era que a gente auxiliasse as cadeias do extrativismo no Maranhão [...] . A Universidade atua como elo entre o setor produtivo e as comunidades tradicionais e o governo, com vistas a gerar emprego e renda. Como acessar: se é uma empresa, se é uma startup, o acesso é via os mecanismos do Marco Legal, por meio de prestação de serviço técnico especializado ou elaboração de projeto de desenvolvimento P&D. E as comunidades cooperativas, nós fazemos capacitações e organizamos a cadeia, estatuto, para que elas possam concorrer aos editais e se qualificar para poder fornecer essa matéria-prima para essas empresas nos requisitos que elas precisam”. 

O ministro Edipo Araújo ressaltou o papel da UFMA na construção de soluções sustentáveis e inovadoras para o setor pesqueiro e o potencial da iniciativa para valorização das comunidades tradicionais e aproveitamento integral do pescado. 

“Hoje, inaugurar esse laboratório, que tem um olhar para agregar valor, que tem uma bandeira de bioeconomia, tem uma bandeira das questões ambientais, mas não só isso, de fortalecimento dos territórios das comunidades tradicionais, são exemplos como esse que a gente precisa replicar. Então, eu estou muito feliz de que o Ministério da Pesca e Aquicultura faz parte desse processo, é parceiro da Universidade Federal do Maranhão, e que daqui sairão bons frutos”, concluiu o ministro. 

Nos últimos anos, a UFMA tem consolidado um modelo de Universidade conectado às necessidades reais da sociedade. Os novos espaços simbolizam uma atuação acadêmica que transforma conhecimento em desenvolvimento social, econômico e ambiental, reunindo pesquisa científica, inovação tecnológica, sustentabilidade e fortalecimento das comunidades tradicionais.

Em um estado marcado pela força da pesca e da aquicultura, iniciativas como o Observatório da Inovação e a Unidade de Manufatura Contratada de Pescado apontam para um futuro em que ciência e território caminham juntos, ampliando oportunidades, agregando valor à produção local e reafirmando o papel da Universidade como agente estratégico para o desenvolvimento do Maranhão.

Informação: UFMA 

A primeira sala está localizada no Centro de Ciências Humanas, e, posteriormente, outras serão instaladas também nos demais centros da instituição

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) inaugurou, nessa quarta-feira, 27, a primeira Sala de Amamentação da Universidade, no Centro de Ciências Humanas (CCH), Câmpus São Luís. O momento simbolizou um ganho para a instituição e, sobretudo, para as mães que, com a sala, poderão ter um espaço acolhedor para a amamentação de seus filhos.

O reitor da UFMA, Fernando Carvalho Silva, frisou que a UFMA vem fortalecendo políticas de acolhimento e bem-estar, com iniciativas como a criação da primeira sala de amamentação da instituição. “Com essa ação, estamos humanizando cada vez mais a instituição. A nossa gestão tem essa preocupação. Recentemente, inauguramos os consultórios de saúde para os nossos alunos, que serão expandidos também para todos os centros do interior. E, agora, nós estamos dando início à inauguração da primeira sala de amamentação, que é o atendimento a uma reivindicação histórica das mães da UFMA”, ressaltou.

O reitor pontuou, ainda, que, além do CCH, os demais centros, tanto em São Luís como no interior, contarão também com salas de amamentação. “Estamos entregando a primeira sala aqui no Centro de Ciências Humanas, mas teremos em todos os centros. Cada centro terá a sua sala de amamentação, de forma que a gente possa fazer esse atendimento. Um atendimento humanizado, a fim de acolher nossas mães com seus filhos para que elas possam ter um espaço de amamentação e de fraldário”, afirmou.

Para o diretor do CCH, Alírio Carvalho Cardoso, a criação da sala de amamentação representa um avanço histórico no acolhimento às mães na UFMA, reforçando que a maternidade não deve ser motivo de exclusão acadêmica ou profissional. “É um momento histórico para o CCH, a primeira sala de amamentação de toda a UFMA. A maternidade não pode ser um fator de exclusão, nem profissional, nem acadêmico. Então, esse é um espaço também de reflexão sobre a questão da invisibilidade da maternidade, por exemplo, nas universidades federais. É fundamental que a instituição tenha estratégias e espaços de acolhimento e de humanização”.

A criação da sala é resultado de uma mobilização do Coletivo de Mães da UFMA, que reivindicava a implantação desse tipo de estrutura na Universidade e fortalecida por um levantamento realizado em 2025 pela Diretoria de Diversidades e Ações Afirmativas (DIDAAF), em parceria com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PROAES), junto a mães na Universidade sobre suas principais demandas relacionadas à permanência e ao cuidado no ambiente acadêmico.

A coordenadora de Gênero e Diversidade da UFMA, professora Gisa Carvalho, ressaltou que a sala de amamentação garante acolhimento e permanência às mães na Universidade, além de representar um compromisso da UFMA com o apoio às mulheres e o enfrentamento das discriminações históricas. “Esse espaço é fundamental para acolher as mães que precisam trazer seus bebês aqui para a Universidade. São estudantes, trabalhadoras, docentes, técnicas, todo mundo que tem essa demanda vai poder ter um espaço acolhedor, confortável, para fazer a sua amamentação, que é um ato tão importante para o desenvolvimento das crianças, para a relação de troca entre mães e bebês. É importantíssimo que a gente avance nesse sentido de construir políticas voltadas para a permanência de mulheres de mães na Universidade, uma vez que o funcionamento desse espaço vai ser contínuo. Quando a Universidade cria um espaço como esse, ela está dizendo que é uma aliada das mulheres e que se coloca como aliada ao enfrentamento de todas essas discriminações que a gente sofre historicamente. Agora a gente encontra na UFMA um espaço de pertencimento”, salientou.

Representando as mães da instituição, Sylmara Durans destacou que a criação da sala representa uma conquista histórica para mulheres e crianças no estado. “Essa é uma conquista histórica das mulheres e das infâncias no Maranhão. É fundamental que a maior universidade do estado possa apontar diretrizes para garantir que as mulheres não tenham suas trajetórias interrompidas e seus sonhos adiados por causa da maternidade, ao contrário, que sejam apoiadas no momento exato em que realizam um trabalho tão fundamental. O coletivo mães da UFMA tem contribuído significativamente com essa discussão, e celebramos toda a movimentação institucional nesse sentido. Dias Mulheres virão!”

No CCH, a sala fica localizada no quarto térreo. A sala conta com poltrona de amamentação, frigobar, micro-ondas, banheira, trocador e armário para que mães e responsáveis possam guardar seus pertences durante a utilização do espaço. O ambiente foi pensado para acolher, simultaneamente, duas pessoas em processo de amamentação.

Enquanto as demais estruturas são inauguradas nos outros centros, o Centro de Ciências Sociais, o Núcleo de Esportes e o Prédio Paulo Freire receberão trocadores em um banheiro de cada unidade, como medida inicial de apoio às mães, crianças e responsáveis no espaço universitário.

Informação: UFMA 

Após passar por Minas Gerais e Bahia, projeto itinerante promove espetáculos, palestras e oficinas de reciclagem em Godofredo Viana

Depois de levar arte, cultura e conscientização ambiental ao público de Minas Gerais e da Bahia, o projeto Conexão Cultural – Jornada ESG chega ao Maranhão com uma programação gratuita e aberta ao público. Entre os dias 4 e 7 de junho, a cidade de Godofredo Viana recebe apresentações teatrais, oficinas de reciclagem e palestras sobre sustentabilidade em uma arena itinerante montada em espaço público.

A iniciativa aposta na democratização da cultura como ferramenta de transformação social e educação ambiental. Antes de chegar a Godofredo Viana, passou por Porteirinha (MG) e Santa Luz (BA).

Artistas e público se encontram em espaços públicos em um palco que é uma atração à parte. No Conexão Cultural, apresentações teatrais, oficinas de reciclagem e palestras de conscientização ocorrem em uma arena itinerante capaz de receber até 200 pessoas sentadas. Os artistas ocupam o palco montado em uma estrutura adaptada na carroceria de um caminhão e o público acompanha as apresentações em um espaço coberto, com área nas primeiras fileiras para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida; distribuição de livretos em braile contendo a descrição do espetáculo; tradução simultânea em Libras, e assentos reservados nas primeiras fileiras para pessoas com deficiência intelectual, com equipe orientada para oferecer suporte de acordo com o nível de necessidade.

Aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura, o projeto é realizado pelo Ministério da Cultura, com produção da Magma Cultura e patrocínio da CMOC. Todas as emissões de carbono emitidas durante os deslocamentos e a programação serão neutralizadas.

De acordo com Carla Lemos, Gerente de Responsabilidade Social Corporativa do negócio Ouro, levar teatro gratuito para espaços públicos é uma forma de criar encontros, fortalecer vínculos com as comunidades e promover reflexões sobre sustentabilidade de maneira leve, acessível e inclusiva para crianças, jovens e famílias. Para a CMOC, apoiar projetos como este significa contribuir para que a cultura chegue a mais pessoas, gerando experiências, aprendizado e diálogo nos territórios onde a empresa está presente.

A Cia Mamulengo Fuzuê e o Grupo Teatro em Construção serão os responsáveis pela série de espetáculos diários previstos na programação. A primeira leva ao palco a história de Benedito, Abençoado e Bendizido. O texto, que aposta no humor para alcançar o público, usa o tradicional teatro popular de bonecos para abordar temas como o consumo exagerado e a sustentabilidade.

Já o Grupo Teatro em Construção, de Minas Gerais, encena “Mambo”, inspirado na obra Os Saltimbancos. Quatro animais cheios de personalidade e cansados de viver em meio à sujeira e ao excesso de lixo se unem para mudar a realidade que os cerca e divertir crianças e adultos.

Sobre a CMOC

A CMOC é uma das 20 maiores empresas de mineração do mundo, com operações na Ásia, África, Europa e Américas, ocupando posições de liderança na produção de cobalto, cobre, molibdênio e tungstênio. Presente no Brasil desde 2016, com operações em Goiás e São Paulo, em janeiro de 2026 a CMOC assumiu os ativos da Equinox Gold nos estados da Bahia, Maranhão e Minas Gerais. Com essa aquisição, a empresa amplia e diversifica seu portfólio no país, passando a integrar o segmento de ouro.

Informação: Assessoria de Comunicação

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Evento Maranhão Day reuniu governo, setor produtivo e parlamentares para discutir gargalos nas BRs, expansão portuária e impactos da Resex Tauá-Mirim

SÃO LUÍS – Representantes do setor produtivo e do governo do Maranhão defenderam, ontem, quarta-feira (27), em Brasília, uma agenda de investimentos em infraestrutura logística e criticaram entraves considerados estratégicos para a competitividade do estado durante o “Maranhão Day”, realizado na sede do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI) e da Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA) do Congresso Nacional.

O vice-presidente executivo da FIEMA e presidente do Centro das Indústrias do Maranhão (CIEMA), Cláudio Azevedo, representou o presidente da entidade, Edilson Baldez, no encontro, que reuniu parlamentares, representantes do governo estadual e executivos ligados aos setores portuário e ferroviário. O secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais, Pedro Chagas, participou do evento representando o governador do Maranhão, Carlos Brandão.

Entre os principais pontos discutidos estiveram as condições das rodovias federais que ligam áreas produtivas ao Porto do Itaqui, em São Luís. Segundo representantes do setor industrial, a precariedade das BRs tem elevado custos logísticos e dificultado o escoamento da produção maranhense, afetando a atração de novos investimentos.

Durante o evento, a presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), Oquerlina Costa, apresentou projetos de expansão do complexo portuário e perspectivas de crescimento da movimentação de cargas. Executivos da VLI e representantes da Vale também detalharam investimentos previstos para ampliação da capacidade logística e ferroviária no estado. O CEO da VLI, Fábio Marchiori, participou dos debates sobre integração entre portos, ferrovias e corredores de exportação.

A presidente da ZPE Maranhão, Rakel Murad, também apresentou as potencialidades da Zona de Processamento de Exportação do Maranhão como instrumento estratégico para atração de investimentos industriais e ampliação da competitividade do estado. Em sua explanação, destacou vantagens logísticas, incentivos e oportunidades de integração com o complexo portuário e ferroviário maranhense.

RESEX TAUÁ-MIRIM – Outro tema que dominou as discussões foi a proposta de criação da Reserva Extrativista (Resex) Tauá-Mirim, área que incide sobre regiões próximas ao Complexo Portuário do Itaqui. Parlamentares e representantes da indústria afirmaram que a medida pode provocar impactos econômicos e operacionais relevantes para o Maranhão e para cadeias logísticas nacionais.

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes e representantes da FIEMA e do CIEMA defenderam a revisão da proposta e afirmaram que a criação da unidade de conservação, nos moldes atuais, comprometeria projetos de expansão portuária e novos empreendimentos industriais.

De acordo com Cláudio Azevedo, ao fim do encontro, o presidente do IBI, Mário Povia, e o presidente da FPPA, deputado federal Paulo Alexandre Barbosa, manifestaram apoio às reivindicações contrárias à criação da Resex Tauá-Mirim apresentadas pelo setor produtivo e informaram que oficializariam ao ICMBio posicionamento nos termos discutidos.

A programação do Maranhão Day incluiu painéis sobre infraestrutura, sustentabilidade, logística ferroviária e medidas consideradas estratégicas para o crescimento econômico do estado.

Informação: Fiema