A Semana Pedagógica do SENAI-MA 2026 discutiu os impactos das mudanças tecnológicas na formação técnica
SÃO LUÍS – Inteligência artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), big data, computação em nuvem, sistemas cibernéticos, robótica avançada, manufatura aditiva e realidades virtual (RV) e aumentada (RA) são algumas das tecnologias que integradas tornam os processos industriais inteligentes e autônomos. As atualizações constantes das tecnologias transformam a maneira como se ensina e se aprende, contribuindo para a formação de um profissional mais completo e preparado para o mercado de trabalho atual.
Tecnologia e inovação pedagógica foram o foco central da Jornada Pedagógica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Maranhão (SENAI-MA) 2026, realizada na semana passada. O corpo docente da instituição participou de palestras que reforçaram a importância do alinhamento do ensino com a Indústria 4.0, orientando os educadores sobre novas ferramentas tecnológicas e a melhor forma de utilizá-las na educação profissional.
O SENAI-MA já possui um sistema completo e integrado de tecnologias educacionais que tornam o ensino cada vez mais inovador, com ferramentas que facilitam processos internos e externos, como o assistente virtual de metodologia, que utiliza IA como apoio docente na elaboração de planos de ensino; simuladores industriais e educacionais, que possibilitam o desenvolvimento de competências em ambientes virtuais; e o SENAI Space, um aplicativo de realidade aumentada que proporciona uma aprendizagem interativa com objetos de diversas áreas.
O analista pedagogo da Coordenadoria de Educação Profissional e Tecnológica do SENAI-MA, Franklin Costa, reforça que a instituição utiliza continuamente tecnologias educacionais inovadoras com o objetivo de preparar o aluno para as transformações tecnológicas e para a Indústria 4.0, ou seja, o uso integrado dessas tecnologias.
Emanoel Ferreira, instrutor do SENAI Monte Castelo, acrescentou que o corpo docente, como formador de opinião, precisa compreender que a tecnologia já faz parte do processo educacional. “A Indústria 4.0 exige profissionais cada vez mais adaptáveis, capazes de lidar com tecnologias avançadas, e a educação precisa acompanhar esse movimento de forma estratégica, pois é dela que partem os aprendizados”, refletiu Emanoel.
Já para Artur Cabral Marques, professor universitário especialista em tecnologia, o grande desafio da área da educação técnica e tecnológica é se adaptar rapidamente para preparar os profissionais que irão chegar a um mercado que já possui um ambiente tecnológico muito diferente daquele de alguns anos atrás e para isso já existem muitas ferramentas disponíveis.
Tecnologia como a inteligência artificial é uma das ferramentas da Indústria 4.0 utilizada no mercado para o avanço da produtividade, eficiência e competitividade das empresas. Nesse contexto, o professor precisa atuar como um curador de saberes digitais, primeiramente entendendo como essa ferramenta funciona e, em sala de aula, transmitindo aos alunos a importância de sua utilização de forma consciente.
Thiago Ferreira, professor especialista em educação profissional, afirma que o educador precisa se capacitar de forma contínua para instruir os alunos a pensarem criticamente sobre essas novas ferramentas tecnológicas. “A revolução que está acontecendo é muito boa. O perigo é não alertar os alunos sobre a forma como se utiliza a IA, por exemplo. É um risco apenas pegar as informações que ela oferece sem avaliá-las. É preciso ter consciência e utilizá-la de forma estratégica”, declara.
Já o instrutor de desenvolvimento de software do SENAI-MA, Eduardo Almeida, orienta seus alunos sobre a utilização correta da IA. Ele destaca que a tecnologia chegou para revolucionar e inovar, mas que o verdadeiro avanço não está apenas na adoção da tecnologia, e sim na forma como é incorporada a cada processo. “É preciso usá-la a seu favor. Costumo dizer para os meus alunos que o correto não é pedir para ela fazer tudo, mas mostrar uma melhor maneira de fazer e você mesmo realizar a atividade”, finalizou.
Informação: Fiema



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