quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Retração nas Indústrias Extrativa e de Transformação coloca o estado na 16ª posição entre os 17 pesquisados pelo IBGE

SÃO LUÍS – A produção industrial do Maranhão caiu 6,4% entre janeiro e junho de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado colocou o estado na 16ª posição entre as 17 unidades da Federação pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados da Pesquisa Industrial Mensal integram o Panorama Empresarial da Indústria de agosto, elaborado pelo Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA). O levantamento acompanha o volume de produção física do setor.

No Maranhão, a Indústria Extrativa registrou queda de 35,7% no primeiro semestre. A Indústria de Transformação recuou 4,6%, com redução nas atividades de alimentos, papel e celulose e minerais não metálicos. A produção de alimentos apresentou queda de 28,7%, a maior entre as atividades da Indústria de Transformação destacadas no Panorama. Enquanto o grupo de cerâmica, concreto e brita registrou redução de 0,6%, papel e celulose recuou 7,4%. 

Duas atividades cresceram no período. A produção de bebidas avançou 7,8%, e a metalurgia aumentou 6,1%. Esses resultados, porém, não compensaram as quedas dos demais segmentos no índice geral da indústria maranhense.

No Brasil, a produção industrial cresceu 1,5% no primeiro semestre, com avanço de 7,4% na Indústria Extrativa e de 0,4% na de Transformação. No Nordeste, o resultado geral foi uma queda de 0,2%, apesar do aumento de 12% na atividade extrativa. A Indústria de Transformação da região recuou 0,7%.

Entre os estados pesquisados, o Espírito Santo apresentou o maior crescimento, de 20,2%, seguido por Pernambuco, com 10,9%, e Rio de Janeiro, com 7,5%. O Rio Grande do Norte registrou queda de 13,1%, único resultado inferior ao do Maranhão.

O recuo de 6,4% no semestre sucede a queda de 6,2% registrada no acumulado de janeiro a maio. Os dois resultados comparam períodos distintos com os respectivos intervalos de 2025 e mostram que a produção maranhense permaneceu abaixo do nível do ano anterior.

Informação: Fiema 

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