Assembleia Legislativa do Maranhão

sexta-feira, 24 de novembro de 2017
Aparentemente inofensivo, o glitter tende a ser nocivo apenas para nós – levante a mão quem nunca continuou o encontrando no próprio corpo dias depois de ter participado de um bloco de Carnaval. Mas o impacto ambiental que ele pode causar tem chamado a atenção de cientistas de todo o mundo, que pedem que o material seja proibido.

Na maioria das vezes feito de folhas de alumínio e plástico polietileno tereftalato, também conhecido como plástico PET, o glitter é um microplástico de um a cinco milímetros de comprimento resultante da quebra de plásticos maiores.

E é exatamente devido à sua pequena dimensão que ele se torna tão atraente como alimento para diversos animais – e uma vez capturado, um animal que ingeriu microplásticos pode ser vendido para consumo. Um estudo liderado por Richard Thompson, pesquisador da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, aponta que plástico foi encontrado em um terço dos peixes para consumo no Reino Unido.

Além de encontrado nos alimentos que consumimos, os microplásticos também estão na água que bebemos. Um estudo recente da Orb Media mostrou que eles estão presentes na água potável de todo o mundo – de 159 amostras coletadas, 83% continham fibras microscópicas de plástico, segundo levantamento da Orb Media.

Na cidade de São Paulo, nove de cada 10 garrafas de 500 ml de água de torneira continham microplásticos, segundo análise da Universidade de Minnesota para a Folha de S. Paulo.

O jornal explica ainda que, apesar do consumo de água de torneira não ser comum entre brasileiros – o que potencialmente evitaria este consumo –, ela ainda é usada para cozinhar. Ou seja, estamos ingerindo microplásticos de uma forma ou de outra.

O glitter, no entanto, tende a ser negligenciado em relação a outros microplásticos nocivos ao meio ambiente. Alguns que já foram até mesmo banidos de diversos países.

“Acredito que glitter deveria ser banido por se tratar de microplástico”, disse a Dra. Trisia Farrelly, antropóloga ambiental da Universidade Massey, na Nova Zelândia, ao The Independent.

Farelly investiga como plásticos PET podem liberar químicos prejudiciais a hormônios no corpo de animais e seres humanos. Inclusive, esses componentes químicos já foram relacionados a uma série de cânceres e doenças neurológicas. No entanto, ainda não se sabe ao certo quais danos eles podem causar aos animais e aos seres humanos.

E não é só no glitter de festa e maquiagem que mora o problema: ele também pode ser produzido para ser adicionado a cosméticos e produtos de saúde. O glitter presente em cosméticos, especialmente os que precisam de enxague, também podem chegar ao meio ambiente através do sistema de esgoto. Estações de tratamento de água nem sempre são capazes de filtrar partículas tão pequenas.

Em São Paulo, apenas duas das 28 estações de tratamento de água da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) possuem membranas de nanofiltração capazes de reter os microplásticos, segundo informações da Folha.

Algumas empresas, como a Lush, já substituem o glitter em seus produtos por alternativas sintéticas e biodegradáveis. A Dra. Sue Kinsey, da Marine Conservation Society, explica que essa é uma ação positiva de uma companhia que “claramente entende a ameaça”, além de mostrar aos consumidores que é possível fazer escolhas corretas quando fazem compras. Farelly, no entanto, não acha justo culpar o consumidor. “Produtores precisam ser responsáveis. Eles precisam usar alternativas seguras, atóxicas e duráveis”, diz.

Então, dá próxima vez que você for pular Carnaval, talvez seja melhor ficar só com o spray de espuma.


                                                                                                                          Por: Renan Lopes 

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