Quadro pode surgir a partir de diferentes tipos de infecção e exige cuidado
São Luís (MA) - Uma infecção comum pode se tornar grave quando o organismo reage de forma desregulada, afetando órgãos e colocando a vida em risco. Esse quadro é conhecido como sepse, um problema mundial de saúde que exige diagnóstico e tratamento rápidos. Nos hospitais da HU Brasil, ao longo do mês de setembro estão sendo realizadas ações de educação em saúde e algumas dessas informações são compartilhadas nesta reportagem.
Cerca de 400 mil adultos e 42 mil crianças desenvolvem sepse por ano no Brasil, segundo estimativas divulgadas pelo Ministério da Saúde. Essa condição pode surgir a partir de diferentes tipos de infecção. A sepse, no entanto, não deve ser confundida com a simples presença de uma infecção. Na maioria dos casos, a infecção permanece localizada e pode ser tratada normalmente, já a sepse é configurada quando a resposta do organismo à infecção começa a causar alterações no funcionamento dos órgãos. É nesse momento que a situação se torna mais grave.
A expressão “infecção generalizada” também é frequentemente utilizada para explicar a sepse, mas o termo não descreve corretamente o quadro, haja vista que a sepse não significa necessariamente que a infecção se espalhou pelo corpo.
Praticamente qualquer infecção pode evoluir para sepse. Entre as origens mais comuns estão pneumonia, infecção urinária, infecções do abdome, da pele e meningite.
O quadro também pode começar fora do ambiente hospitalar. A pessoa pode estar em casa com uma pneumonia, uma infecção urinária ou outra infecção e começar a apresentar sinais de gravidade.
Sinais que merecem atenção
A família deve ficar atenta a alterações como febre persistente ou que retorna depois de um período de melhora, calafrios, piora do estado geral ou prostração, confusão, sonolência, falta de ar, aumento da frequência respiratória ou cardíaca, queda da pressão arterial, redução do volume de urina e alterações na coloração da pele. A febre, isoladamente, não é suficiente para indicar sepse.
A ausência de febre também não deve ser interpretada como sinal de que não existe risco. Pessoas imunossuprimidas e idosos podem não apresentar febre diante de um processo infeccioso devido a alterações na resposta do sistema imunológico. Dessa forma, os demais sinais e sintomas também devem ser considerados diante da suspeita de sepse.
Prevenção começa antes da sepse
De acordo com Carolina Cipriano Monteiro, infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA), prevenir e tratar doenças pulmonares, cardiovasculares, renais, hepáticas e o diabetes mellitus é muito importante para evitar infecções graves. “Além disso, vacinação em dia, bons hábitos de higiene e atividade física regular também são essenciais”, defende.
A vacinação é forte aliada na prevenção de doenças virais e bacterianas graves e óbitos causados por estas doenças. “Vale ressaltar que as vacinas são importantes em todas as faixas etárias, e não apenas na infância”, enfatiza Carolina.
Medidas simples de higiene também ajudam a reduzir a circulação de microrganismos. As mãos, por exemplo, podem atuar como veículo de transmissão de infecções. Por isso, a orientação é higienizá-las, principalmente antes de manipular alimentos e antes das refeições. Em caso de ferimentos, a recomendação é higienizar o local com água e sabão e evitar a aplicação de substâncias abrasivas ou contaminadas sobre a ferida.
Durante a internação ou atendimento, profissionais, pacientes e acompanhantes têm papel fundamental na prevenção de infecções. A higienização das mãos é considerada a mais importante medida de controle das infecções. “As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos em serviços de saúde, sendo o veículo mais comum de transmissão indireta entre pacientes. A higienização é capaz de quebrar esse elo de transmissão”, aponta.
Pacientes e acompanhantes também podem contribuir. Entre as medidas estão a higienização das mãos e o cuidado para não manipular cateteres, sondas ou outros dispositivos utilizados pelo paciente. Pessoas com sintomas de infecção respiratória também devem evitar visitas, conforme as orientações de cada serviço
Informação: Gerência Executiva de Comunicação Social da HU Brasil

0 comentários:
Postar um comentário