Assembleia Legislativa

segunda-feira, 28 de outubro de 2019
Medida vai beneficiar parques temáticos e aquáticos no Brasil, que geram 15 mil empregos diretos e 100 mil indiretos


Os parques temáticos e aquáticos no Brasil acabam de ganhar a isenção permanente de imposto de importação de equipamentos para os empreendimentos no país. A medida foi aprovada por unanimidade na reunião plenária do Comitê Técnico do Mercosul, e publicada no Diário Oficial na União do dia 24.10. A iniciativa vinha sendo tratada pelo Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat) e contou com apoio do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. O setor fatura mais de R$ 3 bilhões por ano no Brasil, recebe 30 milhões de visitantes, gera mais de 15 mil empregos diretos e 100 mil empregos indiretos. Com a novidade, a expectativa é de que os números cresçam ainda mais.

O imposto de importação era um dos gargalos que inviabilizava o melhor desenvolvimento dos parques no país. O setor de parques e atrações é um mercado em expansão em todo o mundo. É o que mostra o mais recente raio-x da Themed Entertainment Association (TEA), o The Global Attractions Attendance Report. Segundo o estudo, em 2018, o total de visitantes nos grandes parques do planeta, pela primeira vez, ultrapassou meio bilhão de entradas. O número equivale a quase 7% da população mundial. Segundo o índice, há apenas cinco anos, o número de visitas em relação à população global era de 5%. O ano foi favorável ao entretenimento temático na maior parte das regiões do planeta – o segmento cresceu pelo menos 4% em todos os principais mercados.

O ministro do Turismo, Marcelo Alvaro Antônio, que desde o início entendeu e abraçou o pleito do setor, destacou a importância da iniciativa para os empresários, que poderão aproveitar e contribuir ainda mais para o incremento do turismo em suas regiões. Para ele, a isenção de imposto vai possibilitar a atratividade dos empreendimentos em operação e da oportunidade para abertura de novos. “Nossos parques já figuram como um dos principais destinos latino-americanos. Eles são âncoras econômicas nos locais onde estão instalados, induzindo o desenvolvimento e gerando empregos e renda para a população”, disse.

O presidente do SINDEPAT, Murilo Pascoal, explicou que essa era uma grande luta para os setor e sua conquista vai significar uma virada na história dos parques e atrações turísticas no País, estimulando os investimentos, a renovação e o surgimento de novas instalações. “Temos acreditado no Brasil como a próxima fronteira de desenvolvimento dos parques. Mas, para isso se concretizar, era fundamental contar com a mudança”, afirmou. “O imposto chegava a mais que dobrar o valor de equipamentos e isso bloqueou por muitos anos o desenvolvimento, no Brasil, do setor de entretenimento familiar, um dos que mais movimenta viagens de lazer ao redor do mundo”, comentou.

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