Assembleia Legislativa

São João do Maranhão 2019

segunda-feira, 15 de abril de 2019
Um arquipélago fluvial, uma duna de quartzo e uma montanha de 1,8 bilhão de anos estão entre os lugares mais surpreendentes do país!


O maior parque de pinturas rupestres do mundo, o cume de montanha mais extenso do planeta, formações rochosas de 1,8 bilhão de anos e ossadas de preguiças-gigantes de seis metros: acredite, tudo isso se encontra no Brasil. É, de tão imenso, nosso País reúne paisagens de tirar o fôlego que ainda não foram descobertas por todo mundo! Conheça esses destinos in-crí-veis que não fazem parte dos roteiros tradicionais de turismo em 3,2,1...

A seguir, listamos 12 dessas joias históricas e naturais espalhadas pelas cinco regiões do Brasil – prepare suas malas e #partiu, férias:

Jalapão (TO)


Prepare-se para se deparar com o laranja das dunas de areia de quartzo, com o verde intenso das piscinas naturais, com o dourado do capim brilhando sob o sol, com o azul claro dos fervedouros.. Bem-vindo ao Jalapão! De tão lindo, é difícil de acreditar que este lugar seja ainda tão desconhecido pelos brasileiros. Mas há até uma justificativa já que o acesso à região – no extremo leste do Tocantins, onde faz divisa com Bahia, Maranhão e Piauí – não é dos mais simples, nem a infraestrutura das mais completas. Mas nada que não se resolva com um carro 4x4, um guia local e algumas doses de disposição e paciência. Vale a pena sair do roteiro comum para conhecer o destino, considerado um dos maiores blocos de vegetação nativa remanescente do Brasil!


Ilha do Algodoal (PA)


Pedestres, bicicletas e charretes coloridas, que passam por ruas de chão batido onde carros e motos são proibidos, determinam o ritmo tranquilo de Algodoal, aonde a energia elétrica só chegou em 2005 (sério!). A vila de pescadores situada pertinho de Belém, à qual só se chega de barco, encanta tanto pela simplicidade quanto pela beleza natural. Mangues que levam a praias semi-desertas de areias brancas e finas, dunas cobertas de restinga, coqueiros e cajueiros compõem o cenário do local que só começou a ser habitado nos últimos cem anos – e, por isso mesmo, é tão bem preservado. Isso não impede, no entanto, que seja palco de festas noturnas animadas, ao som de ritmos regionais como carimbó e tecnobrega.


Monte Roraima (RR) 


Na tríplice fronteira entre Brasil, Guiana e Venezuela, o Monte Roraima é um dos lugares mais exóticos e misteriosos da América Latina. A formação rochosa milenar é composta por diversos platôs em formato de mesa, dos quais o monte que dá nome ao estado de Roraima é o mais alto, ultrapassando os 2800 metros. Para chegar a seu topo, é preciso cruzar a fronteira da Venezuela e subir pelo seu lado menos íngreme, num trekking que dura dias – ou, então, desembolsar um valor considerável para fazer o trajeto de helicóptero. De todo modo, a recompensa é uma paisagem única de cavernas, lagoas, plantas carnívoras, beija-flores, diversas espécies endêmicas e vistas espetaculares de onde, em meio às nuvens, pode-se assistir à chuva se formar e precipitar morro abaixo. Considerado sagrado pelos índios pemons, o monte tem o cume mais extenso do mundo (são 90 quilômetros quadrados!) e origem geológica que remonta à era paleoproterozoica, há cerca de 1,8 bilhão de anos, tornando-o uma das formações rochosas mais antigas do planeta.

Arquipélago de Anavilhanas (AM)


Mais de quatrocentas ilhas compõem o arquipélago fluvial de Anavilhanas, um dos maiores do mundo, com cerca de 130 km de extensão, localizado a 100 km de Manaus. O labirinto natural formado pela floresta amazônica é entrecortado pelos afluentes do Rio Negro. Tal ecossistema abriga botos cor de rosa, jacarés, onças pintadas, macacos e bichos-preguiça. De outubro a março, durante a cheia, os igapós formam belos espelhos d’água e, de abril a setembro, época de seca, aparecem convidativas praias de areia branca pelo percurso.


Serra da Capivara (PI) 


Abrigando o maior parque de pinturas rupestres do mundo, datadas de até 29 mil anos atrás, a Serra da Capivara possui 120 mil hectares de cânions, falésias, grutas e o rico bioma da caatinga, além de impressionantes ossadas de mastodontes, tigres-dentes-de-sabre e preguiças gigantes de seis metros (!). Patrimônio Cultural Mundial da UNESCO desde 1991, o Parque Nacional é uma viagem às origens da civilização na América. A cidade-base mais próxima para conhecer o local, São Raimundo Nonato, é modesta, mas tem boa infraestrutura, e fica a 500 km deTeresina, capital do Piauí.

Chapada das Mesas (MA)


Menos conhecida do que as chapadas brasileiras Diamantina (BA), Veadeiros (GO) e Guimarães (MT), a Chapada das Mesas é um rincão exuberante na divisa do Maranhão com o Tocantins. Composto por sertões, cavernas, florestas de buritizais e um relevo de chapadas vermelhas, tem como grande atrativo as cachoeiras e piscinas naturais. Para conhecer o local, o ponto de partida é a cidade de Carolina, que tem pouco mais de 25 mil habitantes e boa estrutura – aproveite os restaurantes locais, com pratos de peixes de água doce e doces caseiros à base de jaca e buriti. Entre os pontos mais visitados, estão o Poço Azul e o Encanto Azul, as cachoeiras Santa Bárbara, São Romão e Prata e o Morro do Chapéu, além do Portal da Chapada, ideal para curtir o pôr-do-sol.

Galinhos (RN)


Dunas multicoloridas, salinas, mangues, praias que se revelam e escondem no ritmo da maré e um fotogênico farol compõem os cartões-postais de Galinhos, situado a 170 km da capital Natal e (inexplicavelmente) ainda pouco explorado pelos turistas. Um dos destaques turísticos inusitados do vilarejo de apenas 2 mil habitantes é o passeio que oferece almoço com alimentos colhidos ao longo do trajeto e transformados em iguarias - pense em ostras no bafo, sashimi de pescada branca e ceviche de cavala-branca, tudo fresquinho...


Icaraí de Amontada (CE)


“Descoberta” por velejadores e praticantes de windsurf e kitesurf europeus por causa de seus ventos constantes, Icaraí de Amontada está começando a atrair a atenção dos turistas brasileiros. Sua enseada tem mar calmo e piscinas naturais emoldurados por um cenário de coqueirais, e partem dali os passeios que levam à Lagoa do Sabiaguaba e aos chamados Lençóis Cearenses, compostos por dunas e lagoas. Queridinha dos fortalezenses, a vila de pescadores lembra a Jericoacoara de décadas passadas.

Nobres (MT)


A combinação que faz a fama de Bonito, em Mato Grosso do Sul – grutas, cachoeiras e rios cristalinos cheios de peixes –, aparece também em Nobres com o atrativo adicional de preços mais baixos e menos turistas. A cidade de 15 mil habitantes tem entre os destaques o Aquário Encantado, uma piscina natural de um azul límpido, em função da presença forte de magnésio, realçada por uma enorme variedade de peixes multicoloridos e pelos feixes de luz que entram por entre as árvores que a cercam. Para os caçadores de adrenalina, a dica é fazer o boia-cross pelo Rio Quebó, que passa por uma gruta habitada por morcegos. A 150 km de Cuiabá, Nobres fica na região da Serra do Tombador, de grande valor histórico para os índios bacairis, que ainda vivem por lá, e onde é possível encontrar sítios arqueológicos e arte rupestre.


Cambará do Sul (RS)


O maior conjunto de cânions da América do Sul fica no Brasil: são 250 km na cidade gaúcha de Cambará do Sul, a 110 km de Gramado. Os mais famosos cânions (e com melhor infraestrutura) são o Itaimbezinho, no Parque Nacional dos Aparados da Serra, e o Fortaleza, no Parque Nacional da Serra Geral. Este último é também o mais profundo, com paredões verticais que chegam a 900 metros de altura, e o mais largo da região, com 7,5 km. Outro destaque da região é a Cachoeira dos Venâncios, uma sequência de quatro quedas d’água no Rio Camisas. Ah! Vale dizer que Cambará do Sul está entre as campeãs no ranking de baixas temperaturas durante o inverno brasileiro.


Pancas (ES)


Um conjunto de rochas de granito com os mais curiosos e variados formatos, conhecido como Monumento Natural dos Pontões Capixabas, são o principal atrativo da cidadezinha de Pancas, a 180 km da capital Vitória. As mais famosas são o cartão-postal Pedra Camelo, com 720 metros de altura, e a Pedra Agulha, com 500 metros de altura. Popular entre os turistas, a Rampa da Colina é o local onde se pode praticar vôo livre (parapente e asa delta). Cerca de 60% da população de 20 mil habitantes é formada por descendentes de pomeranos (povo que habitou a região europeia do Mar Báltico, entre a Alemanha e a Polônia), e a cultura dos imigrantes é preservada na gastronomia, em festas populares e até no idioma – depois do português, o pomerano é a língua mais falada na cidade.

São Miguel das Missões (RS)


Um dos quatorze Patrimônios Culturais Mundiais da UNESCO localizados no Brasil, as ruínas de São Miguel das Missões estão entre os mais bem preservados vestígios das Missões Jesuíticas em todo o mundo. Fundado no século 17, o povoado ali instalado, chamado de redução de São Miguel Arcanjo, foi o mais próspero da região dos Sete Povos das Missões. Nele, guaranis e jesuítas conviveram por quase um século. No sítio arqueológico está também o Museu das Missões, que guarda uma importante coleção de esculturas sacras dos Sete Povos, em sua maioria de madeira policromada. Um espetáculo de luz e som é realizado diariamente nas ruínas, recontando a história do lugar.

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