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quarta-feira, 17 de maio de 2017
A androginia da Drag Larissa Stacy, de 21 anos, marcou, na primeira noite (segunda-feira, 15) da Mostra de Cinema e Direitos Humanos, a importância do respeito às diferenças. A programação dará visibilidade - dentro e fora da tela - à histórias de pessoas que vivem a diversidade, cultura e educação em Direitos Humanos, este ano, com foco em questões de gênero.

“Minha performance fala sobre o amor e a beleza. A beleza por aquilo que é você. O amor é o respeito pelas pequenas coisas, um gesto de carinho, de afeto”, disse Larissa, que vem se apresentando como drag queen em São Luís há mais de 4 anos.

Na abertura do evento, o secretário estadual de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, reforçou o caráter político do festival na luta contra a cultura do ódio. “A questão da violência é algo presente na luta de direitos humanos. O ódio ainda está muito presente na sociedade brasileira e que vai aparecendo quando as minorias vão ocupando espaços. A elite não admite a diversidade de gênero. O cinema produz novas empatias e cumplicidades para os melhores sentimentos a favor da heterogeneidade e diversidade, que é a melhor resposta contra a cultura do ódio”, falou Francisco Gonçalves.

Em São Luís, a mostra tem o apoio do Governo do Estado, por meio das secretarias estaduais de Direitos Humanos (Sedihpop), da Educação (Seduc), da Juventude (Seejuv), da Mulher (Semu); e também da Plan International e Coletivo Atraque.

Filmes
Na tela grande, o público foi cativado pelos curtas-metragens 'Depois que te vi', do diretor Vinícius Saramago (Mostra Panorama) e 'De que lado tu me olhas', das diretoras Ana Carolina de Azevedo e Helena Sassi (Mostra Temática). A primeira história apresentou Gustavo, jovem autista que trabalha na farmácia do tio entregando medicamentos até o dia em que vê uma menina passar de bicicleta, mudando sua rotina. No segundo filme, o depoimento de sete pessoas, em Porto Alegre, relatando experiências na relação com identidade de gênero.

Janet Duarte Rockenbach, integrante da curadoria do festival, falou da importância da mostra, que percorre todas as capitais brasileiras. “Este ano, tivemos 90 filmes inscritos por meio de convocatória nacional realizada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos e pelo Instituto Cultura em Movimento (Icem). Selecionamos as películas por tipo de direito, este ano, dando destaque a temáticas sobre gênero. O grande destaque é o documentário ‘Meu Nome é Jacque’, que aborda a história de vida de Jacqueline Côrtes, mulher transexual brasileira que vive com Aids. Todos os filmes vão garantir a emoção das pessoas pela sensibilidade das histórias”, destacou.

O documentário, será exibido nesta quarta-feira (17), às 18h. Após a sessão, representantes da Sedihpop e do Coletivo Atraque realizarão debate que integra também a programação da Semana de Enfrentamento à LGBTfobia, em paralelo à mostra de cinema.

A acessibilidade também é diretriz da mostra. Todos os filmes contam com legenda (closed caption) e algumas sessões terão intérprete de libras e audiodescrição. Para a produtora cultural, especialista em acessibilidade, Alessandra Pajama, a transversalidade dos temas é o ponto chave para educação em direitos humanos. “Os filmes sensibilizam diversos públicos porque são temas transversais, que passam por uma questão geracional e de diferentes segmentos, como pessoas com deficiência, mulheres, pessoas LGBT, e quando a gente temos a oportunidade de estarmos juntos no mesmo espaço debatendo temas diversos, aprendemos que a garantia de direitos só é possível quando mudamos a nós mesmos, o nosso próprio pensamento em relação ao outro que é diferente”, pontuou Pajama.

Programação
A Mostra de Cinema e Direitos Humanos prossegue até o dia 20 de maio e serão exibidos 37 filmes entre curtas, médias e longas-metragens, divididos em três mostras: Panorama, Temática – que abordará questões de gênero, e Homenagem – com foco na obra da cineasta Laís Bodansky. Este ano, a novidade é a 'Mostrinha', voltada para o público infanto-juvenil e que exibirá outros oito curtas-metragens. Todas as exibições são gratuitas, com sessões a partir das 14h. No site da Mostra (http://mostracinemaedireitoshumanos.sdh.gov.br) é possível acompanhar quais sessões serão seguidas de debate e quais terão audiodescrição.

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