quarta-feira, 18 de março de 2026

Transformação cresce 0,7% e sustenta atividade, aponta estudo da FIEMA

SÃO LUÍS – A produção industrial física do Maranhão recuou 5,1% em 2025 em relação ao ano anterior, influenciada principalmente pela queda na indústria extrativa. Apesar do cenário desafiador, a indústria de transformação registrou crescimento de 0,7% e ajudou a sustentar a atividade produtiva no estado, segundo a Pesquisa Industrial Mensal do IBGE que está contida no boletim Panorama Empresarial da Indústria 2025, divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA) e elaborado pelo Observatório da Indústria do Maranhão.

O desempenho da indústria extrativa teve forte impacto no resultado geral da produção industrial, com retração de 58,5% ao longo do ano, refletindo principalmente a redução das atividades ligadas ao beneficiamento de minério. O Maranhão está na14ª posição entre os 17 estados pesquisados na produção industrial do país.

Apesar desse cenário, a indústria de transformação, responsável por grande parte da atividade produtiva local, registrou crescimento de 0,7% em 2025, impulsionada principalmente pela expansão da produção de alimentos.

Para o presidente da FIEMA, Edilson Baldez, os dados mostram a capacidade de adaptação do setor industrial diante de um ambiente econômico mais complexo. “Mesmo em um contexto de desaceleração em alguns segmentos, a indústria maranhense demonstrou capacidade de reação. O crescimento da indústria de transformação mostra o potencial do nosso estado para ampliar sua base produtiva e gerar novas oportunidades para a economia local”, afirmou.

INDÚSTRIA DA TRANSFORMAÇÃO – O estudo também aponta que a indústria de transformação tem exercido papel importante para a economia do estado, ao sustentar parte da produção industrial e manter o dinamismo de cadeias produtivas ligadas à alimentação, construção e bens intermediários.

Outro indicador acompanhado no levantamento é o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que mede a percepção dos empresários sobre o cenário econômico. Em 2025, o indicador registrou média anual de 51 pontos no Maranhão, próxima da linha de neutralidade que separa otimismo de pessimismo. O estudo mostra que a confiança foi mais elevada no início do ano, superando 58 pontos em março, mas perdeu força ao longo dos meses e encerrou dezembro em 47,2 pontos, refletindo a piora na avaliação do ambiente econômico.

De acordo com o coordenador do Observatório da Indústria do Maranhão, Carlos Jorge Taborda, o panorama revela que, apesar das oscilações em alguns segmentos, o estado mantém bases importantes para o fortalecimento da indústria. “O estudo mostra que o Maranhão possui setores industriais capazes de sustentar a atividade econômica mesmo em períodos de maior instabilidade. O avanço da indústria de transformação e a diversidade da pauta produtiva indicam oportunidades de crescimento e agregação de valor”, afirmou.

No comércio exterior, o Maranhão exportou cerca de US$ 5,02 bilhões em 2025, mesmo com queda, em termos de valor, de 10,3% em relação ao ano anterior. Produtos como soja, alumina e celulose seguem entre os principais itens da pauta exportadora do estado, coma China como principal destino das vendas externas, seguida por Canadá e Estados Unidos.

O Panorama Empresarial da Indústria 2025 foi elaborado pelo Observatório da Indústria da FIEMA a partir de levantamento com empresários e gestores de indústrias instaladas no Maranhão, que avaliaram o desempenho do setor e as perspectivas para a atividade industrial.

Informação: Fiema

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