sexta-feira, 6 de maio de 2016
Na terminologia ambiental, existem várias designações para identificar locais reservados à preservação da natureza. Uma delas é conhecida como Área de Proteção Ambiental - APA, e algumas se encontram situadas em território maranhense, como é o caso da APA das Reentrâncias Maranhenses. Sob a gestão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais, ela foi criada pelo decreto 11.901, de 11 de junho de 1991, possui área total de 2.680.910 hectares, e sua extensão compreende 254 quilômetros.
Geograficamente, engloba uma costa baixa, ao longo do litoral ocidental norte do Maranhão, e apresenta grande quantidade de ilhas, enseadas, baías, um rico e complexo sistema estuarino, que se comunica através de canais chamados de “furos”, que integram uma infinidade de igarapés adornados por imensos manguezais. Esses locais são verdadeiros berçários de espécies aquáticas, dentre as quais peixes, moluscos, crustáceos e mariscos, que garantem a sobrevivência dezenas de milhares de pescadores e suas respectivas famílias.
Além disso, o local abriga inúmeras aves migratórias, dentre as quais garças, maçaricos, talha-mares, gaivotas, alciões, e o famoso guará (Eudocimus ruber), ave belíssima, de coloração avermelhada, e que ainda se encontra ameaçada de extinção. Essa imponente área de proteção se estende desde a embocadura da baía de São Marcos até a foz do rio Gurupi, que separa o Maranhão do estado vizinho do Pará.
A APA das Reentrâncias Maranhenses é um dos lugares mais atrativos que o Maranhão oferece. Lugares como a praia de Outeiro, em Cedral, a praia de Aruoca, em Guimarães, Guajerutiua, Peru e São Lucas, além de Lençóis, em Cururupu, povoado de Remanso e praias paradisíacas em Porto Rico d Maranhão, além de lugares belíssimos em Turiaçu, Gurupi, dentre outros municípios. Vale a pena conhecer in loco esse verdadeiro paraíso ecológico do Maranhão.
É com a preservação desse ambiente que o Deputado Estadual Junior Verde vem demonstrado preocupação e, principalmente, com a pesca predatória. O parlamentar visitou, recentemente, a Ilha de Guajarutiua, na reserva de Cururupu, localidade que faz parte das reentrâncias, acompanhando as atividades do projeto de preservação da pescada amarela, uma iniciativa do Instituto Chico Mendes (ICMBio). Ao mesmo tempo em que busca a proteção da fauna marinha, não deixa de lado a preocupação com os pescadores, que enfrentam dificuldades com a escassez dessa espécie.
“Durante a estadia na região, pude dialogar com os pescadores e moradores desta Ilha e percebemos a dimensão que é a escassez da nossa tão apreciada pescada amarela. Inclusive, o ICMBIO desenvolveu na região das reentrâncias maranhenses uma campanha, intitulada ‘pescando sustentabilidade, respeitar, conservar, monitorar, hoje, para garantir a pescada amarela de amanhã’, que nos leva a refletir sobre esse importante alimento, que é um alimento regional, inclusive que se dá realmente no Litoral maranhense e paraense e está ameaçada de extinção”, comentou o deputado.
A campanha é uma forma de conscientizar os pescadores sobre a pesca predatória. “Aqueles que pescam de forma sustentável acabam pagando o preço por causa daqueles que pescam de forma irracional, intentando contra o meio ambiente, contra as espécies naturais deste Estado”, destacou o deputado.
Ele, ainda continuou: “Usar sempre nossos recursos naturais de forma sustentável. Esse é um recurso inesgotável e estarei também nessa luta, em defesa do meio ambiente”.
Para o deputado essa é uma oportunidade de se pensar no período de defeso da pescada amarela. “A pescada está ameaçada de extinção, despertando para a consciência ambiental. É preciso unir forças para poder pensar no nosso litoral maranhense, na preservação das nossas espécies”, realçou.
O Deputado pretende solicitar junto às instituições de ensino um estudo como forma de se obter uma análise do período de desova da pescada amarela para, então, seguir adiante com o projeto de concessão de período de defeso da pescada amarela.
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