Iniciativa tem patrocínio do Grupo Equatorial, promove gincanas e teatro de bonecos para conscientizar crianças e adolescentes sobre os riscos de empinar pipas próximo à rede elétrica
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| Estudantes de escolas públicas participam de programação educativa sobre a prática segura e responsável de soltar pipas |
Empinar pipas é uma tradição que atravessa gerações no Maranhão e ganha ainda mais força durante o verão. A atividade colore o céu e reúne crianças e adolescentes, mas exige cuidados para não colocar em risco os brincantes, a comunidade e o funcionamento da rede elétrica.
Para incentivar uma prática segura e responsável, o Projeto Pipas realiza, entre os dias 24 e 28 de agosto, uma programação educativa em escolas públicas de São Luís e Imperatriz. O projeto ocorre pela primeira vez no Maranhão e as ações incluem gincanas, teatro de bonecos, entrega de brindes e oficinas de confecção de pipas.
Além dos cuidados ao empinar pipas, a programação também aborda situações de segurança envolvendo energia elétrica dentro de casa. A proposta é aproximar as informações do cotidiano dos estudantes e incentivar que eles compartilhem o aprendizado com familiares, amigos e suas comunidades.
A iniciativa tem o patrocínio do Grupo Equatorial e é realizada pelo Instituto Cultural Amazônia do Amanhã (ICAA), por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura - Semear, do Governo do Estado do Pará. O projeto utiliza atividades lúdicas e interativas para orientar crianças e jovens sobre os riscos de brincar próximo a postes, cabos e equipamentos elétricos.
Mais de mil ocorrências foram registradas no Maranhão no primeiro semestre de 2026
Estudantes de escolas públicas participam de programação educativa sobre a prática segura e responsável de soltar pipas
A realização do projeto ocorre em um cenário de alerta para os impactos provocados por pipas no sistema elétrico maranhense. De acordo com levantamento realizado pela Equatorial Maranhão, apenas no primeiro semestre de 2026, foram registradas 1.135 ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica no estado.
Segundo a Distribuidora, esse tipo de ocorrência pode provocar interrupções no fornecimento de energia, afetando residências, comércios e até serviços essenciais, como hospitais e escolas. Além dos prejuízos ao fornecimento, uma pipa presa na fiação representa risco de acidentes. A orientação é nunca tentar recuperar o objeto por conta própria, seja com o uso de varas, barras metálicas ou outros materiais que possam se aproximar ou entrar em contato com os cabos elétricos.
"Ao tocar na rede elétrica, a linha ou a pipa podem provocar curtos-circuitos e desligamentos que afetam milhares de pessoas. Além disso, tentar retirar uma pipa presa na fiação é extremamente perigoso, e pode causas acidentes graves ou fatais. A orientação é que a brincadeira ocorra apenas em locais abertos e afastados da rede elétrica, como praias e parques, e se houver um acidente em que a linha ou pipa enrosque na fiação, a atitude adequada é não tentar remover”, alerta Gabriel Vieira, Executivo de Segurança do Trabalho da Equatorial da Maranhão.
Projeto Pipas no Maranhão
Durante as atividades, os estudantes aprendem que as pipas devem ser empinadas em espaços abertos, como campos e áreas afastadas da rede elétrica. O projeto também alerta para a proibição e os perigos do uso de cerol e da “linha chilena”, materiais que podem causar acidentes graves com pedestres, ciclistas e motociclistas, além de aumentar o risco de acidente elétrico, caso haja o contato acidental com a rede elétrica.
| Estudantes de escolas públicas participam de programação educativa sobre a prática segura e responsável de soltar pipas |
Outro cuidado é não empinar pipas durante chuvas, tempestades ou em locais próximos a postes, subestações e cabos elétricos. Caso a pipa fique presa na rede, a recomendação é abandoná-la e nunca tentar retirá-la. Para a presidente do Instituto Cultural Amazônia do Amanhã, Liane Gaby, a proposta é transformar uma brincadeira tradicional em uma oportunidade de aprendizado e prevenção.
“Empinar pipas faz parte da infância de muitas crianças, mas a diversão precisa acontecer com responsabilidade. Por meio das oficinas, gincanas e apresentações, conseguimos transmitir informações importantes de maneira leve e participativa. Nosso objetivo é fazer com que os estudantes compreendam os riscos, adotem comportamentos seguros e se tornem multiplicadores desse conhecimento em suas famílias e comunidades”, destaca Liane Gaby.
Aprendizado por meio da diversão
A programação do Projeto Pipas foi desenvolvida para estimular a participação dos estudantes. Nas oficinas, as crianças aprenderão sobre os materiais adequados para a confecção das pipas e os locais indicados para realizar a brincadeira.
As gincanas e o teatro de bonecos também apresentarão situações relacionadas ao cotidiano, reforçando os riscos do contato com a rede elétrica e as principais medidas de prevenção.
Com as ações, o projeto busca contribuir para a redução de acidentes e de interrupções no fornecimento de energia, promovendo uma cultura de segurança entre crianças, adolescentes, famílias e comunidades escolares.
Projeto terá expansão inédita em 2026
Após conscientizar milhares de estudantes no Pará, o Projeto Pipas amplia sua atuação em 2026. Pela primeira vez, a iniciativa também será realizada em escolas públicas e privadas do Maranhão, Piauí e Goiás. A expansão busca levar informações sobre segurança elétrica a um número ainda maior de crianças e jovens, especialmente em regiões com registros recorrentes de acidentes e interrupções provocadas por pipas na rede elétrica.
Movimento VC+ Seguro
As orientações fazem parte do Movimento VC+ Seguro, campanha permanente da Equatorial Maranhão que promove ações educativas em todo o estado para conscientizar a população sobre o uso seguro da energia elétrica e prevenir acidentes. A iniciativa reforça o compromisso da Distribuidora com a preservação da vida, levando informação e orientações para escolas, comunidades, instituições, imprensa, redes sociais e demais públicos ao longo de todo o ano.
SERVIÇO:
Projeto Pipas em Escolas de São Luís e Imperatriz
Imperatriz
Dia 24/08 – Escola Municipal Frei Tadeu (Parque Alvorada)
Horário: 9 às 11h
Dia 25/08 – Escola Municipal Pedro Abreu (Vila Fiquene)
Horário: 9 às 11h
Dia 25/08 – Escola Municipal Madalena de Canossa (Parque Santa Lúcia)
Horário: 14 às 16h
São Luís
Dia 27/08 - UEB Prof. Sá Valle - Rua da Companhia, nº 100, Anil
Horário: 9 às 11h
Dia 27/08 - UEB Tancredo Neves - Avenida Este Duzentos e Três, nº 500, Cidade Operária
Horário: 14 às 16h
Dia 28/08 - Centro de Ensino Barbosa de Godois – Avenida Newton Bello, s/n, Monte Castelo
Horário: 14 às 16h
Informação: WComunicação - Assessoria e Consultoria

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