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sexta-feira, 12 de julho de 2019
Em nome da Secretaria Especial da Cultura, o diretor do Departamento de Empreendedorismo Cultural, Luiz Eduardo Lima de Rezende, mostrou a representantes de secretarias, das indústrias e do comércio do estado do Pará os números positivos do setor


O coordenador-geral de Estudos e Monitoramento e diretor Substituto do Departamento de Empreendedorismo Cultural da Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cidadania, Luiz Eduardo Lima de Rezende, esteve presente no Seminário de Aprimoramento dos Mecanismos de Adesão à Lei Semear. Organizado pela Secretaria de Estado de Cultura do Pará e pela Fundação Cultural do Pará (FCP), o evento reuniu representantes das secretarias de Fazenda e de Turismo do Estado, gestores culturais e empresários paraenses. O objetivo foi proporcionar a troca de informações sobre as potencialidades da rede produtiva da cultura e sobre o funcionamento da lei estadual de incentivo à Cultura, a Lei Semear, e seus benefícios.

Durante sua palestra, Luiz Eduardo enfatizou aos presentes o potencial econômico dos projetos culturais. Segundo o diretor, é preciso olhar ainda além da cadeia produtiva da Cultura para entender a dimensão do impacto econômico de eventos como o Círio de Nazaré, por exemplo. “Toda a rede hoteleira, o setor de bares e restaurantes, o de transportes, todos esses setores também são movimentados pelos eventos culturais. E também toda a rede de fornecedores que trabalham para esses setores”, disse.

Para exemplificar o impacto que os eventos culturais geram na economia, Luiz Eduardo citou metodologia criada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para medir a movimentação na economia do Rio de Janeiro em datas como o Revéillon, o Carnaval e em ocasiões de eventos como a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), entre outros. Ao fazer os estudos, A FGV considerou não só os reflexos diretos, como os empregos gerados nas produções dos eventos, mas também os indiretos, como ocupação de hotéis e aumento do uso de transportes públicos e táxis, por exemplo.

De acordo com a secretária de Cultura do Estado do Pará, Ursula Vidal, há uma grande dificuldade em mapear o impacto da cultura na geração de renda e desenvolvimento econômico nos territórios paraenses. “Como mensurar, por exemplo, o impacto econômico do Círio de Caraparú ou da Marujada? Nossas práticas culturais estão em cada esquina e nós precisamos entender como potencializamos isso”, destacou.

Prioridade

A medição dos impactos econômicos do setor cultural têm ganhado cada vez mais relevância, inclusive no cenário internacional. No início de julho, representantes do setor cultural de Países da Ibero-américa apontaram que essa é uma das prioridades para a área, durante a Reunião de Alto Nível de Representantes Ministeriais e Institucionais de Cultura Ibero-americana. Promovido pela Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), o evento contou com a parceria da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, que foi representada pelo secretário Henrique Pires.

No Brasil, as atividades culturais e criativas representam 2,64% do PIB brasileiro. Essa participação é superior a de setores tradicionais que costumam ser mais reconhecidos pelo governo e pela sociedade como contribuintes do desenvolvimento do país, como as indústrias têxtil e de eletroeletrônicos, e se equipara a outros, como o farmacêutico, por exemplo. Em todo o mundo, as indústrias culturais e criativas geram de forma direta US$ 2,25 bilhões de renda e empregam 30 milhões de trabalhadores, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Se, a exemplo do que foi feito pela FGV, fossem calculados os impactos indiretos gerados nos setores de turismo, alimentação e transportes, esses números seriam maiores. Segundo Luiz Eduardo, “esse estudo nos leva a entender o quanto é vantajoso investir em cultura”. 

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