segunda-feira, 6 de julho de 2026

Empreender, muitas vezes, começa com um ato de escuta. Para Ramyse Trindade, a jornada de transformação do seu negócio não começou em um escritório ou em uma palestra de negócios, mas na sala de reuniões da escola de seu filho. Foi ali, em um encontro que lembrava as tradicionais reuniões de pais, que o Instituto de Apoio ao Desenvolvimento da Vida Humana (IADVH) cruzou o seu caminho.

O projeto Geração Delas nasceu justamente dessa proximidade. Ao ouvir as dúvidas, angústias e necessidades das mães da comunidade do bairro São Francisco, em São Luís, a equipe do instituto não levou um modelo de curso pronto: estruturou as aulas sob medida para a realidade daquelas mulheres.

Um choque de realidade e a coragem para mudar

Ramyse e o marido tocam uma padaria desde 2021, um negócio de família que herdaram do sogro. Durante o mês de abril, Ramyse se juntou a um grupo de 13 mulheres para vivenciar o laboratório prático do projeto Geração Delas, focado em comunicação, divulgação digital e organização financeira. Para muitas das participantes, o laboratório — realizado em parceria com o Centro de Obras Sociais Frei Antônio Sinibaldi — foi o primeiro contato com a educação financeira.

"A questão do financeiro realmente abriu minha mente para muitas coisas. Me deu um choque de realidade de como a gente administra as finanças e como podemos estar perdendo dinheiro", confessa Ramyse. "A gente tinha uma estratégia que funcionava, mas percebi que podemos fazer muito mais, organizar melhor o caixa. No dia dessa aula, cheguei em casa e conversei com meu marido sobre como aplicar tudo para manter a padaria como nossa principal fonte de renda”, afirma a participante.

Vencendo a vergonha e expandindo horizontes

Além dos números, o projeto desafiou as barreiras da comunicação digital. Conduzidas por Jayron Ramos, supervisor de comunicação do IADVH, as aulas desmistificaram o uso das redes sociais. E para Ramyse, que assume ter timidez com as câmeras, o aprendizado virou uma promessa de crescimento. 

"Já faço os bolos para os aniversários dos meus filhos e da família, e sempre me perguntam por que não vendo. Conversando com os professores, eles me chamaram a atenção para essa oportunidade. Minha filha vai começar na creche no ano que vem, vou ter mais tempo e, com as aulas, percebi que posso render muito mais. O curso está me incentivando a expandir e crescer mesmo", conta Ramyse, entusiasmada.

Cuidar de pessoas para transformar realidades

Essa metodologia acolhedora e próxima reflete diretamente a filosofia do IADVH. De acordo com Valéria Cutrim, especialista de Responsabilidade Social do instituto, o investimento no desenvolvimento pessoal e na capacitação é um pilar que pode transformar realidades. "A atuação da Responsabilidade Social no IADVH nasce da certeza de que o papel de uma Organização Social vai muito além de gerenciar estruturas públicas; nós precisamos ser agentes ativos de transformação nas comunidades onde atuamos", explica.

A coordenadora destaca os impactos dessas formações. “Investir em projetos voltados à promoção da saúde e bem-estar comunitário, ao desenvolvimento social e à inclusão produtiva é a nossa forma de incentivar a autonomia, fortalecer vínculos e ampliar oportunidades, construindo um impacto positivo e duradouro no dia a dia das famílias atendidas”, conclui a especialista.

Informação: Amanda Couto - Assessoria de Comunicação

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