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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

“Enquanto o resto do País deprime, aqui vocês estão em movimento ascendente”, disse Luciana Adão, coordenadora de Patrocínios Culturais Incentivados da Oi Futuro, sobre o bom momento para a cultura e o turismo que o Maranhão atravessa na atual gestão estadual.

A afirmação ocorreu durante a roda de conversa “Cultura não é crise, é a saída!” do Conecta Música, um espaço de debates sobre políticas públicas de cultura e economia criativa do Festival BR 135, que acontece até 1º de dezembro em São Luís.

O secretário de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, representou o Governo do Estado no diálogo, composto também por empresariado, gestores culturais e artistas. A conversa aconteceu nesta quinta-feira (29), na Casa do Tambor de Crioula, Centro Histórico.

“Vamos viver um momento de resistência, e a cultura será um polo importante de saída a esse obscurantismo político e ideológico que nós temos em nosso País”, afirmou Márcio Jerry ao comentar a possível extinção do Ministério da Cultura pela próxima gestão federal.

Em contrapartida ao cenário nacional, o Maranhão colhe os frutos das políticas de cultura e turismo implementadas nos últimos quatro anos, a exemplo de São Luís ser a cidade mais procurada pelo turismo nacional para 2019.

Para Márcio Jerry, a cultura associada ao turismo tem ajudado a impulsionar o desenvolvimento do estado. “O Maranhão tem ativos muito fortes e tem havido investimentos do Governo nessa direção”, ressaltou.

A cultura é o futuro

“Um produto que exige a criatividade do pensamento humano, que não pode ser substituído pela máquina, esse produto de valor agregado é o produto do futuro”, afirmou Daniela Diniz, coordenadora do programa Conexão Cultura DF e subsecretária de Promoção e Difusão Cultural do Distrito Federal.

Segundo Daniela, entre 2003 a 2012, a economia criativa cresceu 8.6% ano quando todos os demais setores do mundo cresceram apenas 2.1%. Os dados são da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.

O protagonismo do setor cultural é dos países em desenvolvimento, que exportam mais cultura do que os países desenvolvidos. Um movimento crescente iniciado nos anos 90, a partir das mudanças econômicas e sociais trazidas pela era digital.

Conecta Música

“O festival nunca existiu só como um evento, a proposta da gente sempre foi reunir e conversar sobre o cenário artístico musical e tentar inserir o Maranhão no mapa cultural do Brasil”, explicou Luciana Simões, cantora e idealizadora do Festival BR 135.

Segundo Luciana, o Conecta Música existe há cinco anos dentro da programação do BR 135 como um espaço para troca de conhecimentos e fortalecimento da cadeia produtiva da música.

Também participaram da roda de conversa do Conecta Música, o superintendente da Fecomércio, Max de Medeiros, e o poeta, compositor e produtor cultural Joãozinho Ribeiro, que mediou o debate.

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