Assembleia Legislativa

domingo, 3 de novembro de 2019

Artigo do governador Flávio Dino

Ao longo do mês de Outubro, o Vaticano trouxe ao centro das discussões eclesiásticas e científicas a nossa Amazônia. Por reconhecer a importância da floresta, o Papa Francisco convocou o Sínodo da Amazônia e, ao longo de três semanas, fez com que o tema fosse tratado com a relevância que tem. O documento resultante do Sínodo foi apresentado pelo cardeal Dom Cláudio Hummes, Relator Geral do Sínodo, durante reunião com 4 governadores da Amazônia brasileira, em um ato de reconhecimento de que há, no Brasil, quem defende e luta pela compatibilização entre desenvolvimento e sustentabilidade.

Na reunião dos governadores, que aconteceu na Academia de Ciências do Vaticano, discutimos mecanismos de concretização das diretrizes definidas no documento final do Sínodo da Amazônia. No período em que estive no Vaticano, também fiz reunião com todos os bispos do Maranhão que participaram do Sínodo, quando colhi importantes sugestões para ações governamentais.

Na minha intervenção na Academia de Ciências do Vaticano, frisei que concordamos que há sim graves crises ambiental e social no Brasil, que precisam ser reconhecidas e enfrentadas para que tenhamos o bem-viver de toda a população, especialmente aquelas tradicionais e originárias. Mencionei incêndios florestais e a poluição por óleo em praias do Nordeste como sinais da crise ambiental. Além disso, destaquei que o cumprimento de compromissos internacionais que o Brasil assumiu não significa fragilizar a soberania nacional. E realcei o quanto é necessário que os países mais ricos assumam responsabilidades diferenciadas na proteção do meio ambiente, isto é, arquem com encargos proporcionais aos danos ambientais provocados por essa espécie de “superdesenvolvimento” que eles já experimentam, com um consumismo desenfreado e alucinado.

É urgente superar o negacionismo ambiental sobre a real situação da Amazônia, que leva o Brasil a retrocessos visíveis. Tais retrocessos geram mortes e destruição, e, ademais, estão expondo a imagem da nossa Nação, trazendo riscos de sanções contra nossos produtos na seara internacional. Defender o Brasil exige que os compromissos relativos ao meio ambiente, constantes da nossa Constituição e das leis, sejam cumpridos por todos. As reflexões da Igreja Católica, contidas no documento final do Sínodo, reforçam a crença de que o desenvolvimento sustentável é o caminho certo.

Informação: MaranhãodeTodosNós

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