quinta-feira, 26 de março de 2026

Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de pouco mais de 45 mil novos casos neste ano 

São Luís (MA) - Celebrado em 27 de março, o Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal integra a agenda de conscientização ao longo de todo o mês, conhecido como Março Azul-Marinho. O Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), conta com uma linha de cuidados voltada à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento da doença, por meio do Serviço de Coloproctologia.

No Brasil, o câncer colorretal é o terceiro tipo com maior incidência entre homens e mulheres. Conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa é de pouco mais de 45 mil novos casos neste ano. Mesmo sendo considerado um dos tipos mais preveníveis, o índice de morbidade é significativo, com a expectativa de atingir 127 mil mortes entre 2026 e 2030, segundo o instituto.

Rosilma Barreto, coloproctologista do HU-UFMA, alerta a população para sinais que exigem atenção e avaliação especializada: dor abdominal frequente, sangramento anal, perda de peso não associada a dietas e anemia crônica. Entre os exames indicados para o diagnóstico, a colonoscopia é o mais eficiente. “A primeira colonoscopia de rastreio pode ser realizada a partir dos 45 anos. Por meio do rastreamento, é possível ressecar lesões pré-malignas e evitar o desenvolvimento do câncer colorretal”, acrescenta a especialista.

Outro ponto de atenção é o histórico familiar. “Pacientes com parentes de primeiro grau com diagnóstico de câncer colorretal antes dos 50 anos devem iniciar o rastreamento dez anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado ou aos 40 anos, prevalecendo o que ocorrer primeiro. Por exemplo: se o parente recebeu o diagnóstico aos 50 anos, o exame deve ser feito aos 40; se ocorreu aos 45, o rastreio deve começar aos 35 anos”, explica a médica.

Estudos têm apontado aumento da incidência do câncer colorretal em pessoas mais jovens, antes dos 50 anos. Sobre esse cenário, Rosilma Barreto chama atenção para hábitos de vida que podem contribuir para o surgimento da doença, como baixa ingestão de fibras e água, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e ingestão frequente de embutidos e ultraprocessados. “Outro alerta importante é a valorização das queixas apresentadas pela população mais jovem, com investigação adequada quando necessário”, ressalta.

Atendimentos

Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o HU-UFMA oferece atendimento em coloproctologia, com rastreamento de pacientes a partir dos 45 anos, além dos serviços de gastroenterologia e endoscopia, que seguem as mesmas diretrizes. Entre as possibilidades terapêuticas, são realizadas cirurgias de alta complexidade para o tratamento de tumores colorretais, com encaminhamento para radioterapia e quimioterapia, quando indicado.

Para marcar a data, o Serviço de Coloproctologia do HU-UFMA realizará, entre os dias 23 e 27 de março, um mutirão de exames de colonoscopia voltado a pacientes da lista de espera que atendem aos critérios de rastreamento e já estão previamente agendados.

Sobre a Ebserh

O HU-UFMA faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

Informação: HU-UFMA 

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