Assembleia Legislativa do Maranhão

quinta-feira, 22 de setembro de 2016
As cortinas ficaram abertas para a XI Semana do Teatro no Maranhão, a ser realizada de 26 de setembro a 2 de outubro, com vasta programação incluindo dez espetáculos, 7 performances e intervenções, 8 oficinas e uma demonstração técnica. O evento, que abre na segunda-feira (26), é promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Turismo, do Teatro Arthur Azevedo e da Lei de Incentivo à Cultura.

Nesta edição, o homenageado oficial será Luiz Pazzine, professor, ator e diretor paulista, radicado no Maranhão há mais de 20 anos. Em sua homenagem será realizada a Mostra Luiz Pazzine que englobará quatro espetáculos: “Negro Cosme”, “Cofo de Estórias”, “Pigmaleaõ” e “Lulu”.

Do total de espetáculos na programação da Semana, três são de outros estados, sendo um do Ceará, um do Rio de Janeiro e outro de São Paulo. As produções selecionadas são: “A Escrita do Deus” (MA), “As Aventuras do Lobo” (MA), “Cárcere” (SP), “Minha Fulô de Mandacaru” (MA), “Muleque Fujão” (MA), “O Espetáculo não pode parar” (RJ), “Achados & Perdidos” (CE), “Sintética idêntica ao natural” (MA), “Um corpo com plumas no meio da sala” (MA) e “Velhos caem do céu como canivetes” (MA).

“Depois do sucesso da X Semana Maranhense de Dança, estamos entusiasmados também para esta décima primeira edição da Semana do Teatro. Desde que assumi a direção do Teatro Arthur Azevedo, a marca que estamos emplacando é a do empreendedorismo cultural. Todos os nossos eventos são desafiadores e ambiciosos do ponto de vista de resultado de fomento e do fazer artístico e cultural no Maranhão. Seguiremos sempre assim”, frisa Celso Brandão, diretor do Teatro Arthur Azevedo e coordenador do evento.

As apresentações de espetáculos, performances, intervenções e oficinas, além da demonstração técnica, se dividirão entre os diversos espaços: Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol), Teatro João do Vale (Praia Grande), Teatro da Cidade (Rua do Egito), Praça Nauro Machado (Praia Grande), Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande), Casa do Maranhão (Praia Grande), Guest House (Rua da Palma), Praça Deodoro e UFMA (Avenida dos Portugueses). As oficinas, especificamente, serão realizadas no Teatro Arthur Azevedo, Casa do Maranhão e UFMA.

Mais informações podem ser obtidas por meio dos contatos: (98) 32189900 e 32189901. Os ingressos poderão ser retirados na troca do kit escolar – por exemplo, uma borracha, um lápis, um caderno e uma caneta – sempre às 14h do dia de cada sessão. Não é permitida a entrada no teatro após o início dos espetáculos.

Resumo dos Espetáculos

A Escrita de Deus – MA (Direção - Urias de Oliveira)

Contato: Urias - 991868778

Tzinacan – Mago da Pirâmide de Qaholom – último sacerdote do Reino de Montezuma. Preso pelos colonizadores espanhóis, Tzinacam é torturado e lançado em cárcere profundo, onde permanece há vinte anos. Sua única companhia: um tigre na cela ao lado, que ele vislumbra nos poucos instantes de luz que lhe são concedidos a cada dia. O sacerdote dedica seu tempo na tentativa de decifrar nos desenhos da pele do tigre, o que ele julga ser a mensagem do conhecimento supremo, deixada ali para ser decifrada e divulgada por um ser iluminado. Tzinacam, de fato, decifra a “Escrita do Deus”, mas abre mão de usá-la por chegar à cruel conclusão de que o homem ainda não está preparado pra recebê-la.

As Aventuras do Lobo – MA (Direção - Necylia Maria da Silva Monteiro)

Contato: Alisson – 981288324 – 987449715

O espetáculo infantil conta a história do lobo Raul, vocalista da banda de rock florestal. Com muita fome, ele deseja comer um coelho, mas não qualquer coelho, ele quer um coelho da cidade. Porém, para levar seu plano em frente, ele terá que sair da floresta e também escapar dos gentis moradores do condomínio.

Cárcere – SP (Direção - Vinícius Piedade)

Contato: Vinicius Piedade – (031) 11 - 981177861

A peça é uma reflexão sobre a liberdade através dos olhos de um pianista privado da sua liberdade e de seu piano. Depois de tempos tentando viver de sua arte e encontrando imensas dificuldades, acaba topando o convite de um “amigo” que lhe oferece um “bico” de venda de drogas, aproveitando o fato de ele ter contato com tanta gente nos tantos bares onde toca piano.

Minha Fulô de Mandacaru – MA (Direção: André Ribeiro)

Contato: André Ribeiro – (031) 99 - 99845988

Do Grupo Fama, para "Minha Fulô de Mandacaru", um enredo de grupo mambembe que viaja os vilarejos, vilas e cidades, apresentando seus dramas e comédias. Na trama, um drama em tragédia contida na tragédia romântica de morte do mocinho e seguir caminho da mocinha, enredada na perda do amado.

Moleque Fujão (MA) (Direção: Tácito Borralho)

Contato: Abel - 988253616

Moleque Fujão narra a saga de Diquinho, um garoto habitante da Pré-Hiléia amazônica que num arroubo de ceder à fantasias infantis, decide deixar a segurança do lar em busca de aventuras, queixando-se da obrigação de realizar os afazeres domésticos. Afirma ele que as tarefas diárias não lhe deixam tempo de brincar. Que enquanto seu pai está no garimpo, sobra pra ele tudo que a mãe manda fazer. E reclamando, fazendo-se de vítima ele pensa: ''quero ver o que ela vai mandar agora que eu vou-me embora!" Diquinho foge de casa e mergulha na escuridão da noite e vai se deparando com seres mitológicos que o amedrontam e também lhe ajudam num amanhecer mágico, vê-se de volta aos arredores de sua casa e é resgatado de uma Touceira de Tucum sua madrinha que lhe puxa do olho do Tucunzeiro e o leva para casa onde sua mãe o recebe e faz com que ele retorne as tarefas domésticas.

Texto e direção: Tácito Borralho Operador de som: João Marcelo

Elenco: Abel Lopes, Bruno Oliveira, Cristian Ericeira, Fernanda Guimarães, Raimundo Reis, Rogério Vaz, Vanessa Bastos

O espetáculo não pode parar – RJ (Direção: Luciano Araújo)

Contato: Marcia Small- Contato: (031) 24 - 999684938

O sonho, a magia e o encanto do circo movem a vida de um palhaço. Com seu humilde picadeiro, guardando dentro do seu triciclo personalizado, percorre ruas, praças e calçadas em busca de sua platéia.

Achados & Perdidos – CE (Direção: Andrei Bessa)

Contato: Andrei Bessa (031) 85 - 999183535

Quatro artistas se encontram para desnudarem-se em nome de uma obra cênica, instalações e atos performativos. Quem e o quê os construíram? O que os atordoa? Como a intimidade de cada um reverbera no outro? O projeto Achados & Perdidos é baseado em fatos reais. Uma obra aberta, com dramaturgia processual, que dialoga com obras audiovisuais, performances e instalações emaranhadas entre memórias que vão e vem. O espetáculo se fortalece em uma dramaturgia não escrita, nem textualmente e nem cenicamente. Alia um roteiro de ações, imagens e texturas sensíveis a serem vivenciadas e partilhadas com os espectadores.

Sintética idêntica ao natural – MA (Direção: Ricardo Marinelli)

Contato: Erivelton Viana – 981284850

Cintia Sapequara é uma mulher sintética e idêntica ao natural que se tornou figura celebre e ilustre em São Luís do Maranhão, depois de interpretar a vilã da peça “Uma linda quase mulher”. Com mais de 15 anos de sucesso nos palcos, nas ruas e nos principais meios de comunicação de sua cidade, a diva maranhense agora mostra outras faces da sua moeda em um espetáculo-situação que borra as fronteiras entre natural a artificial, real e virtual, orgânico e inorgânico, sujeito e objeto, carne e espuma.

Um corpo com plumas no meio da sala – MA (Direção: Layo)

Contato: Layo - 987480401

 É um trabalho que acontece no escuro, onde a percepção não é restrita ao visual e onde as relações com o outro são estreitas ao contato. É um estudo antropológico sobre a intimidade e sobre as relações de anonimato que são estabelecidas durante as três horas de acontecimento.

Velhos caem do céu como canivetes – MA (Direção: Marcelo Flecha) Contato: Katia Lopes – 987717085

Um ser alado cai no quintal de um ser humano. É a partir dessa premissa que a narrativa se desenvolve. O ser humano, um catador de lixo que tenta sobreviver à miséria que assola sua família, vê sua rotina mudar com a queda de um ser alado em seu quintal. O espetáculo é livremente inspirado no conto “Um señor muy viejo com unas alas enormes”, de Gabriel García Márquez. Com dramaturgia e encenação de Marcelo Flecha, a narrativa apresenta duas personagens em permanente exercício dialético: um Ser Humano, representado pelo ator Cláudio Marconcine, e um Ser Alado, representado pelo ator Jorge Choairy.

Homenageado Oficial da XI Semana do Teatro no Maranhão

Luiz Roberto de Souza, nome artístico Luiz Pazzini. Nascido aos 6 de outubro de 1953, em Severínia – SP. Avós paternos escravos negros-retirantes da Bahia e por parte materna imigrantes italianos, ambos foram para SP.

No primário sempre era escolhido para declamar poesias, principalmente a Canção do Exílio do poeta Gonçalves Dias. Formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo, com quatro montagens nos finais de cada ano, sendo três com cortes textuais e “censura vigiada” da Ditadura Militar. O último espetáculo da EAD, com “Tudo em Tudo”, do psiquiatra R. D. Laing, permaneceu em cartaz durante cinco meses e com apresentação no Festival de São José do Rio Preto, primeira peça de teatro filmada a cores pelo extinto prédio TV Cultura, e devido ao incêndio em suas instalações, esta documentação foi perdida.

Cursou a Escola de Bailados do Município de São Paulo (clássico), jazz, dança educativa moderna, capoeira e trapézio. Participou de espetáculos de final de ano de escolas de dança. Participou de espetáculos em sessões “malditas” (meia-noite) em boates e teatros. Cursou a Universidade São Judas Tadeu, como bolsista integral, na Habilitação em Artes Cênicas, montando espetáculos e performances durante as disciplinas, incluindo espetáculos que circularam pelos teatros e escolas particulares e públicas. Foi integrante do grupo Boca de Cena, com a montagem “O Encoberto” (D. Sebastião), da dramaturga portuguesa Natalia Correa, em diversos Seminários nacionais e internacionais das universidades públicas e privadas de SP. Foi professor do Externato Elvira Brandão, realizando com as turmas experimentos interdisciplinares com professoras de Música e Artes Plásticas.

Montou o espetáculo “Ecos de Vida” com todos os discentes do primário (manhã e tarde), mais ou menos 500, sendo convidado para uma apresentação na ECO-RIO/1992, sendo impossível o translado de tantos discentes. Participou como diretor em Festival das Escolas do Grupo e premiações no 1º Festival de Teatro de Guarulhos, das escolas públicas como diretor, melhor ator e iluminação.

Professor da Universidade Federal do Maranhão, Departamento de Artes, a partir de 1992, Curso de Licenciatura em Educação Artística – Habilitação em Artes Cênicas e Licenciatura em Teatro, a partir de 2005, com aposentadoria em 2015. Defendeu no Curso de Especialização do Ensino Superior – CEMES – Depto. de Educação I, com foco nas Peças Didáticas brechtianas e no Teatro do Oprimido de Augusto Boal. Defendeu sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Teatro, da Escola de Comunicações e Artes - USP, como Mestre em Artes, com o título “Heiner Müller no Brasil: A Recepção de A Missão (1989 a 1998)”, fruto da montagem da obra mülleriana que aponta o Terceiro Mundo como “tumores benignos”, centrando sua temática na primeira revolta negra – do Haiti. A partir de sua dissertação sua pesquisa sobre a memória continua com os discentes do Curso de Teatro, com intertextos que fazem parte da obra de Müller, como Danton, o processo da revolução, Woyzeck, de Georg Büchner, Fragmento Fatzer de Bertolt Brecht. Montou o espetáculo “Victor e os Anjos”, roteiro de Pazzini, em que inclui na sua pesquisa um fragmento da Balaiada - “O Julgamento de Negro Cosme”, que dará início às atividades sobre a pesquisa da memória afrodescendente maranhense, a partir de 2001, com a greve de ocupação nacional dos professores das federais, em que dará o nascimento do Grupo Cena Aberta.

Contemplado com prêmios federais que oportunizaram a continuidade da pesquisa, resultando no espetáculo “Diálogos das Memórias: Imperador Jones”, com apresentações de performances, fragmentos e espetáculo completo, em diferentes espaços do Patrimônio Histórico e Artístico do Maranhão.  A partir de 2010, a pesquisa sobre a memória da Balaiada toma seu rumo definitivo, com “Negro Cosme em Movimento”, em que participa de eventos da UFMA, e realiza apresentações nas cidades-estações da revolta (Nina Rodrigues, Caxias e Itapecuru-Mirim), e passa a ofertar oficinas de inclusão dos oficineiros com os atuadores do Cena Aberta. O texto é do dramaturgo maranhense Igor Nascimento, intitulado “Caras Pretas”. Na esteira da pesquisa sobre a memória maranhense montou o “ABC in Processo”, de Aldo Leite, contemplado pelo Prêmio de Teatro Myriam Muniz. Outros textos foram montados pelo grupo, que está “debutando” neste ano, seus quinze anos. 

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