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segunda-feira, 9 de setembro de 2019


Muita coisa mudou em São Luís. Se pudesse conversar, hoje, com Bandeira Tribuzi diria ao nobre e saudoso jornalista que parte dos ‘sonhos do futuro’, cantados em um dos versos do hino de louvação a São Luís, já se concretizou em nossas escolas. A Josué Montello, ressaltaria que o Liceu Maranhense, citado pelo poeta e registrado numa das páginas do Diário Completo (1998), que a escola perto de sua casa (na Rua dos Remédios), para onde ele ia a pé, foi totalmente requalificada pelo Programa Escola Digna.

Assim como esses dois expoentes da nossa literatura, tenho uma profunda devoção por São Luís, desde a pouca idade, quando meus pais me levavam para caminhar pelas ruas de pedra de cantaria e eu viajava pensando nas histórias que cada casarão guarda. Amo nossas tradições, costumes, nosso povo e o seu jeito de ser.

Com minha memória sempre atenta, recordo-me aqui de duas escolas históricas que foram totalmente recuperadas pelo governo Flávio Dino. A primeira: o Centro de Ensino Benedito Leite (Escola Modelo), uma escola centenária, inaugurada há dois anos, cujo patrono deixou um legado incrível, preferindo cortar sua mão a assinar o ato de extinção da escola e essa é a razão pela qual a estátua localizada na praça que, também, recebeu seu nome, Benedito Leite, está sem a mão direita.

A segunda, a Sotero do Reis, na rua São Pantaleão, cuja inauguração foi este ano, representou um resgate histórico e de preservação de uma tradicional escola que, no século XIX, já foi o mais luxuoso cemitério de São Luís, de propriedade de ingleses não católicos e financiado pela Coroa Britânica. Um presente para educação pública de São Luís.

Para além dos tradicionais prédios escolares do Centro, o Escola Digna chegou a diversas regiões da capital. Já são quase 70 escolas da rede estadual requalificadas pelo Programa, em São Luís. Do Maracanã ao Anjo da Guarda e da Cidade Olímpica ao Olho d’Água, há espaços escolares adequados e dotados das condições necessárias para aprendizagem, de qualidade, dos ludovicenses. Ressalto que ainda não chegamos em todas as escolas, embora já haja intervenções na totalidade delas.

Em cada escola da rede por onde passamos, vemos um pouco de nossa história narrada em depoimentos emocionantes como o da professora Maria das Graças, da Unidade Integrada José Murad, fundadora da escola, quando ainda era comunitária, em 1985, no bairro Cohafuma. “Você já pensou uma escola que você fundou, que conseguiu formar muita gente e, hoje, você vê a escola assim, em nível alto? Nossa, é muita satisfação! A melhor reforma que teve essa escola foi essa que o governador Flávio Dino fez, pois deixou ela completa. Deixou a escola de primeiro mundo, bonita, que faz gosto para as crianças estudarem. É emocionante demais ver essa escola assim, muito bonita e bem feita, pois eu amo isso aqui”, contou.

Depoimento impactante, também, do senhor José Fernando, pai de uma estudante e um dos pedreiros da reforma do Centro de Ensino Juvêncio Matos, no Tibiri, inaugurado na última sexta-feira (6) junto com outros três importantes equipamentos educacionais: CE Júlio de Mesquita, CE Coelho Neto e a quadra poliesportiva do Centro Educa Mais Almirante Tamandaré, em homenagem ao aniversário de São Luís. “Já fui estudante dessa escola. A minha filha hoje é estudante e vai ter esse benefício, que é essa reforma, e eu não tive essa oportunidade. Como pedreiro da obra, estou fazendo o meu melhor com muito prazer para que os alunos tenham o que não tive. A escola está muito legal”, ressaltou.

Os investimentos do governo Flávio Dino para melhorar as condições das escolas da rede, em São Luís, colocaram a cidade no grupo das cinco capitais do Brasil com melhores indicadores educacionais, conforme apontaram os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC. O Ensino Médio, em São Luís, também foi destaque no rendimento escolar. Em quatro anos, o salto foi de 11,4 pontos percentuais. Somem-se a isso formações pedagógicas para professores e gestores escolares, o fomento ao esporte na escola, os aulões e simulados; enfim, um conjunto de investimentos na qualidade da educação.

Hoje, em seus 407 anos de riquezas culturais e históricas, a cidade patrimônio da humanidade pode se orgulhar de ganhar do Governo do Estado um dos presentes mais significativos que uma sociedade pode ostentar – uma educação digna para milhares de ludovicenses. Avante!

Felipe Costa Camarão
Professor
Secretário de Estado da Educação
Membro da Academia Ludovicense de Letras e Sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão



















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