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sábado, 4 de maio de 2019

O município é referência quando se trata de arqueologia. Pela região existem milhares gravuras e pinturas rupestres.

A cidade surgiu devido ao piauiense Marcelino Tavares Lira, que construiu a primeira casa no lugar. Como na frente da mesma corria um riacho, ele deu o nome do local de “Brejo da Porta”. 


Após fixar-se, iniciou a exploração da lavoura, atividade que até hoje predomina no município. O povoamento foi acontecendo lentamente, já o difícil acesso, existente até hoje, impedia o movimento migratório. 

Somente na década de 40 do século passado, começou a apresentar alguma representatividade, surgindo pequenas casas de comércio, além do incentivo à pecuária. Mas, somente em dezembro de 1961 foi elevado à categoria de município, desmembrando-se de Alto do Parnaíba, com a denominação de Tasso Fragoso. 

O nome foi dado em homenagem ao ilustre maranhense Augusto Tasso Fragoso, nascido em São Luís, em 28 de agosto de 1869. Foi General do Exército, Engenheiro Militar, Bacharel em Matemática e Ciências Físicas e Naturais. Além de Historiador, Sociólogo e Astrônomo. Faleceu em 20 de setembro de 1945. 

A agricultura nas fazendas de alta tecnologia é a principal atividade econômica da região, que, atualmente, é considerada a maior produtora de grãos do Estado.

LOCALIZAÇÃO

Localizada no Sul do Maranhão, no polo Chapada das Mesas, distante 940 km da capital maranhense e possui uma população de 8.459 habitantes, segundo censo 2018. A cidade está a 242 metros acima do nível do mar e faz divisa com o Estado do Piauí, limitando-se com os municípios maranhenses de Balsas, Sambaíba e Alto do Parnaíba.

ATRATIVOS NATURAIS


O município é rico em cavidades naturais, como a Gruta da Arara Azul, e arqueologia. São milhares de gravuras e pinturas rupestres, situadas em toda a região do município, lugares de grande beleza cênica como: morros do Garrafão (em forma de um grande garrafão, um dos maiores pontos de visitação da cidade), a 4 km da sede, e do Elefante (o formato de um elefante), a 12 km da sede, rio Parnaíba e as regiões da Babilônia, Santa Maria, onde se encontra a maioria dos sítios arqueológicos, entre outras. 

A fauna e flora da região também são riquíssimas. São enormes brejos de buritizais, com sua biodiversidade, onde há flores e frutas nativas de cores, sabores, formas e tamanhos variados. E animais raros, como a harpia (gavião real), o urubu rei, o curió, a arara azul, periquito, jandaia e muitos outros.

MANIFESTAÇÕES CULTURAIS E RELIGIOSAS

Os festejos de Nossa Senhora do Carmo, a padroeira da cidade, celebrado entre o período de 07 a 16 de julho, soma-se às férias escolares, momento em que a cidade fica bem movimentada. 

SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS 


A arqueologia é um segmento turístico pouco usual no Brasil. Em Tasso Fragoso é grande a quantidade de pontos com vestígios de uma civilização pré-histórica, que possivelmente existiu na cidade, identificada pelas gravuras e pinturas rupestres encontradas em paredes das grutas, espalhadas por toda a região. Acredita-se que essas inscrições rupestres tenham 12 mil anos. 

O município é referência quando se trata de arqueologia. Pela região existem milhares de gravuras e pinturas rupestres.

 Nas grutas encontram-se pegadas de animais seguidos por pegadas humanas, folhas de palmeiras e instrumentos de caça, que podem simbolizar um ritual de caça. 

Estudiosos e pesquisadores do assunto, que já tiveram contato com essa descoberta, afirmam que as gravuras e rabiscos nas rochas, chamados de inscrições lapidares, inscrições petrográficas ou desenhos rupestres em Tasso Fragoso, são mais antigos do que aqueles encontrados na Serra da Capivara/ PI, classificando-os como um verdadeiro achado arqueológico.

MUSEU DO CERRADO 

Na cidade de Tasso Fragoso encontra-se o Museu do Cerrado. Um lugar que traduz toda a história do sertanejo e sua labuta diária, seus utensílios e objetos e a sua maneira de viver. Você volta literalmente ao passado. 

Apesar de todos os objetos expostos, o maior tesouro do Museu é a catalogação dos inúmeros sítios arqueológicos, com inscrições rupestres ou grafismos (uma forma de comunicação usada pelos homens primitivos, que usavam as mãos manchadas de sangue para desenhar silhueta estampada nas paredes das rochas ou cavernas). 

Entre as várias peças guardadas no Museu do Cerrado, está o que seria um machado de pedra, (machadinha semilunar), raríssimo na arqueologia brasileira, com idade estimada entre 40 a 60 mil anos de história, mas a afirmação ainda precisa ser estudada. 

Mas não é só de achados milenares que o Museu vive. Em seus domínios, o visitante encontra peças usadas até bem pouco tempo pelo homem simples do Cerrado, mas que já caiu em desuso. São peças que recordam toda uma época, como a espingarda, apetrechos para montarias, utensílios domésticos, cabaças de água, cuias e muito mais. 

Tudo isso só foi possível devido à garra, força de vontade e coragem de Agnaldo Guimarães, mais conhecido como Lirô Guimarães Fialho, proprietário do Museu. Preocupado com a perda das raízes de sua cidade, ele decidiu fazer algo para resgatá-las. “Essa história também faz parte de mim. Eu vivi isso aqui na minha infância”, conta. 


Com quase 20 anos de existência, o manancial da cultura fragosense recebe frequentemente alunos em busca de um maior conhecimento sobre a origem de cada peça espalhada pelo salão do Museu. 

Fotos cedidas pelo Museu do Cerrado/Lirô Guimarães 

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