Mais Obras

sexta-feira, 9 de setembro de 2016
“Estamos conseguindo manter a média de pontos balneáveis, apesar das variações. Isso se deve ao legado que encontramos de tragédia ambiental e de absoluto sucateamento dos equipamentos da Caema. Mas brevemente, fruto das ações em curso, não viveremos mais essa situação”, destacou o presidente da Caema, Davi Telles. Ele se refere ao último laudo de balneabilidade das praias, aferido na terça-feira (6), que apontou 17 pontos próprios para banho nas praias da capital e São José de Ribamar. Foram analisados 21 pontos. Os níveis de contaminação estão caindo, gradativamente, desde janeiro deste ano, fruto das ações em desenvolvimento e mantido a média de mais de 60% de balneabilidade nas análises realizadas.

Em geral, a análise das águas das praias é realizada semanalmente com a coleta às quartas, sábados e domingos. Houve antecipação para garantir a segurança dos frequentadores das praias no feriado prolongado. Os dados podem variar, segundo a equipe técnica responsável pela avaliação. Isso porque na zona urbana existem muitas fontes poluidoras. Entre os fatores que contribuem para esta poluição estão os esgotos domésticos, as chuvas que levam dejetos para as águas e o grande fluxo de pessoas nestas áreas. Dessa forma, um trecho considerado impróprio em uma semana pode estar próprio em um próximo laudo.

No período chuvoso as possibilidades de resultados ‘impróprios para o banho’ são maiores, pois aumentam os níveis de poluição, pois com a água da chuva pode ser lavada sujeira e lixo para as praias. “O laudo deve ser utilizado como referência para que o usuário se oriente e escolha as áreas mais favoráveis na orla para seu banho de mar”, destaca o secretário de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), Marcelo Coelho. No último laudo, elaborado entre 20 e 28 de agosto, dos 21 pontos avaliados, 19 foram considerados próprios para banho.

Os pontos analisados no laudo do dia 6 foram: ao lado do Forte Santo Antônio, atrás do Hotel Praia Mar, atrás do Bar do Dodô, em frente a praça de apoio ao banhista, em frente ao Edifício Herbene Regadas e Hotel Brisa Mar (Ponta d’Areia); em frente aos bares do Chef e Marlene’s, Barraca da Marcela, ao Agrupamento Batalhão do Mar, ao Ipem, Bar Kalamazoo e foz do Rio Calhau (Praia de São Marcos); à direita da elevatória II da Caema, em frente a Pousada Tambaú e Bar Malibu (Prai do Calhau); à direita da Elevatória Pimenta I, à direita da Elevatória Iemanjá II, em frente ao Bar do Capiau e em frente ao Bar da Praia (Praia do Olho d’Água); em frente ao bares Fatima’s Bar, Novo Point e Bar do Isaac na Praia do Araçagy.

Caema promove ações

O programa ‘Mais Saneamento’, desenvolvido pela Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), vem somando, progressivamente, para garantir a balneabilidade das praias de São Luís. Para despoluir rios e praias na capital, o programa já implantou 80 km de redes coletoras de receptores e estão previstas mais 200; foram melhoradas as operações de diversas elevatórias de esgoto e implantados os interceptores dos rios Pimenta e Claro, deste último está sendo concluída a nova elevatória. Serão 35 elevatórias novas construídas pelo projeto, sendo 10 entregues ainda este ano.

A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Vinhais integra o ‘Mais Saneamento’, opera desde agosto e realiza o tratamento progressivo dos esgotos. O programa segue ainda com a despoluição dos rios Claro e Calhau, o que garantirá praias limpas e de qualidade para o mergulho. O ‘Mais Saneamento’ visa ampliar o índice de tratamento de esgotos da capital para 70% até 2018. O sistema foi recebido com apenas 4% de tratamento. Somado a estes, Caema, Sema e Delegacia de Meio Ambiente realizam operação conjunta de fiscalização para identificar irregularidades em condomínios. As equipes saem a campo a partir desta segunda-feira (12).

Método de análise

Para a avaliação da qualidade da água foi utilizado o indicador microbiológico Enterococos - do grupo dos Estreptocos Fecais - para quantificar as bactérias por quantia de 100 mililitros de água do mar. As amostras foram colhidas na maré baixa. O monitoramento obedece padrões da Resolução Conama nº 274/00, segundo a qual as águas das praias serão consideradas próprias se em 80% ou mais de um conjunto de amostras colhidas no mesmo local no período de cinco semanas houver, no máximo, 100 Enterococos por 100 ml. Sendo o valor obtido superior a 400 Enterococos por 100 ml, as águas são consideradas impróprias. As coletas são verificadas no Laboratório Central de Saúde Pública – Lacen/MA.

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