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sábado, 3 de março de 2018

Paraty (RJ), uma das principais cidades coloniais brasileiras do ciclo do ouro, teve sua candidatura a Patrimônio Mundial aceita pelo Centro do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) nesta quinta-feira, 1º de março. Elaborado em parceria entre Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Ministério do Meio Ambiente, o dossiê apresenta Paraty como sítio misto, por seu excepcional valor cultural e natural. Caso seja aprovado, será o primeiro sítio misto brasileiro a ser inscrito na Lista do Patrimônio Mundial.

Os limites do sítio incluem os territórios de áreas protegidas além do centro histórico de Paraty, como o Parque Nacional da Serra da Bocaina e o Parque Estadual da Ilha Grande. Em setembro, a cidade irá receber a Missão de Avaliação de especialistas do Conselho Internacional de Monumentos e Sítos (Icomos), órgão assessor da Unesco. A expectativa é que Paraty seja reconhecida pelo Comitê do Patrimônio Mundial em 2019. 

A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, destaca o valor excepcional do sítio natural e urbano. Ela destaca que “o trabalho técnico do Iphan resgatou a importância de Paraty e suas paisagens preservadas, na relação histórica com suas rotas singulares para o mar e para a terra, onde comunidades tradicionais seguem em seu ambiente nativo. O projeto expressa uma visão conjunta das políticas de preservação do patrimônio cultural e natural do Brasil”.


Para o ministro da Cultura, Sérgio Leitão, ter o dossiê de candidatura da cidade histórica aceito pela Unesco representa grande expectativa. “Os grandes atrativos da cidade são muito conhecidos, como seu polo gastronômico, seu centro histórico belíssimo e toda sua rica vida cultural. Agora, o mundo está prestes a reconhecer a biodiversidade da região de Paraty que, junto com sua bagagem cultural, transforma a cidade em um exemplar único da harmonia entre suas paisagens naturais e bens arquitetônicos”, ressalta.

Cidade do ciclo do ouro

Um exemplo íntegro da arquitetura colonial portuguesa, Paraty é também uma paisagem espetacular com montanhas cobertas de densa floresta primitiva, em área de reserva da biosfera da Mata Atlântica, que encantou os viajantes cientistas do século XIX por sua biodiversidade. Desde a Baia da Ilha Grande, o sítio abrange 187 ilhas cobertas de vegetação primária. Abriga ainda comunidades tradicionais, como dos Quilombola, Guarani e Caiçara, que mantêm o modo de vida de seus antepassados, além de preservar a maior parte de suas relações, ritos, festivais e religiões. O relacionamento com o meio ambiente está enraizado na própria expressão das pessoas.

O reconhecimento de Paraty e da Baía da Ilha Grande, por seus valores naturais e culturais, como Patrimônio Mundial, pode representar avanços importantes para a região. Paraty deve ganhar visibilidade, como destino. Além de criar um compromisso do país perante a comunidade internacional, na proteção do sítio histórico e natural.

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