quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A correria e as cobranças do cotidiano podem fazer com que o autocuidado pareça sinônimo de luxo. Mas a verdade é que cuidar de si mesmo, além de essencial para manter a saúde mental em dia, também é mais simples do que parece. “A terapia me salvou diante da rotina tão intensa e puxada. Já faz parte da minha vida e deveria fazer parte da vida de todos”, celebra a advogada e cientista social Ingrid Feitosa, 27.

Com a agenda lotada de domingo a domingo, recheada de estudos e trabalho em duas áreas de formação, Ingrid conta que já passou por diversos níveis de esgotamento mental enquanto tentava conciliar tudo. “Dar conta de tantas demandas, entregas e prazos mesmo em áreas pelas quais sou apaixonada, é muito desafiador. Já tive momentos de crise comigo mesma por me cobrar de forma muito intensa. Acabava machucando a minha mente com tanta pressão”, explica Ingrid. 

“Voltar algumas casas” e redescobrir o equilíbrio foi importante para ela e pode ser também para quem passa por outras situações que pressionam a saúde mental. “O autocuidado começa pelo básico, que muitas vezes é negligenciado: sono de qualidade, alimentação equilibrada, hidratação e momentos regulares de descanso. Além disso, práticas como atividade física, organização da rotina, estabelecimento de limites saudáveis, momentos de lazer e conexão social são fundamentais”, enumera a psicóloga da Hapvida, Karolayne Oliveira.

A psicóloga cita ainda a importância do autocuidado emocional, que envolve reconhecer sentimentos, respeitar os próprios limites e buscar ajuda profissional quando necessário. “Recebi conselhos para procurar terapia e me permiti conhecer essa abordagem de tratamento. Ao longo das sessões, eu pude me conhecer melhor, ouvir meus próprios pensamentos e refletir com orientação. Ter ajuda para conseguir enxergar caminhos que vão nos fazer bem é o que faz da terapia um autocuidado indispensável para mim”, reflete a advogada.

“Investir em autocuidado é como recarregar as baterias do seu corpo e mente. Quando não damos atenção às nossas próprias necessidades, podemos nos sentir sobrecarregados, ansiosos e estressados. Quando você faz o que gosta, terá mais disposição emocional, menos estresse e mais sensação de equilíbrio”, explica Karolayne.

DE OLHO NOS MITOS

Se você ainda pensa no autocuidado como egoísmo, ou sinônimo apenas de estética, lazer ou algo reservado a pessoas com dinheiro, está na hora de mudar o olhar. “Na prática clínica, reforçamos que autocuidado é uma necessidade básica de saúde, envolve escolhas diárias e pode ser adaptado à realidade de cada pessoa”, reforça a psicóloga.

Outro mito comum é associar o descanso, seja físico ou mental, à culpa e à improdutividade. “É importante ressignificar o autocuidado como um investimento, não como um desperdício de tempo. Cuidar da saúde mental melhora o desempenho, a qualidade das relações e a capacidade de lidar com responsabilidades. Trabalhar essas crenças, muitas vezes com apoio psicológico, é essencial para reduzir a culpa e fortalecer uma relação mais saudável com você mesmo”, finaliza Karolayne.

Informação: Cores Comunicação 

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