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sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Objetivo foi discutir assuntos como racismo e inclusão, que já integram a política educacional implantada na gestão do prefeito Edivaldo; evento reuniu alunos e professores do 6º ao 9º anos da U.E.B. Artur Azevedo, no bairro Pedrinhas


Com o objetivo de discutir os problemas atuais que os jovens negros enfrentam com as questões raciais e reconhecer a importância dos debates e a aprendizagem como superação, encerrou nesta sexta-feira (23), na Unidade de Educação Básica (U.E.B.) Artur Azevedo, no bairro Pedrinhas, o Chá Filosófico, atividade interdisciplinar, que começou na segunda-feira (19). Em alusão à Semana da Consciência Negra, celebrado dia 20 de novembro, o Chá Filosófico teve uma proposta metodológica de participação direta dos alunos do 6º ao 9º anos, em palestras e debates sobre questões relacionadas à temática do evento, e com participação dos professores que ajudaram a organizar e mediar a atividade.

"É fundamental a realização de atividade que reforcem o fato de que somos todos iguais e que atitudes de intolerância e preconceito devem ser repudiadas em qualquer ambiente, principalmente no escolar. E as atividades que mostrem o que significa e porque se celebra a Consciência Negra são de suma relevância nesse processo de conscientização que é estimulado pela política educacional implantada na gestão do prefeito Edivaldo", pontuou o Secretário de Educação, Moacir Feitosa.

Como parte da programação, o projeto "História e Cultura Afro-Brasileira" desenvolvido na U.E.B. Artur Azevedo, foi apresentado durante a Semana da Consciência Negra e contou com a participação de toda comunidade escolar. A intenção foi fazer trazer a família para escola para debater e refletir, também, sobre outras pautas que ganham bastante destaque na sociedade, como a questão da política, Feminicídio e a violência de modo geral.


"Esse é mais um dos projetos que nós desenvolvemos ao longo do ano, que é em homenagem a Semana da Consciência Negra, mas sabemos que essa data não deve ser comemorada só uma semana, mas todos os dias, até porque nós, maranhenses, temos origens afrodescendente. Então para todos nós é muito importante pedagogicamente criar essa interação das crianças com a nossa cultura, até porque não podemos deixar que ela seja esquecida", ressaltou a gestora geral da escola, e uma das organizadoras do projeto, Sherlene Regea Araújo Farias.

Os estudantes apresentaram e escolheram os temas dos debates, e com a ajuda dos professores, foram selecionados para a palestra um representante para cada tema. Foram eles: "O negro e a exclusão", "A vulnerabilidade do jovem negro na sociedade", "O bullyng na escola", "Empoderamento feminino", "O jovem na política", "O jovem e o trabalho". O professor estagiário de história da rede, Thomas Jefferson, apresentou o tema "Um breve histórico do negro e suas lutas".

"Um dia eu estava em casa, vendo televisão e vi algo que me revoltou, uma menina que foi proibida de falar por causa da sua cor em um programa político, e isso mexeu comigo, por isso quis falar sobre esse assunto. Eu me irritei tanto com aquilo, porque a cor negra é a minha cor, e de tantos que estão aqui. Por isso nós precisamos alertar a conscientizar a todos da importância desse assunto", destacou o estudante do 7º ano, José Guilherme dos Santos Silva, que falou sobre o tema "O jovem na política".



O estudante do 9º ano, Kauã Torres de Andrade, que ficou com o tema "Exclusão do negro", sublinhou: "Eu acho bastante revoltante, porque muitos negros são excluídos apenas pela sua cor de pele, seja em amizades, empregos e qualquer tipo de relacionamento. É importante falar disso porque as pessoas que acabam comentando essas atitudes, quando escutam como isso pode ser errado, pode acabar despertando uma mudança nelas".

DATA

O 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, é uma homenagem direta ao líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, que morreu assassinado nesse mesmo dia por tropas colôniais, em 1695, que se tornou um símbolo da resistência negra e a luta pela igualdade de direitos.

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