Projetos vão de plataforma digital a sistemas de transporte de artefatos
SÃO LUÍS – Uma plataforma que reúne dados sobre sítios arqueológicos, maletas adaptáveis para escavação e sistemas para transporte seguro de artefatos estão entre as soluções desenvolvidas por estudantes maranhenses. Eles venceram o Torneio SESI de Robótica - Regional Maranhão, realizado em fevereiro, e conquistaram vaga para a etapa brasileira da competição, que acontece em São Paulo, de 4 a 8/03. Os projetos de inovação integram a modalidade FIRST LEGO League Challenge (FLLC), que desafia alunos a resolver problemas reais com base em pesquisa e tecnologia.
Na competição, promovida pelo Serviço Social da Indústria (SESI), o desenvolvimento das soluções inovadoras integra a nota das equipes e tem tanto peso quanto o desempenho dos robôs de LEGO com os quais os alunos disputam no evento. As equipes são avaliadas pela capacidade de transformar conhecimento em propostas viáveis, com potencial de impacto social e aplicação prática. Na temporada 2025-2026, chamada UNEARTHED, o foco foi a arqueologia. Os estudantes tiveram que investigar desafios da área e propor alternativas que contribuíssem para preservação e para a melhoria das condições de trabalho dos profissionais da área.
SOLUÇÕES INOVADORAS – As equipes Unimate, Gipsy Danger e Dracarys, da Escola SESI São Luís, representarão o Maranhão na etapa nacional, que será realizada em março, em São Paulo. Para a superintendente regional do SESI-MA, Regina Sodré, os projetos mostram a capacidade dos alunos de transformar conhecimento em soluções concretas. “A robótica educacional estimula o pensamento crítico e a criatividade. Quando os alunos desenvolvem projetos como esses, eles não apenas aprendem conteúdos técnicos, mas também exercitam a capacidade de resolver problemas reais e de gerar impacto na sociedade”, afirmou.
As equipes que representarão o Maranhão na etapa nacional da FIRST LEGO League Challenge desenvolveram projetos de inovação de destaque, que combinam desempenho técnico com soluções voltadas a desafios reais da arqueologia. Entre elas está a Gipsy Danger, que desenvolveu o ArtFind, um kit de ferramentas modulares para escavação arqueológica, pensado para ampliar o acesso a equipamentos adequados no Brasil.
“A gente identificou que muitos arqueólogos não têm acesso às ferramentas corretas para escavação, principalmente pelo alto custo e pela necessidade de importação. Então, pensamos em um kit acessível, com módulos adaptáveis para diferentes tipos de solo e necessidades de campo”, explicou Dandara Abreu, 14.
Já a Unimate, campeã geral da etapa regional, criou o Rocking Safe, sistema voltado ao transporte seguro de artefatos arqueológicos. A solução envolve estabilização mecânica e controle de temperatura e umidade para reduzir danos durante o deslocamento. “Os artefatos muitas vezes chegam danificados ao destino. Criamos um sistema que reduz impactos, controla temperatura e umidade e garante mais segurança no transporte”, disse Nayara Sales, 15.
Já a equipe Dracarys apresentou a DracBag, uma bolsa equipada com sensores e estrutura acolchoada para proteger peças durante o transporte, com foco em versatilidade e adaptação a diferentes tamanhos de artefatos. “Durante o transporte, muitos artefatos se deterioram. A nossa bolsa foi pensada para proteger peças de diferentes tamanhos, com tecnologia e conforto também para o profissional”, destacou a equipe.
No Maranhão, o Torneio SESI de Robótica foi realizado pelo SESI-MA, entidade do Sistema FIEMA, e pelo SESI Departamento Nacional, com a correalização do SEBRAE Maranhão, STEM Racing e First® Lego® League Challenge. Este ano, teve como patrocinadores do evento a VALE e o Grupo Equatorial, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura, por meio da Secretaria de Cultura do Governo do Estado. O Sindipan, SESC, Só Saúde, Comarh, M. Dias Branco, Solar e Casa Veneza foram apoiadores da iniciativa. Além da categoria FLLC, outras duas equipes da Escola SESI São Luís competem nas modalidades Fisrt Tech Challenge (FTC) e STEM Racing.
Informação: Fiema



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