sexta-feira, 6 de maio de 2016
O turismo é resultante do deslocamento de pessoas para lugares diferentes do seu entorno habitual, exercendo, a partir do seu desenvolvimento no local, influências no surgimento de benefícios para o destino que recebe.
Notadamente a atividade do turismo ao longo da história tem se caracterizado por dar oportunidades e pela dinamicidade como se desenvolve se bem planejada, proporciona o crescimento e desenvolvimento local sem grandes investimentos. Não é à toa que muitos a consideram uma indústria sem chaminé.
Nesse sentido, o planejamento turístico torna-se indispensável para minimizar os impactos negativos e potencializar os positivos decorrentes da atividade. Mas, o mais importante, planejado e feito por pessoas capacitadas de boa vontade, que vá muito mais além que um discurso. Não tem como acreditar no turismo como capilarizador de oportunidades, sem que o mesmo faça parte de uma agenda constante de gestores e governantes.
No atual momento de crise em que o país vive a atividade de turismo pode e deve ser agente de mudança econômica e social, gerando oportunidades de forma mais acentuada nas cidades maranhenses, especialmente nas cidades vocacionadas como o caso de São Luís, Alcântara e outras que tem sítio histórico e um viés de sol e praia.
As demais cidades do Estado tem um apelo natural, destacando a influência sertaneja, baixadeira, chapadeira e litorânea, que sem sombras de dúvidas já é um chamariz no desenvolvimento local. Só não percebe isso pessoas neófitas, que são alçados a cargo de gestores e acham que turismo é somente e não mais que viajar.
Esquece ou nunca souberam que o turismo, como qualquer outra atividade econômica para ser sustentável precisa ser alimentado todos os dias. E como se dá essa alimentação? Simples! Com diálogo com quem produz e faz acontecer, planejamento e promoção. Não é muito em si considerando o retorno imediato, uma vez que o turismo é uma atividade transversal e que desenvolve outras tantas, mas que é totalmente dependente de boa fé dos seus atores.
Não se admite achar que o turista só é importante nas localidades em épocas festivas e mesmo assim, notadamente esses turistas em épocas como o carnaval e São João tem decrescido nos últimos anos na capital maranhense, por falta do tripé acima mencionado.
Portanto, recomenda-se a avaliação do “novo” modelo turístico do Maranhão, que se reveja o grau de desenvolvimento ou estagnação nos últimos cinco anos e, além de estudos evitando assim, os impactos negativos e o declínio do turismo no local. Este planejamento de desenvolvimento deve ser feito por técnicos da capacidade comprovada e não por terceiros e aventureiros vindos para o Maranhão com o “selo” de capacidade ou “indicado”, mas que na verdade não foram capazes de muita coisa, a não ser levar os poucos recursos do Estado sem deixar quase nada para o turismo.
Diante desse contexto, o elemento promoção é um fator primordial nessa tríade -diálogo, planejamento e promoção -, é uma ferramenta para a manutenção da atividade aqui e em qualquer lugar que tem o turismo como prioridade de governo, uma atividade necessária a manutenção a longo prazo, de ocupação e renda e que proporcione benefícios que contemplem toda a sociedade. Então, pra que querer inventar a roda???
Assinar:
Postar comentários
(Atom)

0 comentários:
Postar um comentário