sexta-feira, 10 de julho de 2026


No Maranhão, em um intervalo de apenas um ano, a quantidade de famílias agricultoras que conquistaram o direito à água para consumo humano por meio da cisterna quase dobrou. Foram 927 tecnologias construídas em 2025, o que representa um aumento de 54,76% – a maior variação entre os estados do Semiárido – e o melhor ano da série histórica desde a criação do Programa Cisternas em 2003.

As cisternas de placa destinadas à chamada “primeira água”, ou seja, que armazenam principalmente água da chuva para beber e cozinhar, têm capacidade para armazenar 16 mil litros, o suficiente para abastecer uma família de até cinco pessoas por oito meses de estiagem. Ao todo, o estado tem 2.746 reservatórios do tipo espalhados por comunidades do Semiárido maranhense.

Também aumentou o número de cisternas voltadas à produção de alimentos e criação de animais (segunda água). Depois de um hiato de cinco anos, o Maranhão voltou a construir em 2024 as cisternas de 52 mil litros, e hoje são 158 famílias com segurança hídrica para trabalhar no campo.

Este ano, 110 famílias já foram contempladas com cisternas de primeira e segunda água. Até 2027, serão atendidas 2.161 famílias, o que significa impactar diretamente mais de 10.800 pessoas no Semiárido maranhense.

As cisternas são tecnologias sociais implementadas por organizações da sociedade civil que integram a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). Essas entidades concorrem a editais públicos do governo federal e acessam os recursos do Programa Cisternas. Essa estratégia além de democratizar o acesso à água de qualidade tem sido responsável pelo aumento da qualidade de vida numa região historicamente vista como insalubre.

Informação: Assessoria de Comunicação 

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