Mais Obras

terça-feira, 6 de junho de 2017
*Por Paulo Washington

Plano 01. Tomada 01. Quadro a quadro, inicio o roteiro de nossa participação no Festival Guarnicê de Cinema com a vinheta de abertura: “Lembrafilmes apresenta: Jornal Aqui, Ó!”. Editado de forma artesanal com duas câmeras VHS, começava assim o nosso primeiro vídeo no 13º Festival Guarnicê de Cine e Vídeo, em 1991. A sátira ao telejornalismo pegava carona no popular “Aqui, Agora!”, telejornal que estreou no mesmo ano, no SBT.

Produzido com os colegas jornalistas Isanilson Dias e José Luiz Batalha, o vídeo marcou o início da nossa jornada no maior evento de cinema do Maranhão. Um festival que há 40 anos cresce com novos planos, ângulos e movimentos, impulsionado por gerações de vídeoastas, cineastas, técnicos, roteiristas, apoiadores, patrocinadores e servidores da Ufma, grande elenco           que constrói essa história com resistência, competência e persistência.

Em 1991, a cena política do país não refletia muita luz para o cinema nacional. Um ano antes, o então presidente Fernando Collor extinguia a Embrafilme. O ponto de virada desse drama veio cinco anos depois, com o lançamento da comédia "Carlota Joaquina: a Princesa do Brasil", de Carla Camurati. O filme deu origem à série das novas produções do cinema nacional. Sucessos de bilheteria que continuam sendo produzidos em todo o país.

Para o bem de todos e felicidade geral da nação cinéfila maranhense, a grande maioria dos curtas e longas produzidos no país são exibidos no Guarnicê. Com uma câmera na mão, criatividade e o apoio dos “paitrocinadores” e amig@s entusiastas do cinema local, também registramos em vídeo o bom humor de cenas cotidianas, destinos turísticos, comportamentos e costumes. A cada edição, o festival ampliava a nossa vitrine profissional.

Com ou sem prêmios, em mostras competitivas ou não competitivas, os nossos vídeos foram cartões de visitas e passaporte para o intercâmbio cultural e profissional. Aprendi muito com o festival. Tanto como redator, roteirista e jornalista quanto como cidadão e servidor. Vi com meus próprios olhos o cinema tirar realidades da margem da luz e iluminar vidas e futuros. Provocar atitudes! Gerar mudanças! Transformar comunidades!

Bato a claquete da ficha técnica e dos nossos agradecimentos a Deus, aos pais Odette e Washington, irmãs e aos amigos, dentre eles, José Luiz Batalha, Isanilson Dias, Euclides Moreira, Murilo Santos, Gilson Silva, Evandro Filho, Vanda Torres, Paulo Rogério, Kátia Veloso, Shirley Freire, Cecília Leite, Cícero Silva, Cinaldo Oliveira, César Duarte, Geovane e José Guterres, Reinaldo Reis, Fátima Lima, Manoel Saraiva e Marco Nina, dentre outros.

O Guarnicê tem o nosso respeito e nos representa! Há 40 anos estende o tapete vermelho para milhares de pessoas acessarem o universo da sétima arte, sem pagar bilheteria. Seja na programação oficial ou em suas mostras itinerantes. As edições recentes receberam mais de três mil alunos do ensino fundamental da capital, que assistiram a mostra Guarnicêzinho. Aula criativa e diferenciada, onde o festival também fez escola.

Em 40 anos de vida, arte e show, o Guarnicê se fez luz com brilho próprio! Acabou com a distância anos-luz que existia entre o público local e os filmes não comerciais. Ensinou para quem sonha que o olhar diferenciado faz acontecer! E mais, ao produzir e assistir filmes, do Super-8 ao digital, a emoção se renova! Parabéns às gerações que roteirizam e estão filmando a nova história do Festival Guarnicê de Cinema.

Antes de rodar a vinheta de encerramento, fica a dica: acesse www.cultura.ufma.br/40guarnice e veja a programação atual deste espetáculo em movimento do cinema nacional!  

*Paulo Washington Beltrão dos Reis é jornalista.

Fonte: PWPW

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