Assembleia Legislativa do Maranhão

terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Estudantes do colégio Santa Teresa comemoraram, durante festa de formatura do Terceirão, realizada no último sábado (8), o fechamento do Ensino Médio; agora, momento é de expectativas e saudade

A passagem da adolescência para a vida adulta pode amedrontar jovens que estão saindo do ninho, preparando-se para alçar voo. O desafio, para a família e instituições formadoras, centraliza-se cada vez mais na necessidade de formar cidadãos do futuro confiantes e visionários, prestes a ingressarem no Ensino Superior e no mercado de trabalho.

São três anos de estudo e comprometimento, dilemas e anseios que começam bem antes da realização dos vestibulares. “Fiz Enem este ano e, como foi na 3a série do Ensino Médio, a expectativa foi enorme. Tive uma responsabilidade de representar os meus pais e a mim mesma no decorrer desses anos. Então, pra mim foi bem decisivo”, comenta a Ingrid Maria Pacheco, de 18 anos, que pretende cursar Direito.

A sensação é comum entre os adolescentes, segundo a psicopedagoga Luce Malba. De acordo com a especialista, trata-se de uma etapa marcada por inúmeras mudanças e pela definição de papéis que o jovem deve cumprir na vida adulta. “É natural que o adolescente vivencie sentimentos de medo e insegurança. Cabe à família e à escola, como entidades de orientação e promoção de educação, oferecerem momentos de discussão sobre os sentimentos e os pensamentos elaborados pelo jovem”, explica a especialista.

Saudade que fica

A convivência durante o Ensino Médio com os colegas de turma pode render frutos, laços para a vida toda. A ruptura deste ciclo, no entanto, explica Luce Malba, pode desencadear situações difíceis. “Fortalecer esse momento escolar com celebrações e eventos comemorativos contribuem de forma positiva para marcar na memória os vínculos elaborados e as aprendizagens construídas”, aponta a especialista.

O rito de passagem, nessa fase, inclui, muitas vezes, colação de grau e celebrações, ecumênicas, eucarísticas, aula da saudade, assim como participou Alexandre Antônio Lima Soares, de 17 anos, um dos 68 estudantes do colégio Santa Teresa que se formaram, no último sábado (8), em celebração festiva. Ele diz haver maneiras de manter os vínculos com os colegas de escola. “A amizade, quando está no coração, nunca se rompe”, conta o jovem. “Fizemos aula da saudade, relembramos todos os momentos do ano, passamos várias fotos, e é muito gostoso, porque é uma etapa da vida concluída, e é só gratidão a todo mundo e por tudo que a gente passou”, finaliza o estudante, que pretende cursar Administração, pela tradição familiar.

A coordenadora Márcia Fernanda, que leciona há vinte anos e, há dois, coordena os alunos, acompanhou emocionada a festa de formatura dos jovens. “O adeus é sempre difícil, mesmo sabendo que o aluno irá para o mercado de trabalho, vivenciar um outro momento, gera saudade, porém com a alegria de que fizemos o nosso melhor. O colégio preparou os alunos, não somente no quesito acadêmico, mas também para a questão do ser cidadão”, afirma. 


Terminei o ensino médio. E agora?

É comum encontrar relatos de jovens que chegam ao final da 3a série do Ensino Médio e não fazem ideia de qual passo dar em seguida. Para lidar com esta questão, escolas têm dado um “empurrãozinho”, promovendo mecanismos como testes vocacionais e visitas a universidades.

“Nós trabalhamos com testes vocacionais, temos inclusive atendimento feito pelo sacerdote do colégio, além de psicóloga direcionando, na medida do possível, esse aluno, para que ele saiba lidar com os desafios, os medos e, principalmente, com as dúvidas”, pontua Márcia Fernanda. Além do apoio emocional, ela diz ser as visitas que a escola organiza às principais universidades do estado um dos fatores decisivos aos jovens na escolha da carreira.

Foi o caso de Gabriel de Sousa Arcanjo, de 18 anos, um dos 69 alunos do Santa Teresa que participaram da festa de formatura no último sábado (8). Ele fez testes vocacionais e foi orientado sobre a melhor escolha profissional, a partir do contato com várias áreas. “A escola teve um papel muito importante na minha formação, na minha preparação pro Enem, que foi a gente sempre fazendo bastantes redações, exercitando e fazendo simulados no modelo do Enem”, adiciona o estudante.

Gabriel e sua irmã, Maria Luiza de Sousa Arcanjo, de 17 anos, participaram desta jornada na mesma turma, desde o 7º ano do Ensino Fundamental. Ela, apaixonada pela área de exatas, considera a escola uma segunda casa. “É um lugar acolhedor, porque a gente não vai lá só pra estudar, vai pra aprender outras coisas”, explica a adolescente. Sobre os medos, Maria Luiza antecipa: “primeiro, entrar numa universidade. A gente não sabe o que vai encontrar lá. E depois, quando terminar, com certeza, mercado de trabalho”. Os pais do casal dizem ser gratificante formar dois filhos de uma vez, e agora os dois recém-formados preparam mente e coração para tentarem uma vaga nos cursos de Direito e Engenharia Mecânica, respectivamente.

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