domingo, 19 de março de 2023
Já parou pra pensar que alguns erros acabam nos levando para o caminho certo? acredite no seu "final feliz" — e leia tudo que hoje tem surpresa.
Invisible String
(Imagem: Folklore | Reprodução)
Verde era a cor da grama
Onde eu lia no Centennial Park
Eu achava que encontraria alguém lá
Verde-água era a cor da sua camisa
Quando tinha dezesseis anos na loja de iogurte
Em que você trabalhava pra ganhar algum dinheiro
Tempo, tempo curioso
Não me deu direções, não me deu sinais
Haviam pistas que eu não vi?
E não é bonito pensar que
Todo esse tempo havia algum
Fio invisível
Ligando você à mim?
Um fio que me puxou
Para fora dos braços errados, direto para aquele bar
Algo amarrou todos os meus erros do passado em arame farpado
Correntes em torno dos meus demônios
Lã para aguentar as estações
Tempo, tempo maravilhoso
Me deu azul ,e depois céus lilás e rosa
E é legalMeu bem
Amor, comigo
E não é bonito pensar que
Todo esse tempo havia algum
Fio invisível
Ligando você à mim?
A música “Invisible String” faz parte do Folklore, oitavo álbum de estúdio da Taylor Swift, que se consagrou como a melhor produção de 2020 e levou o prêmio de álbum do ano no Grammy.
No trecho citado, “inivisible string” — ou fio invisível — refere-se a um mito do folclore japonês em que um fio vermelho conecta duas pessoas que estão destinadas a viver juntas para sempre.
Você pode ter escolhido casar-se com o José ou com a Maria, mas não foi “sem querer” que o Uber demorou pra chegar e vocês começaram a conversar?
É difícil admitir que não temos o controle de tudo, mas a verdade é que o acaso — ou o destino — sempre têm uma pitadinha de contribuição para o nosso “final feliz”.
Saindo do mundo mitológico, não dá pra responder quais foram os pequenos acasos que construíram o nosso “agora” — mas a paz só chega pra quem abre mão do “e se”.
Dia 8 de setembro
• A obra intimista foi feita durante o período de quarentena, chamando a atenção pela qualidade musical e por todo o universo melancólico de suas letras.
No trecho citado, “inivisible string” — ou fio invisível — refere-se a um mito do folclore japonês em que um fio vermelho conecta duas pessoas que estão destinadas a viver juntas para sempre.
Na vida real, a gente sabe que não dá pra confiar tudo nas mãos do acaso, mas você já parou pra pensar como pequenas coincidências acabam mudando o nosso caminho?
Você pode ter escolhido casar-se com o José ou com a Maria, mas não foi “sem querer” que o Uber demorou pra chegar e vocês começaram a conversar?
• Ah, e como você sabe que o José é realmente o amor da sua vida, se você nunca esteve com o João?
É difícil admitir que não temos o controle de tudo, mas a verdade é que o acaso — ou o destino — sempre têm uma pitadinha de contribuição para o nosso “final feliz”.
Citando Bukowski, “como pode dizer que ama uma pessoa quando há dez mil outras no mundo que você amaria mais se conhecesse?” Não sabemos, mas talvez o tal do fio invisível seja uma boa explicação.
Saindo do mundo mitológico, não dá pra responder quais foram os pequenos acasos que construíram o nosso “agora” — mas a paz só chega pra quem abre mão do “e se”.
Dia 8 de setembro
(BASEADO EM UMA HISTÓRIA REAL)
A Paula e o Alessandro se conheceram nos corredores do colégio, no ensino médio. Eram aulas seguidas por jogos de baralho e partidas de vôlei, e os dois eram os mais competitivos da turma.
• Bem daquele jeito de quem “perde o amigo, mas não perde o desafio”, os colegas em volta já sabiam que ali tinha algo a mais.
Porém, como os dois relutaram bastante, foi só no último ano do colégio, em 2005, que uma viagem de formatura para Fortaleza — ao som de Vento, dos Los Hermanos — transformou a amizade em amor.
O Alê conta que a Paula não facilitou pra ele porque nenhum beijo aconteceu na viagem — e nem no mês seguinte.
Apenas na última semana das aulas, dia 02/12/2005, que o desejo se concretizou e o primeiro beijo já emendou em pedido de namoro.
• O futuro ainda era incerto, mas a Paula gosta de acreditar que, naquele momento, a “linha invisível” já estava fazendo seu trabalho.
No ano seguinte, ela entrou na faculdade e ele foi de intercâmbio para os Estados Unidos, mas o sentimento ficou — e lá se foram 6 meses de trocas de e-mails, saudades e ligações intermináveis.
A contagem regressiva do reencontro coincidiu com início da Copa de 2006, e o abraço no aeroporto deu um “estalo” de que aquela história seria realmente algo especial.
É claro que antes já existia amor, mas a Paula explicou esse “clique” citando Guimarães Rosa, “Os outros eu conheci por ocioso acaso. Você eu encontrei porque era preciso”.
Logo em seguida, ele foi cursar faculdade em Ribeirão Preto, e ela se mudou pra Brasília. Foram cinco anos de rodoviárias e aeroportos, fim de semana sim, e fim de semana também, com poucas exceções.
• Até que, mesmo sem saber se conseguiriam morar na mesma cidade, Alessandro fez o pedido de casamento.
O “sim” veio junto com a confirmação da transferência dele para Brasília, e o ano que passaram dividindo uma quitinete só trouxe a certeza de que não precisavam de mais nada: os dois já eram tudo.
A celebração aconteceu em fevereiro de 2017, quando eles completaram 12 anos de namoro. Sob a luz de meio-dia nos vitrais azuis do Santuário Dom Bosco, eles pareciam flutuar de felicidade.
Viveram 4 anos floridos pelos ipês de Brasília, até que voltaram para Ribeirão Preto e seguiram escrevendo essa história como a música lá do início: vendo sempre renascido o amor, bento de lágrimas.
• Agora, a volta da segunda lua de mel trouxe um capítulo novo: a chegada do primeiro filho, que está no forninho.
Se, desde o começo, a Paula já acreditava que havia um “fio invisível” ligando ela e o Alessandro, agora ele tomou forma, cara e coração, e promete ser a maior aventura da vida dos dois.
Como está previsto para chegar no dia 8 de setembro, bem no dia do aniversário da mamãe, eles só agradecem pelo presente — e têm a alegria de contar a novidade aqui no Cazumbá
Historia e imagens: Thestories
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