Assembleia Legislativa

terça-feira, 17 de setembro de 2019
Ela recebeu o troféu Gonzagão 2019 pelo CD "Feita na Pimenta"


A noite do último dia 21 de agosto de 2019 vai ficar marcada na memória e no coração da cantora Alexandra Nicolas. No palco do Teatro Facisa em Campina Grande (PB) Alexandra recebeu das mãos de uma das idealizadoras do prêmio Rilavia Cardoso, aquele que é o maior prêmio da música nordestina: O Troféu Gozagão. Ela foi a segunda artista maranhense a conquistar esse reconhecimento, dividindo a honraria apenas com a cantora Alcione.

Em sua décima primeira edição, o prêmio teve entre os homenageados especiais os artistas Raimundo Fagner e Jackson do Pandeiro, que completaria 100 anos em 2019 e que é uma das maiores referências para Alexandra Nicolas. O nome do Troféu Gonzagão foi escolhido em homenagem ao Rei do Baião Luiz Gonzaga, grande responsável por apresentar a cultura nordestina para o Brasil. A premiação foi criada para enaltecer e reconhecer os artistas que trazem consigo a essência da cultura do Nordeste, traduzida em suas obras.  

Entre mais de 175 artistas inscritos, Alexandra venceu na categoria “Artista Revelação da Música Nordestina”, e foi ovacionada pelo público de mais de 800 pessoas entre cantores, músicos, cineastas, poetas e escritores envolvidos com a cultura nordestina.


“O Trofeu Gonzagão é a maior premiação da Música Nordestina e com certeza vem coroar nossa música com toda nobreza que ela carrega. E o Maranhão estar presente nesta premiação só reforça que aqui também temos música nordestina de qualidade”, orgulha-se a primeira artista maranhense a receber esse prêmio.

Vale destacar que, a premiação é mais um excelente fruto do último trabalho da cantora - o seu segundo CD “Feita na Pimenta” que foi lançado em 2018 -  dedicado aos ritmos nordestinos e à jocosidade. Uma proposta de mostrar com inteligência, algo perdido atualmente na música popular brasileira veiculada comercialmente. O disco tem composições de Zeh Rocha, João Lyra, Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro, Anastácia e Zeca Baleiro, que faz uma participação especial no álbum; além de Marco Dualibe, César Nascimento, Betto Pereira, que agraciaram a cantora com composições inéditas especialmente para este trabalho.

Nacionalmente o disco foi muito festejado pela crítica e público; com lançamentos nas principais casas de forró do Sudeste, como o Canto da Ema (SP); Clube dos Democráticos (RJ) entre outras. Em São Luis “Feita na Pimenta” incendiou literalmente os palcos oficiais do São João de 2018, com apresentações lotadas em todos os principais arraias do Governo do Estado.


Ainda emocionada quando lembra da premiação, Alexandra Nicolas acredita que o que resume tudo isso é a existência de um amor muito maior, a convicção da verdade em seu trabalho e a certeza de que está no caminho certo, lutando para valorizar e consagrar a causa nordestina, tendo a música como sua bandeira:

“Na hora que eu recebi a indicação foi muito forte, e a sensação era de que acima de tudo isso havia um amor muito maior e uma convicção de estar no caminho certo. Uma sensação de gratidão e de certeza de estar diante da verdade que eu acredito. Dediquei esse prêmio às minhas raízes que me levaram até lá. Acredito que essa premiação reflete o prazer de se fazer o que se ama, a minha entrega ao gênero, assumir e reverenciar as minhas origens. E quanto ao Troféu Gonzagão é a maior premiação da música nordestina. A solenidade reúne a maior concentração de artistas do Nordeste, a gente se encontra, se afina, se entrega, se recicla, troca músicas, impressões, se admira e se refaz. Eu agradeci o prêmio cantando nosso João do Vale “Todo mundo canta sua terra, eu também vou cantar a minha, modéstia parte seu moço, minha terra é uma belezinha, tinha tanta coisa pra falar, quando tava fazendo esse baião que quase me esqueço de dizer que essa terra tão linda é o Maranhão”, revelou a cantora.

Para Alexandra Nicolas não basta cantar, é preciso lutar para valorizar a cultura e a música nordestinas; e isso ela faz em múltiplos projetos que vão desde ações educativas para crianças em escolas e até integrar o núcleo de pesquisa da Associação Respeita Januário, que trabalha para transformar o Forró em Patrimônio Cultural:

“Quando se tem um reconhecimento como esse Prêmio, agora o trabalho é dobrado e a responsabilidade com a causa só aumenta. Também compreendi que alinhar o que eu faço com as crianças é uma missão que me toma com um amor profundo e reitero que pra mim, não basta só cantar, é preciso fazer a nova geração ter orgulho de ser nordestino, uma região rica e com criança é assim, devemos plantar essa semente cedo, pois isso só reforça as grandes possibilidade de termos mais Nordestinos Extraordinários”, defende Nicolas.

Ao mestre Gozagão, que empresta seu nome ao Troféu recém conquistado, Alexandra Nicolas é só gratidão pelo legado da obra e pela enorme influência em sua carreira artística:

“Gonzaga, me ensinou a louvar o Nordeste, a agradecer e contemplar tudo que ele tem. A comemorar as coisas simples e as mais belas. A chorar de alegria e a fazer das tristezas aprendizado. Outras referências que eu tenho são a Marines pela força do seu canto, a Elba Ramalho pelo bailado e alegria com a qual interpreta os grandes compositores; e a minha maior inspiração de força que é o nosso João do Vale. E meu próximo trabalho será todo dedicado a sua obra”, revelou a cantora que traz a arte nas veias e cujos olhos brilham só de pensar nesse próximo projeto em homenagem a mestre João do Vale.

Mas enquanto não inicia seu próximo projeto, e ainda curtindo a conquista desse prêmio, a incansável nordestina coloca seu foco e toda a sua energia à causa do Fórum Nacional do Forró, que está buscando a titulação desse gênero musical como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.

“Estamos no início da pesquisa e temos até 2020 pra fazer o forró virar patrimônio, temos ainda muito chão pela frente, diversos estados envolvidos e catalogar tudo será um desafio grande”, diz a declarada defensora do forró e do seu Nordeste.

 Da banda escolar à carreira premiada como revelação na Música Nordestina

Cantar é quase como respirar para Alexandra Nicolas. No ensino médio formou a banda Hocus Pocus, que animava festas na escola e na casa de amigos. Começou a cantar profissionalmente aos 17 anos, quando sua banda foi convidada para uma temporada na extinta Éden Galeria, no Centro de São Luís. Após a estreia triunfal – casa sempre cheia! – trabalhou com mestres como Hilton Assunção, Marcelo Carvalho e Papete.

Incansável pesquisadora de ritmos e raízes da música popular brasileira, apresentou espetáculos como “Balangandãs” (2003), dedicado a sucessos de cantoras da era de ouro do rádio, e “Senhora das Candeias” (2009 e 2010), inteiramente dedicado a repertório inédito de Paulo César Pinheiro dedicado especialmente para a cantora.

Este último resultaria no repertório de seu disco de estreia, “Festejos”, (Acari Records, 2012), composto de músicas inéditas da lavra de Paulo César Pinheiro (sozinho ou em parcerias com Wilson das Neves, Roque Ferreira e João Lyra).  

Em 2018, Alexandra Nicolas lançou seu segundo disco, “Feita na Pimenta”. No mesmo, ano foi convidada por Joana Alves (Coordenadora Nacional do Fórum de Forró de Raiz) a ser a representante do Maranhão nesta causa. Em seguida Alexandra passa a fazer parte do núcleo de pesquisa da “Associação Respeita Januário”, para transformar as matrizes do Forró em Patrimônio Imaterial do Brasil até 2020.  Em 2019 Alexandra Nicolas lançou um projeto inédito nas Escolas, onde apresenta para as crianças os pilares da música nordestina como ferramenta educacional, aliando sua formação em Fonoaudiologia a sua arte. O projeto tem como ponto culminante o lançamento de dez ebooks infantis sobre os pilares da música nordestina, sendo estes apresentados de forma lúdica e apaixonante pela cantora. Alexandra também já foi convidada em Campina Grande a apresentar seu projeto para a Rede de Escolas Motiva, na Paraíba, um dos maiores complexos educacionais da região.
Informação: Intermídia Comunicação 

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