Assembleia Legislativa do Maranhão

terça-feira, 17 de outubro de 2017
Ao longo dos últimos 13 aos tenho acompanhado e até contribuído para melhorar a relação entre empresas e comunidades em todo o Brasil, e em alguns países da América Latina, sempre com foco na promoção do Desenvolvimento Local. Certamente um desafio de vida e um legado tanto para mim, como para os profissionais que dentro das empresas a cada dia encaram a árdua tarefa de fortalecer o entendimento entre acionistas e líderes locais.

Aqueles profissionais que tomam para si a difícil tarefa de equacionar metas de curto prazo e desenvolvimento de longo prazo, avanços econômicos e preservação ambiental, individualidade e coletividade. A novidade neste processo fica por conta da mudança que as novas tecnologias têm gerado na balança de poder entre comunidades e empresas.

Se há algum tempo líderes comunitários dependiam de órgãos legais que por vezes teriam um processo burocrático e longo para realizar processos de cobrança e busca por melhorias ou de grandes veículos de comunicação para dar voz às suas angústias, hoje em dia qualquer pessoa em qualquer comunidade poderá, caso tente falar com a empresa e não seja atendido, ou sinta que não tenha a sua demanda solucionada, fazer um post nas mais diversas redes e ver seu questionamento correndo para além da comunidade, a cidade, o estado, o país e até o mundo.

E mais, a pessoa pode até não ter outros colegas que apoiem a sua iniciativa na comunidade, mas certamente, terá alguém que em qualquer lugar do mundo apoia a sua iniciativa e ponto de vista.

Neste sentido o próprio conceito de comunidade do entorno tem mudado. Se antes, era aquele conjunto de bairros, ou mesmo todo um município em regiões próximas às fábricas. Hoje comunidade é qualquer um que se sinta pertencente a rede de relações da empresa, que tenha interesse em suas atividades, que passe, ainda que durante um breve deslocamento, próximo a empresa. Ou veja a empresa passar, ainda que também em um breve deslocamento, com caminhões e afins, próximos a regiões do seu interesse.

Além disso, o próprio conceito de licenças legais sofre uma mudança. Se antes o que importava eram as licenças prévias, de instalação e operação, todas concedidas pelo poder público, hoje a licença social para operar, aquela expressa pelo aceite e apoio da comunidade a atuação da empresa também é fundamental. E embora não esteja escrita em nenhum papel, se torna fundamental.

Por outro lado, as empresas que são mais antenadas e atuantes, têm cada vez mais, aproveitado as novas tecnologias para estreitar seu contato e diálogo com todas e quaisquer pessoas interessadas em suas atuações. São canais de telefonia direta, grupos de Whatsapp, grupos no Facebook, eventos interativos, políticas de portas abertas, visitas às unidades, convites a parentes e familiares em datas comemorativas, participação em fóruns locais e até mesmo liderança e constituição de fóruns de diálogos.

Até os presidentes de empresas, antes figuras que transmitiam uma mensagem de que serem pessoas um tanto quanto inatingíveis, têm estado cada vez mais próximos, participantes e acessíveis pelas redes sociais. Ou seja, para empresas e comunidades que estão sabendo aproveitar as novas tecnologias, estas têm sido um ponto de alavanca importante para as relações e o progresso das comunidades, mas principalmente para as empresas que podem reduzir a distância com seus públicos de interesse e reforçar assim a transparência priorizando estratégias de negócios que só obterão resultado se forem realizadas com o aval e em parceria com as comunidades locais.

Por Liliane Rocha

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